Os Abençoados


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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A resposta depois do silencio

E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo. (Mateus 27:51).


A RESPOSTA DEPOIS DO SILÊNCIO

O véu do templo, que separava o Santo Lugar do Santíssimo Lugar, foi rasgado em dois quando o Senhor Jesus cumpriu Sua obra na cruz. As três horas de trevas haviam acabado, nas quais Ele sofrera o juízo de Deus em nosso lugar. Com um alto brado Ele rendeu o espírito nas mãos de Seu Pai.

O fato do véu ter sido rasgado “de alto a baixo” era a primeira resposta de Deus após Seu silêncio na cruz. Embora as pedras tenham se partido e a terra tremido, o véu rasgado dá um testemunho de caráter particularmente celestial. Deus sabia como avaliar o real valor da morte de Cristo, e agora convidava cada crente a entrar em Sua presença e contemplar a extensão de tal obra. Sem dúvida alguma, nosso entendimento é limitado e nossas emoções, frágeis. Contudo, não é isso com que o adorador se ocupa, mas com a perfeição do sacrifício do Senhor Jesus e a consciência de se estar na presença do Deus Altíssimo.

O véu no Santíssimo Lugar era tecido com azul, púrpura, escarlate, e linho fino. Isso reflete a gloria do Senhor Jesus como Homem em vários aspectos. Ninguém a não ser Ele poderia sacrificar a vida para nos garantir acesso ao Santo Lugar por Seu sangue, o “novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hebreus 10:20). O pecado nos separou de Deus, mas a morte do santo e justo Filho de Deus foi necessária para nos abrir o caminho. Que privilégio temos agora!

sábado, 20 de julho de 2013

Devocional - Lucas 2:39-52


Esta é uma passagem de particular importância; é a única que Deus tem julgado conveniente para que conheçamos algo sobre a infância e a juventude do Senhor Jesus. Desse modo temos aqui, especialmente para crianças e jovens, um Modelo mui excelente. Ele é perfeito em Suas relações com Seu Pai celestial, a cujos "negócios" é dada prioridade sobre tudo mais. Perfeito também em Seu contato com os doutores no templo, infinitamente mais sábio que todos eles. Ele não lhes ensina, mas lhes ouve e lhes faz perguntas; a única atitude conveniente à Sua idade. Perfeito também em Suas relações com Seus pais; e para que não venhamos imaginar que Ele havia escapado por insubordinação, temos no versículo 51 o esclarecimento: "era-lhes submisso". Aquele que era consciente de Sua soberania como Filho de Deus, já desde a mais tenra idade sujeitou-se à mais absoluta obediência na casa de Seus pais.

Gostaríamos, finalmente, de enfatizar o zelo do menino Jesus no templo e o Seu precoce interesse pelas verdades divinas. Na famosa cidade de Jerusalém, que provavelmente visitava pela primeira vez, era esse o Seu foco de atenção - nada mais. Que importância damos nós à presença do Senhor e aos Seus ensinamentos?


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Lucas 2:21-38


Cumpriu-se, quanto ao menino, tudo o que ordenava a lei do Senhor. Este nome do Senhor é repetido quatro vezes nos versículos 22-24, como para confirmar os direitos divinos sobre este menino e o cumprimento da vontade de Deus já desde a tenra infância. O sacrifício oferecido no templo destaca a pobreza de José e Maria (leia Levítico 12:8). E, uma vez mais, não é aos príncipes do povo que o Libertador de Israel é apresentado, mas sim a anciãos humildes e piedosos: Simeão e Ana. Por que este privilégio é concedido a eles? Porque estavam esperando por Ele!

O Espírito conduz Simeão ao templo e lhe revela Aquele que é "a consolação de Israel" (v. 25), a salvação de Deus, a luz das nações e a glória do povo. Ele vê com seus próprios olhos e segura nos braços este menino, que significa tudo para sua fé. Ele louva a Deus e depois anuncia que o Senhor Jesus será a pedra de tropeço para manifestar o estado dos corações dos homens (Isaías 8:14). Hoje ainda Ele continua sendo isto.

Então chega Ana, mulher de oração e fiel testemunha. Vem e se une ao louvor; ao não deixar o templo, ela experimenta Salmo 84:4. Finalmente, na abundância de seu coração, fala a respeito dEle. Que grande exemplo para nós!

domingo, 30 de junho de 2013

Lucas 2:1-20


Sem que o saiba, o imperador Augusto se torna um dos instrumentos dos quais Deus se serve para cumprir seus maravilhosos desígnios. Desconhecidos de todos, José e Maria se dirigiram a Belém, e é ali onde acontece o nascimento do Senhor Jesus. Mas que entrada fez o Filho de Deus neste mundo! Veja-O deitado numa manjedoura porque não havia lugar para Ele na hospedaria. Sua vinda é um incômodo ao mundo. Quantos corações se assemelham a esta hospedaria; não há neles lugar para o Senhor Jesus.


Não é aos grandes homens, mas aos humildes pastores a quem é anunciada a boa nova: "Hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:11; Ele nasceu para eles e para nós. Se o mundo não se interessa pelo nascimento do Salvador, todo o céu celebra este incomparável mistério: "Aquele que foi manifestado na carne, foi... contemplado por anjos" (1 Timóteo 3:16). Estes dão glória a Deus em seu louvor magnífico, anunciando paz na Terra e boa vontade para com os homens (compare Provérbios 8:31). Graças ao sinal que lhes fora dado, os pastores encontraram a criança. Eles compartilham o que acabam de ver e ouvir e por sua vez glorificam a Deus (v. 20). O nosso desejo é unirmo-nos a eles em ações de graças e louvor.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Lucas 1:57-80


Isabel traz ao mundo aquele que será o profeta do Altíssimo (v. 76). Vizinhos e parentes se alegram com ela. Observem o quanto o gozo preenche estes capítulos (1:14,44,47,58; 2:10). Zacarias tem agora a oportunidade de demonstrar sua fé, ao confirmar o belo nome deste menino (João significa favor de Jeová). Imediatamente lhe é devolvida a fala e suas primeiras palavras são para louvar e bendizer a Deus. Cheio do Espírito Santo, ele louva a Deus pela grande libertação que Ele empreenderá a favor de Seu povo. E nós que somos cristãos podemos fazer subir ainda mais alto o nosso canto! Através da vinda de Cristo e de Sua obra na cruz, Deus nos tem livrado, não de nossos inimigos terrenos, mas do poder de Satanás. Sendo assim libertos, não é o nosso privilégio servir ao Senhor "sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias" (vv. 74-75)?

Zacarias ainda fala da visita do "sol nascente das alturas". Desde os dias de Ezequiel, a glória tinha se afastado; mas eis que - mistério digno de admiração - esta glória divina volta para visitar um povo impotente e necessitado (v. 79); porém, desta vez, não é sob o aspecto de uma nuvem esplendorosa, mas sim sob a condição de uma humilde criancinha.
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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Lucas 1:39-56


Desejosa de compartilhar a maravilhosa mensagem com Isabel, aquela acerca de quem o anjo lhe acaba de falar, Maria vai a casa desta sua parente. Que conversação deve ter havido entre estas duas mulheres! É uma ilustração de Malaquias 3:16: "Então os que temiam ao Senhor falavam uns aos outros..." O que as ocupa é a glória de Deus, o cumprimento de Suas promessas, as bênçãos oferecidas à fé. Temos tais temas de conversação quando nos encontramos com outros filhos de Deus?

"Bem-aventurada a que creu..." exclama Isabel, e Maria responde: "O meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador..." (v. 47). Isso é o suficiente para demonstrar que Maria não foi salva de outra maneira que pela fé. Sendo uma pecadora, tinha necessidade, como todos os homens, do Salvador que ia nascer dela. Ela acrescenta: "Porque contemplou na humildade da sua serva" (v. 48). Apesar da excepcional honra que Deus lhe concede, Maria permanece diante d'Ele na posição que compete a ela: a de humildade. O que ela pensaria, então, da idolatria da qual se tornou objeto, na cristandade de hoje em dia?

Observemos a semelhança que há do lindo canto de Maria com o de Ana em 1 Samuel 2:1-10. Ambas falam de como Deus "exaltou os humildes... e despediu vazios os ricos". Deus despede vazios somente os que estão cheios de si mesmos.

Todo dia com Jesus



domingo, 23 de junho de 2013

Lucas 1:18-38


Quando Zacarias se defrontou com "estas boas novas" (v. 19), seu coração não creu nelas. E, contudo, não eram a resposta a suas orações (v. 13)? Desgraçadamente acontece o mesmo conosco, pois não esperamos do Senhor a resposta de nossas orações. Em resposta à pergunta "Como saberei isto?", o mensageiro celeste revela o seu próprio nome: Gabriel, que significa Deus é poderoso. Sim, sua palavra se cumprirá apesar das dúvidas com que foi recebida. Zacarias fica mudo até o nascimento da criança, enquanto sua esposa Isabel, objeto da graça divina, se oculta modestamente a fim de não chamar a atenção.

Depois o anjo Gabriel é incumbido de uma missão mais extraordinária ainda: a de anunciar a Maria, a virgem de Israel, que será mãe do Salvador. Que maravilhoso acontecimento, quão infinitas suas conseqüências!

Podemos entender a confusão e a emoção que se apoderam desta jovem mulher. Mas, apesar da aparente impossibilidade que ela suscita, sua pergunta no versículo 34 não é semelhante à de Zacarias no versículo 18, quando ele pede um sinal (o qual denota incredulidade). Maria crê e se submete inteiramente à vontade divina: "Aqui está a serva do Senhor...". Não é esta a mesma resposta que espera de nós Aquele que nos redimiu?

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Todo dia com Jesus - Lucas 1:1-17

Dentre os Evangelhos, este é o que, por assim dizer, nos aproxima mais do Senhor Jesus, pois no-LO apresenta especialmente em Sua perfeita humanidade. Deus escolheu a Lucas, o médico amado e fiel companheiro de Paulo (Colossenses 4:14; 2 Timóteo 4:11), para nos fazer esta revelação. Ela é apresentada sob a forma de uma narração dirigida a um certo Teófilo (o qual significa "o que ama a Deus").

O tema leva o evangelista a descrever, com certo esmero, como Jesus assumiu a forma de homem e entrou no mundo. Ele bem poderia ter vindo ao mundo na idade adulta; porém, Lhe aprouve viver inteiramente nossa história desde o nascimento até a morte, para glorificar Deus, como de fato o fez.

A narração começa apresentando-nos Zacarias, um piedoso sacerdote, cumprindo o seu serviço no templo. Enquanto ele ministrava nesse lugar solene deu-se conta, repentinamente e com temor, de que não estava só. Um anjo estava ao lado do altar do incenso, portador de uma mensagem divina: um filho será dado a Zacarias e Isabel, sua mulher. Separado para Deus desde o seu nascimento, será um grande profeta, incumbido de preparar Israel para a vinda de Seu Messias, acerca do Qual mais tarde afirmou que "se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir" (Mateus 11:14; Compare v. 17 com Malaquías 4:5-6).



terça-feira, 18 de junho de 2013

Devocional - Marcos 16:9-20


A declaração de Pedro no começo do livro de Atos é um excelente resumo do Evangelho segundo Marcos. O apóstolo recorda "todo o tempo que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós (ações características de serviço), começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas" (Atos 1:21-22). A primeira cena no Evangelho de Marcos foi quando o céu se abriu sobre o Senhor Jesus no rio Jordão e a última é quando o mesmo céu se abre para recebê-LO. Entre as duas cenas, está a Sua vida de serviço e dedicação. Aprovado por Deus em Sua vida e em Sua morte, ocupa daqui em diante à destra da Majestade nas alturas, o lugar de glória que Lhe corresponde. A Sua obra está consumada. Agora cabe aos discípulos realizar a obra deles, seguindo tanto as instruções dos versículos 15 a 18 como o grande Exemplo que tiveram diante de seus olhos. Porém, eles não são abandonados a fazê-lo por conta própria. O Senhor é visto nas alturas como Aquele que dirige a obra dos Seus. O serviço é um privilégio eterno que Ele empreende com amor. Servo para sempre (vide Êxodo 21:6; Deuteronômio 15:17 e Lucas 12:37), Ele coopera com os Seus discípulos e os acompanha com Seu poder (v. 20; Atos 14:3 e Hebreus 2:4). Nós, cristãos, somos convocados a seguir as Suas pegadas e a testemunhar desse mesmo Evangelho (v. 15); poderemos também contar com os mesmos cuidados de Seu amor se tivermos em nosso coração o desejo de servi-LO enquanto esperamos por Sua volta.

sábado, 15 de junho de 2013

Devocional - Marcos 15:42-47 e 16:1-8


Agora, passada a hora da cruz em que o Salvador ficou só, Deus se compraz em evidenciar a solicitude e a consideração de algumas pessoas devotas que honraram o Seu Filho. Em primeiro lugar é José de Arimatéia, quem pede a Pilatos o corpo do Senhor Jesus e se ocupa, reverente, do Seu sepultamento. Depois vemos três mulheres indo apressadamente ao túmulo logo ao amanhecer do dia da ressurreição. Elas eram daquelas que "o acompanhavam e serviam" antes de assistirem com grande tristeza à cena da cruz (15:40-41). Em seu desejo de realizar um último serviço Àquele que pensam ter perdido, levam aromas especiais para embalsamar o corpo dEle. Porém, elas têm de aprender que esses preparativos são desnecessários, pois um anjo lhes anuncia a gloriosa nova: "Ele ressuscitou". Contudo, havia uma outra mulher que não se encontrava no túmulo: a que no capítulo 14:3 havia ungido os pés do Senhor Jesus. Era por falta de afeição de sua parte? Não, ela havia dado prova do contrário - pois soube discernir o momento correto de derramar o seu perfume de nardo puro sobre o Senhor. Recordemos que a dedicação de nosso amor sempre é mais preciosa ao coração do Senhor quando acompanhada pelo discernimento de Sua vontade e pela obediência a Sua Palavra.

domingo, 19 de maio de 2013

Devocional - Marcos 15:22-41


Marcos 15:22-41

O homem realiza o mais infame crime de todos os tempos: Ele crucifica o Filho de Deus e não Lhe poupa nenhuma forma de sofrimento e humilhação. O Salvador está pendurado no madeiro amaldiçoado (Gálatas 3:13), e o Seu amor pelo Pai e pelos homens ali O mantém. O Senhor Jesus sendo "contado com os transgressores", como haviam profetizado as Escrituras (v. 28; Isaías 53:12), padecendo ainda todo tipo de insultos e provocações nesta cruz. O mundo O rejeita (e dessa maneira condena-se a si mesmo), mas agora também o céu se fecha para Ele, e isso fica expresso em Seu grito de indizível angústia: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (v. 34; vide Amós 8:9-10). O céu está fechado para Ele a fim de que possa ser aberto para nós. Foi para conduzir "muitos filhos à glória" que o Autor de nossa salvação foi aperfeiçoado por meio de sofrimentos (Hebreus 2:10). Essa página da sagrada Escritura, sobre a qual a nossa fé repousa com adoração, constitui o incontestável documento que nos garante acesso à glória dos céus; e, como sinal de que esse acesso nos foi possibilitado, rasga-se o véu do santuário (v. 38) - que velava o lugar da habitação de Deus. O grito em alta voz do Salvador ao morrer é prova de que Ele mesmo deixou a Sua vida, voluntariamente, em plena posse de Sua força. É o último ato de obediência dAquele que havia vindo a Terra para servir, sofrer e morrer, entregando a Sua preciosa vida em resgate por muitos (10:45).

TODO DIA COM JESUS

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Devocional - Marcos 15:1-21


Marcos 15:1-21


Como é característico da narrativa deste evangelho, até mesmo a obra de morte deve ser realizada "logo" (v. 1). Agitados pela aproximação da Páscoa e em sua pressa por acabar com este prisioneiro que lhes enche de temor, as autoridades do povo não perdem tempo. Conduzem o Senhor Jesus perante Pilatos, não sem antes amarrar aquelas mãos que haviam curado tantas enfermidades e nunca haviam feito senão o bem. Diante do governador romano, o Salvador novamente guardou silêncio, do qual os Salmos 38:1-15; 39:9 e Lamentações 3:28 revelam os maravilhosos motivos. A Sua oração neste momento é: "Pois em ti, Senhor, espero; tu me atenderás, Senhor Deus meu"; "porque tu fizeste isto".

Pressionado pelos principais sacerdotes, todo o povo, em sua louca cegueira, reclama em coro a liberdade do assassino Barrabás e a crucificação de seu Rei. Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, liberta o criminoso e condena o Homem que sabe ser inocente. Veja até onde pode chegar o desejo de agradar aos homens! (João 19:12).

Os cruéis soldados zombam dEle fingindo submeter-se Àquele que está em seu poder (porém Ele Se entregou voluntariamente). E o homem coroa o seu Criador com espinhos que a terra passou a produzir em conseqüência do pecado do homem (Gênesis 3:18).



terça-feira, 7 de maio de 2013

Devocional - Marcos 14:55-72


Marcos 14:55-72

E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.

Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
E, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:
Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
E nem assim o seu testemunho era coerente.
E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?
Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.
E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.
E, estando Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote;
E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para ele, e disse: Tu também estavas com Jesus Nazareno.
Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou.
E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais.
Mas ele o negou outra vez. E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um deles, porque és também galileu, e tua fala é semelhante.
E ele começou a praguejar, e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais.
E o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, retirando-se dali, chorou.


No meio da noite, o palácio do sumo sacerdote está em grande agitação. O Senhor Jesus está perante Seus acusadores. Falsas testemunhas fazem declarações, mas estas são conflitantes. Contudo o Senhor não tira partido disto para Se defender. É condenado; golpeiam e esmurram-NO; alguém cospe-Lhe na face. O Salvador suporta todos esses ultrajes, os quais já tinham sido preditos pelo profeta Isaías (50:6).

Outra cena triste está ocorrendo no pátio do palácio. Pedro não crera no que lhe havia dito seu Mestre, e até Lhe assegurou: "De nenhum modo te negarei" (v. 31). Depois no Getsêmani, ele não deu ouvidos quando o Senhor lhe disse para vigiar e orar. Eis a razão de sua derrota. De mais a mais, o Salvador havia advertido os discípulos de que "a carne é fraca" (v. 38). Porém, esta era uma verdade que Pedro não estava disposto a aceitar, e por isso ele havia de passar por esta amarga experiência. O que nós não queremos aprender com o Senhor, acatando humildemente a Sua Palavra, teremos de aprender por meios muitas vezes dolorosos, enfrentando o Inimigo de nossas almas.

Para convencer com mais veemência de que ele não conhecia "este homem", Pedro passa a praguejar e a jurar. Não o julguemos; antes pensemos nas muitas maneiras pelas quais podemos negar o Senhor se não vigiarmos: com os nossos atos, com as nossas palavras ou... com o nosso silêncio (vide 1 Coríntios 10:12).



terça-feira, 30 de abril de 2013

Marcos 14:32-54



Aquele que assumiu a forma de servo vai agora mostrar até onde irá a Sua obediência. E esta será até à morte... e morte de cruz! Satanás tenta tudo para fazer com que o Senhor Jesus se desvie do caminho de Sua perfeição. Nesta luta decisiva, a arma de Satanás é oprimir o coração do Senhor, que está ciente da dimensão do horror do cálice da ira de Deus contra o pecado. A arma do Senhor Jesus é a Sua dependência. Um termo que é usado uma única vez pelo Senhor e que se encontra aqui em Marcos expressa a mais profunda intimidade de um momento como esse: "Aba, Pai", disse Ele, na consciência de que esta perfeita comunhão com Deus terá de ser interrompida no momento em que estiver levando o pecado sobre Si, isto é, quando beber o cálice da ira de Deus. Mas é precisamente esse Seu amor sem reservas pelo Pai que O motiva a uma obediência sem reservas: "Não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres" (v. 36).

Ante tal conflito, quão imperdoável é o sono dos discípulos! Pouco tempo antes seu Mestre lhes havia exortado a vigiar e a orar (13:33). Ele lhes pede encarecidamente por três vezes... porém em vão! Mas Ele está preparado. O traidor está chegando acompanhado daqueles que vinham prendê-LO. Pois bem, agora todos O abandonam e fogem (v. 50), inclusive, finalmente, esse jovem coberto com um lençol, o qual representa a profissão cristã que não resiste à prova.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Devocional - Marcos 14:17-31 - "A Instituição da Santa Ceia"


Marcos 14:17-31

E, chegada a tarde, foi com os doze.
E, quando estavam assentados a comer, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me.
E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Sou eu? E outro disse: Sou eu?
Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que põe comigo a mão no prato.
Na verdade o Filho do homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para o tal homem não haver nascido.
E, comendo eles, tomou Jesus pão e, abençoando-o, o partiu e deu-lho, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele.
E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que por muitos é derramado.
Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele dia em que o beber, novo, no reino de Deus.
E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras.
E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.
Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galiléia.
E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.
Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos 


É chegado o momento da última ceia. Nessa íntima ocasião de despedida, na qual o Senhor Jesus estava desejoso de falar francamente a Seus discípulos, algo angustiava Seu espírito (João 13:21). Não era a cruz que se aproximava, mas a indizível tristeza de saber que ali, entre os doze, havia um homem que decidira sua própria ruína. "Um dentre vós... me trairá." Por sua vez, os discípulos se entristecem e interrogam uns aos outros. Eles não têm aqui a mesma confiança em si mesmos que aparece nos versículos 29 e 31, quando de suas solenes afirmações de devoção, particularmente por parte de Pedro.

Após a saída do traidor (João 13:30), o Senhor institui a santa ceia como memorial. Ele abençoa, parte e distribui o pão aos Seus; a seguir, toma o cálice e, tendo dado graças, dá-lhes também a beber dele. Então lhes explica o significado desses símbolos que são simples e mesmo assim solenes, representando os grandes feitos dos quais trariam contínua recordação: Seu corpo entregue e Seu sangue derramado, os sólidos fundamentos de nossa fé. Leitor amigo, você não teria gostado de estar no cenáculo em volta do seu Salvador? Então, por que não se unir àqueles que, a cada primeiro dia da semana, fazem a vontade do Senhor celebrando a Sua ceia, enquanto esperam a Sua volta?

Após a ceia, o Senhor vai com os Seus onze discípulos para o Monte das Oliveiras

Todo dia com Jesus

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Devocional = Marcos 14:1-16


À medida que a morte do Senhor vem se aproximando, tornam-se cada vez mais manifestos os sentimentos que há em cada coração. Há Ódio por parte das autoridades do povo que conspiram em Jerusalém. Há afeto na casa de Simão, o leproso, em Betânia, onde uma mulher, cujo nome não é revelado aqui, pratica uma "boa ação" para com Ele, o fruto de um amor concebido pela compreensão do que fazia. Esta é uma maravilhosa ilustração da adoração prestada pelos filhos de Deus! Eles reconhecem no Salvador desprezado pelo mundo Aquele que é digno de toda homenagem; expressam-Lhe pelo Espírito Santo e num sentimento de sua própria indignidade, esta adoração que é um perfume de inestimável valor para o Seu coração. Mas tais adoradores certamente estão expostos a críticas, até mesmo por parte de certos crentes que colocam as boas ações ou o serviço a favor das almas à frente de qualquer outra atividade cristã. Sem negligenciar essas coisas, não esqueçamos que o louvor é a mais importante das nossas obrigações para com o Senhor. Demo-nos por satisfeitos com a Sua aprovação ao exercermos com um espírito quebrantado (do qual o alabastro é um símbolo) o cumprimento desse santo serviço de adoração, o único que é exclusivo para Ele e para toda eternidade.

Os versículos 10 a 16 nos mostram as providências que os discípulos tomam para preparar a páscoa... e as de Judas para trair o seu Mestre.

Todo dia com Jesus

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terça-feira, 23 de abril de 2013

Marcos 13:14-37


A Igreja não terá de passar pelas terríveis tribulações que o remanescente judeu irá experimentar (Apocalipse 3:10). Ao repousar sobre esta certeza, devemos, todavia, temer cair no sono espiritual, o qual é, realmente, um perigo enquanto vivemos na longa noite moral e de provas deste mundo. Pensemos no iminente retorno do Senhor e apropriemo-nos das sérias exortações deste capítulo. Uma curta parábola apresenta-nos o Senhor como o dono de uma casa que se ausentou do país depois de ter deixado os seus bens sob a responsabilidade de seus servos. Cada um recebe "a sua obrigação"... precisa e particular. E o Dono não faz qualquer restrição, nem mesmo quanto à diversidade das tarefas a serem feitas. Em algumas traduções desta passagem lemos "a cada um a sua obra"... sugerindo assim um número ilimitado de diferentes tarefas que o Senhor tem preparado para os Seus (conforme Romanos 12:6-8).

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A breve instrução recebida pelo porteiro, ao qual foi ordenado vigiar (v. 34), é igualmente dirigida "a todos"... a saber, a você e a mim (v. 37). E (observem este detalhe) é com esta palavra "vigiai" que terminam os ensinamentos do Senhor Jesus no Evangelho de Marcos. Guardemos então esta palavra em nossos corações, como se conserva cuidadosamente a última recomendação de um ser amado que nos deixou, mas que voltará de novo.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Devocional - Marcos 12:35-44

Marcos 12:35-44

Agora é a vez do Senhor Jesus deixar os seus críticos embaraçados com uma pergunta bastante delicada: como pode o Cristo ser ao mesmo tempo o Filho e o Senhor de Davi? (vide Salmo 89:3-4, 23 e 36). Eles não sabem como explicar isto e o orgulho deles impede-lhes de pedir a resposta... do próprio Cristo. É justamente por causa de Sua rejeição que o Filho de Davi ocuparia a posição celestial que Lhe é atribuída no Salmo 110.

A fim de colocar o povo em guarda contra esses líderes indignos, o Senhor então faz um triste retrato dos escribas vaidosos, avarentos e hipócritas. Infelizmente, esses traços têm, às vezes, caracterizado também outros "líderes espirituais" afora os de Israel! (vide 1 Timóteo 6:5). 

No versículo 41, vemos o Senhor Jesus assentado em frente ao gazofilácio do templo. Com o Seu olhar penetrante, o qual já tínhamos visto contemplando a todos e a todas as coisas, Ele observa, não o quanto se dá (a única coisa que interessa aos homens), mas como cada um dá à causa de Deus. E eis aí essa pobre viúva com a sua tocante oferta: as duas pequenas moedas que lhe restavam para viver. Emocionado, o Senhor chama os Seus discípulos e comenta o que acaba de ver. Ah! essa oferta extraordinária - "tudo quanto possuía" - provou não somente a afeição desta mulher pelo Senhor e por Sua casa, mas também a total confiança que tinha em Deus para atender a suas necessidades (conforme 1 Reis 17:12-13).
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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Devocional - Marcos 12:18-34

Marcos 12:18-34


Agora chegam os saduceus para medir a sabedoria do Senhor Jesus. Na realidade, eles não acreditavam na ressurreição (vide Atos 23:8); mas é justamente acerca desse assunto que o Senhor os confronta e os faz silenciar (v. 26). A ressurreição é duplamente confirmada: pelas Escrituras e pelo poder de Deus que ressuscitou a Cristo dos mortos (v. 24). E, ainda assim, é provável que não haja nenhuma outra verdade mais combatida pela incredulidade dos homens (vide Atos 17:32 e 26:8). Paulo demonstra em 1 Coríntios 15 que a ressurreição é um dos fundamentos essenciais do Cristianismo, o qual não pode ser tocado sem com isso arruinar completamente a nossa fé.
 
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Em contraste aos debatedores precedentes, o escriba mostra-se honesto e inteligente quando interroga o Senhor sobre o principal de todos os mandamentos. O amor, responde o Senhor Jesus, é o principal mandamento; amor a Deus e ao próximo, nisso se resume o cumprimento da lei (Romanos 13:10; Gálatas 5:14). Queridos amigos, não deveríamos nós amar mais do que os filhos de Israel, nós, que fomos procurados e que estávamos mais distanciados de Deus do que eles (nós, que procedemos das nações estranhas às alianças da promessa) e que pelo sangue de Cristo fomos aproximados a uma relação de filhos do Deus de amor? (Efésios 2:12-13).

Todo dia com Jesus

terça-feira, 16 de abril de 2013

Marcos 12:1-17

Marcos 12:1-17

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E começou a falar-lhes por parábolas: Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra.

E, chegado o tempo, mandou um servo aos lavradores para que recebesse, dos lavradores, do fruto da vinha.

Mas estes, apoderando-se dele, o feriram e o mandaram embora vazio.

E tornou a enviar-lhes outro servo; e eles, apedrejando-o, o feriram na cabeça, e o mandaram embora, tendo-o afrontado.

E tornou a enviar-lhes outro, e a este mataram; e a outros muitos, dos quais a uns feriram e a outros mataram.

Tendo ele, pois, ainda um seu filho amado, enviou-o também a estes por derradeiro, dizendo: Ao menos terão respeito ao meu filho.

Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e a herança será nossa.

E, pegando dele, o mataram, e o lançaram fora da vinha.

Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros.

Ainda não lestes esta Escritura: A pedra, que os edificadores rejeitaram, Esta foi posta por cabeça de esquina;

Isto foi feito pelo Senhor E é coisa maravilhosa aos nossos olhos?

E buscavam prendê-lo, mas temiam a multidão; porque entendiam que contra eles dizia esta parábola; e, deixando-o, foram-se.

E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem nalguma palavra.

E, chegando eles, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és homem de verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas à aparência dos homens, antes com verdade ensinas o caminho de Deus; é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos?

Então ele, conhecendo a sua hipocrisia, disse-lhes: Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que a veja.

E eles lha trouxeram. E disse-lhes: De quem é esta imagem e inscrição? E eles lhe disseram: De César.

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E maravilharam-se dele.



As autoridades do povo são forçadas a reconhecer-se na aterradora parábola dos lavradores maus.

Observemos como é descrito (somente aqui em Marcos) o último enviado do Dono da vinha: "Restava-lhe ainda um, seu filho amado" (v. 6). Esta frase nos recorda as palavras que Deus disse a Abraão: "Toma teu filho, teu único filho... a quem amas" (Gênesis 22:2). Temos aí uma comovente indicação das afeições do Pai pelo Seu Filho amado, Que Ele sacrificou por nós!

Assim desmascarados, os fariseus e os herodianos buscam replicar. Com elogios de hipocrisia, que, apesar disso, testemunhavam do Senhor Jesus ("Sabemos que és verdadeiro e... segundo a verdade ensinas o caminho de Deus" - v. 14), eles tentam surpreendê-LO com uma das mais sutis perguntas. Se a Sua resposta fosse "sim", isso O teria desqualificado como Messias; se fosse "não", eles O acusariam aos romanos. Ele lhes responde da única maneira que não esperavam: dirigindo-Se à consciência deles. Que divina e admirável sabedoria! Ainda assim, quanto não teve de sofrer o Salvador, em Quem tudo era verdade e amor, por essa má fé, essa maldade, sim, por essa constante "oposição dos pecadores contra si mesmo" (vide Ezequiel 13:22).

Todo dia com Jesus

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