Os Abençoados

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mateus 26:59-75

 
Mateus 26:59-75

Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte;

E não o achavam; apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas,

E disseram: Este disse: Eu posso derrubar o templo de Deus, e reedificá-lo em três dias.

E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?

Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.

Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.

Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia.

Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte.

Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam,

Dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?

Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu.

Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.

E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno.

E ele negou outra vez com juramento: Não conheço tal homem.

E, daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és deles, pois a tua fala te denuncia.

Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.

E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. 

E, saindo dali, chorou amargamente.

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Os líderes do povo têm Jesus em seu poder, porém lhes falta um motivo plausível para condená-LO com segurança, uma vez que o Homem perfeito não lhes dá nenhuma base para acusações. Vêem-se então forçados a procurar alguma "falsa testemunha" (Salmo 27:12; 35:11-12). E até mesmo essa testemunha é difícil de encontrar, já que ela deve ter uma aparência de retidão. Por fim apresentam-se duas falsas testemunhas com uma palavra distorcida (comparar v. 61 com João 2:19). Mas o que serve de pretexto para a condenação é a Sua solene declaração de ser o Filho de Deus, pronto a vir com poder e grande glória! A sentença de morte é pronunciada. E imediatamente a brutalidade e a covardia do homem vêm à tona (vv. 67-68). Começa a cumprir-se o que o Senhor tinha várias vezes predito aos Seus (Mateus 16:21; 17:22; 20:18-19 e 26:2). 

Para Pedro também é uma hora sombria, mas por uma razão bastante diferente. Satanás, que não pôde fazer o Mestre vacilar, tentará fazer o discípulo cair. Por três vezes, o pobre Pedro nega Aquele pelo qual havia jurado morrer. Chega até mesmo a usar uma linguagem grosseira para enganar os outros, já que, anteriormente, sua maneira de falar o tinha denunciado como um discípulo de Jesus.

Todo dia com Jesus








terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mateus 26:47-58

E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.

E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o.

E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o.

Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.

E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.

Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.

Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?

Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?

Então disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes.

Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.

E os que prenderam a Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

E Pedro o seguiu de longe, até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim.
Mateus 26:47-58

Mateus 26:47-58


E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos do povo.

E o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o.

E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi; e beijou-o.

Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.

E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.

Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.

Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?

Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça?

Então disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes.

Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.

E os que prenderam a Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

E Pedro o seguiu de longe, até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim.
Um discípulo não havia dormido como os demais. Era Judas. Ei-lo aqui, à frente de uma tropa ameaçadora que veio para prender Jesus. E que recurso escolhe o miserável para atraiçoar o seu Mestre? Um beijo hipócrita! "Amigo", - pergunta-lhe o Salvador - "para que vieste?". Uma última pergunta, própria para sondar a alma do infeliz Judas. Um último chamado de amor dAquele que disse aos Seus: "Tenho-vos chamado amigos" (João 15:15). Mas é tarde demais para o "filho da perdição" (João 17:12). 

Essas setas lançadas à consciência (v. 55) são os únicos atos de defesa dAquele que está entregando a Si mesmo. Os discípulos são impotentes, contudo, mais de doze legiões de anjos estavam, por assim dizer, em pé de guerra, prontas para intervir se Ele pedisse ao Pai. Porém Sua hora havia chegado. Longe de esconder-se ou de defender-se, Jesus, ao contrário, refreia o braço de Seu discípulo por demais impulsivo, aquele que pouco depois iria mostrar a verdadeira medida de sua coragem, fugindo como os companheiros.
No palácio do sumo sacerdote, os escribas e anciãos já estavam reunidos para consumar a suprema injustiça (Salmo 94:21). 

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Mateus 26:31-46




Mateus 26.31-46


31 Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos vós vos escandalizareis comigo; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho ficarão dispersas.
32 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia.
33 Disse-lhe Pedro: Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim.
34 Replicou-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.
35 Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
36 Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar;
37 e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
38 Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
39 Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?
41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
42 Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
43 E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados.
44 Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
45 Então, voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores.
46 Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.
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Cheio de confiança em si próprio, Pedro declarou-se pronto para morrer com o Senhor. Mas veremos que ele não irá muito longe.

A seguir, tendo convencido os discípulos orar e vigiar com Ele, o Senhor Jesus adentra sozinho no jardim, onde daria a prova suprema de Sua submissão à vontade do Pai. Esta vontade, cuja realização foi o constante deleite do Filho, envolve agora uma dupla e terrível necessidade: ser abandonado por Deus (algo infinitamente triste para o coração do filho amado); e o pecado que deveria levar, cujo salário é a morte - (algo infinitamente angustiosa para o Homem perfeito). A tristeza e angústia invadiram a Sua alma (v. 37). Oh, Ele está consciente do terrível caminho até a cruz, do qual Satanás, ainda naquele momento, tenta dissuadi-LO. Porém, Ele aceita o cálice das mãos de Seu Pai: "Faça-se a tua vontade".

Em Sua graça, Deus nos permitiu assistir a essa provação do Senhor no Getsêmani, escutar Sua oração urgente e dolorosa. Que o Senhor Jesus nos guarde de termos, como os três discípulos, um coração adormecido e indiferente a Seu sofrimento. E, pelo contrário, que a gratidão e a adoração transborde nossa alma ao pensarmos no grande preço que o nosso Salvador pagou.

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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mateus 26:17-30

Mateus 26.17-30

17 No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa?
18 E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.
19 E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20 Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos.
21 E, enquanto comiam, declarou Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá.
22 E eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe: Porventura, sou eu, Senhor?
23 E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.
24 O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!
25 Então, Judas, que o traía, perguntou: Acaso, sou eu, Mestre? Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste.
26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando -o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;
28 porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.
30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
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Podemos ter uma idéia do que o Senhor estava sentindo ao comer esta páscoa com Seus discípulos. Nesta celebração justamente se representava o que Ele estava por realizar. Não iria demorar, e o verdadeiro Cordeiro pascal seria imolado (1 Coríntios 5:7). Porém Ele ainda queria dar a Seus discípulos um emblema muito especial de Seu amor. A cada ano, desde a grande noite do êxodo, a páscoa anunciava em figura uma obra que havia de vir. Doravante, a cada primeiro dia da semana, a cena faria o crente recordar que esta obra está consumada. Todas as vezes que a celebramos, anunciamos a morte do Senhor até que Ele venha (1 Coríntios 11:26).

Assim que distribuiu o pão para os Seus, o Senhor Jesus também lhes deu o cálice, dizendo: "Bebei dele todos". Sim, Ele quer que todos participem com Ele desta ceia de amor (exceto Judas que havia saído: João 13:30). São eles dignos da ceia? Pedro O negará e todos os demais fugirão. Ainda assim o Senhor lhes disse - e continua dizendo a todos os redimidos: "Bebei dele todos". A seguir explica o valor inestimável de Seu sangue que será "derramado em favor de muitos, para a remissão dos pecados" (v. 28). Caro leitor, você está entre esses "muitos"? Caso esteja, qual tem sido sua resposta ao desejo do Senhor Jesus? (Salmo 116:12-14).

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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Mateus 26:1-16

Mateus 26.1-16

1 Tendo Jesus acabado todos estes ensinamentos, disse a seus discípulos:
2 Sabeis que, daqui a dois dias, celebrar-se -á a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
3 Então, os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás;
4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.
5 Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
6 Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,
7 aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa.
8 Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício?
9 Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres.
10 Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo.
11 Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes;
12 pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento.
13 Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.
14 Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs:
15 Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.
16 E, desse momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para o entregar.

 
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O Senhor Jesus terminou os Seus ensinamentos. Os últimos acontecimentos vão-se cumprir agora. Enquanto em Jerusalém os homens iníquos deliberam (vv. 3-5), uma cena bem diferente acontece em Betânia. Rejeitado e odiado pelos grandes do povo, é entre Seus humildes seguidores que o Senhor Jesus encontra a acolhida, o amor e a adoração que Lhe são devidos. Ele já não tem mais lugar no templo, mas é recebido na casa de Simão, o leproso. As honras reais Lhe foram negadas, mas um bálsamo de grande preço é derramado sobre Sua cabeça, figura da unção real. Esta mulher reconhece e honra o Messias de Israel. "Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume" (Cantares 1:12). Somente Senhor compreende e aprecia o gesto dela. Mas é o que basta! Se Ele nisto tem prazer, ninguém tem direito de escandalizar-se.

Mas com o versículo 14, passamos novamente a uma cena de escuridão. O traidor Judas, que há pouco tinha também respirado o perfume do bálsamo, realiza a traição e recebe sua paga: trinta moedas de prata, o preço de um escravo. O profeta Zacarias - com uma pitada de ironia - designa-o como um "magnífico preço", pois foi o preço pelo qual o Filho de Deus foi avaliado (Zacarias 11:13). 



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Diacono Sergio Christino: Lição 8: O Legado de Elias

Diacono Sergio Christino: Lição 8: O Legado de Elias: LIÇÕES BÍBLICAS CPAD — JOVENS E ADULTOS  Lição 8: O Legado de Elias — 24/02/2013 Os objetivos a serem alcançados com esta aula são:...

Mateus 25:31-46

Mateus 25.31-46

31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória;
32 e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;
33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda;
34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.
35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes;
36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.
37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber?
38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos?
39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?
40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.
42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me.
44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos?
45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.
46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.



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O versículo 31 retoma o curso da profecia no mesmo estágio em que fora interrompido em Mateus 24:30-31, ou seja, quando da vinda do Senhor em glória para Seu povo terreno. Será o dia da recompensa ou do castigo para as pessoas dentre as "nações" (v. 32) que estarão vivendo aqui na terra. E o critério diferenciador será a maneira pela qual tiverem recebido os embaixadores do Rei (Seus irmãos - no caso aqui, os judeus - v. 40), quando lhes for anunciado o evangelho do reino (cap. 24:14). 

Alguns querem usar esta parábola para justificar a doutrina da salvação pelas obras. Mas devemos esclarecer que este será um período posterior ao da Igreja e da fé cristã propriamente dita.

De qualquer modo, deixando de lado a questão da salvação, a declaração do Senhor está cheia de instrução para nós, cristãos. Se o Senhor Jesus estivesse aqui na Terra hoje, quanto empenho aplicaríamos para recebê-LO e servi-LO, em resumo, para satisfazer Seus menores desejos? Pois bem! Nós temos esta oportunidade todos os dias! Dons, hospitalidade, visitas. Tudo o que fazemos por amor a alguém deve ser feito em primeiro lugar para Ele (João 13:20; 1 Coríntios 12:12). Por outro lado, se recusarmos fazê-lo, estaremos sendo omissos em relação ao Senhor.



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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mateus 25:14-30

Mateus 25.14-30

14 Pois será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens.
15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu.
16 O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco.
17 Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois.
18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor.
19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.
20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.
23 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
24 Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste,
25 receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.
26 Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?
27 Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.
28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai -o ao que tem dez.
29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.
30 E o servo inútil, lançai -o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.

 A parábola das dez virgens refere-se ao esperar - ao velar - pela vinda do Senhor. A parábola dos talentos considera o aspecto do serviço. A vida do crente após a sua conversão compreende estes dois aspectos: "servir" o Deus vivo e verdadeiro e "esperar" dos céus a Seu Filho (1 Tessalonicenses 1:9-10). Mas esperar o Senhor não significa cruzar os braços até que Ele venha. Ao contrário, cada redimido tem o privilégio de trabalhar para Ele. E para isto, todos receberam certo número de talentos, com a responsabilidade de empregá-los e gerar frutos: uns receberam saúde; outros, discernimento e memória; outros ainda, tempo, bens materiais... mas, e sobretudo, todos têm a Palavra divina, a qual lhes confere um respectivo conhecimento (1 Coríntios 2:12). Mas, amigos leitores, mesmo sendo salvos, podemos assemelhar-nos de alguma maneira com o servo mau e negligente. Estamos seguros de não haver "escondido sob a terra", por egoísmo ou preguiça, desonestamente, um ou mais desses dons que pertencem ao Senhor? Que teremos para Lhe dar quando Ele vier? Poderá Ele fazer-nos entrar no Seu gozo? (Não é dito "entrar no céu", mas, no "Seu gozo") - o gozo da obra consumada e do amor satisfeito - gozo que fora a Sua motivação para a obra (Hebreus 12:2).


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mateus 25:1-13

 Mateus 25:1-13

 1 Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo.
2 Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes.
3 As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo;
4 no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas.
5 E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram.
6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!
7 Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas.
8 E as néscias disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando.
9 Mas as prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o vendem e comprai -o.
10 E, saindo elas para comprar, chegou o noivo, e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou-se a porta.
11 Mais tarde, chegaram as virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre-nos a porta!
12 Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.
13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

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Segundo um costume oriental, um noivo chegando de noite para o ritual de suas bodas era iluminado em seu caminho e escoltado por virgens, amigas de sua noiva (as quais hoje chamaríamos de damas de honra; Salmo 45:9,14). O Senhor usa essa comovedora ilustração para mostrar de que maneira devemos esperar por Ele, o Noivo celeste. Porém, os cristãos, em sua maioria, têm-se cansado de esperar. O sono espiritual tomou conta deles por muitos séculos. Foi necessário que, num período recente da história da Igreja, apropriadamente chamado de "o despertamento", ressoasse o grito da meia-noite: "Eis o noivo!...". O Senhor está voltando! Em decorrência disso tornou-se manifesta uma diferença: as prudentes tinham azeite em suas lâmpadas; assim, os verdadeiros crentes estão preparados para a volta do Senhor, e a luz deles - a do Espírito Santo - pode brilhar na escura noite deste mundo. Outros, como as virgens néscias, apenas dizem que O estão esperando, sem, contudo, possuir a vida que procede dEle. É um triste erro levar o tão maravilhoso título de cristão sem o ser - é uma terrível ilusão, e será um não menos terrível despertar!

Perguntemo-nos sinceramente enquanto ainda é tempo: "Há óleo em minha lâmpada?", "Estou preparado para Seu retorno?". (Na Bíblia, o óleo é uma figura do Espírito Santo - Romanos 8:9).

Todo dia com Jesus

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Mateus 24:32-51

Mateus 24.32-51

32 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.
33 Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.
34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.
35 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.
36 Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.
37 Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem.
38 Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,
39 e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.
40 Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro;
41 duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra.
42 Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.
43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa.
44 Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.
45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?
46 Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.
47 Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens.
48 Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se,
49 e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios,
50 virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe
51 e castigá-lo -á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

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O Senhor interrompe Sua exposição profética para exortar os Seus à vigilância e ao serviço (v. 32-44). O juízo cairá repentinamente sobre o mundo. Atingirá os incrédulos e zombadores. Alcançará igualmente os indiferentes, os indecisos e os filhos de crentes que não aceitaram a Jesus como seu Salvador pessoal. Será este último o seu caso? "Por isso estai vós apercebidos também", diz o Senhor (v. 44 - E.R.C.). E para estar preparado, devemos acolher o Senhor Jesus como Salvador pessoal. No versículo 45 é atribuído aos que nEle creram um maravilhoso serviço: o de distribuir no seu arredor o alimento, que é a Palavra (Atos 20:28; 1 Timóteo 1:12). Pois há dois requisitos: a fidelidade, para conhecer esta Palavra e não se apartar dela; e a sabedoria, para aplicá-la de acordo com as necessidades e circunstâncias. Porém, na grande cristandade também se encontram os servos maus. Eles têm exercido um duro domínio sobre as almas dos demais; têm-se embriagado com os prazeres do mundo (1 Tessalonicenses 5:7). Por quê? É que, bem no íntimo de seu coração, eles não crêem na volta do Mestre. O servo de Cristo só pode ser fiel e sábio se guardar um precioso segredo: esperar a cada dia pelo Senhor. Conforme exprime o Salmo 130: "A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pelo romper da manhã".

Todo dia com Jesus

 
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Mateus 24:15-31

Mateus 24.15-31

15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda),
16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;
17 quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa;
18 e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.
19 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
20 Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado;
21 porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.
22 Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.
23 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;
24 porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.
25 Vede que vo-lo tenho predito.
26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis.
27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.
28 Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29 Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.
31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.

 
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Os acontecimentos anunciados nestes versículos dizem respeito a Israel e somente ocorrerão após o arrebatamento da Igreja. Porém, para mostrar quais serão as conseqüências de Sua rejeição - descrita nos capítulos anteriores -, o Senhor dirige-se a Seus discípulos como se eles fossem a geração que iria passar por esse período tão terrível. Na verdade, os cristãos da dispensação (período) atual não estarão mais neste mundo quando chegar o dia em que o Anticristo seduzir as nações, profanar o templo (v. 15) e perseguir os fiéis. Por isso, as advertências e exortações dadas aqui não concernem diretamente a nós. Mas o Senhor Jesus manifesta grande interesse pelas coisas que sucederão antes da Sua vinda em glória (v. 30). Pensa com grande simpatia nos fiéis que sofrerão naqueles tempos. Supõe também que aqueles a quem chama de amigos devem compartilhar esse interesse e simpatia (João 15:15). Falar-nos dessas coisas por antecipação (v. 25) é uma grande prova de amor e de confiança de Sua parte (Gênesis 18:17). Isso só não é razão suficiente para buscarmos compreender essas verdades proféticas? Além do mais, elas são uma fonte de exortação proveitosa em todas as épocas e para todas as testemunhas do Senhor - exortações como: perseverar (v. 13); orar (v. 20); vigiar (v. 42).



sábado, 16 de fevereiro de 2013

Devocional Mateus

Mateus 24.1-14

1 Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo.
2 Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada.
3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.
4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.
5 Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.
6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.
7 Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares;
8 porém tudo isto é o princípio das dores.
9 Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
10 Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros;
11 levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.
12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.
13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.
14 E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.

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Depois de pronunciar os sete "ais" sobre os guias cegos de Israel, o Senhor deixa o templo. Vai-se retirando quando os discípulos orgulhosamente apontam para a beleza do edifício. Precisam ouvir que este logo seria destruído; eles demonstram ainda não estar preparados para abandonar o título de filhos de Abraão. Por isso o Senhor Jesus leva-os à parte, para o Monte das Oliveiras, e expõe-lhes a sucessão de acontecimentos proféticos relatados nos capítulos 24 e 25. Começa por falar à consciência deles (v. 4) antes de responder, uma após a outra, às três perguntas formuladas no versículo 3 ("Quando sucederão estas cousas?" - v. 15-28; "Que sinal haverá da tua vinda?" - v. 29-31; "Qual o sinal da consumação do século?" - v. 32-51). É que uma verdade deve operar sempre um efeito moral: por exemplo, aumentar o temor de Deus ou o amor pelo Senhor. Sem isso, a verdade serve apenas para satisfazer a curiosidade, e a consciência se endurece. Aqui os discípulos têm de tomar cuidado para não se deixar enganar. Eles ainda são "filhinhos" na fé. Conhecem o Pai que Jesus lhes tem revelado (cap. 11:27). Porém ainda não estão preparados contra o que o apóstolo João chama de "muitos anticristos" (1 João 2:18), ou, em outras palavras, os que ensinam vários erros e, portanto, precisam prevenir-se (2 Pedro 3:17). Satanás tentará seduzi-los com "todo poder, e sinais e prodígios da mentira" (2 Tessalonicenses 2:9-10). 

Filhos de Deus, não nos deixemos turbar por tudo o que ouvirmos! (v. 6). E, acima de tudo, cuidemos para que o nosso amor por Deus e pelos irmãos não esfrie.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Mateus 23:23-39

Mateus 23.23-39

23 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!
24 Guias cegos, que coais o mosquito e engolis o camelo!
25 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança!
26 Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!
27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!
28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.
29 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos
30 e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas!
31 Assim, contra vós mesmos, testificais que sois filhos dos que mataram os profetas.
32 Enchei vós, pois, a medida de vossos pais.
33 Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?
34 Por isso, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade;
35 para que sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e o altar.
36 Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração.
37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!
38 Eis que a vossa casa vos ficará deserta.
39 Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!

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Com essas veementes palavras, o Senhor condena solenemente aqueles que podemos designar como o "clero" de Israel. Esses guias cegos eram duplamente culpados, pois não entravam no reino dos céus e também abusavam da sua autoridade para impedir que outros entrassem (v. 13). Escrupulosos em extremo por pequenas coisas, negligenciavam as mais importantes: a justiça, a misericórdia e a fé (v. 23). Além disso, a sua máscara hipócrita enganava as pessoas simples que neles depositam sua confiança. Muito indignado, o Senhor Jesus revela-lhes a sua verdadeira face: são sepulcros caiados (mortos interiormente), são "serpentes", assassinos e filhos de assassinos.

Antes de sair do templo, esta casa onde Deus já não mais tinha Seu lugar (deixando-a assim deserta - sem a presença divina), Jesus expressa em termos muito tocantes o juízo que iria recair sobre Jerusalém. Creio que podemos compreender um pouco o que foi para Seu coração divinamente sensível o desprezo à graça que Ele oferecia. "Mas estes não quiseram!" (cap. 22:3; Oséias 11:7). Catastróficas palavras! Quem dentre os que as ouvirão um dia poderá reclamar de Deus a culpa por sua aflição eterna? A salvação em Cristo foi e ainda está sendo oferecida. Mas muitos não querem aceitá-la. 


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Mateus 23:1-22

 Mateus 23.1-22

1 Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos:
2 Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus.
3 Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem.
4 Atam fardos pesados e difíceis de carregar e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los.
5 Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas.
6 Amam o primeiro lugar nos banquetes e as primeiras cadeiras nas sinagogas,
7 as saudações nas praças e o serem chamados mestres pelos homens.
8 Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.
9 A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus.
10 Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo.
11 Mas o maior dentre vós será vosso servo.
12 Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.
13 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!
14 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações; por isso, sofrereis juízo muito mais severo!
15 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!
16 Ai de vós, guias cegos, que dizeis: Quem jurar pelo santuário, isso é nada; mas, se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou!
17 Insensatos e cegos! Pois qual é maior: o ouro ou o santuário que santifica o ouro?
18 E dizeis: Quem jurar pelo altar, isso é nada; quem, porém, jurar pela oferta que está sobre o altar fica obrigado pelo que jurou.
19 Cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta?
20 Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que sobre ele está.
21 Quem jurar pelo santuário jura por ele e por aquele que nele habita;
22 e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que no trono está sentado.
 
O Senhor Jesus, que descobriu todas as armadilhas dos chefes religiosos do povo, alerta Seus discípulos e a multidão contra tais homens. O que eles falavam era de modo geral excelente, mas o que faziam era muito diferente do que falavam (cap. 21:30). Nós, que conhecemos tantas verdades bíblicas e sempre as citamos aos outros, estamos mesmo colocando-as em prática? (João 13:17; Romanos 2:17).

Que contraste entre esses líderes e Cristo, o único Guia verdadeiro! (v. 8,10). Eles recomendavam a lei; Ele a cumpria (cap. 5:17). Eles amarravam "fardos pesados [e difíceis de carregar]" nos ombros dos outros (v. 4); Ele chamava aos cansados e sobrecarregados para lhes dar descanso (v. 11:28). Eles escolhiam os primeiros lugares; Ele, desde a manjedoura até a cruz, tomou constantemente o último lugar. Foi Servo antes de ser Líder (v. 11). Ninguém será mais exaltado, porque ninguém se humilhou mais profundamente que Ele. Porém, para esses escribas e fariseus que tanto perseguiram a própria glória, estão reservadas as trevas, onde há "choro e ranger de dentes" (cap. 22:13). Em vez das bem-aventuranças pronunciadas no início de Seu ministério, o Senhor sete vezes diz: "Ai de vós, escribas e fariseus!" contra aqueles homens que tinham tão grande responsabilidade.

Todo dia com Jesus



 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Mateus 22:23-46

 Mateus 22.23-46

23 Naquele dia, aproximaram-se dele alguns saduceus, que dizem não haver ressurreição, e lhe perguntaram:
24 Mestre, Moisés disse: Se alguém morrer, não tendo filhos, seu irmão casará com a viúva e suscitará descendência ao falecido.
25 Ora, havia entre nós sete irmãos. O primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão;
26 o mesmo sucedeu com o segundo, com o terceiro, até ao sétimo;
27 depois de todos eles, morreu também a mulher.
28 Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será ela esposa? Porque todos a desposaram.
29 Respondeu-lhes Jesus: Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.
30 Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.
31 E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou:
32 Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos.
33 Ouvindo isto, as multidões se maravilhavam da sua doutrina.
34 Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram-se em conselho.
35 E um deles, intérprete da Lei, experimentando -o, lhe perguntou:
36 Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?
37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
38 Este é o grande e primeiro mandamento.
39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.
41 Reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus:
42 Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam-lhe eles: De Davi.
43 Replicou-lhes Jesus: Como, pois, Davi, pelo Espírito, chama-lhe Senhor, dizendo:
44 Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés?
45 Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho?
46 E ninguém lhe podia responder palavra, nem ousou alguém, a partir daquele dia, fazer-lhe perguntas.

 
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Outros contraditores, os saduceus, foram a Jesus com uma pergunta trivial. Eles pensavam que através de sua história poderiam provar que a doutrina da ressurreição era absurda. Antes de demonstrá-la pelas Escrituras, Jesus fala à consciência desses homens e mostra que eles discutem sem o conhecimento da Escritura, sobre a incerta e equivocada base de seus próprios pensamentos. Isso é o que fazem hoje muitas pessoas, especialmente as que pertencem às seitas que ensinam doutrinas falsas e perniciosas.

Derrotados pelas Escrituras, os inimigos da verdade voltam ao ataque (v. 34-40). Recebem como resposta um maravilhoso resumo de toda a lei - que os condena sem apelação. Então, por sua vez, o Senhor Jesus faz uma pergunta aos fariseus que os silencia. Desprezado, Ele que era ao mesmo tempo o Filho e o Senhor de Davi, ocupará uma gloriosa posição. E aqueles que, de toda maneira, escolheram ser Seus inimigos, achariam também o lugar que lhes estava reservado (v. 44). É muito triste ver pessoas que obstinadamente escolhem permanecer em seus próprios caminhos, recusando submeter-se a esses tão claros ensinamentos bíblicos (2 Timóteo 3:8). 


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Além do Rio Azul

Mateus 22:1-22



Mateus 22.1-22

1 De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo-lhes:
2 O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho.
3 Então, enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir.
4 Enviou ainda outros servos, com esta ordem: Dizei aos convidados: Eis que já preparei o meu banquete; os meus bois e cevados já foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas.
5 Eles, porém, não se importaram e se foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio;
6 e os outros, agarrando os servos, os maltrataram e mataram.
7 O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade.
8 Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os convidados não eram dignos.
9 Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas a quantos encontrardes.
10 E, saindo aqueles servos pelas estradas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados.
11 Entrando, porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial
12 e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu.
13 Então, ordenou o rei aos serventes: Amarrai -o de pés e mãos e lançai -o para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.
14 Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
15 Então, retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam em alguma palavra.
16 E enviaram-lhe discípulos, juntamente com os herodianos, para dizer-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te importares com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens.
17 Dize-nos, pois: que te parece? É lícito pagar tributo a César ou não?
18 Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas?
19 Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário.
20 E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição?
21 Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
22 Ouvindo isto, se admiraram e, deixando -o, foram-se.
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A parábola das bodas do filho do rei completa a dos lavradores maus. Ela mostra o que acontecerá depois da rejeição do Herdeiro. Os judeus, que eram os primeiros a serem convidados, recusaram a mensagem da graça pregada pelos apóstolos (os servos do v. 3). Então estes se voltaram aos gentios (Atos 13:46).
Ao convidar os homens, Deus os honra e lhes mostra Sua graça. Você também tem em suas mãos um convite! Mas desprezo e oposição são as duas respostas mais comuns a um tão maravilhoso convite (Hebreus 2:3). Não basta apenas ser convidado (v. 3); nós devemos aceitar e comparecer da forma ordenada por Deus, ou seja, vestidos da justiça que procede do próprio Rei (Filipenses 3:9). O homem do versículo 11 pensou que sua roupa estava adequada. Ele representa os que pensam que podem entrar no céu através de sua justiça própria; eles freqüentam a Igreja sem, porém, ter recebido Cristo como seu Salvador pessoal (cap. 5:20; Romanos 10:3-4). Que confusão os espera e quão terrível será seu destino final!

Os fariseus e herodianos, surdos a esses ensinamentos, aproximam-se com uma pergunta feita para "surpreender Jesus em alguma palavra": "É lícito pagar tributo a César, ou não?". Porém, o Senhor discerne a armadilha oculta sob as palavras lisonjeiras. E, respondendo de forma inesperada, o Senhor devolve a flecha aos que a haviam atirado, ao dizer: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mateus 21:33-46

Mateus 21.33-46

33 Atentai noutra parábola. Havia um homem, dono de casa, que plantou uma vinha. Cercou -a de uma sebe, construiu nela um lagar, edificou-lhe uma torre e arrendou -a a uns lavradores. Depois, se ausentou do país.
34 Ao tempo da colheita, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os frutos que lhe tocavam.
35 E os lavradores, agarrando os servos, espancaram a um, mataram a outro e a outro apedrejaram.
36 Enviou ainda outros servos em maior número; e trataram-nos da mesma sorte.
37 E, por último, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: A meu filho respeitarão.
38 Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança.
39 E, agarrando -o, lançaram-no fora da vinha e o mataram.
40 Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?
41 Responderam-lhe: Fará perecer horrivelmente a estes malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos.
42 Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?
43 Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos.
44 Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.
45 Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas parábolas, entenderam que era a respeito deles que Jesus falava;
46 e, conquanto buscassem prendê-lo, temeram as multidões, porque estas o consideravam como profeta.
 
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A parábola dos lavradores maus ilustra a terrível condição do povo e de seus líderes. Deus esperava fruto de Sua vinha, Israel. "Sachou-a, limpou-a das pedras e a plantou de vides escolhidas; edificou no meio dela uma torre, e também abriu um lagar. Ele esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas" (Isaías 5:2). Os judeus (e toda a humanidade em geral) têm demonstrado não somente incapacidade em produzir "uvas boas", mas também ódio e revolta contra o Dono de todas as coisas. Eles têm desprezado e rejeitado Seus servos, os profetas, e agora se preparam para expulsar - e de que maneira terrível - o próprio Herdeiro, com o propósito de se apossarem da herança, ou seja, o mundo (1 Tessalonicenses 2:15). 

O Senhor os levou a pronunciar sua própria condenação, quando responderam à pergunta: "Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?". Depois, Jesus lhes mostra que Ele mesmo é a "pedra preciosa, angular", que Deus estabeleceu em Israel (Isaías 28:16). Os edificadores (os líderes do povo) A rejeitaram (Salmo 118:22-23). Porém, Ele veio a ser a pedra angular de uma "casa espiritual", a Igreja, e "pedra de tropeço e rocha de ofensa" para os desobedientes (1 Pedro 2:4-8). 

Todo dia com Jesus

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mateus 21:18-32

Mateus 21.18-32

18 Cedo de manhã, ao voltar para a cidade, teve fome;
19 e, vendo uma figueira à beira do caminho, aproximou-se dela; e, não tendo achado senão folhas, disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.
20 Vendo isto os discípulos, admiraram-se e exclamaram: Como secou depressa a figueira!
21 Jesus, porém, lhes respondeu: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não somente fareis o que foi feito à figueira, mas até mesmo, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, tal sucederá;
22 e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.
23 Tendo Jesus chegado ao templo, estando já ensinando, acercaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, perguntando: Com que autoridade fazes estas coisas? E quem te deu essa autoridade?
24 E Jesus lhes respondeu: Eu também vos farei uma pergunta; se me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas.
25 Donde era o batismo de João, do céu ou dos homens? E discorriam entre si: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não acreditastes nele?
26 E, se dissermos: dos homens, é para temer o povo, porque todos consideram João como profeta.
27 Então, responderam a Jesus: Não sabemos. E ele, por sua vez: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.
28 E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha.
29 Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi.
30 Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi.
31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus.
32 Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele.

 
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A caminho para Jerusalém, o Senhor realiza um milagre que, excepcionalmente, não é um milagre de amor, mas um sinal de juízo. Consideremos esta figueira: apenas folhas e nada mais! Tinha uma bonita aparência, mas nenhum fruto sequer! Esta era a condição de Israel... e de muitos que se dizem cristãos! Este milagre foi a oportunidade para que Jesus recordasse a Seus discípulos o poder da oração da fé.

Logo depois, Ele entra no templo, onde os principais sacerdotes e anciãos do povo desafiam Sua autoridade. Através de uma pergunta, o Senhor dá-lhes a entender que são incapazes de reconhecer essa autoridade se não reconhecerem primeiro a de João Batista. Como o segundo filho da parábola (v. 28-30), os líderes do povo diziam-se cumpridores da vontade de Deus. Mas, de fato, era para eles letra morta (Tito 1:16). Ao contrário, outros que eram anteriormente rebeldes, pecadores notórios, arrependeram-se após terem ouvido a voz de João, e fizeram a vontade de Deus. Os filhos de pais crentes correm o risco de serem precedidos no céu por muitas pessoas às quais hoje menosprezam ou são condescendentes (cap. 20:16). Pensemos todos em nossa grande responsabilidade!


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

As Igrejas de Deus

 
"Pois vós, irmãos, vos tornastes imitadores das igrejas de Deus em Cristo
Jesus que estão na Judéia" (1 Tes. 2:14)

A ignorância que prevalece no Cristianismo agora em relação às Igrejas de Deus é profunda e mais geral que qualquer outro erro sobre qualquer outro tema das Escrituras. Muitos que são fortes em relação ao Evangelho e são corretamente ensinados sobre os grandes fundamentos da fé, estão equivocados em relação à Igreja. Há de se notar que a confusão que abunda diz mais respeito a palavra "Igreja". Há poucas palavras com tamanha variedade de sentidos. O homem comum entende por "igreja" um edifício no qual as pessoas se congregam para a adoração pública. Porém os que compreendem melhor, sabem que o termo se refere as pessoas que se congregam neste edifício.

Outros usam o termo em um sentido denominacional e chamam de a "Igreja Metodista" ou a "Igreja Presbiteriana". Também se emprega para chamar de instituições do Estado como a "Igreja da Inglaterra" ou a "Igreja da Escócia. Para os papistas, a palavra "igreja" é quase sinônimo da palavra "salvação", porque eles ensinam que todos os que estão fora da "Santa Igreja Mãe" estão eternamente perdidos.

Para muitos que são até mesmo povo de Deus, parece não interessar-lhes o que Deus pensa sobre o tema. É triste notar que homens devotos no Evangelho, que proclamam a Palavra de Deus, nos comentam que não se molestam em relação à doutrina da Igreja; que a salvação é um tema mais importante; e o estabelecimento dos Cristão nos fundamentos é tudo o que é necessário. Vemos que eles dão capítulo e versículo para cada declaração que fazem e enfatizam a autoridade da Palavra de Deus, porém cerram os olhos à seus ensinamentos sobre a Igreja.

Que constitui uma Igreja Neotestamentária !
Que haja multidões de supostos Cristãos que desdenham a importância desta questão em manifesto. Suas ações os demostram. Não se molestam em contestar a pergunta. Alguns estão contentes em ficar fora de qualquer Igreja terreal Outros se unem a alguma igreja por considerações sentimentais, porque seus pais ou seus parentes pertencem à ela. Todavia outros se unem a uma igreja por motivos mais baixos, por razões políticas ou de negócios. Porém isto não deve ser assim.
Se o leitor é um Anglicano, deve sê-lo porque está convencido de que sua igreja é a mais bíblica. Se é presbiteriano, deve sê-lo pela convicção de que sua igreja está mais de acordo com a Palavra de Deus. E assim também se és Batista, ou Metodista, etc.
Há muitos outros que não guardam nenhuma esperança de poder contestar satisfatoriamente a pergunta: O que é uma Igreja Neotestamentária ! A confusão que causam no Cristianismo, as numerosas seitas e denominações, que diferem amplamente na doutrina e na constituição da igreja e na sua idéia sobre o governo, tem desanimado a muitos. Não dispõe de tempo necessário para examinar as declarações de muitas denominações. Muitos Cristãos são pessoas muito ocupadas, que trabalham muito para ganhar a vida, e não tem o tempo necessário para investigar adequadamente os méritos escriturísticos dos diferentes sistemas eclesiásticos. Consequentemente deixam de um lado a questão, porque a vem demasiadamente difícil e complexa para poder chegar a uma conclusão satisfatória e conclusiva. Porém não, a solução não deve ser assim. Em vez de que estas diferenças de opiniões nos deixem perplexos, devem estimular-nos a chegar a compreender a mente de Deus em relação ao assunto. Se Ele nos diz que devemos "comprar a verdade", o que implica que o esforço e o sacrifício são necessários, somos convidados a "provar todas as coisas".
Agora, é óbvio a todos que deve haver uma maneira mais excelente do que examinar os credos e os artigos de fé de todas as demais denominações. O único método satisfatório para descobrir a resposta divina à pergunta é voltarmos para o próprio Novo Testamento e estudar seus ensinamentos relacionados à "Igreja"; não os pontos de vista de algum homem piedoso; não aceitando o credo de uma Igreja a qual pertencem os meus pais; mas sim provando todas as coisas por si mesma. O povo de Deus não tem nenhum direito de organizar uma igreja sobre fundamentos que não são os que  governaram as Igrejas no tempo do Novo Testamento. Uma instituição cujos ensinamentos ou governo são contrários aos Novo Testamento sem dúvida não é uma igreja neotestamentária.
Agora, se Deus tem considerado de suma importância colocar entre as páginas de inspiração, o que é uma igreja  neotestamentária, então deve ser importante para cada homem ou mulher estudar o que está escrito, e submetermos a sua autoridade e conformarmos à sua conduta. Assim que apelo ao Novo Testamento unicamente e busco a resposta a nossa pergunta.
1. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes. Muita confusão tem sido o resultado de se utilizar adjetivos que não se encontram no Novo Testamento. Se fossemos perguntar a alguns Cristãos: a que igreja você pertence ? Contestariam: a grande igreja invisível de Cristo - uma igreja
que é intangível e invisível. Quantos repetem o Credo dos Apóstolos, "Creio na santa igreja católica !, que certamente não era parte alguma no credo que os apóstolos mantiveram. Outros falam de uma "igreja militante" e de uma  igreja triunfante", porém nenhum destes termos se encontram nas Escrituras, e os empregarmos somente cria dificuldade e confusão. No momento que deixamos de reter "o modelo das sãs palavras" (2 Timóteo 2:13) e usamos termos não-escriturísticos, somente nos confundimos ainda mais. Não podemos melhorar as Sagradas Escrituras. Não há necessidade de inventar mais temos, fazê-lo é criticar o vocabulário do Espírito Santo. Quando alguns falam de uma igreja universal de Cristo, empregam um termo anti-escriturístico. O que querem dizer é "a família de Deus". Esta última expressão inclui toda a companhia dos eleitos, porém a palavra "Igreja" não tem o mesmo sentido.
O tipo de Igreja que é enfatizado no Novo Testamento, não é nem invisível nem universal, mas visível e local. A palavra para "igreja" é ekklesia e os que conhecem a língua grega estão de acordo que significa uma assembléia.
Uma assembléia é uma companhia de gente que se reúne atualmente. Se nunca se reúnem, então isso seria um mal uso da linguagem dizer que são uma assembléia. Por isso, como todo o povo de Deus nunca tem estado em uma assembléia, juntos, não há uma Igreja ou assembléia universal. Essa igreja é
todavia futura porque ainda não tem uma existência corporal.
Para provar o que se disse acima, vamos examinar as passagens onde o termo foi usado pelo nosso próprio Senhor durante os dias de sua carne. Somente duas vezes nos quatro Evangelhos encontramos a Cristo falando de sua “Igreja” . A primeira está em Mateus 16:18, onde disse Jesus a Pedro "Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". A que tipo de Igreja se referia o Salvador ! A grande maioria dos Cristãos pensam que foi a grande Igreja invisível, mística e universal, que inclui todos os redimidos. Porém certamente estão equivocados. Se isto houvesse sido o sentido da palavras, necessariamente haveria dito "Sobre esta pedra estou construindo minha Igreja". Porém disse "construirei", tempo futuro. O que demonstra que quando falou estas palavras, a Igreja não tinha existência, salvo no propósito de Deus. A igreja à qual Cristo se refere em Mateus 16:18 não podia ser universal, isto é, uma igreja que inclui todos os santos de Deus, porque o tempo do verbo que emprega manifestamente exclui os santos do Antigo Testamento. Além disso, nosso Senhor não se referia à Igreja na glória, porque essa Igreja já não estará sob o perigo das portas
do inferno. Sua declaração que "as portas do inferno não prevalecerão contra ela" sem dúvida esclarece que se refere a Sua Igreja sobre a terra, uma Igreja visível e universal.
O único outro exemplo de nosso Senhor falando da Igreja quando esteve na terra, se encontra em Mateus 18:17 : "Se recusar ouvi-los, dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja, considera-o como gentio e publicano".
Agora, o único tipo de Igreja a qual um irmão pode falar de seus problemas é um Igreja visível e local. Isto é tão óbvio que não há necessidade de falar mais deste ponto. No último livro do Novo Testamento, encontramos o nosso Senhor usando o termo outra vez. Primeiro em 1:11 disse a João "Escreve em um livro o que vês, e enviá-lo às sete igrejas que estão na Ásia". Outra vez, é claro que o
Senhor fala de igrejas locais. Depois disto, o Senhor usa a palavra 19 vezes no Apocalipse e em cada passagem a referência foi à Igrejas locais. Sete vezes repete "O que tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas", não disse "ouça o que o Espírito diz à Igreja" - o que haveria dito se a opinião popular fosse a correta.
A última referência no Apocalipse está em Apocalipse 22:16: "Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã". A razão disto é que a Igreja de Cristo ainda não tem nenhuma existência tangível e incorporada, seja na glória ou sobre a terra; tudo o que tem agora são suas Igrejas locais.
Uma prova adicional de que o tipo de Igreja que é enfatizado no Novo Testamento é local e visível, está em outros passagens da Escritura. Lemos da "igreja que estava em Jerusalém" (Atos 8:1), "a igreja que estava em Antioquia" (Atos 13:1); "a igreja de Deus que está em Corinto" (1 Coríntios 1:2) - tomem nota de que ainda que esta Igreja tinha vínculos com as demais Igrejas, se distingue de "todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Coríntios 1:2). Outra vez lemos de Igrejas, plural no número. "Assim as igrejas em toda a Judéia, Galiléia e Samária, tinham paz..." (Atos 9:31); "...As igrejas de Cristo vos saúdam" (Romanos 16:16); "..as igrejas da Galácia" (Gálatas 1:2). Assim que se pode ver que a idéia proeminente e dominante no Novo Testamento, foi de Igrejas locais e visíveis
2. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados. Por crentes batizados" quero dizer Cristão que tenha sido submergidos em água.
Em todo o Novo Testamento, não há nem um só caso de alguém que chegara a ser membro de uma igreja de Jesus Cristo sem ser primeiro batizado; há muitos casos, muitas indicações e provas de que todos os que pertenciam às igrejas nos dias dos apóstolos eram Cristãos batizados.
Vamos ver primeiro a última parte de Atos 2:47: "E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos". Notem que o versículo não diz que "Deus" ou "o Espírito Santo" ou "Cristo" mas "o Senhor" acrescentava. A razão é esta: "o Senhor" leva a idéia de autoridade e os que Ele acrescentava à igreja haviam se submetido ao Seu senhorio. E a maneira pela qual haviam submetido a Ele está nos versículos 41-42: "De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia  agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão no partir do pão e nas orações". Assim que durante os dias mais primitivos desta dispensação, o Senhor  acrescentava à Sua igreja pessoas que estavam batizadas.
Vejam a primeira das epístolas. Romanos 12:4-5 demonstra que os santos em Roma formavam uma igreja local. Agora regressemos a Romanos 6:4-5 onde encontramos o apóstolo dizendo aos membros de Roma (e deles): "Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi
ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição". Assim que os membros da igreja local em Roma eram cristãos batizados.
Agora considerem a igreja em Corinto. Em Atos 18:8 lemos: "e muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados". Outra prova de que os santos de Corinto foram batizados se acha em 1 Coríntios  1:13-14; 10:2,6. E 1 Coríntios 12:13 traduzido corretamente (espero comentar sobre esta passagem em outro artigo mais adiante) expressamente afirma que a entrada à assembléia local é pelo batismo nas águas.
E antes de passar a outro ponto, permita-me dizer que um igreja composta de crentes batizados é óbvia e necessariamente uma igreja batista - de que mais a vamos chamar ! Este é o nome que Deus deu ao primeiro homem que chamou e comissionou para batizar. O nomeou "João Batista". E por isso os verdadeiros batistas não devem ter vergonha do nome que levam. Se alguém perguntar: por que não chamou o Espírito Santo de a "igreja batista em Corinto"? ou, "das igrejas batistas na Galácia"?  Contestamos, por esta razão: não havia, nesse tempo, necessidade de assinalar distinções utilizando este adjetivo. Não havia outros tipos de igrejas nos dias dos apóstolos, além de igrejas batistas. Todas eram Igrejas Batistas; isto é, todas estavam compostas de crentes batizados de acordo com as Escrituras. São os homens que tem inventado outras "igrejas" e nomes para as igrejas agora em existência.
3. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados que formam uma organização. Uma assembléia é uma companhia de pessoas que se reúnem juntos em uma organização, de outro modo não haveria nada para distinguir-lhes de uma multidão qualquer. Prova clara disto se acha em  Atos 19:39: "E se demandais alguma outra coisa, averiguar-se-á em legítima assembléia". Estas palavras foram pronunciadas pelo escrivão do povo à multidão que quebrantava a paz. E havendo "apaziguado a multidão" e havendo afirmado que os apóstolos não eram nem ladrões de igrejas ou  blasfemadores da deusa do povo, lhes recordou a Demétrio e seus seguidores que "os tribunais estão abertos e há procônsules"; e lhes convida a acusar-se uns aos outros.
A palavra grega para "assembléia" nesta passagem é ekklesia e a referência foi à corte jurídica Romana, isto é, uma organização governada por leis.
Também as figuras usadas pelo Espírito Santo em relação com a "igreja" são pertinentes unicamente a uma organização local. Em Romanos 12 e em 1 Coríntios 12 Ele emprega o "corpo" humano como uma analogia ou ilustração.
Este exemplo não é próprio para representar uma igreja "invisível" ou  “universal" cujos membros estão esparzidos por toda a terra. Não é necessário recordar ao leitor que não há organização mais  perfeita na terra que o corpo humano, cada membro em seu lugar apropriado, cada um cumprindo seu  dever e função. Em 1 Timóteo 3:15 a igreja é chamada "a casa de Deus". Esta "casa" fala de  organização, cada habitante tendo sua própria recâmara, os móveis em seu lugar, etc.
Outra prova de que uma "igreja" neotestamentária é uma companhia local de crentes batizados, em uma relação organizada, se acha em Atos 7:38, onde o Espírito Santo aplica o termo ekklesia aos  filhos de Israel - "na congregação (igreja) no deserto". Agora bem, os filhos de Israel no deserto eram  uma assembléia organizada, redimida e batizada. Será que alguém se surpreenda que foram batizados? Porém a Palavra de Deus é mui explícita neste ponto: "Pois não quero, irmãos, que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar; e, na nuvem e no mar, todos  foram batizados em Moisés" (1 Coríntios 10:1-2). Também estavam organizados; tinham seus "príncipes" (Números 7:2) e seus "sacerdotes", “anciões" (Êxodo 24:1) e seus "oficiais" (Deuteronômio). Assim pois podemos ver que foi correto aplicar o termo ekklesia a Israel no deserto. E podemos descobrir como sua aplicação a Israel nos ajudar a definir seu sentido exato.
Vemos que uma igreja neotestamentária tem seus "oficiais", seus "anciões" (que é o mesmo que "bispos"), "diáconos" (Timóteo 3:11,12), "tesoureiro" (João 12:6; 2 Coríntios 8:19), e "escrivão" - a enumeração dos membros (Atos 1:15) claramente implica um registro.
4. Uma Igreja Neotestamentária é um corpo local de crentes batizados em uma organização pública e corporalmente adorando a Deus pela maneiras que Ele estabeleceu. Seria necessário citar uma boa  parte do Novo Testamento, para amplificarmos sobre este tema. Melhor é que o leitor leia com  cuidado o livro dos Atos e as epístolas, com uma mente aberta, e encontrará abundante confirmação do tema. Porém somente permita-me dizer em resumo: Primeiro, para manter "a doutrina dos apóstolos" e o companheirismo (Atos 2:42).
Segundo, para preservar e perpetuar o batismo escriturístico e a ceia do Senhor: "as instruções tal como" Paulo as entregou à Igreja (1 Coríntios 11:2).
Terceiro, para manter a disciplina santa: Atos 13:17; 1 Timóteo 5:20-21, etc.
Quarto, para ir a todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 16:15).
5. Uma Igreja Neotestamentária é independente de tudo, menos de Deus. Cada igreja local é completamente independente de todas as demais. Uma igreja em uma cidade não tem autoridade sobre outra igreja em outra cidade. Nem tampouco pode um grupo de igrejas locais eleger um "comitê", "presbitério" ou "papa" para assenhorar-se sobre os membros daquelas igrejas. Cada igreja tem seu próprio governo, conforme 1 Coríntios 16:3; 2 Coríntios 8:19. Por “governo" quero dizer que sua obra é administrativa e não legislativa.
Uma igreja neotestamentária deve fazer todas as coisas decentemente e em ordem (1 Coríntios 14:40), e sua única regra para ordenar as coisas, é a Sagrada Escritura. Seu único modelo, sua corte de apelação, é a Bíblia e nada mais que a Bíblia, pela qual todas as questões de fé, doutrina, e a vida Cristã são determinadas. Sua única cabeça é Cristo: Ele é seu Legislador, Fonte e Senhor.
A Igreja local deve ser governada pelo que o Espírito disse às igrejas. Por isso logicamente está  separada do Estado e deve recusar o sustento econômico do Estado. Ainda que seus membros são instruídos a submeterem-se "às autoridades superiores" (Romanos 13:1), não devem permitir que o  Estado lhes dite nos assuntos da fé ou da prática.
A administração do governo de uma igreja neotestamentária reside em sua própria membresia e não em um corpo especial de homens, seja dentro ou fora da igreja. Uma maioria de seus membros decidem as ações da igreja. Isto se vê claramente em 2 Coríntios 2:6: "Basta a esse tal (a pessoa  disciplinada) esta repreensão feita por muitos". As últimas duas palavras "por muitos" é tradução de hupo ton pleionon. Pleionon é um adjetivo e literalmente significa pela maioria e é traduzido assim pelo Dr. Charles Hodge, um dos melhores e competentes conhecedores do Grego.
Em resumo: a menos que haja uma companhia de pessoas regeneradas, batizadas de acordo com as Escrituras, organizadas segundo o Novo Testamento, adorando a Deus segundo suas instruções, tendo companheirismo com a doutrina dos apóstolos, mantendo as ordenanças, preservando a disciplina estrita, ativa na evangelização, então não há uma igreja neotestamentária, chame o que se chame.
Porém se uma igreja possui estas características, é então a única instituição em toda terra ordenada, construída e aprovada pelo Senhor Jesus Cristo. Assim que o escritor considera seu maior privilégio, depois de ser salvo, pertencer a uma de Suas igrejas. Que a graça divina me ajude a andar dignamente como membro de Sua Igreja!

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
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