Os Abençoados

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Por que Deus permitiu poligamia / bigamia na Bíblia?

A questão de poligamia na Bíblia é bem interessante porque a maioria das pessoas enxerga poligamia como imoral, apesar de que não podemos encontrar nenhuma passagem que explicitamente condena tal ato. O primeiro exemplo de poligamia / bigamia na Bíblia foi Lameque em Gênesis 4:19: “E tomou Lameque para si duas mulheres…” Vários homens importantes na Bíblia eram polígamos. Abraão, Jacó, Davi, Salomão e outros tinham várias mulheres. Em 2 Samuel 12:8, Deus, falando através do profeta Natã, disse que se as esposas e concubinas de Davi não fossem suficientes, Ele teria providenciado ainda mais para Davi. Salomão tinha 700 esposas e 300 concubinas (esposas de um status inferior) de acordo com 1 Reis 11:3. Como devemos lidar com esses exemplos de poligamia no Velho Testamento? Há três perguntas que precisam ser respondidas. (1) Por que Deus permitiu poligamia no Velho Testamento? (2) Como Deus enxerga poligamia hoje? (3) Por que houve uma mudança?

(1) Por que Deus permitiu poligamia no Velho Testamento? A Bíblia não diz especificamente porque Deus permitiu poligamia. O melhor que podemos fazer é elaborar especulações “informadas”. Há alguns fatores importantes a serem considerados. Primeiro, sempre tem existido mais mulheres no mundo do que homens. Estatísticas atuais mostram que aproximadamente 50.5% da população mundial são mulheres, com homens sendo 49.5%. Ao supor que também era assim nos tempos antigos, e ao multiplicar por milhões de pessoas, haveria dezenas de milhares de mulheres a mais do que os homens. Segundo, guerras nos tempos antigos eram muito brutais, com uma taxa de mortalidade muito alta. Isso teria resultado em uma porcentagem ainda maior de mulheres. Terceiro, devido a sociedades patriarcais, era praticamente impossível que uma mulher solteira providenciasse para si mesma. As mulheres frequentemente não tinham nenhuma educação ou treino. As mulheres dependiam de seus pais, irmãos e maridos para sua provisão e proteção. Mulheres solteiras eram sujeitas frequentemente à prostituição e escravidão. Quarto, a diferença significante entre o número de mulheres e homens teria deixado muitas, muitas mulheres em um situação muito indesejável.

Então, aparenta ser o caso que Deus permitiu poligamia para proteger e providenciar pelas mulheres que provavelmente não achariam um marido de outra forma. Um homem que tinha várias esposas providenciava e protegia todas elas. Enquanto acreditamos que esse não era o ideal, viver em um lar polígamo era melhor do que as outras alternativas: prostituição, escravidão, fome, etc. Além de proteção e provisão, poligamia capacitou um crescimento muito mais rápido da humanidade, realizando o comando de Deus de “sede fecundos e multiplicai-vos/ povoai a terra e multiplicai-vos nela” (Gênesis 9:7). Homens são capazes de engravidar várias mulheres no mesmo período de tempo... causando um crescimento na humanidade muito mais rápido do que se cada homem pudesse produzir apenas uma criança a cada ano.

(2) Como Deus enxerga poligamia nos dias de hoje? Mesmo quando permitiu poligamia, a Bíblia apresenta monogamia como o plano que mais se conforma com o plano ideal de Deus para o casamento. A Bíblia diz que a intenção original de Deus era para que um homem fosse casado com uma só mulher: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher (não mulheres), tornando-se os dois uma só carne (não várias carnes)” (Gênesis 2:24). Enquanto Gênesis 2:24 está descrevendo o que o casamento é, ao invés de quantas pessoas estão envolvidas, o uso consistente do singular deve ser destacado. Em Deuteronômio 17:14-20, Deus disse que os reis não deviam multiplicar esposas (ou cavalos ou ouro). Enquanto isso não pode ser interpretado como um comando para que os reis fossem monogamistas, ainda pode ser entendido que ter várias mulheres causa problemas. Isso pode ser visto claramente na vida de Salomão (1 Reis 11:3-4).

No Novo Testamento, 1 Timóteo 3:2,12 e Tito 1:6 dá “marido de uma só esposa” como uma das qualificações para liderança espiritual. Há certo debate em relação ao que essa qualificação significa. A frase pode ser traduzida literalmente como “homem de uma mulher só”. Se esta frase está ou não se referindo exclusivamente à poligamia, de forma alguma pode um polígamo ser considerado “marido de uma só esposa”. Mesmo que essas qualificações sejam especificamente para posições de liderança espiritual, elas devem ser adotadas igualmente por todos os Cristãos. Não devem todos os Cristãos ser “irrepreensível…temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento...” (1 Timóteo 3:2-4)? Se somos chamados a ser santos (1 Pedro 1:16), e se esses padrões são santos para os presbíteros e diáconos, então esse padrões são santos para todos.

Efésios 5:22-23, uma passagem que fala do relacionamento entre maridos e esposas, quando se refere a um marido (singular) também se refere a uma esposa (singular). “...porque o marido é o cabeça da mulher (singular)… Quem ama a esposa (singular) a si mesmo se ama. Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher (singular), e se tornarão os dois uma só carne... cada um de per si também ame a própria esposa (esposa) como a si mesmo, e a esposa (singular) respeite ao marido (singular)”. Enquanto uma outra passagem paralela, Colossenses 3:18-19, refere-se a maridos e esposas no plural, é bem claro que Paulo está se dirigindo a todos os maridos e esposas entre os crentes de Colosso; ele de forma alguma está afirmando que um marido pode ter várias esposas. Em contraste, Efésios 5:22-33 está descrevendo especificamente o relacionamento matrimonial. Se poligamia é permitido, toda a ilustração do relacionamento de Cristo com o Seu corpo (a igreja), e o relacionamento do marido com sua mulher, cai aos pedaços.

(3) Por que houve uma mudança? Não é uma questão de Deus desaprovando algo que Ele previamente aprovou, mas sim uma questão de Deus restaurando o casamento ao Seu plano original. Mesmo quando estudamos Adão e Eva (não Evas), poligamia não era a intenção original de Deus. Deus aparenta ter permitido poligamia para resolver um problema, mas era o Seu desejo que esse problema nunca tivesse ocorrido. Na maioria das sociedades modernas, não há necessidade alguma para poligamia. Em muitas culturas de hoje, as mulheres podem se proteger e providenciar para si mesmas – removendo o único aspecto “positivo” de poligamia. Além disso, muitas nações modernas declaram poligamia ilegal. De acordo com Romanos 13:1-7, devemos obedecer as leis que o governo estabelece. A única situação onde desobedecer a lei é permitido nas Escrituras é se a lei contradiz os comandos de Deus (Atos 5:29). Já que Deus apenas permite poligamia, mas não faz dela um comando, uma lei que proíbe poligamia deve ser respeitada.

Será que existem algumas situações onde poligamia seria aceito ainda hoje? Talvez... mas é insondável que não existiria nenhuma outra solução. Devido ao aspecto de “uma só carne” do casamento, à necessidade de união e harmonia no casamento e à falta de uma necessidade verdadeira para a existência de poligamia, somos firmes na crença de que poligamia não honra a Deus e que não é o Seu plano para o casamento.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Lição 7 - Os Dez Mandamentos do Senhor

Lição 07


16 de Fevereiro de 2014

Os Dez Mandamentos do Senhor

Texto Áureo

Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê(Rm 10.4).

Verdade Prática

A Lei expõe e condena os nossos pecados, porém, o Senhor Jesus Cristo, pelo seu sangue expiador, nos perdoa e nos justifica mediante a fé.

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Conhecer os propósitos dos Dez Mandamentos.
  • Compreender o conceito de cada mandamento.
  • Saber que os Dez Mandamentos referem-se a relação do homem com Deus e o próximo.

Leitura Bíblica em Classe

Êxodo 20.1-5,7-10,12-17.

1 - Então, falou Deus todas estas palavras, dizendo:
2 - Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
3 - Não terás outros deuses diante de mim.
4 - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 - Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso [...].
7 - Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
8 - Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9 - Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra,
10 - mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está dentro das tuas portas.
12 - Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
13 - Não matarás.
14 - Não adulterarás.
15 - Não furtarás.
16 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17 - Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

FONTE E LIÇÃO: Estudantes da Bíblia





Lição 7 - Catolicismo Romano



16 de Fevereiro de 2014

Catolicismo Romano

Texto Áureo

“Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz”. Sl 115.3

Verdade Aplicada

A oração cristã tem como alvo Deus, mediado pelo único intercessor: Jesus Cristo, que está nos céus à destra do Pai Celestial.

Objetivos da Lição

      Mostrar que a Igreja Católica Romana abandonou os princí­pios bíblicos, culminando com a necessidade de uma reforma;
      Refutar as Idolatrias do Cato­licismo Romano;
      Combater as Heresias da Igreja Católica.

Textos de Referência

Sl 115.4     Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem.
Sl 115.5     Têm boca, mas não fa­lam; têm olhos, mas não veem;
Sl 115.6     Têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram;
Sl 115.7     Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
Sl 115.8     Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.

FONTE: REVISTA EBD

LEIA a LIÇÃO AQUI >>>> Professor Sergio Christino <<<<<


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Devocional Diário - Salmos 12.5

"Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, eu me levantarei agora, diz o SENHOR; e porei a salvo a quem por isso suspira." Salmos 12:5

Este é o nosso Deus maravilhoso, que atende àqueles que estão oprimidos e necessitados. Talvez sua maior opressão e maior necessidade no momento sejam espirituais, ou talvez esteja mesmo necessitando de algo material ou até mesmo uma providência financeira. Eu não sei qual a tua necessidade, mas o Senhor sabe, e certamente Ele se levantará para fazer um milagre em tua vida, e te colocará num lugar a salvo.

Oração: Pai querido, obrigado pois a cada dia que passa, vejo como o Senhor se preocupa com a nossa atual situação. Mesmo que as vezes eu esqueça, ou até mesmo duvide, mesmo assim o Senhor se levanta e me coloca num lugar a salvo. Obrigado pelo Seu amor e pelo Seu cuidado. Eu oro em nome de Jesus. Amém.

Devocional Diário



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Lição 2 - Espiritismo, uma das seitas que mais crescem no Brasil



12 de Janeiro de 2014

Espiritismo, umas das seitas que mais crescem no Brasil

Texto Áureo

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos consultará os mortos?” Is 8.19

Verdade Aplicada

A Bíblia condena toda e qualquer prática que envolva a comunica­ção com os mortos.

Objetivos da Lição

      Apresentar a origem e história do Espiritismo;
      Explanar as principais divisões do Espiritismo;
      Mostrar a diferença entre a heresia Espírita e a verdade das Escrituras Sagradas.

Textos de Referência

Dt 18.10    Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro,
Dt 18.11    nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos;
Dt 18.12    pois, todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.
Dt 18.14    Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa.




 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Lição 1 - Como identificar e refutar as Seitas e Heresias

Seitas e Heresias

Identificando e combatendo os erros doutrinários

“Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Cl 2.8).

Firmes na Palavra, poderemos desmascarar as sutilezas e os ataques de Satanás contra a Igreja de Cristo.

Iniciamos o ano de 2014 estudando temas da disciplina teológica chamada Heresiologia.

Portanto, lembre-se do ensino de Paulo em 1 Timóteo 4.1 “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios”.

O cerne da presente lição encontra-se no versículo 8. Neste, há um divisor entre a compreensão positiva e negativa da doutrina de Cristo demonstrada por três expressões: “segundo os homens” (kata anthrōpōn); “segundo o mundo” (kata ton kosmou); e “segundo Cristo” (kata Christon). As duas primeiras, não apenas opõe-se a última, mas a combatem. Fazem parte daquilo que Paulo denominou de “filosofias” e “vãs sutilezas”. Estas procedem de fontes humanas e malignas, enquanto a terceira fundamenta-se na revelação divina em Cristo. “Segundo os homens”, refere-se à crença em um conjunto de tradições orais ou lendárias que, pela sua antiguidade, parecia ser merecedora de crédito e aprovação. Contudo, não passava de sutileza ou engodo (apatē). “Segundo o mundo”, difere da primeira, pois enquanto a expressão “segundo os homens” baseia-se nas lendas artificiosas, esta, na adoração aos espíritos ou “aeons”. Portanto, a religião professada em Colossos era constituída de um fundamento teórico antigo que formava a doutrina e fortalecia a crença na adoração a espíritos intermediários entre Deus e os homens. Estas tradições e sutilezas opunham-se ao corpo de doutrina apostólico e a adoração ao Deus único e verdadeiro.

Desde os tempos bíblicos, Satanás vem usando os seus agentes a fim de levar o povo de Deus a desacreditar na Bíblia, na divindade e na obra redentora de Cristo. Temos de estar devidamente preparados para detectar e desmascarar suas sutilezas. Sem dúvida, esse é um dos maiores desafios da Igreja de Cristo nestes últimos dias.

OS ARDIS DE SATANÁS

1. Seus disfarces. Desde a fundação da Igreja, os falsos mestres vêm disfarçando-se entre os filhos de Deus para disseminar suas heresias. Jesus disse que os mestres do erro apresentam-se “vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). A Bíblia classifica os tais como “falsos apóstolos” e “obreiros fraudulentos”, identificando-os como agentes de Satanás que se transfiguram “em ministros da justiça” (2 Co 11.13-15). Devemos, por isso, acautelar-nos deles.

2. Suas estratégias. Os expositores sectários preocupam-se com a aparência, pois costumam apresentar o seu movimento como um paraíso perfeito (2 Tm 3.5). Infelizmente, muitos são os que caem nessas armadilhas. Uma vez fisgados por eles, dificilmente conseguem libertar-se, uns por causa da lavagem cerebral que recebem, outros, em razão do terrorismo psicológico e da pressão que sofrem de seus líderes. Seus argumentos são recursos retóricos bem elaborados e persuasivos, para convencer o povo a crer num Jesus estranho ao Novo Testamento (2 Co 11.3).

A PERÍCIA DOS HERESIARCAS

1. “Palavras persuasivas” (v.4). Os falsos mestres, a quem o apóstolo se refere, estavam envolvidos com o legalismo judaico: circuncisão (Cl 2.11), preceitos dietéticos e guarda de dias (Cl 2.16). Há também várias referências ao gnosticismo (Cl 2.18,23). O verbo grego paralogizomai, “enganar, seduzir com raciocínios capciosos”, descreve com precisão a perícia dos falsos mestres na exposição de suas heresias. O nosso cuidado deve ser contínuo para não nos tornarmos presas desses doutores do engano.

2. O Jesus que recebemos (vv.6,7). O apóstolo insiste que devemos andar de acordo com o evangelho, a fim de ficarmos arraigados, edificados e firmados na Palavra de Deus. Entretanto, a mensagem dos agentes de Satanás é sempre contra tudo o que cremos, pregamos e praticamos. Às vezes, há alguns pontos aparentemente comuns entre nós e eles, e nisso reside o perigo, visto que é por onde tais ensinos se introduzem.

3. A simplicidade do evangelho. A mensagem do evangelho é simples e qualquer ser humano, independentemente de seu preparo intelectual e origem, é capaz de entender; basta dar lugar ao Espírito Santo, que convence o homem “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8). A conversão ao cristianismo não é resultado de estratégia de marketing, nem de técnicas persuasivas (1 Co 2.4). Não é necessário, portanto, um “curso de lógica” para alguém ser salvo ou entender os princípios da fé cristã.

AS SUTILEZAS DO ERRO

1. “Ninguém vos faça presa sua” (v.8a). O significado de “presa” revela o que acontece, ainda hoje, com os adeptos das seitas. O verbo grego sylagōgeō, “levar como despojo, prisioneiro de guerra, sequestro, roubo”, descreve o estado espiritual dos que seguem os falsos mestres. Um dos objetivos dos promotores de heresias é escravizar as suas vítimas para terem domínio sobre elas (2.18; Gl 4.17). Hoje, muitos estão nos grilhões das seitas como verdadeiros escravos.

2. “Por meio de filosofias” (v.8b). Não há indícios de que o apóstolo esteja fazendo alusão às escolas filosóficas da Grécia. O estoicismo e o epicurismo eram as filosofias predominantes do mundo romano na era apostólica e são mencionadas em o Novo Testamento (At 17.18). As “filosofias” de que Paulo trata são conceitos mundanos, contrários à doutrina e à ética cristã. Qualquer sistema de pensamento, ou disciplina moral, era, naqueles dias, chamado de “filosofia”.

3. “Vãs sutilezas” (v.8c). Engano e sutileza, nesse contexto, significam a mesma coisa. A palavra grega usada para sutileza é apatē, isto é, “engano” (Ef 4.22), “sedução” (Mt 13.22). É usada para referir-se a pessoas de conduta enganosa e embusteira que levam outras ao engano. É mediante tais recursos que os mestres do erro conduzem suas vítimas ao desvio. Tais sutilezas impedem as pessoas de verem a verdade e, como consequência torna-se cativas das astúcias de Satanás.

4. “Segundo a tradição dos homens” (v.8d). Não é a tradição apostólica nem judaica, mas um sincretismo de elementos cristãos, judaicos e pagãos: angelolatria e ascetismo, por exemplo. Eram práticas que se opunham ao evangelho.

Trata-se de tradição humana (Crença em um corpo de tradições lendárias que, pela sua antiguidade, era merecedora de crédito e anuência), ao passo que o evangelho veio do céu (Gl 1.11,12).

OS RUDIMENTOS DO MUNDO

1. O significado de “rudimentos” (v.8). A expressão “rudimentos do mundo”, literalmente é: “elementos do universo”, ou “rudimentos do mundo”, em nossas versões. A palavra stoicheion, “fundamento, elemento”, aparece na filosofia grega para os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo que, segundo ensinavam os físicos gregos, compõem a totalidade do mundo (2 Pe 3.10,12). Para outra escola filosófica da Grécia, significava “elementos espirituais”, ou “espírito vivo”, que se difundia por toda a natureza como força vivificante.

2. O apóstolo se refere a que “rudimentos”? Essa palavra é usada, também, com o sentido de “princípio básico” (Hb 5.12) e de “elementos judaicos” ou “adoração cósmica” do sincretismo helênico (Gl 4.3,9). O termo deve ser analisado à luz do contexto e, aqui, mostra que são uma referência aos poderes demoníacos que se opunham a Cristo. Veja que o apóstolo contrapõe esses rudimentos a Cristo: “segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”.

3. A deidade de Cristo em jogo. Cristo é superior a todos os poderes (Ef 1.21). Os crentes, portanto, não precisam dos stoicheia, ou poderes demoníacos, apresentados pelos falsos mestres. As vãs filosofias são oriundas dos homens e do reino das trevas e não de Cristo. Há uma diferença abissal entre Cristo e os rudimentos do mundo. Não se trata, por conseguinte, de um demiurgo dos gnósticos, nem dos poderes cósmicos dos adeptos da Nova Era (v.9).

4. O significado de “toda a plenitude da divindade” (v.9). Temos, neste contexto, o Deus verdadeiro com toda a sua plenitude. O sentido de “divindade”, no texto original, é “deidade”. Um conceituado dicionário de grego afirma: “deidade, difere de divindade, como a essência difere da qualidade ou atributo”. Na Tradução do Novo Mundo, as Testemunhas de Jeová diluíram o v.9, traduzindo-o por “qualidade divina”, para adaptar à Bíblia as suas crenças, atitude própria dos falsos mestres.

CONCLUINDO

O povo de Deus vive em constante batalha espiritual. O inimigo sempre trabalhou para desviar os crentes da vontade divina, induzindo-os a crenças falsas e práticas que desonram ao Criador. Por isso, devemos estar atentos quando um movimento religioso apresenta-se com persuasão e argumentos aparentemente convincentes. Trata-se, geralmente, de alguém que pretende mostrar-nos algo que não está de acordo com a Palavra de Deus.

Leia a Lição Completa clicando "AQUI" e a Lição resumida clicando <<AQUI>>


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