Os Abençoados


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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cristianismo Hoje.

O fato é que o mundo muda constantemente e a igreja de Cristo luta neste processo para ser relevante. O problema é que encontramos hoje um cristianismo diferente, talvez um cristianismo longe do que realmente Jesus deseja.Os valores se inverteram em demasia. Pensamos viver em um mundo “justo”, onde a pessoa recebe o que merece e merece o que recebe. Ou seja, se ela está na rua, alguma coisa de errado fez. Se ganhou algum dinheiro, ela mereceu porque é uma pessoa boa. Dizem por ai “cada um tem o que merece”. Nossa sociedade vive o passageiro como se fosse eterno e isto chegou a nossas igrejas. O secularismo vem tomando conta, invadindo vidas e destruindo lares com seu pensamento imediatista e colocando as coisas de forma relativa. Tudo é relativo e nem tudo é pecado ou ruim. Há sempre um pensamento egoísta e tendencioso às coisas que poderão trazer algum tipo de “lucro”. Dizem: “Não é bem assim que a Bíblia fala”, e também, “Nem tudo deve ser levado ao pé da letra”.
Usam trechos isolados da Bíblia para defender o próprio ponto de vista como: “Tudo me é lícito.” (ponto final). Não continuam o versículo sabe-se lá o porquê, mas ele continua: “…mas nem tudo me convém Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas”. (1 Coríntios 6.12). Fico pensando no texto de Apocalipse 3.20 quando Jesus é deixado para do lado de fora da igreja de Laodicéia e bate educadamente e diz com sua voz doce e amável. “Estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo”.
 
Jesus está do lado de fora. Muitos vivem um certo “evangeliques” que está na moda. Querem um Jesus que não existe com padrões totalmente distorcidos. Confundem livre-arbítrio com libertinagem. Muitas igrejas viraram “clubes”, apenas um local para atividades, diversões e encontros sociais, por isso que quando surge algo “novo” a primeira coisa que é dita é: “nossa igreja poderia ter”. E assim imitando tudo e todos trocaram a Base fundamental por uma decoração mixuruca. Não entenderam o que é ser cristão e não sabem o que é ser salvo. E muitos estão perdidos dentro da casa do Pai. Pais que dão maus exemplos geram filhos problemáticos e rebeldes, jovens desinteressados e apáticos, indiferentes, irrelevantes. Fico pensando no que fazer? Como agir? Como lutar? Como não desanimar frente a tão grandes desafios?O tema proposto para trabalhar com os jovens é “Compromisso com o Senhor”. A idéia é atingir as várias áreas mostrando como os jovens podem ser, de fato, comprometidos com o Senhor e praticar tal compromisso de forma que façam diferença neste mundo indiferente. O apóstolo Paulo resume o cristianismo dizendo: “Já estou crucificado com Cristo, portanto, não sou mais eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim. E essa vida que vivo agora no corpo, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”(Gálatas 2.20) Que todos possam viver como Jesus deseja e espera.

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o com todas as tuas forças, porque na sepultura para onde vais, não há trabalho, nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria”. (Eclesiastes 9.10)

Fonte: ADMadureira

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Historia das Sete Cidades


ÉFESO

Localização e Caracterização Geral

Éfeso era uma antiga cidade grega no território da Lídia, na Ásia Menor. Ficava localizada na desembo­cadura do rio Caister, cerca de cinquenta e seis quilômetros a suleste de Izmir (a antiga Esmirna mencionada no Novo Testamento). Ficava entre as duas antigas cidades de Esmirna e Mileto. Era uma das mais importantes cidades da Ásia Menor, no que atualmente é a Turquia. Na época do surgimento do cristianismo, Éfeso também estava ficando mais importante do que as cidades vizinhas. Em parte, devia sua prosperidade aos favores feitos por seus governantes. Lisímaco chamou a cidade de Arisone, em honra à sua segunda esposa. Atalo Filadelfo construiu excelentes docas e instalações portuárias. Éfeso tornou-se o grande empório da Ásia Menor, no lado ocidental das montanhas do Taurus, conforme nos diz Estrabão (14.5.641,663). Era a capital da Ásia proconsular, uma cidade rica e o principal porto da costa ocidental da Ásia Menor. Seu nome, mui provavelmente, significa «desejável». Quanto ao aspecto religioso, era conhecida mundialmente por causa de seu famoso templo de Ártemis. O lago antigo fica agora a onze quilômetros da beira-mar, por causa do depósito de entulho, no processo de muitos séculos.

História

Ao que parece, Éfeso foi fundada por gregos jônicos, em cerca de 1050 A.C., especificamente sob a direção de Androclus, filho do rei ateniense, Codro. Desde os dias mais antigos, competia com Mileto e Esmirna, para ser o porto de exportação da Ásia Menor. Creso, rei da Lídia, obteve o controle de Éfeso em cerca de 562 A.C., somente para que os lídios perdessem esse controle para os persas, em 546 A.C. Os persas mantiveram o domínio sobre Éfeso até que Alexandre, o Grande, devolveu a cidade aos domínios gregos. Os macedônios (334-283 A.C.), os selêucidas (280-187 A.C.) e os pergamenes (187-133 A.C.), foram os governantes da área, em sucessão. Então veio Atalo III, rei de Pérgamo, que, em 133 A.C., doou a cidade aos romanos. Não foi muito tempo depois disso que Éfeso tornou-se a capital da província romana da Ásia. Então ela cresceu de tal modo em importância que chegou a rivalizar com Antioquia da Síria, com Alexandria e com Constantinopla (atual Istambul, na Turquia Europeia).

Éfeso tornou-se um dos grandes centros do movimento cristão primitivo. De fato, depois que Jerusalém foi destruída, no ano 70 D.C., tornou-se o centro cristão mais importante da época. Paulo passou ali três anos, evangelizando a cidade e a região em derredor, de tal modo que a Igreja cristã ficou bem estabelecida na Ásia Menor (na porção ocidental da moderna Turquia). Ver Cl 1:7 e 2:1. Paulo usava essa cidade como sua sede de operações na Ásia Menor. Durante esse tempo ele escreveu suas epístolas aos crentes de Corinto.

É bem possível que Paulo tenha lutado literalmente com feras, naquela cidade, onde pode ter sofrido um período de detenção que não é mencionado. Ver I Co 15:32. Alguns estudiosos supõem que as chamadas «cartas da prisão», de Paulo, ou, pelo menos, uma parte delas, tenham sido escritas em Éfeso, e não em Roma, conforme tradicionalmente se pensa. Mas, também pode tê-las escrito parcialmente em Éfeso e parcialmente em Roma.

Quando Paulo deixou a cidade, deixou Timóteo encarregado da igreja cristã local (I Tm 1:3). E não demorou muito para que a igreja fosse invadida, juntamente com outras, por falsos ensinamentos, conforme Paulo havia predito que sucederia (At 20:29,30 e II Tm 4:3).

É possível que o décimo sexto capítulo da epístola aos Romanos na realidade tenha sido uma carta enviada a Éfeso. Mas, como é claro, temos a epístola de Paulo aos Efésios, que pode ter sido uma epístola «circular», e não especificamente enviada aos crentes de Éfeso, visto que as palavras «em Éfeso», no primeiro versículo do primeiro capítulo dessa epístola, não aparecem no original.

As tradições também fazem o apóstolo João ter vivido ali, como também Maria, mãe de Jesus, que fora entregue por ele aos cuidados do discípulo amado, segundo se aprende em João 19:27. João, pois, teria recebido jurisdição sobre as sete principais igrejas daquela área. Mas há probabilidades de que não tenha sido ele o autor do livro de Apocalipse, que foi dirigido a essas cidades (incluindo Éfeso). Antes, o autor do Apocalipse teria sido João, o vidente, e não João, o apóstolo, embora ele também fizesse parte do grupo joanino. Isso reflete a opinião de alguns eruditos, contra a opinião de outros, que dizem precisamente o contrário. Em favor da associação de João com a cidade de Éfeso, temos o testemunho de Irineu e Eusébio (3.21), dois pais da Igreja, que deixaram registrados vários incidentes da vida do apóstolo João, que ocorreram ali. Mais tarde, Inácio (Efésios 11) adicionou mais algumas informações sobre a questão. Subsequentemente, Éfeso tomou-se um importante centro do cristianismo e um certo número de concílios foi efetuado nessa cidade.

A cidade de Éfeso era vulnerável aos ataques, pelo que foi saqueada repetidas vezes por invasores. Os godos atacaram-na e obtiveram controle sobre a mesma, em 262 D.C. Os árabes, em 655 e 717 D.C. Os turcos, em 1090 e, por duas vezes, novamente, no século XIV. Os mongóis, sob Tamerlão, completaram a destruição da cidade, em 1403. Finalmente, o islamismo chegou a controlar toda aquela região, pondo fim ao poder do cristianismo naquela região do mundo. Atualmente, uma pequena cidade turca, de nome Ayasaluk, assinala o local antigo.

Religião

O décimo nono capítulo do livro de Atos fala sobre o conflito que o cristianismo precisou enfrentar para estabelecer ali um centro de operações. Desde o começo de sua história, Éfeso fora um centro forte do politeísmo. Diana (Ártemis) tornou-se a principal deusa da cidade e um grande empreendimento comercial foi estabelecido em torno de seu nome. Ártemis era o nome grego de Diana, conforme os romanos chamavam essa divindade. A semelhança de Apolo, ela era representada armada de arco e flechas, que ela usava a fim de subjugar monstros e gigantes. Era considerada uma divindade benéfica e ajudadora. Apolo era tido como o deus luminoso do dia e ela, com sua tocha, era a deusa da luz, à noite. Veio a ser identificada com a deusa da lua e da noite. Seu domínio era a natureza. Todas as feras eram consagradas e ela, embora fosse considerada uma caçadora. Também foi assumindo os aspectos da deusa da guerra, Minerva. O paganismo retrata deuses e deusas sob muitos aspectos, pelo que ela também aparecia como a Deusa Virgem, reverenciada pelas donzelas como sua protetora. No entanto, nos primeiros tempos de sua história, foram-lhe ofereci­dos sacrifícios humanos.

O templo de Diana, em Éfeso, chegou a ser uma das maravilhas do mundo antigo. Foi erigido em 550 A.C. Era uma obra magnificente da arquitetura jônica. Ficava em uma plataforma com cerca de cento e trinta metros de comprimento por cerca de setenta e três metros de largura. Dez degraus levavam ao pavimento dessa plataforma e mais três degraus levavam ao nível do pavimento do próprio templo. O templo tinha cem metros de comprimento por cinquenta metros de largura. Havia duas fileiras de oito colunas cada, na frente e na parte de trás do edifício e duas fileiras de vinte colunas de cada lado do santuário, totalizando cento e dezoito colunas. Cada coluna era um monólito de mármore, com 16,75 m de altura; e dezoito dessas colunas, em cada extremidade, eram elaboradamente esculpidas. O teto era coberto com grandes telhas de mármore branco. O santuário interno era circundado por colunas, tendo trinta e dois metros de comprimento por vinte e um metros de largura. Havia uma ornamentação interna de inigualável beleza, muito intrincada. Havia obras de Fídias, de Praxíteles, de Scopas, de Parrásio e de Apeles, grandes artistas plásticos do passado.

Juntamente com a própria cidade de Éfeso, o templo de Diana teve uma história muito agitada. Sofreu vários saques e, pelo menos por duas vezes, foi incendiado. O incêndio que ficou mais notório foi o de 336 A.C., ateado por um efésio de nome Herostrato, o que ele teria feito apenas com o propósito de imortalizar o seu nome. Mas esse templo sempre era reconstruído pelos efésios, após cada novo ataque sofrido. Todavia, em 262 D.C., os bárbaros godos arrasaram-no e assim terminou a sua história.

Em Atos 19:36 nos é dada a informação de que a imagem que era adorada naquele templo havia «caído do céu». Sem dúvida isso significa que algum meteorito foi recolhido e amoldado para formar uma imagem. Somente em tempos modernos aceitou-se a queda de meteoritos. Até bem recentemente, os céticos afirmavam que é impossível caírem rochas do firmamento. O fato é que os santuários tornavam-se pontos de exploração comercial; e questões econômi­cas causaram maiores dificuldades para Paulo em Éfeso (ver At 19:23 ss) do que as questões religiosas, em suas lutas contra o paganismo.

O culto idólatra em Éfeso tinha o apoio de livros sagrados chamados Ephesia grammata, que eram numerosos livros que continham encantamentos, artes mágicas, etc. Quando o evangelho lançou raízes em Éfeso, grande quantidade desse material foi queimado, avaliado em cinquenta mil peças de prata (equivalentes cerca de cento e sessenta anos de trabalho de um operário comum — At 19:19). Mediante essas artes mágicas, os homens procuram empregar forças desconhecidas (ocultas), em seu benefício, ou, outras vezes, para prejudicar seus inimigos. Essas artes são uma espécie de excursão pelas dimensões dos poderes ocultos que os homens sempre pensam que os cercam, no mistério que é a vida.

Nos dias do Novo Testamento havia uma numerosa colônia judaica em Éfeso. Assim, com o vigoroso paganismo que ali medrava, com uma boa comunida­de judaica e com um cristianismo crescente, Éfeso veio a ser uma cidade cosmopolita quanto a questões religiosas. E, em tempos de intolerância, isso sempre significará convite a dificuldades. O cristianismo, porém, gradualmente foi ganhando terreno, só tendo sido suplantado, séculos mais tarde, pelo islamismo, que conquistava territórios com a força da espada dos fanáticos seguidores de Maomé. Mas, antes disso, Éfeso finalmente chegou a contar com templos cristãos que procuravam copiar a majestade da adoração à deusa Diana. O imperador Justiniano edificou um templo cristão em honra a João, no local do antigo templo de Diana. É irônico que o quarto crescente do islamismo veio a rebrilhar sobre as cúpulas das anteriores igrejas cristãs. E ainda mais irônico é que, ainda mais tarde, o lugar tornou-se desolado, onde nem imagens pagãs, nem cruzes e nem quartos crescentes eram exibidos. O próprio mar retirou-se do antigo porto de Éfeso, que agora fica a onze quilômetros de distância da beira-mar. Atual­mente há um pantanal cheio de canas onde, antigamente, grandes navios traziam suas mercado­rias, provenientes de todas as partes do mundo antigo.

Em Éfeso esteve a igreja cristã que perdera seu primeiro amor (Ap 2:4) e que fora advertida no sentido de que, se não se arrependesse, teria removido o seu candeeiro (Ap 2:5). Isso acabou acontecendo, embora no processo de vários séculos. Importantes concílios cristãos foram efetuados ali, antes do triste fim da cidade.

Éfeso e a Arqueologia

Após muita pesquisa paciente, o arqueólogo J.T. Woods descobriu as minas do grande templo de Diana. Isso ocorreu em 1870. Mostrou que era quatro vezes maior que o Partenon de Atenas. As escavações demonstraram a grandiosidade da estrutura, descrita na terceira seção, acima. O Instituto Austríaco de Arqueologia realizou notáveis escavações nesse lugar, desde o ano de 1896; e os labores de vários outros estudiosos vieram juntar-se a isso. Ficou demonstrado que Éfeso contava com muitos edifícios públicos, típicos das cidades greco-romanas. A porção principal da cidade contava com esplêndidos teatros, banhos, bibliotecas, a agorá (praça do mercado) e ruas pavimentadas de mármore. A descoberta de muitas moedas e de artefatos conferem uma compreensão ainda maior quanto à cultura e à história dessa cidade. Havia sobre o monte Piom um grande teatro, com capacidade entre vinte e cinco mil a cinquenta mil espectadores.

A arqueologia tem provado que a cidade continuou a prosperar, mesmo quando o seu porto diminuiu de importância. Sob o imperador Cláudio, foi remode­lado o seu teatro (meados do século I D.C.). Nos dias de Trajano (início do século II D.C.), houve novas obras nesse teatro. Foi Cláudio quem mandou pavimentar com mármore certas ruas da cidade. Nero conferiu à cidade um estádio. Domiciano alargou e embelezou a avenida central. Outros melhoramentos foram realizados, antes do ataque dos bárbaros godos, em 262 D.C. (AM RAM UNA Z)

LAODICÉIA

O Nome

A forma grega dessa palavra é Laodikia (Laodikeia), que indicava a cidade da Ásia Menor desse nome, e seus habitantes. Essa palavra significa «justiça do povo», dando a entender alguma forma de governo democrático. Todavia, a referência poderia ser a algum juiz do povo, conforme outros têm opinado. O adjetivo pátrio para os habitantes da cidade, no grego, é laodikoi.

Várias Laodicéias na Antiguidade

Três eram as cidades desse nome, na antiguidade bíblica:

1.      Laodicéia ad Mare, atual Lataquia, o principal porto de mar da Síria.

2.      Laodicéia Combusta, atual Ladique, na Tur­quia, a cinquenta e três quilômetros a sudoeste de Samsun.

3.      A Laodicéia do Novo Testamento (ver Ap 3:14-22), onde havia uma das sete igrejas para onde foram endereçadas as cartas do Apocalipse.

Havia ainda outras três cidades que tinham esse nome na antiguidade, mas que não se revestem de qualquer interesse bíblico.

A Laodicéia do Novo Testamento

Essa cidade era chamada Laodicéia ad Lycum, e ficava próxima da moderna cidade de Denizli, na atual Turquia ocidental. Ficava cerca de cento e oitenta quilômetros a suleste de Esmirna, atual Izmir, na Turquia. Supõe-se que Laodicéia foi fundada em cerca de 250 A.C., por Antíoco II. Posteriormente, tornou-se a sede de uma das igrejas cristãs primitivas da Ásia Menor. Seu nome lhe foi dado em honra a Laodice, esposa de Anfíoco II.

A mensagem da carta aos laodicenses tem sido vista, tradicionalmente, como uma advertência clássica contra uma igreja corrupta e míope, dotada de uma fé cristã superficial. O desafio contido em Ap 3:20,21 não tem igual na literatura religiosa, considerando-se a brevidade dessa passagem.

Ai pelo século IV D.C., essa cidade era a sede episcopal central da Frigia, porém, foi destruída e abandonada durante as sangrentas guerras que houve entre os islamitas da Idade Média. As ruínas chamadas Eski Hissar, são tudo o que resta da cidade de Laodicéia, antes tão orgulhosa e autossuficiente. Eski Hissar, no turco, significa «castelo antigo».

Descrições

Essa era uma cidade da província romana da Ásia Menor, na parte ocidental da moderna Turquia Asiática. No século III A.C., foi fundada uma cidade no local, por Selêucida Antíoco II, quando então recebeu nome baseado no nome próprio de sua esposa, «Laodice». Nos tempos romanos, sua posição geográfica favorecia seu desenvolvimento e prosperi­dade. Jazia na importante intersecção de estradas principais da Ásia Menor, que de Laodicéia ia para o ocidente, até os portos de Mileto e Éfeso, cerca de cento e sessenta quilômetros de distância. Para o oriente, essa mesma estrada conduzia ao planalto central e, dali, até à Síria. Uma outra estrada, que atravessava Laodicéia, corria para o norte, para a capital principal, Pérgamo, e também para o sul, até às costas de Ataléia. Essas estradas encorajavam o comércio em Laodicéia, que se tornou um centro bancário e comercial. Várias indústrias surgiram ali, como a da lã, a de tabletes medicinais e a de fabrico de roupas. Após os tempos neotestamentários, aumentou mais ainda a prosperidade material de Laodicéia. Até mesmo durante os dias da república, e nos dias dos primeiros imperadores, já era uma das mais importantes e florescentes cidades da Ásia Menor. Laodicéia, na qualidade de cidade-mãe, veio a incorporar uma área onde havia nada menos de vinte e cinco aldeias, de tal modo que era uma autêntica «metrópole», conforme é chamada em inscrições daquele lugar, que sobreviveram até nós.

A cidade estava sujeita a constantes terremotos, o que, finalmente, forçou o seu abandono. Atualmente, é um lugar desértico, mas muitas ruínas testificam sobre sua antiga grandeza. A arqueologia tem conseguido recuperar uma pista de corridas, três teatros (um dos quais tem cento e trinta e seis metros de diâmetro), além de numerosos outros itens.

O trecho de Cl 4:15,16 mostra-nos que, nos tempos de Paulo, Laodicéia já contava com uma comunidade cristã. Poderia ter sido iniciada mediante o trabalho de evangelistas enviados de Éfeso, a capital cristã daquela região, talvez um trabalho patrocinado pela igreja de Colossos. Alguns estudiosos têm pensado que a epístola chamada aos Efésios, na realidade foi a carta mencionada naqueles versículos da epístola aos Colossenses, mas essa teoria não tem muita coisa que a recomende.

Já que Laodice era um nome feminino comum, nos tempos do N.T., seis cidades receberam tal nome, nos período helenista. Por essa razão, a Laodicéia de Ap 3:14 era chamada de Laodicéia do Lico, isto é, do rio Lico, conforme assevera Estrabão (578). Ficava localizada na margem sul desse rio, a dez quilômetros ao sul de Hierápolis e a dezesseis quilômetros a oeste de Colossos.

PÊRGAMO

Esta palavra estava relacionada a purgos, isto é, «torre» ou «castelo», ou seja, «fortificada». Pérgamo era a «cidadela» de Tróia. E, de fato, nos escritos clássicos, tal palavra era usada para indicar a «cidadela» ou «fortaleza» de qualquer cidade. Sua suposta significação de «casada» não é apoiada nos dicionários. É verdade que aquela igreja entrou em matrimônio com o mundo, quando ficou sob o favor imperial, mas tal significado não é ilustrado no nome da cidade.

Pérgamo era uma cidade da província romana da Ásia, nos dias neotestamentários, na parte ocidental do que agora é a Turquia Asiática. Fora a antiga capital de Atalo, a cidade-estado doada ao império romano, em 133 A.C. Geograficamente, ocupava importante posição, próxima do extremo marítimo do largo vale do rio Caico. Também tinha boa importância comercial e politica, além de sua importância religiosa. Existia ali uma antiga forma de adoração ao diabo. Também era a sede de um antigo culto de mágicas babilônicas, e tornou-se importantís­simo centro da propagação do «culto ao imperador», que era apenas outra forma de religião falsa, usada pelas forças satânicas. Tornou-se a sede de quatro dos maiores cultos pagãos, a saber, de Zeus, de Atena, de Dionísio e de Ásclépio. Também se estabeleceu ali o culto dos Magos, de origem babilônica. O sacerdote desse culto era de Pontifex Maximus ou então de «Principal Construtor da Ponte», e sua suposta tarefa era preencher o vácuo entre o homem e os poderes superiores, os quais se tornavam objetos de adoração. Os habitantes de Pérgamo eram chamados de «principais guardiães do templo» da Ásia.

Quando o «culto ao imperador» cresceu em importância, dentro do império romano, Pérgamo se tornou um de seus centros principais, embora outros falsos cultos ali nunca tivessem fenecido completa­mente. A alusão que temos ao «trono de Satanás», mui provavelmente, diz respeito a esse culto (ver Ap 2:13). Satanás impulsionava homens a adorarem um mero homem; esse era o seu «ardil», naqueles tempos.

Política e economicamente a cidade florescia, tendo sido chamada por Plínio de «a mais ilustre de todas as cidades da Ásia». Todas as principais estradas da Ásia ocidental convergiam para ali. Fabricava unguentos, vasos e pergaminho (que assumiu seu nome dessa cidade). Esse tipo de «papel» (feito de peles de animais) chegou a ser chamado «charta pergamena», por ser fabricado em Pérgamo, de onde era distribuído. Não foi a cidade que derivou seu nome desse tipo de papel; deu-se exatamente o contrário.

Em 29 A.C. foi dedicado um templo a Augusto em Roma, por parte do sínodo provincial (ver Tácito, Anais iv.37), e isso «oficializou» o culto ao imperador em Pérgamo, — que naquele tempo, era a principal cidade da província da «Ásia». Um segundo templo foi ali edificado, em honra a Trajano, e ainda um terceiro, em honra a Severo. Desse modo, a adoração religiosa pagã ali se centralizou e consolidou. Por detrás da cidade havia uma colina em forma cônica, com cerca de trezentos metros de altura, a qual, desde tempos antigos, vivia recoberta de templos e altares pagãos, o que fazia significativo contraste com o «monte de Deus», referido em Is 14:13 e Ez 28:14,16. Este último foi chamado também de «trono de Deus» (ver I Enoque 25:3). O culto ao imperador criou ali um «trono de Satanás», talvez havendo nisso alusão à colina acima descrita. O grande e idólatra culto ao imperador incorporava em si mesmo todo o paganismo que tornou Pérgamo famosa, embora não houvesse eliminado totalmente todas as outras formas. E a igreja cristã, que se recusava a participar desse «culto», automaticamente foi tachada de «traidora», tendo de sofrer as consequências de sua recusa.

Hoje em dia não resta mais glória à antiquíssima cidade. Uma pequena aldeia, de nome Bergama, ocupa o seu lugar, na planície abaixo do local da antiga Pérgamo.

A Igreja em Pérgamo

A paganização da igreja de Pérgamo (historicamen­te, nos fins do primeiro século, e no segundo e terceiro séculos, especialmente mediante o gnosticismo liber­tino, e, profeticamente, na época de Constantino, quando a igreja ficou sob o favor imperial) exigiu que a mesma recebesse um severo julgamento. Isso salienta-o «imperativo moral» do evangelho. A santificação é necessária à «salvação» (ver II Ts 2:13), e não meramente para a «comunhão com o Senhor». É falso o evangelho que não envolve exigências morais, ou que as subestima.

«Nessa igreja de Pérgamo, muita coisa havia que precisava de cirurgia moral. Era mister alguma amputação e execução morais, para que tudo fosse corrigido — a separação de coisas que não se harmonizavam entre si, bem como a destruição de males que se tinham instaurado e estavam atuando de forma desfavorável... A exibição do cutelo prefigurava a separação e a dissecação morais, no que não se poderia poupar qualquer erro, devendo morrer tudo quanto fosse estranho e prejudicial à igreja... Uma das razões por que tantas pessoas evitam e odeiam à verdade de Deus é que ela os fere, despertando os açoites da consciência e destruindo totalmente as suas esperanças. E essa forma de ferimento agora descera sobre aquela igreja». (Seiss, em Ap 2:12).

TIATIRA

No grego, Thuateíra. Tiatira ficava cerca de trinta e dois quilômetros a suleste de Pérgamo, em uma estrada na planície aluvial entre os rios Hermo e Caico. Tanto nos dias da liderança de Pérgamo sobre a Ásia Menor, como posteriormente, quando a política internacional atraiu os romanos para a grande península, essa cidade derivava sua riqueza e influência do fato de que era um ponto central de comunicações. Essa cidade foi fundada por Seleuco I, um dos generais de Alexandre, o Grande. Foi Seleuco I quem, de todos os seus herdeiros, herdou o território mais extenso. O reino de Seleuco ia desde além de Antioquia da Síria até o vale do rio Hermo, onde suas fronteiras chegavam bem perto das de Lisímaco, o qual mantinha nas mãos parte do antigo litoral jônico da Ásia Menor. Seleuco implantou ali um grupo de veteranos desmobilizados de Alexandre. Esses macedônios deveriam formar uma barreira contra todas as tentativas de perturbar as suas fronteiras.

Em 282 A.C., rebelou-se Filetero, e foi fundado o dinâmico estado de Pérgamo, destinado a perdurar por um século e meio. O novo estado era uma área tampão entre Seleuco e Lisímaco. Porém, um estado fundado sob tais circunstâncias não podia ser militarmente alerta; e Tiatira, um posto avançado na estrada para o oriente, impedia qualquer agressão possível que partisse do leste. A história do lugar, alinhavada, precariamente, com base em ruínas e moedas, sugere que Tiatira, em suas sempre flutuantes fronteiras, com frequência, mudava de mãos, ao sabor da sorte nas armas das forças sírias ou de Pérgamo, que faziam avançar ou recuar as fronteiras.

Tiatira, tendo de desempenhar permanentemente esse inevitável papel de posto militar avançado, não contava com uma acrópole poderosa, como se dava com Sardes e com Pérgamo. A cidade ficava em uma pequena colina. E só era valiosa, estrategicamente falando, porque uma confiante força de defesa, ali postada, era capaz de quebrar o ímpeto de qualquer assalto hostil, enquanto que uma defesa mais decisiva era organizada mais atrás. Esse dever militar impunha sobre aquela vulnerável cidade um estado de prontidão. Seus habitantes sabiam enfrentar o perigo e lutar, sem dependerem de qualquer defesa natural, mas contando exclusivamente com a sua coragem pessoal. A religiosidade refletia ali essa atitude de dever. Os soldados macedônios que a princípio foram ali estabelecidos, adotaram a adoração a um certo herói local, que lhes servia de patrono, e que aparece nas primeiras moedas cunhadas ali, representando um guerreiro montado, armado de machado de guerra. E isso talvez explique o simbolismo do Cristo ressurreto, na carta apocalíptica de João.

As tropas romanas apareceram com toda a sua força na Ásia Menor, após terem derrotado a sírio Antíoco, em 189 A.C., quando então a região passou, permanentemente, para o controle romano, quando o último dos monarcas de Pérgamo, intuindo os rumos da história futura, doou o seu reino à nascente república, em 133 A.C. Juntamente com a tranquilidade da «paz romana», houve a aceitação da cidadania romana. Sob o imperador Cláudio, Tiatira começou a cunhar novamente as suas próprias moedas, após um lapso de nada menos de dois séculos. A abundância dessas moedas cunhadas em Tiatira, que continuaram sendo produzidas até o século III D.C., sugere um vigoroso comércio. A primeira pessoa a se converter a Cristo, sob o ministério de Paulo, foi Lídia, uma mulher de Tiatira, que vendia panos de púrpura em Filipos, a centenas de quilômetros longe de sua terra natal. A tinta púrpura ou carmesim, dos tecidos vendidos por Lídia, era uma manufatura local, extraída das raízes da planta chamada garança, um rival mais barato que o corante fenício, extraído de um molusco, o murex.

A prosperidade comercial atraiu uma minoria judaica respeitável para Tiatira, pois os judeus, antes dedicados às atividades agrícolas, começaram a se interessar pelo mundo dos negócios e do comércio, no exílio. De fato, esse tipo de atividade haveria de tornar-se uma das marcas registradas dos filhos de Israel, na dispersão. Famosos artigos de exportação, de Tiatira, eram tecidos e vestes tingidos, além de armaduras de bronze. Uma moeda de Tiatira exibe Hefesto, o ferreiro divino, a moldar um capacete na bigorna. E a palavra grega chalcolibanos, «bronze polido» em nossa versão portuguesa (ver Ap 1:15 e 2:18), pode ter sido um nome comercial próprio de Tiatira, usado para emprestar certo colorido local à carta do Senhor Jesus à igreja cristã ali localizada. Realmente, é possível que as atividades comerciais fossem a questão crucial dos problemas dos cristãos da cidade. Não têm sido encontradas inscrições em grande quantidade, mas as poucas que ali têm sido descobertas falam em trabalhadores em lã, linho, couro e bronze, além de oleiros, padeiros, tintureiros e comerciantes com escravos. Cada um dos grupos profissionais contava com a sua guilda particular, como a dos ourives de Éfeso.

As epístolas de Paulo aos crentes de Corinto servem de clara indicação de que as guildas comerciais, com sua exigente vida social, com seus ritos pagãos e com suas festas periódicas, haveriam de ser problemas sérios para os cristãos fiéis que, por motivo de consciência, quisessem repelir a licenciosidade do mundo ao redor deles.

Era difícil alguém se abster das festividades das guildas sem perder alguma coisa no mundo dos negócios, em termos de aceitação e prestígio social. Por outro lado, ajustar-se a tais costumes era expor-se à licenciosidade dos ritos pagãos, que assinalavam os banquetes das guildas. Aquela seção da Igreja cristã, com ritos de sua pureza, buscava alguma forma de transigência. Estamos falando sobre os nicoláitas. Parecem ter sido liderados por uma habilidosa mulher, a quem João apodou de Jezabel. Esse apelido foi escolhido deliberadamente, com base no casa­mento de Acabe, rei de Israel, com Jezabel, filha do rei de Tiro. Esse casamento fora um compromisso, com o intuito de fomentar o comércio entre Samaria e os fenícios. Tal matrimônio foi um grande desastre, conforme Elias demonstrou. João, autor do Apocalip­se, denunciou essa mulher, proferindo contra ela uma horrível condenação: «Eis que a prostro de cama, bem como em grande tribulação os que com ela adulteram, caso não se arrependam das obras que ela incita. Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele que sonda mentes e corações e vos darei a cada um, segundo as vossas obras» (Ap 2:22,23).

Uma inscrição encontrada por Ramsay, em Tiatira, mostra que ali, nos festejos públicos, as mulheres eram segregadas dos homens. Portanto, que as vítimas daquela pervertida mulher a abandonassem, deixando-a cair na condenação que inevitavelmente lhe sobreviria.

Essa forma de heresia estava destinada a tornar-se generalizada na Igreja antiga, conforme a última carta de João, III João, o demonstra. Talvez esse tipo de heresia tivesse começado em Tiatira. E a exortação da carta do Senhor Jesus aos crentes de Tiatira, conclui como segue: «Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as cousas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; tão somente conservai o que tendes, até que eu venha» (Ap 2:24,25).

O simbolismo existente nessa carta a Tiatira é local e muito chama à atenção. Em Apocalipse 2:18, Cristo aparece como quem tinha «os pés semelhantes ao bronze polido». Ora, o bronze era um dos produtos mais conhecidos de Tiatira. A promessa de Cristo, nos versículos 26 e 27, também reflete a natureza militar dessa cidade. Jezabel é uma personagem extrema­mente simbólica, desde o Antigo Testamento, falando em transigência e apostasia, por amor ao comércio, devido a sociedade firmada com um poder pagão.

SARDES

No grego, Sárdeis. Aparece somente no Novo Testamento: Ap 1:11; 3:1,4. Era uma das cidades para cuja Igreja cristã o Senhor Jesus enviou uma carta, dentro da revelação dada a João. A cidade de Sardes ficava na junção das principais estradas que ligavam Éfeso, Esmirna e Pérgamo com o platô montanhoso do interior da Ásia Menor. A Lídia, da qual Sardes era a antiga capital e sede real, ficava bem no meio da rota de comunicações entre a costa do mar Egeu e o interior do continente. Em consequência, era uma área onde as culturas grega e nativa mesclaram-se de forma criativa. Nos dias de Croeso, cujo nome tornou-se legendário como indicação de riqueza e prosperidade, bem como do infortúnio que, da maneira mais chocante, ocasionalmente sobrevêm aos ricos e afortunados, Sardes tornara-se famosa devido às suas riquezas. Moedas de ouro e de prata foram cunhadas ali pela primeira vez; e o rio Pactolo tornou-se famoso devido ao seu ouro de aluvião, bem perto da cidade.

A própria topografia do lugar contribuía para sua grandeza. Em um dos elevados promontórios da região, uma extensão do monte Tmolo, dominando o vale plano do rio Hermo, ficava a fortaleza de Sardes, em posição quase inexpugnável. À semelhança da mais antiga Tróia, Sardes era uma cidadela e um lugar de refúgio, residência de reis e cortesãos. Tornou-se localidade importante desde o começo do reino lídio, no século XIII A.C.

Na época de Croeso, na idade áurea de Sardes, o poder lídio chegava até às costas do mar Egeu e até às cidades dos gregos jônicos: Esmirna, Éfeso e as demais. O historiador Heródoto dizia que o poder e as riquezas provocam a arrogância, e que a arrogância termina em ruína. Até parece que ele conhecia Provérbios 11:28: «Quem confia nas suas riquezas cairá...» Croeso via com apreensão o levantamento do poder persa, que mais e mais se aproximava de Lídia. Uma de suas precauções foi consultar o oráculo de Delfos, que, com a costumeira ambiguidade, respon­deu: «Se cruzares o rio Halis, destruirás um grande império». Foi o bastante para ele cruzar sua fronteira, a fim de combater os persas. E um grande império foi destruído—o de Croeso!

Posteriormente, Alexandre, o Grande, destruiu o império persa, e Sardes foi passando de mão em mão, sob sucessivos regimes. Primeiramente ficou com Antígono; depois, com os Selêucidas da Síria; e, finalmente, com Pérgamo.

Em 133 A.C. chegaram os romanos, quando Átalo III, cônscio de que os romanos eram os donos do mundo de então, entregou seu reino à república romana. Então Sardes tornou-se um dos centros administrativos da Ásia romana. Quando, em 26 D.C., as cidades da província contenderam pela honra de edificar um segundo templo para cultuar ao imperador, os enviados falaram com eloquência acerca do passado de glória da cidade. Conforme a carta do Apocalipse diz: «...tens nome de que vives, e estás morto...» (Ap 3:1).

Ao que parece, os cristãos que ali havia, na época da visão dada a João, tinham cedido à complacência própria do lugar. Apenas alguns poucos não haviam contaminado «as suas vestiduras», sendo dignas de andar de branco com o Senhor. Evidentemente, muitos deles tinham transigido com a adoração a Cibele, aquele horrendo culto de histeria e mutilação, de que falam os antigos historiadores. Algumas inscrições cristãs têm sido encontradas em Sardes, embora coisa alguma se saiba a respeito das origens e do fim da comunidade cristã do lugar. Ultimamente, têm estado a trabalhar em pesquisas arqueológicas equipes das Universidades de Harvard e Cornell. O templo de Ártemis, cuja adoração acabou absorvendo a de Cibele, naquela cidade, foi descoberto, juntamente com alguma evidência de que tal templo fora transformado em igreja cristã.

ESMIRNA

No local ocupado por Esmirna, desde tempos remotos, havia uma cidade. Os gregos a colonizaram em tempos recuados, tendo exercido a hegemonia sobre a região por longo tempo. Foi destruída uma antiga cidade, ali existente, no princípio do século VI A.C. Foi fundada uma nova cidade por Lisímaco (301—281 A.C.). Desse tempo em diante, tornou-se uma das mais prósperas cidades da Ásia Menor. Esmirna foi aliada fiel de Roma, desde os tempos quando os romanos começaram a intervir nos negócios do Oriente Próximo, e muito antes de ter-se estabelecido como um império mundial. Em 195 A.C. (de acordo com Tácito, Anais iv.56), foi ali erigido um templo, em honra à deusa de Roma. Sua grandiosi­dade comercial se devia ao fato de que jazia no fim de uma das grandes estradas que atravessavam a Lídia para o leste, partindo da Frigia, servindo também de escoadouro marítimo para a inteira área comercial do vale do rio Hermo. Competia com Éfeso e Pérgamo pelo título de «Primeira (cidade) da Ásia». Em 26 D.C., foi-lhe permitido erigir um templo dedicado a Tibério, Lívia e o senado romano. Por causa desse privilégio, pôde reivindicar o direito ao Neocorato Imperial. E um segundo Neocorato lhe foi dado por Adriano, e ainda um terceiro, por Severo. Sua aliança apertada com Roma, tornou-a um forte centro de culto ao imperador, a adoração obrigatória ao imperador romano. Isso deixou os cristãos dali em circunstâncias desesperadoras, e a perseguição e a morte foram resultados apenas naturais para eles.

Esmirna foi a terra da fábula de Dionísio, um deus que supostamente fora assassinado, mas que ressusci­tara. Era o local da celebração dos jogos olímpicos, e contava com um dos maiores anfiteatros de toda a Ásia, ruínas do qual existem até hoje. Atualmente, a cidade que ocupa o local antigo se chama Izmir, é a maior cidade da Turquia Asiática.

O nome dessa cidade significa mirra, substância extraída de uma planta, por esmagamento. — Era usada no fabrico de perfumes, mas também para embalsamamentos. Esses fatos ilustram as condições que existiam na comunidade cristã dali, quando o livro de Apocalipse foi escrito. Os crentes dali foram literalmente esmagados, tornando-se um perfume de suave cheiro a Deus; mas, embora esmagados até à morte, foram preservados em espírito, de modo a poderem viver de novo.

Esse nome vem do grego smúrna, «mirra». A cidade de Esmirna está situada no fundo do golfo no qual flui o rio Hermus. Essa cidade é um porto bem protegido, bem como a saída natural para o mar, das principais rotas comerciais que se internam na região, ao longo do vale do rio Hermus. É possível que os primeiros povoadores da região tenham sido gregos eólios, uma comunidade que veio a ser dominada pelos gregos jônicos, que ali chegaram mais tarde e que eram militarmente mais poderosos. Contudo, os fatos históricos são poucos e obscuros, quando retrocede­mos até o primeiro milênio A.C., quando foram fundados aqueles povoados às margens do mar Egeu.

Quando a história torna-se melhor delineada, após esse período inicial, assinalado pelas invasões dos povos dóricos, que foi a última onda de tribos helênicas que se infiltrou no mundo miceno, Esmirna já aparece como uma robusta comunidade, preparada para impor-se contra o poderoso reino vizinho da Lídia. Em poemas antigos aprendemos que houve conflitos e tensões entre as cidades de Esmirna e de Sardis. Parece que Esmirna foi destruída em 600 A.C., por Aliates, da Lídia; e o local ficou devastado pelo espaço de três séculos. Foi dentre as cinzas que a cidade ressurgiu, o que talvez explique a frase que achamos na carta apocalíptica de Apocalipse 2:8: «Estas cousas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver». É evidente que a alusão primária é à morte e à ressurreição de Cristo, mas alguns estudiosos pensam que também há uma referência ao ressurgimento da cidade de Esmirna. Lisímaco, que governou a Trácia e a porção noroeste da Ásia Menor, após a divisão do império de Alexandre, reconstruiu Esmirna, em 290 A.C. E assim Esmirna tornou-se novamente uma cidade grega; e, graças à sua boa localização, entrou em uma era de vitalidade e prosperidade, que até hoje tem prosseguimento. A moderna cidade turca de Izmir é uma das mais fortes comunidades urbanas da Turquia moderna. Esse progresso foi fomentado porque seus habitantes tiveram a intuição de reconhecer o domínio de Roma sobre toda a região da Ásia Menor. Isso ocorreu em uma época em que Antíoco, o Grande, da Síria (241—187 A.C.) pressionava para oeste, querendo consolidar suas fronteiras. Mas os romanos, conscientes das ambições de Antíoco, avançavam na direção leste. Ora, Esmirna era uma excelente cabeça de ponte em uma grande península, que Roma vinha considerando cada vez mais uma região tampão. Além disso, Esmirna servia de fortim romano contra a força marítima de Rodes, o que significava assegurar o domínio romano sobre a porção oriental do mar Mediterrâneo.

Um dos fatos significantes da importância de Esmirna, dentro do império romano, é que ela foi escolhida para tornar-se o local do segundo templo asiático dedicado à divindade de Roma e do imperador, bem como a sede do sinistro culto ao imperador, que tanto sofrimento haveria de causar aos cristãos, dentro de alguns séculos. Em Esmirna, como em outros lugares do império, a política imperial de supressão foi efetuada esporadicamente, e Domiciano, sem dúvida, foi a causa dessa explosão perseguidora, com a ajuda de uma hostil sinagoga judaica, contra cujas maquinações João teve uma palavra zombeteira a dizer, em Apocalipse 2:9: «Conheço a tua tribulação, a tua pobreza, mas tu és rico, e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus, e não são, sendo antes sinagoga de Satanás».

Esmirna vinha adorando ao espírito de Roma desde 195 A.C. E o templo construído por Tibério aumentou ainda mais o orgulho que ela tinha em seu papel histórico. Portanto, a exortação para que os crentes de Esmirna suportassem tudo e recebessem «a coroa da vida», talvez tenha tido como pano de fundo um diadema de pórticos que circundava o alto de sua colina, que foi descrita por Apolônio de Tiana (1—96 D.C.?). De fato, esse diadema tornou-se tão famoso que «a coroa de Esmirna» passou a ser reconhecida como uma imagem de retórica, conforme se vê nos escritos de dois escritores da época.

Precisamos ainda mencionar Policarpo, um dos discípulos do apóstolo João e bispo mártir de Esmirna, — que faleceu em 155 D.C. Esse crente, pois, serviu de elo de ligação entre a era apostólica e os meados do século II D.C.

Não se sabe como o cristianismo chegou a Esmirna. Provavelmente, ocorreu como resultado das ativida­des de Paulo em Éfeso. Depois, João passou muitos e muitos anos nesta cidade. Com base na epístola apocalíptica de Ap 2:8-11, parece que os cristãos de Esmirna caminhavam bem no século I D.C. Na verdade, por ocasião das invasões armadas islâmicas, Esmirna foi uma das cidades da Ásia Menor que por mais tempo resistiu aos turcos. Essa resistência de Esmirna permitiu que os remanescentes do Império Romano do Oriente tivessem tempo para recompor-se do golpe. Na verdade, os cruzados, que estiveram naquelas regiões, trouxeram conhecimentos que, com o tempo, produziram a renascença. Sabe-se que a renascença foi uma das causas da Reforma Protestante, porquanto, durante o renascimento foram reestudados os escritos clássicos gregos e latinos, incluindo o Novo Testamento grego. A história mesma tem comprovado que o Senhor Jesus tinha razão para elogiar a igreja cristã de Esmirna, conforme fez naquele trecho do Apocalipse.

FILADÉLFIA

Esse apelativo significa amor fraternal. No fim da era presente, quando a tribulação ameaçar o mundo, Deus se dirigirá à humanidade em amor, o que beneficiará a comunidade daqueles que derem lugar ao amor de Cristo em seus corações, assim amando-se uns aos outros. Haverá um refúgio que nos abrigará de toda a contenda; haverá calmaria para as águas agitadas; haverá um oásis no grande deserto espiritual do fim. Isso se encontrará na comunidade da Igreja do Amor Fraternal, cujo Senhor será o Cristo.

Filadélfia era uma cidade da província romana da Ásia, na porção ocidental do que agora é a Turquia Asiática. Ficava localizada a cento e vinte quilômetros a suleste de Sardes. Nos tempos do N.T., era a segunda cidade mais importante da Lídia. Original­mente, a cidade foi fundada por Eumenes, rei de Pérgamo, no século II A.C., tendo recebido nome de seu irmão, Atalo, cuja lealdade lhe ganhara o título de «Filadelfo». Filadélfia jazia perto do limiar de um trecho fértil da região do planalto, o que lhe dava grande parte de sua prosperidade. No ano de 17 D.C. a cidade foi destruída por um terremoto; mas uma doação imperial ajudou em sua restauração. Então adquiriu o nome de Neokaisareia e, posteriormente, sob o imperador Vespasiano, recebeu o nome imperial, Flávia.

Conforme se dava com a maioria das cidades daquela área, Filadélfia estava imersa na idolatria e, mais tarde, mergulhou no «culto ao imperador». Era famosa pelo número e grandiosidade de seus templos e de suas festividades religiosas.

Como é bem conhecido hoje em dia, a área geral onde estavam localizadas as sete igrejas do Apocalip­se, e que recebeu originalmente esse livro, não é mais uma área cristã. Porém, dentre todas as sete igrejas, a de Filadélfia foi onde o cristianismo sobreviveu por mais tempo.

A localidade é agora ocupada por uma aldeia turca, Allah Shehr, nome que significa «Cidade de Deus». No dizer de Vincent (in loc.): «A situação é pitoresca, pois a aldeia ocupa quatro ou cinco colinas, estando bem suprida de árvores, e o clima é saudável. Acredita-se que uma das mesquitas ali existentes era o lugar das reuniões da igreja endereçada no Apocalip­se. Uma coluna solitária, de grande antiguidade, com frequência tem sido notada, lembrando as pessoas sobre as palavras de Ap 3:12: ‘Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus...’».

O geógrafo Estrabão (em 20 D.C.), observou a instabilidade geológica da região onde ficava essa cidade, porquanto estava sujeita a muitos tremores de terra. No entanto, aquele que é fiel, dentro da família de Deus, pode tornar-se como uma COLUNA que resiste firmemente a todos os ataques e problemas. Ver Ap 3:12: «Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá...»

Filadélfia ficava em uma área fronteiriça de cultura, como portão de entrada para a Ásia Menor. Tinha um estilo cosmopolita de vida, não grego e não romano, ainda que, como é óbvio, fosse influenciado por ambos. Essa maneira «aberta» e irrestrita de viver pode ter inspirado o autor do livro de Apocalipse a falar sobre a «porta aberta» oferecida àquela igreja local, no campo das atividades missionárias. Ver Ap 3:7,8.

Um versículo controvertido é Apocalipse 3:10. Alguns pensam que o mesmo é prova de que a igreja de Filadélfia (que representaria a Igreja evangélica de nossos próprios dias) é que será arrebatada, o que seria indicado pela expressão «...também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro...» Mas isso não precisa indicar mais do que o fato de que o Senhor protegeria aqueles crentes, em meio à tribulação que viria. A ideia é que o Senhor haveria de mantê-los na fidelidade ao Senhor. Todavia, penso que a questão continua aberta à investigação. Não penso que alguém realmente saiba a interpretação certa, com certeza. Nosso artigo sobre a Parousia presta maiores informações sobre esse particular.

O nono versículo desse mesmo terceiro capítulo do Apocalipse é uma ácida alusão às atividades dos judeus perseguidores. Os judeus dali tendiam por ser amargamente nacionalistas e defensivos, em razão do que ocorriam abusos.

A cidade de Filadélfia teve uma longa história subsequente. No século XIV D.C., quando o Império Romano do Ocidente perdeu aquelas terras da Ásia Menor, devido às pressões dos islamitas, uma pequena comunidade cristã, representativa, resistiu em Filadélfia, demonstrando que eles se tinham tornado colunas inabaláveis (Ap 3:12).

Bibliografia J. M. Bentes

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O Que é a Igreja?

Igreja. Vemos esta palavra por toda a parte. Algumas pessoas usam “igreja” para descrever um belo edifício no centro de uma praça proeminente. Outros a usam para descrever uma organização religiosa mundial, completa com regiões, distritos e dioceses. As definições confusas de igreja, em nosso tempo, muitas vezes vedam o significado original desta palavra quando aplicada, no Novo Testamento, ao povo de Deus. Neste artigo, examinaremos brevemente o significado de “igreja” na Bíblia.
 
Igreja: O que significa?
Igreja é um edifício construído com blocos e cimento? Não. É um edifício construído com pedras vivas. “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”(1 Pedro 2:5). Estas pedras vivas são chamadas santos e são membros da família de Deus: “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito”(Efésios 2:19-22).
A palavra grega traduzida como “igreja” significa, literalmente, “chamado para fora” e assim refere-se a um grupo de pessoas chamadas para saírem do pecado no mundo e servirem ao Senhor. A igreja não é nenhum tipo de instituição ou objeto impessoal. É um corpo constituído de componentes vivos. Como um organismo vivo, a igreja pode sentir medo (Atos 5:11), pode orar (Atos 12:5) e pode falar (Mateus 18:17). Pessoas que são chamadas para saírem do pecado não continuam participando do mal no mundo, porque elas estão santificadas ou separadas do pecado (estude João 17:14-23; Colossenses 1:13; 1 Pedro 2:9; 1 João 4:5-6). Deus chama o povo para deixar o mal deste mundo através da mensagem do evangelho (2 Tessalonicenses 2:13-14). Aqueles que são convertidos verdadeiramente a Cristo são chamados santos (1 Coríntios 1:2; Colossenses 1:1-2).
Entender o conceito bíblico de igreja como um corpo de pessoas chamadas para fora do pecado, para serem santos, ajuda-nos a apreciar a riqueza da descrição de Paulo da “igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos 20:28). Jesus não morreu para comprar terra e edifícios, nem para estabelecer alguma instituição. Ele morreu para comprar as almas dos homens e mulheres que estavam mortos no pecado, mas que agora têm salvação e esperança de vida eterna (Romanos 5:8; 1 Coríntios 6:19-20).
 
A Igreja Universal e a Igreja Local
Algumas vezes a Bíblia usa a palavra “igreja” no sentido universal, isto é, para falar de todo o povo que pertence a Cristo, não importa de onde ele possa ser. Jesus falou da igreja deste modo: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Ele não está falando apenas de uma congregação local, nem está falando de uma organização ou instituição mundial. Ele está falando de pessoas, pedras vivas, construídas sobre Jesus Cristo, a fundação sólida. Paulo falou da igreja, neste mesmo sentido universal, quando escreveu:“...Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo” (Efésios 5:23). Jesus é o cabeça sobre todos aqueles que o servem, todos aqueles lavados e purificados de seus pecados (Efésios 5:26).
Frequentemente, a palavra “igreja” é usada para descrever uma congregação local ou assembleia de santos. Note uns poucos exemplos:“…à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos…” (1 Coríntios 1:2); “E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano” (Mateus 18:17); “...saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles” (Romanos 16:5). Igrejas locais são o resultado da pregação do evangelho. Quando as pessoas obedecem a palavra e se tornam cristãs, elas começam a reunir-se com outros irmãos na fé.
 
A Igreja: Organismo, não Organização
A igreja é uma organização? Muitas pessoas têm a noção errada de que a igreja é uma 
organização ou instituição, independente do povo que compõe a igreja. Este não é o conceito bíblico de igreja. Jesus não morreu para estabelecer uma instituição, mas para salvar o povo do pecado (Atos 20:28; 1 Coríntios 6:20). Jesus e o Pai não habitam numa organização, mas no povo que os obedece (João 14:15, 23).
Em vez de falar de uma organização, a Bíblia descreve a igreja como um corpo composto de membros vivos (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Colossenses 1:18,24; Efésios 5:23). Estes membros do corpo são “blocos” ou “pedras” usados na construção da igreja (1 Pedro 2:5; 1 Coríntios 3:10-15).
Muitas pessoas sugerem que a “igreja universal” é constituída de todas as congregações locais no mundo. Isto não é um conceito bíblico. Uma igreja local consiste de cristãos que se reúnem num determinado lugar. Eles podem ser identificados e contados (Romanos 16:14, 15; 1 Coríntios 16:19; Colossenses 4:15). A igreja universal consiste de todos os discípulos de Cristo em todo o mundo. Nenhum homem é capaz de identificar e contar todos os membros deste corpo universal. Tentativas de contar todos os verdadeiros cristãos em uma nação ou no mundo ilustram a ignorância e a vaidade dos homens. Somente Deus pode contar e identificar seus “primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12:23).

Descrições Bíblicas da Igreja que Pertence a Jesus
A Bíblia não usa um nome exclusivo para a igreja. É errado, portanto, insistirmos num único nome que todas as igrejas fiéis tenham que usar. Muitas passagens falam simplesmente da igreja, algumas vezes identificando o local (cidade ou casa) onde o grupo de cristãos se reunia. Portanto, podemos nos referir à igreja simplesmente como “a igreja” (Atos 8:1; 9:31; Romanos 16:1).
Frequentemente, as descrições da igreja no Novo Testamento mostram a relação que existe entre o Senhor e sua igreja. A igreja pertence a Deus, e é, muitas vezes, chamada “a igreja de Deus”(veja Atos 20:28; 1 Coríntios 1:2; 10:32; Gálatas 1:13; 1 Timóteo 3:5,15). Jesus derramou seu sangue para comprar a igreja. Portanto, Paulo falou de “igrejas de Cristo” (Romanos 16:16) e Jesus falou de sua própria igreja (Mateus 16:18). O povo de Deus pode ser corretamente descrito como a “igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12:23).

Consideremos o significado de descrições bíblicas comuns da igreja.

- O Corpo de Cristo (Colossenses 1:24; Efésios 1:22-23; 4:12). Assim como o corpo humano não pode sobreviver separado da cabeça, não podemos viver sem nosso cabeça, Jesus Cristo (Efésios 5:23; Colossenses 1:18). Discípulos de Jesus são membros do corpo (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 3:6; 4:16; 5:30).

- O Reino de Deus ou Reino dos Céus (Mateus 3:2; 4:17; Lucas 4:43; Atos 8:12; 19:8; 20:25; 28:23,31). A ideia de reino ressalta a posição de autoridade do rei (veja 1 Coríntios 4:20; Hebreus 1:8; 12:28-29; Mateus 28:18-20; Apocalipse 12:10). O reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36). Em vez de ser uma entidade política e mundana, a igreja é um reino espiritual assentado no caráter santo de Deus. Podemos entrar no reino somente quando formos transformados espiritualmente (Colossenses 1:13). Como servos do Rei, temos que desenvolver as características espirituais de nosso Senhor (Tiago 2:5), incluindo sua humildade, inocência (Marcos 10:14-15) e santidade (1 Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21).

- A Casa de Deus (1 Timóteo 3:15) não é um edifício material, mas o santuário e a habitação do Senhor (Efésios 2:21-22). É um edifício espiritual (1 Pedro 2:5).

- O Rebanho de Deus (Atos 20:28). Jesus é o bom pastor que deu sua vida pelas ovelhas (João 10:11). As ovelhas ouvem sua voz e o seguem para receber a vida eterna (João 10:27-28).
 
Nomes Humanos Causam Divisão
A divisão religiosa em nossa sociedade é vergonhosa. Muitas pessoas estão confusas num mundo com muitos nomes diferentes de igrejas. Alguns destes nomes honram certos homens, enquanto outros ressaltam pontos doutrinários específicos.
A unidade dos salvos é baseada no nome e na doutrina de Cristo. Devemos fazer tudo pela autoridade de Jesus ou em seu nome (Colossenses 3:17). “Não há salvação em nenhum outro...nome...” (Atos 4:12). Esta unidade é possível somente quando falamos e pensamos a mesma coisa, que é a doutrina de Cristo (1 Coríntios 1:10). Quando os homens começam a seguir outros homens, perdem a unidade com Cristo e seu povo (1 Coríntios 1:11-13). Divisões e contendas acontecem na igreja, em parte, porque algumas pessoas se identificam somente com nomes humanos. Paulo argumentou que devemos identificar-nos somente com o Senhor que servimos. Jesus foi crucificado por nós e somos batizados em seu nome. Jesus, e não homens, merece nossa dedicação e honra. Os verdadeiros seguidores de Deus fazem parte da igreja que pertence a Jesus.
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por Dennis Allan



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Você murmura muito?

Como é fácil começarmos um lindo dia murmurando por fúteis motivos. Como é fácil, após um dia de atividades e de lutas, deitarmos em nossas camas no fim do dia murmurando do dia que passou. Não é à toa que muitos perdem o sono.

Não há nada que provoque mais a Deus do que a murmuração, pois toda murmuração é contra Deus (Ex 16:8). Se Deus é o grande responsável pela vida humana, reclamar de nossa vida é reclamar contra o próprio Deus.

Murmurar é reclamar da boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Murmurar é concordar com Satanás de que Deus não está no controle de todas as coisas; é ser seduzido pela serpente como Adão e Eva foram.
Murmuração é a porta de entrada do maligno na vida de muitas pessoas; é a causa principal do fracasso de muitos crentes (1 Co 10.10).

Você é um murmurador? Responda as seguintes perguntas e avalie o seu grau de murmuração.

1. Quando você acorda pela manha para trabalhar/estudar, você:
( ) a- Murmura por ter que acordar cedo.
( ) b- Agradece a Deus por mais um dia em sua presença.

2. Ao tomar o café da manhã, você:
( ) a – Murmura por não ter o pão fresquinho à mesa.
( ) b – Agradece a Deus por começar a primeira refeição do dia com a tua família.

3. Em seu trabalho/estudo, você:
( ) a – Murmura diante dos desafios.
( ) b – Agradece a Deus pela força, capacidade e inteligência que Deus te dá para resolver os conflitos.

4. Após um dia de trabalho/estudo, você:
( ) a – Murmura por causa do seu cansaço.
( ) b – Alegra-se nas promessas de Deus em renovar as suas forças

5. Quando você retorna à sua casa, você:
( ) a – Murmura por causa do trânsito ou por causa do coletivo.
( ) b – Agradece por não ter que voltar à pé para sua casa.

6. Ao chegar à sua casa, você:
( ) a – Murmura por causa de seus familiares que não cumpriram os seus deveres.
( ) b – Agradece a Deus pela tua família e por poder estar com eles por mais um dia.

7. Ao entrar na casa do Senhor, você:
( ) a – Murmura por causa do louvor, da liturgia ou da pregação.
( ) b – Alegra-se por poder prestar culto na casa do Senhor.

8. Ao ouvir a Palavra, você:
( ) a – Murmura pela ausência de loquacidade e persuasão.
( ) b – Aceita os desafios apresentados pela Palavra.

9. Ao olhar para a sua vida, você:
( ) a – Murmura por causa das suas dificuldades.
( ) b – Alegra-se na expectativa da ocorrência de um milagre.

10. Ao se olhar no espelho, você:
( ) a – Murmura por causa do murmurador que você é.
( ) b – É grato a Deus porque ele tem o poder de te transformar em um verdadeiro adorador.

Some o número de suas murmurações (item a) e descubra o seu grau de murmuração.
PONTOS: (10) Perfeito murmurador; (9-6) Crente rabugento; (5-1) Crente ingrato; (0) Adorador

MURMURAÇÃO: A CHAVE DO FRACASSO
“Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus.” (1 Ts 5.18)

Fonte Arsenal do Crente

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Auto - Estima Para Cristãos?



Crianças e adultos precisam realmente de auto-estima? A baixa auto-estima conduz a sérios problemas na vida? Os pais deveriam se esforçar para desenvolver a auto-estima em seus filhos? A Bíblia incentiva a auto-estima? Muitos cristãos têm suposições sobre este assunto; mas, o que diz a Bíblia? O que dizem as pesquisas?

A gênese da auto-estima

O movimento da auto-estima tem seus fundamentos mais recentes na psicologia clínica, isto é, nas teorias da personalidade elaboradas por Wiliam James, Alfred Adler, Erich Fromm, Abraham Maslow e Carl Rogers, cujos seguidores popularizaram o movimento. Contudo, as raízes do movimento da auto-estima retrocedem aos primórdios da história humana.
Tudo começou no terceiro capítulo de Gênesis. Inicialmente, Adão e Eva tinham consciência de Deus, consciência um do outro, das coisas à sua volta e não de si próprios. A percepção de si mesmos era incidental e secundária na sua focalização em Deus e um no outro. Adão compreendia que Eva era osso dos seus ossos e carne de sua carne (comp. Gn 2.23), mas não estava consciente de si do mesmo modo que seus descendentes seriam. O ego não era problema até a queda.
Comer da árvore do conhecimento do bem e do mal não trouxe a sabedoria divina. Resultou, sim, em culpa, medo e na separação de Deus. Assim, quando Adão e Eva ouviram que Deus se aproximava, esconderam-se entre as árvores. Mas Deus os viu e perguntou: "Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?" (Gn 3.11).

O ego pecaminoso

Adão e Eva responderam dando-nos o primeiro exemplo de autojustificação. Primeiro Adão culpou Eva e Deus, e então Eva culpou a serpente. O fruto do conhecimento do bem e do mal gerou o ego pecaminoso representado pelo amor-próprio, auto-estima, auto-aceitação, autojustificação, hipocrisia, auto-realização, autodifamação, autopiedade, e outras formas de autofocalização e egocentrismo.
Desse modo, o atual movimento da auto-etc. tem suas raízes no pecado de Adão e Eva. Através dos séculos, a humanidade continua a se deleitar na árvore do conhecimento do bem e do mal, que tem disseminado seus ramos do saber mundano, incluindo as vãs filosofias humanas e, mais recentemente, as filosofias "científicas" e a metafísica da psicologia moderna.
Do berço ao túmulo, os defensores do ego prometem a cura de todos os males da sociedade por meio de doses de auto-estima, valor-próprio, auto-aceitação e amor-próprio.
As fórmulas religiosas do valor-próprio, do amor-próprio e da auto-aceitação escorrem do tubo da televisão, fluem pelas ondas do rádio e seduzem através da publicidade. Do berço ao túmulo, os defensores do ego prometem a cura de todos os males da sociedade por meio de doses de auto-estima, valor-próprio, auto-aceitação e amor-próprio. E todo mundo, ou quase todos, repetem o refrão: "Você só precisa amar e aceitar a si próprio como você é. Você precisa se perdoar", e: "Eu só tenho de aceitar-me como sou. Eu mereço. Eu sou uma pessoa digna de amor, de valorização, de perdão."

A resposta cristã para o mundo

Como o cristão deve combater o pensamento do mundo, que exalta o ego e o coloca no centro como a essência da vida? Como o cristão deve ser fiel à ordem de nosso Senhor, de estar no mundo mas não ser do mundo? Ele pode adotar e adaptar-se à filosofia/psicologia popular de sua cultura, ou ele deve manter-se como quem foi separado por Deus e encarar sua cultura à luz da Palavra? Jesus disse: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt 11.28-30).
Este é um convite para deixarmos o nosso próprio caminho, submetendo-nos a um jugo de humildade e servidão – com ênfase no jugo – num relacionamento de aprendizado e vida. Jesus fez Seu convite ao discipulado com palavras diferentes, mas para o mesmo relacionamento e o mesmo objetivo, quando disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á" (Mt 16.24-25).

Nenhum mandamento para amar a si próprio

Jesus não nos ordena que amemos a nós mesmos, mas que amemos a Deus e ao próximo. A Bíblia apresenta uma base para o amor completamente diferente daquilo que a psicologia humanista anuncia. Ao invés de promover o amor-próprio como a base para amarmos os outros, a Bíblia diz que o amor de Deus é a fonte verdadeira. O amor humano é misturado com o amor-próprio e, em última análise, pode estar em busca de seus próprios interesses. Mas o amor de Deus entrega a si mesmo. Portanto, quando Jesus convida Seus discípulos a negarem a si próprios e tomarem sobre si o Seu jugo e a Sua cruz, Ele os conclama a um amor que doa a si mesmo, não a um amor que satisfaz a si mesmo. Até o advento da psicologia humanista e de sua intensa influência na igreja, os cristãos geralmente consideravam a auto-estima como uma atitude pecaminosa.
Apesar da Bíblia não ensinar o amor-próprio, a auto-estima, o valor-próprio ou a auto-realização como virtudes, recursos ou objetivos, um grande número de cristãos de hoje têm sido enganado pelos ensinos pró-ego da psicologia humanista. Ao invés de resistirem à sedução do mundo, eles se submetem à cultura do mundo. Não somente eles não resistem à gigantesca onda do egocentrismo; como estão na crista da onda da auto-estima, da auto-aceitação e do amor-próprio. Na área do ego, dificilmente se pode perceber a diferença entre o cristão e o não-cristão, exceto que o cristão afirma ser Deus a fonte principal de sua auto-estima, auto-aceitação, auto-valorização e amor-próprio.
Através de slogans, bordões e textos bíblicos deturpados, muitos crentes professos seguem a onda existencial da psicologia humanista e estabelecem seu próprio sistema motivacional. Desse modo, qualquer crítica contra os ensinamentos do valor-próprio, amor-próprio e auto-estima é considerada, por isso mesmo, como prova de que se deseja que as pessoas sejam infelizes. Além do mais, qualquer crítica contra o movimento da auto-estima é vista como um perigo para a sociedade, já que a auto-estima é considerada como panacéia para seus males. Então se alguém, na igreja, não apóia completamente a teologia da auto-estima, é acusado de promover uma teologia desprezível.
Este é um convite para deixarmos o nosso próprio caminho.
Se há algo que o mundo e muitos na igreja têm em comum nos dias atuais, é a psicologia da auto-estima. Embora cristãos professos possam discordar em algumas das nuanças da auto-estima, auto-valorização, auto-aceitação, e mesmo em alguns dos pontos mais delicados de suas definições e de como elas são alcançadas, muitos têm reunido forças contra o que acreditam ser um inimigo terrível – a baixa auto-estima. Contudo, mesmo o mundo ainda não consegue justificar o incentivo da alta auto-estima pelos seus próprios métodos de pesquisa.

As pesquisas não apresentam justificativas em favor da auto-estima

Há alguns anos, o legislativo da Califórnia aprovou o projeto de criação da "Força-Tarefa Californiana para Desenvolver a Auto-Estima e a Responsabilidade Social e Pessoal". O legislativo reservou para o projeto 245.000 dólares ao ano durante três anos, num total de 735.000 dólares. O duplo título da Força-Tarefa foi realmente muito pretencioso. Ninguém nunca conseguiu demonstrar que o estímulo à auto-estima está, de algum modo, ligado com a responsabilidade social e pessoal. Nem se provou que todos aqueles que demonstram responsabilidade social e pessoal possuem auto-estima elevada. Na verdade a auto-estima e a responsabilidade social e pessoal têm relação negativa e não positiva.
A Declaração do Objetivo da Força-Tarefa foi a seguinte:
Procurar determinar se a auto-estima e a responsabilidade social e pessoal são as chaves para descobrir os segredos do desenvolvimento humano sadio, de modo que consigamos atingir as causas e desenvolver soluções eficazes para os principais problemas sociais, fornecendo a cada californiano as mais recentes experiências e práticas quanto à importância da auto-estima e da responsabilidade social e pessoal.(1)
Apesar da Bíblia não ensinar o amor-próprio, a auto-estima, o valor-próprio ou a auto-realização como virtudes, recursos ou objetivos, um grande número de cristãos de hoje têm sido enganado pelos ensinos pró-ego da psicologia humanista.
A Força-Tarefa acreditava que apreciar a si mesmo e fortalecer a auto-estima reduziria "dramaticamente os níveis epidêmicos dos problemas sociais que enfrentamos atualmente".(2)

Há uma relação positiva entre a alta ou baixa auto-estima e a responsabilidade social e pessoal?

Com o objetivo de pesquisar esta relação, a Força-Tarefa estadual contratou oito professores da Universidade da Califórnia para examinar a pesquisa sobre a auto-estima e sua relação com as seis áreas seguintes:
  1. Crime, violência e reincidência;

  2. Abuso de drogas e álcool;

  3. Dependência da Previdência Social;

  4. Gravidez na adolescência;

  5. Abusos sofridos por crianças e esposas;

  6. Deficiência infantil no aprendizado escolar.

Sete dos professores pesquisaram as áreas acima e o oitavo resumiu os resultados, que foram publicados num livro intitulado The Social Importance of Self-Esteem (A Importância Social da Auto-Estima).(3) Esta pesquisa confirmou a relação entre a auto-estima e os problemas sociais?
David L. Kirk, colunista do jornal San Francisco Examiner, disse rudemente:
Esse... volume erudito, The Social Importance of Self-Esteem, resume todas as pesquisas sobre o assunto numa ridícula abordagem maçante de cientistas pretensiosos. Economize seus 40 dólares que o livro custa e conclua: Há pouquíssima evidência de que a auto-estima seja a causa de nossos males sociais. (ênfase acrescentada.)
Mesmo tendo procurado uma conexão entre a baixa auto-estima e o comportamento problemático, eles não puderam encontrar uma relação de causa e efeito. (Contudo, estudos mais recentes indicam uma clara relação entre o comportamento violento e a alta auto-estima.) Apesar disso, a fé na auto-estima não morre, e as escolas continuam a trabalhar para elevar a auto-estima.
Pior do que a continuação nos ensinamentos da auto-estima no mundo é a confiança que cristãos professos continuam a depositar nos ensinamentos da autovalorização e do amor a si próprios.
Pior do que a continuação nos ensinamentos da auto-estima no mundo é a confiança que cristãos professos continuam a depositar nos ensinamentos da autovalorização e do amor a si próprios. Assim, o movimento secular da auto-estima não é um ataque frontal contra a Bíblia com linhas de batalha claramente demarcadas. Ao invés disso, é habilidosamente subversivo, e realmente não é obra de carne e sangue, mas dos principados e potestades, dos dominadores deste mundo tenebroso, das forças espirituais do mal nas regiões celestes, como Paulo diz em Efésios 6.12. Lamentável é que muitos cristãos não estão alertas para os perigos. Muitos mais do que podemos enumerar estão sendo sutilmente enganados por um outro evangelho: o evangelho do ego.

O amor bíblico

Jesus convida os Seus para um relacionamento de amor com Ele e de um para com o outro. A alegria dos Seus deve ser encontrada nEle, não em si mesmos. O amor vem de Seu amor por eles. Assim o amor deles, de um para o outro, não vem do amor-próprio e da auto-estima, tampouco aumenta a auto-estima. A ênfase está na comunhão, na frutificação e na prontidão para ser rejeitado pelo mundo. A identificação do crente está em Jesus ao ponto de sofrer e segui-lO até a cruz. Somente através da semântica forçada, da lógica violentada e da exegese ultrajada alguém pode querer demonstrar que a auto-estima é bíblica ou mesmo parte da tradição ou do ensino da igreja.
O foco do amor na Bíblia é para cima e para fora ao invés de ser para dentro. O amor é tanto uma atitude como uma ação de uma pessoa para com a outra. Embora o amor possa incluir sentimentos e emoções, ele é essencialmente uma ação determinada pela vontade para a glória de Deus e para o bem dos outros. Assim, quando Jesus disse: "Amarás, pois o Senhor, teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força" (Mc 12.30), Ele quis explicar que todo o nosso ser deve estar comprometido para amar e, portanto, agradar a Deus. O amor a Deus é expresso com um coração agradecido e determinado a fazer o que agrada a Ele de acordo com o que está revelado na Bíblia. Não se trata de um tipo de obediência mecânica, mas de um desejo para conformar-se à Sua graciosa vontade e de concordar que Deus é a fonte e o padrão para tudo que é certo e bom.
A segunda ordem é uma extensão ou expressão da primeira: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mc 12.31). João acrescentou detalhes a respeito. Ele descreveu a seqüência do amor. Em contraste com os mestres do amor-próprio, que dizem que as pessoas não podem amar a Deus e aos outros até que amem a si mesmas, João diz que o amor começa em Deus e, então, se estende aos outros: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão" (1 Jo 4.19-21).
Deus nos amou primeiro, o que nos capacita a amá-lO, o que se expressa, então, em amar uns aos outros.
Deus nos amou primeiro, o que nos capacita a amá-lO, o que se expressa, então, em amar uns aos outros.
Desde o primeiro fôlego de Adão, os homens foram destinados a viver em relacionamento com Deus, e não como egos autônomos. A Bíblia inteira está apoiada nesse relacionamento, porque após responder ao fariseu, afirmando que o grande mandamento é amar a Deus e o segundo é amar ao próximo como a si mesmo, Jesus acrescentou: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas " (Mt 22.40). Jesus veio para nos livrar do ego e para restabelecer esse relacionamento de amor para o qual fomos criados. Durante séculos, foram escritos livros sobre amar a Deus e uns aos outros. Contudo, atualmente, cada vez mais, a igreja está sendo inundada por literatura ensinando-nos como amar-nos melhor, nos estimarmos mais, aceitar-nos como somos e desenvolvermos o nosso próprio valor. (Martin e Deidre Bobgan BDM 12/97 – extraído e/ou adaptado das edições 3-4 e 5-6/96 da PsychoHeresy Awareness Letter - http://www.chamada.com.br).

Notas:

  1. California Task Force to Promote Self-Esteem and Personal and Social Responsibility. "1987 Annual Report to the Governor and the Legislature", p.V.

  2. Andrew M. Mecca, "Chairman’s Report". Esteem, Vol.2, nº 1, fevereiro de 1988, p.1.

  3. Andrew M. Mecca, Neil J. Smelser e John Vasconcellos, eds. The Social Importance of Self-Esteem. Berkeley: University of California Press, 1989.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fé & Graça

Rm 5.21 "Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor."

A salvação é um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé, do lado humano. Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça FÉ SALVÍFICA. A fé em Jesus Cristo é a única condição prévia que Deus requer do homem para a salvação. A fé não é somente uma confissão a respeito de Cristo, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a Cristo como Senhor e Salvador (cf. Mt 4.19; 16.24; Lc 9.23-25; Jo 10.4, 27; 12.26; Ap 14.4).

(1) O conceito de fé no NT abrange quatro elementos principais: (a) Fé significa crer e confiar firmemente no Cristo crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal (ver Rm 1.17 nota). Importa em crer de todo coração (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do nosso ser a Jesus Cristo tal como Ele é revelado no NT.(b) Fé inclui arrependimento, i.e., desviar-se do pecado com verdadeira tristeza (At 17.30; 2Co 7.10) e voltar-se para Deus através de Cristo. Fé salvífica é sempre fé mais arrependimento (At 2.37,38; ver Mt 3.2, nota sobre o arrependimento). (c) A fé inclui obediência a Jesus Cristo e à sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa fé, por nossa gratidão a Deus e pela obra regeneradora do Espírito Santo em nós (Jo 3.3-6; 14.15, 21-24; Hb 5.8,9). É a "obediência que provém da fé" (Rm 1.5). Logo, fé e obediência são inseparáveis (cf. Rm 16.26). A fé salvífica sem uma busca dedicada da santificação é ilegítima e impossível.(d) A fé inclui sincera dedicação pessoal e fidelidade a Jesus Cristo, que se expressam na confiança, amor, gratidão e

lealdade para com Ele. A fé, no seu sentido mais elevado, não se diferencia muito do amor. É uma atividade pessoal de sacrifício e de abnegação para com Cristo (cf. Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8).

(2) A fé em Jesus como nosso Senhor e Salvador é tanto um ato de um único momento, como uma atitude contínua para a vida inteira, que precisa crescer e se fortalecer (ver Jo 1.12 nota). Porque temos fé numa Pessoa real e única que morreu por nós (Rm 4.25; 8.32; 1Ts 5.9,10), nossa fé deve crescer (Rm 4.20; 2Ts 1.3; 1Pe 1.3-9). A confiança e a obediência transformam-se em fidelidade e devoção (Rm 14.8; 2Co 5.15); nossa fidelidade e devoção transformam-se numa intensa dedicação pessoal e amorosa ao Senhor Jesus Cristo (Fp 1.21; 3.8-10; ver Jo 15.4 nota; Gl 2.20 nota).

GRAÇA. No AT Deus revelou-se como o Deus da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de Deus à sua promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó (ver Êx 6.9 nota; ver os estudos A PÁSCOA e O DIA DE EXPIAÇÃO). Os escritores bíblicos dão prosseguimento ao tema da graça como sendo a presença e o amor de Deus em Cristo Jesus, transmitidos aos crentes pelo Espírito Santo, e que lhes outorga misericórdia, perdão, querer e poder para fazer a vontade de Deus (Jo 3.16; 1Co 15.10; Fp 2.13; 1Tm 1.15,16). Toda atividade da vida cristã, desde o seu início até o fim, depende desta graça divina.

(1) Deus concede uma medida da sua graça como dádiva aos incrédulos (1Co 1.4; 15.10), a fim de poderem crer no Senhor Jesus Cristo (Ef 2.8,9; Tt 2.11; 3.4).

(2) Deus concede graça ao crente para que seja "liberto do pecado" (Rm 6.20, 22), para que nele opere "tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.13; cf. Tt 2.11,12; ver Mt 7.21, nota sobre a obediência como um dom da graça de Deus), para orar (Zc 12.10), para crescer em Cristo (2Pe 3.18) e para testemunhar de Cristo (At 4.33; 11.23).

(3) Devemos diligentemente desejar e buscar a graça de Deus (Hb 4.16). Alguns dos meios pelos quais o crente recebe a graça de Deus são: estudar as Escrituras Sagradas e obedecer aos seus preceitos (Jo 15.1-11; 20.31; 2Tm 3.15), ouvir a proclamação do evangelho (Lc 24.47; At 1.8; Rm 1.16; 1Co 1.17,18), orar (Hb 4.16; Jd v. 20), jejuar (cf. Mt 4.2; 6.16), adorar a Cristo (Cl 3.16); estar continuamente cheio do Espírito Santo (cf. Ef 5.18) e participar da Ceia do Senhor (cf. At 2.42; ver Ef 2.9, nota sobre como opera a graça).

(4) A graça de Deus pode ser resistida (Hb 12.15), recebida em vão (2Co 6.1), apagada (1Ts 5.19), anulada (Gl 2.21) e abandonada pelo crente (Gl 5.4).

Fonte: O Apocalipse

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mornidão espiritual

Cidade de Laodicéia

“Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!” (Ap 3.15).
 A mornidão espiritual leva o crente à soberba, à iniqüidade e à apostasia contra Deus.
“A igreja morna é aquela que transige com o mundo e, em comportamento, se assemelha à sociedade ímpia”.



 
Por causa de sua prosperidade material, a igreja de Laodicéia parecia estar vivendo um tempo de grandes bênçãos. Todavia, é severamente repreendida pelo Senhor Jesus: “... porque és morno... vomitar-te-ei da minha boca” (Ap 3.16). O que isto significa? O que é ser morno? O crente frio não mais demonstra interesse pelo Reino de Deus, por estar comprometido com o mundo (Mt 24.12). Mas o que significa ser morno? Este é o tema central de nossa lição. Estudaremos a respeito deste estado de morbidez espiritual, e a receita que Jesus prescreve para se combatê-la.

JESUS ADVERTE O PASTOR
Ao anjo da igreja (v.14). O Senhor Jesus não se dirigiu diretamente aos crentes laodicenses, mas ao anjo da igreja - o pastor. Pois ele é o responsável pelo estado espiritual da igreja. Isto não anula, evidentemente, a responsabilidade de cada crente diante de Deus (Rm 14.12). Quanto ao pastor, além de prestar contas de si mesmo ao Senhor, o mesmo fará em relação à igreja que Jesus lhe confiou (Mt 25.21; 1 Pe 5.1-4; Hb 13.17). Ele é o apascentador (1 Pe 5.2) e o vigia do rebanho (Is 21.11), razão pela qual deve ser o exemplo para sua igreja (1 Tm 4.12).
Jesus se apresenta à igreja (v.14b). “Isto diz o Amém”. Para a igreja morna, Jesus se apresentou como o “Amém”, ressaltando a fidelidade e a verdade divinas. A igreja de Laodicéia não tinha firmeza de propósitos; era vacilante e sem poder. A ela, Jesus se apresentou também como a “testemunha fiel e verdadeira”. Ele é o modelo invariável e imutável para todos os crentes (1 Ts 1.6; Hb 4.15a).

A MORNIDÃO DE LAODICÉIA
 “Eu sei as tuas obras” (3.15). Os crentes de Laodicéia viviam de modo desordenado, carnal e autoconfiante em seus recursos. Não eram contrários ao evangelho, porém não viviam de acordo com a Palavra de Deus. Eram mornos. Aos cristãos laodicenses, o Senhor Jesus iniciou sua mensagem de advertência, declarando que sabia, plenamente, as obras que eram praticadas por eles. Ele vê tudo o que se passa nas igrejas (Mc 4.22).
 “Que nem és frio nem quente” (3.15b). Laodicéia tornou-se insuportável para Deus. Num realismo surpreendente, o Senhor acrescentou: “Tomara que foras frio ou quente!”. É compreensível que o Senhor deseje uma igreja quente; mas uma igreja fria, parece contra-senso. Isto só é explicável se este último estado for pior do que o anterior.
Vomitado por Deus (v.16). Como o crente morno não permite que Deus opere plenamente em sua vida, é vomitado pelo Senhor, segundo a figura usada no Apocalipse. Somente quem já se sentiu rejeitado por Deus pode avaliar como isso é terrível. Davi e Saul, em conseqüência de seus pecados, passaram por situações de abandono por parte de Deus (Sl 51.8,11; 1 Sm 28.6; 16.1).

CAUSAS DA MORNIDÃO
Apego à prosperidade material (3.17a). A igreja de Laodicéia, localizada num próspero centro comercial, achava-se apegada à riqueza. Ao invés de serem gratos a Deus, aqueles crentes preferiam viver de modo egoísta, secular e carnal. Resultado: a riqueza material era acompanhada de miséria espiritual (1 Tm 6.10).
Auto-suficiência (3.17a). A igreja, representada pelo seu pastor, dizia: “... e de nada tenho falta”. Há pessoas que, quando pobres, acham-se apegadas a Deus, à sua Palavra, à igreja. Porém, quando Deus lhes concede prosperidade material, tornam-se egoístas e ingratas. Deixam de dar prioridade à vida espiritual para se envolverem com as coisas materiais, esquecendo-se completamente de Deus e de sua casa.
A realidade espiritual de Laodicéia (3.17b). Enquanto os crentes de Laodicéia diziam-se ricos, Jesus chamava-os de pobres: “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Os olhos de Deus (Ap 2.18) vêem não apenas o exterior, mas o coração de cada um. A igreja havia perdido as riquezas da glória (Ef 1.18) e da graça (Ef 2.7).A

MISERICÓRDIA DE DEUS PARA COM LAODICÉIA
Miséria espiritual. “E não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (3.17b). Cinco palavras foram suficientes para o Senhor Jesus resumir a situação de extrema penúria espiritual de Laodicéia. Eles julgavam-se ricos. Mas, diante do Senhor, eram miseráveis, pobres e cegos. Nada possuíam. Entretanto, Deus, em sua misericórdia, apontou o caminho para que a igreja saísse da miséria espiritual.
Solução para a miséria espiritual. “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças” (3.18a). Na tipologia bíblica, o ouro é símbolo da glória de Deus. No Tabernáculo e no Templo, alguns utensílios eram de madeira, mas revestidos de ouro. É o que Deus requer de nós, obreiros e crentes em geral. Que sejamos revestidos de Deus (Rm 13.14), protegidos com a armadura espiritual (Ef 6.11), plenos do fruto do Espírito Santo (Cl 3.12), da caridade (Cl 3.14). Isso é ser rico para com o Senhor, ainda que, na vida material, experimentemos a carência de recursos.
Vestes espirituais de santidade e pureza. “E vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez” (3.18b). Isto significa purificação das vestes espirituais manchadas pela iniqüidade (Zc 3.1-4; Ap 22.14).
O pecado não somente nos mancha as vestes espirituais, como também nos deixa nus diante de Deus. Haja vista o ocorrido com Adão e Eva após haverem desobedecido à voz divina (Gn 3.7-11). Disto concluímos que, tanto espiritual quanto fisicamente, devem os filhos de Deus andar de maneira ordeira e decente conforme recomenda a Palavra de Deus (1 Tm 2.9).
Exortação ao arrependimento. “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te” (3.19). O amor de Deus estendeu-se sobre a igreja de Laodicéia, alertando-a quanto ao castigo prestes a abater-se sobre ela caso não se arrependesse: “sê, pois, zeloso e arrepende-te”.
Jesus do lado de fora! “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele comigo” (3.20). Jesus estava do lado de fora. Mas, misericordioso como é, continuava a bater até que alguém lhe ouvisse a voz (Ap 3.20). Ele quer restaurar-nos com um grande avivamento. Aleluia! Abramos-lhe, pois, a porta e o convidemos a entrar sem mais tardança.
Promessa gloriosa! “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.21,22). De todas as promessas de vitória, dadas às igrejas da Ásia, talvez a que Jesus fez a Laodicéia tenha sido a mais gloriosa. E esta promessa diz respeito a nós também.

“Laodicéia não é quente nem fria"

Aparentemente, os crentes em Laodicéia estavam agindo como se tivessem esquecido quem era Jesus e porque havia Ele morrido. O Senhor Jesus faz-lhes, então, uma advertência muito forte por não serem nem ‘frios’ nem ‘quentes’. Antes de haverem aceitado a fé, eram frios. Ao receberem a Jesus, haviam se tornado quentes - zelosos seguidores do Mestre. Agora, porém, encontravam-se num perigoso estado intermediário - a mornidão espiritual. Não estavam mais desejosos de corresponder ao movimento do Espírito, nem estavam frios o suficiente para perceber quão grandes eram suas necessidades. Além de nada fazerem à obra de Deus, não respondiam ao seu chamado ao arrependimento. Por isso, Jesus deseja que fossem frios ou quentes, pois, assim, poderia fazer alguma coisa por eles”.

“Deus não tolera uma vida espiritual medíocre. Ele deseja que todos os crentes estejam envolvidos no amor e no serviço. Considere a igreja de Laodicéia. Esta igreja era vaidosa e auto-sufuciente, mas possuía um sério problema - fé superficial, improdutiva e morna. Deus não aceita uma fé morna, pois Ele se enfurece com uma religião que mantém a aparência e que ignora a fé genuína e sincera”.

Bíblia de Estudo Devocional Max Lucado
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