Os Abençoados


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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Apocalipse 22:10-21


Para Daniel e o povo judeu, a profecia estava selada até o seu cumprimento futuro (Daniel 12:9) . Para o cristão, ela não está mais oculta (V. 10). Toda a Bíblia lhe foi dada para ser compreendida e crida. O Senhor nos permitiu que a contemplássemos juntos por intermédio destas folhinhas. Que Ele nos ajude a estudá-la cada vez mais (João 5:39). Os comentários bíblicos também são de grande valia para nosso estudo. Que ao voltar, o Senhor nos encontre entre os que guardam Sua Palavra e não negam seu nome (3:8). O próprio Senhor nos recorda uma vez mais o doce e incomparável nome de Jesus, esse nome de sua humanidade: "Eu, Jesus", sou "a brilhante estrela da manhã", Aquele que vem (V. 16). Nós não aguardamos um acontecimento, mas uma Pessoa conhecida e amada.

"Vem!" Este é o desejo que o Espírito desperta em nós, ao qual o Senhor Jesus responde com Sua promessa: "Eis que venho sem demora" (V. 7,12,20). Os afetos da noiva ressoam como eco: "Amém! Vem, Senhor Jesus!".

Nós fomos convertidos tanto para servi-Lo , para convidar os sedentos que queiram vir (V. 17), quanto para esperá-LO (1 Ts 1:9,10). Porém o Senhor sabe que, tanto para servi-LO como para esperá-LO, necessitamos de toda a Sua graça (V. 21). A graça é o recurso perfeito e suficiente para nos guardar "até que ele venha" (1 Coríntios 11:26b). 

sábado, 10 de novembro de 2012

Apocalipse 22:1-9


Os versículos 1 a 5 complementam a visão da cidade santa durante o milênio. Constatamos a notável semelhança que há entre a primeira e a última página da Bíblia! As Escrituras começam e terminam com um paraíso, um rio, uma árvore da vida. Mas, como escreveu alguém, o fim é mais belo que o começo, o ômega é mais grandioso que o alfa, o paraíso futuro não é a volta do antigo, mas é o "paraíso de Deus" (2:7) com a eterna presença do Cordeiro, que morreu por nós. Somente os pecadores salvos pela graça tem acesso a esse lugar, homens como o ladrão convertido na cruz (Lucas 23:43). E qual a ocupação de seus habitantes? Servirão a seu Senhor (V. 3; 7:15); reinarão com ele (final do V. 5; Daniel 7:27). Uma coisa, entretanto, lhes será mais preciosa do que todos os reinos: "contemplarão a sua face..." (V. 4; Salmos 17:15). 

Normalmente um servo "não sabe o que faz o seu senhor" (João 15:15). O Senhor Jesus, contudo, não esconde de Seus servos, que vieram a ser Seus amigos, nada das "coisas que em breve devem acontecer" (V. 6). Não é estranho, portanto, que demonstremos tão pouco interesse por essas maravilhas que nos dizem respeito? (1 Coríntios 2:9). Não é mais triste ainda que não tenhamos maior interesse por aquilo que o Pai tem preparado para a glória e o gozo de Seu Filho? (veja João 14:28). 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Apocalipse 21:9-27


Depois de permitir um vislumbre do estado eterno (V. 1-8), o Espírito volta ao período do reinado de Cristo. Apresenta-nos uma cidade, que não é mais Roma nem Babilônia, mas a santa Jerusalém, "a noiva, a esposa do Cordeiro". Toda esta descrição deve ser entendida como simbólica. Nossos atuais sentidos não podem perceber, nem nosso espírito, conceber como será a nova criação (1 Coríntios 13:12). Como explicar, por exemplo, as cores a um cego de nascimento? Por isso, Deus toma o que há de mais belo e de mais raro sobre a terra - o ouro e as pedras preciosas - para nos dar alguma noção do que nos espera no céu. O seu fulgor e a sua muralha de jaspe V. 11,18) nos falam da manifestação das glórias de Cristo na Igreja e por meio dela (4:3). Esta é iluminada pela brilhante luz da lâmpada: a glória de Deus vista no Cordeiro (V. 23). A cidade santa, por sua vez, vai irradiar essa luz divina para proveito da terra durante o milênio (V. 24). É exatamente isso o que João 17:22 quer dizer: "Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado... eu neles, e tu em mim... para que o mundo conheça...".

Como poderia "coisa alguma contaminada" penetrar no lugar onde habita o Senhor? (V. 27; leia também 2 Coríntios 7:1). 


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Apocalipse 21:1-8


Virou-se a página. A história da primeira criação teve seu fim. Começa a eternidade de glória, em que Deus será rodeado de benditas criaturas que terão capacidade de conhecê-lo e compreendê-lo. "Deus estará com eles e será o seu Deus" (v.3 - R.C.). Os santos se alegrarão em seu Deus para sempre, pois o tempo terá deixado de existir. O mar (símbolo de confusão e divisão das nações) não existirá mais. Todos os redimidos terão alcançado seu porto seguro. Nesse novo mundo a morte terá sido abolida (1 Coríntios 15:26, 54); não haverá mais noite nem maldição (V. 25; 22:3,5); não haverá mais luto, nem pranto, nem dor, porque Deus habitará para sempre com os homens (V. 4). E o que acontecerá aos que ficaram de fora? A parte deles será a segunda morte, as trevas, as lágrimas do remorso, a eterna separação da presença do Deus santo. Nesse lugar estarão os incrédulos, os quais expressamente rejeitaram a salvação, mas também, os covardes, que não fizeram uma firme decisão por Cristo; finalmente os mentirosos e os hipócritas, que fingiram ser cristãos. Amigo, permita-nos perguntar-lhe uma vez mais: Onde você passará a eternidade?

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Apocalipse 20:7-15



Mil anos de bênçãos não terão mudado o coração do homem. Satanás, uma vez solto, conseguirá suscitar uma última e gigantesca rebelião das nações, à qual Deus reagirá com um juízo breve e fulminante. Agora é chegada a hora mais importante: cumpre-se Hebreus 9:27 (mas também João 5:24). Todos os mortos comparecem diante do grande Juiz. Houve muitas diferenças entre eles durante a vida na terra. Alguns foram grandes, honrados pelos seus semelhantes (Lucas 16:19), outros pequenos e até marginalizados pela sociedade (Lucas 23:39). Aqui estão todos reunidos sem nenhuma distinção, "pois todos pecaram..." (Romanos 3:23). Para provar isso são abertos livros, e cada um vai constatar, para seu terror, que todas as suas obras foram registradas ali, listadas uma por uma (Salmos 28:4). Quem pode suportar a leitura de uma única página do livro de suas obras? O livro da vidatambém se abre, mas só para confirmar que o nome desses não se acha nele. "Lançai-o para fora, nas trevas" (Mateus 22:13), é a sentença do supremo Juiz. Partilharão da mesma sorte que Satanás: um tormento sem esperança e sem fim...

Leitor, você será julgado segundo as suas obras ou segundo a obra do Senhor Jesus ?



Gideões Missionários da Última Hora



domingo, 4 de novembro de 2012

Apocalipse 19:17-21; 20:1-6


Ao contrário da "ceia das bodas do Cordeiro" (V. 9), vemos aqui o que é se chama ironicamente de "a grande ceia de Deus" (V. 17b; Salmos 2:4,5; Sofonias 1:7). O confronto final entre os exércitos do Filho de Deus e os da besta terminará no aniquilamento total destes últimos. Sem nenhum outro julgamento, a besta e o falso profeta serão lançados vivos dentro do lago de fogo (V. 20; compare Números 16:33; Salmos 55:15). Em seguida Deus se ocupará de Satanás, o senhor deles. No capítulo 12, vimos que ele tinha sido lançado do céu para a terra. Aqui objetos simbólicos -a chave do abismo e uma grande corrente - impedem o grande homicida de continuar causando dano. Em Apocalipse 20:10, temos então o seu destino final: após sua prisão de mil anos, ele será lançado no lago de fogo "preparado para o diabo e seus anjos", (Mateus 25:41) onde se reencontrará com os seus dois cúmplices. Não é de admirar que o diabo tema o livro de Apocalipse mais que qualquer outro livro da Bíblia. Para impedir que as pessoas o leiam, ele quer convencer até os crentes de que se trata de um livro obscuro.

Com Satanás preso, não há nada mais que se oponha ao glorioso reinado do Senhor. Já vimos que esse reinado, contrariamente ao que muitos pensam, não chegará mediante uma melhoria progressiva do mundo, mas por meio de juízos. Queridos filhos de Deus, Cristo quer compartilhar conosco o seu reino (Daniel 7:18). Não nos associemos hoje com um mundo que vamos julgar amanhã (leia 1 Coríntios 6:2). 

sábado, 3 de novembro de 2012

Apocalipse 19:1-16


A fraude da Babilônia, sua pretensão de ser a igreja, foi publicamente desmascarada. E agora o Senhor apresenta sua verdadeira noiva aos convidados do banquete celestial. O céu rompe em louvores: "Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus" (V. 1). Que santa alegria! "São chegadas as bodas do Cordeiro (v.7). A alegria da esposa corresponde à do esposo! Ela é o objeto da graça; seu adorno consiste nos atos de justiça dos santos. Deus lhe concedeu que os realizasse para a glória dele. Os "convidados" também estão cheios de gozo, porque "o que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo, que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo" (João 3:29). 

Não nos esqueçamos, enquanto aguardamos esse dia, de que temos sido "preparados" para ser apresentados "como virgem pura a um só esposo, que é Cristo" (2 Coríntios 11:2). Guardemos para ele toda a pureza de nosso amor e o frescor de nossos afetos.

Conquanto para a Igreja ele seja o Amado, para o mundo será o grande Juiz. Com o nome que adotou anteriormente para nos manifestar a graça e a verdade, "o Verbo de Deus", Ele então realizará "coisas terríveis" (Salmos 45:4; veja também Isaías 59:18; 63:1-6). 

Amigo, quando e como você quer encontrar o Senhor Jesus? Agora como Salvador, ou breve como Juiz?

Todo dia com Jesus

Diacono Sergio Christino

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Apocalipse 18:14-24


O choro e o pranto dos mercadores (V. 11,15ss.) recordam as queixas de Demétrio e dos artífices de Éfeso, os quais temiam perder o "muito lucro" e a "prosperidade" que a adoração aos ídolos lhes proporcionava (Atos 19:24,25,38). No fundo, que diferença há entre a "grande Diana dos efésios" e a "grande Babilônia", entre a idolatria pagã e a cristandade corrompida?

Qualquer religião que dê ao homem todos os frutos "que a tua alma tanto apeteceu" (V. 14), encante os sentidos enquanto adormece a consciência (neste aspecto, a música desempenha um papel importante: V. 22; Daniel 3:7), favoreça o comércio e sirva de pretexto para toda a espécie de prazer não pode deixar de ter sucesso. Basta observar o período do fim de ano para constatar a maneira mundana que muita gente celebra o nascimento do Senhor Jesus.

"Nela se achou sangue... de santos" (V. 24). No começo da Bíblia, na cidade edificada por Caim, havia muitas coisas agradáveis... enquanto o sangue de Abel clamava a Deus (veja Gênesis 4:10,17 ). Hoje o mundo religioso se regozija enquanto o verdadeiro crente sofre e se aflige (João 16:20). Amanhã ressoarão aqui na terra os suspiros dos "ais" , tendo por contrapartida o regozijo do céu (V. 20)! Que Deus nos permita ver pela fé tudo como ele vê!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Apocalipse 18:1-13



Essas visões podem ser comparadas a uma série de fotos que retratam os acontecimentos de diferentes ângulos e iluminação. A queda de Babilônia é vista aqui executada diretamente pelo "Senhor Deus" (V. 8, 20). Mas antes disso foi proferida uma ordem no versículo 4: "Retirai-vos dela, povo meu". (Compare com a profecia de Jeremias contra a Babilônia antiga: 51:7,8,37,45...). É uma conclamação que também vale para nós hoje: "Retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor" (2 Coríntios 6:17). É um convite a cada redimido para separar-se completamente do mundo religioso com princípios mistos, tal como vemos aqui em seu estado final (compare Números 16:26). Alguns nos acusarão equivocadamente de falta de amor, de mentalidade estreita e de pretensão de ter espírito superior. O essencial, no entanto, é obedecer ao Senhor.

Os versículos 12 e 13 nos apresentam uma lista de "tudo que há no mundo" (1 João 2:16,17) e serve para satisfazer as muitas concupiscências dos homens. A lista começa com o que os homens consideram ser mais valioso: o ouro, e termina com o que é de menor valor aos olhos da falsa igreja, mas que é tão precioso para Deus: a alma dos homens .

Todo dia com Jesus

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Apocalipse 17:1-18



A última taça contém o juízo da Babilônia (16:19), tema apresentado com detalhes nos capítulos 17 e 18. Trata-se da igreja apóstata, a cristandade meramente professa, da qual todos os verdadeiros filhos de Deus serão retirados na ocasião da vinda do Senhor. Essa igreja, infiel a Cristo, corrompeu-se mediante alianças impuras com o mundo e seus ídolos. Como bem já se disse: "A corrupção do que há de melhor é a pior forma de corrupção". Essa "meretriz" está "montada numa besta", e obtém a sua força do poder político (V. 3). Embora o Senhor Jesus tenha declarado: "O meu reino não é deste mundo" (João 18:36), ela quer o domínio da terra. Finalmente, e acima de tudo, ela perseguiu e matou os verdadeiros santos (V. 6).

O apóstolo ficou totalmente assombrado diante dessa cena. Será esse o rumo que tomará igreja responsável? Infelizmente a sua história no curso dos séculos o tem confirmado muito bem, embora seu estado final aqui descrito ainda não tenha sido alcançado. Os versículos 17 e 18 nos mostram como perecerá essa "mãe das abominações". Experimentará a mesma sorte de sofrimentos que infligiu às "testemunhas de Jesus". Esta última expressão nos permite reconhecer toda a ternura do coração de Deus (V. 6; veja também 2:13).





segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Apocalipse 16:1-21

 As sete taças derramadas sobre a terra recordam as pragas do Egito: feridas, água transformada em sangue, trevas, rãs, trovões, chuvas de granizo e fogo (veja Êxodo 9:23). Em vez de arrependimento, essas calamidades suscitam blasfêmias (V. 9,11,21). Contudo, ao Deus justo rende-se um triplo testemunho: dos vencedores (15:2-4), do anjo das águas (16:5) e do próprio altar (16:7). 

As quatro primeiras pragas atingem respectivamente as mesmas áreas que as quatro primeiras trombetas (8:7-12). A quinta alcança "o trono da besta". A sexta prepara "para a peleja do grande Dia". Finalmente, com o derramar da última taça, ressoa do trono a grande voz: "Feito está!". Quão diferente ela é do grito: "Está consumado!" (João 19:30), que nos anunciou o fim da ira de Deus contra o pecado, depois de Seu Filho ter sorvido na cruz o cálice que merecíamos. 

Esses terríveis acontecimentos estão mais próximos do que pensamos. Que possamos sempre considerar o mundo como um lugar que vai ser julgado, e ter consciência da horrenda ira, da qual não escapará. Isto nos preservará da indiferença, seja para com o mal que está no mundo, seja para com o juízo divino que o espera.





domingo, 28 de outubro de 2012

Apocalipse 14:14-20; 15:1-8



O Senhor anunciara certa vez a seus acusadores: "Desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu" (1:7; Mateus 26:64 e 24:30). E aqui está Ele, o Filho do homem, sentado sobre uma nuvem branca (V. 14). Outrora coroado com espinhos, agora com uma coroa de ouro; no lugar de um caniço, uma foice afiada. Aquele que foi julgado pelos homens, tornou-se o Juiz dos homens. Revestido desta dignidade, Ele ordena a grande ceifa da terra, seguida pela terrível vindima, ambas anunciadas há muito tempo (por exemplo: Joel 3:13; Mateus 13:30, 39).

Uma última série de juízos (as taças) está para começar no capítulo 15. Também dessa vez os santos, que terão de passar por eles, são primeiramente vistos num estado de segurança (V. 2-4). Só depois vemos os sete anjos encarregados da execução das pragas sair do templo e receber as sete taças de ouro cheias da ira de Deus (veja Jeremias 25:15). Queridos amigos cristãos, este mundo que vai ser julgado é o mesmo a que Deus amou de tal maneira que lhe deu Seu único Filho . Os anjos destruidores ainda não receberam sua terrível missão. Enquanto esperamos, nós temos uma missão muito diferente por realizar: proclamar ao mundo a graça de Deus (2 Coríntios 5:20).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Apocalipse 14:1-13



Depois dos parêntesis que nos apresentaram a trindade do mal, a saber, o dragão (cap. 12), a primeira e a segunda besta (cap. 13), as sete visões do capítulo 14 estão associadas com a sétima trombeta, que ainda não soou (11:15). Porém, antes de intervir para lidar com o mal, Deus reconhece e separa um novo remanescente de seu povo. São testemunhas que resistiram à corrupção geral. Ao contrário das multidões, que carregam na testa a marca da besta (13:16), estas têm o nome do Cordeiro escrito na fronte (V. 1). Estamos de alguma forma envergonhados de levar o nome do Salvador? Todos ao nosso redor podem ver a quem pertencemos?

Esses crentes são "seguidores do Cordeiro por onde quer que vá" (V. 4; compare com João 1:36,37). Tendo-o seguido no opróbrio e no sofrimento, eles também serão seus companheiros no reino. Alguns serão mortos por sua fidelidade ao Senhor (comparar com 12:11). O versículo 13 lhes traz consolo. Longe de perder sua parte no reino, são chamados "bem-aventurados". Além disso, suas obras os seguem (observem que não vão à frente, pois ninguém alcançará o céu por meio de suas obras). Queridos amigos, nossos privilégios como cristãos são muito mais elevados. Queremos ser achados menos fiéis que essas testemunhas dos últimos dias?

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Apocalipse 13:1-18


Tendo sido lançado para a terra, o diabo aproveita seu pouco tempo. Ele se valerá de dois instrumentos, duas "bestas" (V. 1 e 11), termo que demonstra que elas não têm nenhuma relação com Deus. A primeira corresponde ao império romano reconstituído. Nele reúnem-se as características dos três impérios precedentes: a rapidez do leopardo (Grécia), a tenacidade do urso (Pérsia), a voracidade do leão (Babilônia) (veja Daniel 7:4-6) . No deserto, o Senhor Jesus recusara receber de presente os reinos do mundo. Agora Satanás os dá ao imperador romano e, em troca, assegura para si a adoração de todo o mundo (V. 4; Lucas 4:5-8). 

A segunda besta é uma imitação do Cordeiro, mas sua linguagem a atraiçoa, revelando quem ela realmente é, a saber, o Anticristo. Este exercerá o poder religioso, realizará milagres e sustentará a primeira besta. A vasta multidão de homens que ele seduzirá será marcada como gado com o selo da besta romana. Esses homens são chamados "todos os que habitam sobre a terra" (V. 8,14; 3:10; 6:10; 8:13; 11:10) porque seus interesses e todas as suas aspirações estão na terra. Quão numerosa é essa classe de pessoas hoje em dia! Em contraste, o versículo 6 menciona "os que habitam no céu" (Filipenses 3:19,20). Que nós, os cristãos, demonstremos sem equívoco onde está a nossa morada (Hebreus 11:13,14). 

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Apocalipse 12:1-18


Esta nova seção é introduzida pelo versículo 19 do capítulo 11. A arca da aliança aparece aí como um sinal de graça que precede os juízos que cairão sobre Israel. Como essa é a nação da qual devia nascer o Messias (representada aqui simbolicamente por uma mulher grávida vestida com o sol), provoca, por isso, a furiosa oposição de Satanás, o grande dragão vermelho. Na Bíblia constatamos que essa inimizade entre a semente da mulher e "a antiga serpente" (V. 9), anunciada já na queda do homem, prosseguiu através de todos os tempos (Veja Gênesis 3:15; Êxodo 1:22; 2 Reis 11:1; Mateus 2:16ss., por exemplo.). Em vão o diabo concentrou os seus esforços para impedir o nascimento e a elevação do Senhor Jesus, e o conseqüente cumprimento dos desígnios de Deus. Cristo e seus santos celestiais - a criança arrebatada para Deus - estão agora fora de seu alcance. Ademais, Satanás logo será atirado do céu para a terra (leia Lucas 10:18; Romanos 16:20), onde vai desencadear sua impotente ira contra o remanescente de Israel. A característica deste remanescente é que "guardam os mandamentos de Deus" (V. 17b). Qual foi para Cristo, e qual é hoje para nós, o segredo do poder e da vitória sobre o Maligno? É ter a Palavra de Deus habitando em nosso coração (Salmos 17:4; Mateus 4:4; 1 João 2:14b). 

domingo, 21 de outubro de 2012

Apocalipse 11:4-19



As duas testemunhas representam o testemunho correto e completo dado pelo piedoso remanescente durante a tribulação final. Elas se apresentam com as características de Eliase de Moisés, os quais tinham sido, nos tempos sombrios da história de Israel, fiéis testemunhas de Deus. Em resposta à oração de Elias, o céu se fechou por três anos e meio (V. 6; Tiago 5:17; compare o V. 5 com 2 Reis 1:10-12). Moisés, por sua vez, recebeu o poder para transformar água em sangue (vida em morte: Êxodo 7:19) e ferir a terra com toda classe de pragas. Essas testemunhas fiéis serão mortas em Jerusalém pela besta romana "que surge do abismo" (V. 7), mas a lembrança de que nesse mesmo lugar, antes deles, "o Senhor foi crucificado", as consola (Lucas 13:33,34). E para assombro de seus perseguidores, o martírio delas será seguido por uma espetacular e pública ressurreição.

Finalmente soa o último "ai". Com ele chegaram duas coisas: o reino do Senhor (V. 15) e também Sua ira (V. 18; Salmos 110:5). No versículo 6:17, os homens criam, aterrorizados, que a ira do Cordeiro havia chegado! Contudo, ela foi retida até o momento em que Cristo toma posse do governo do mundo. Então o céu se rompe em cânticos de triunfo; os santos se prostram e adoram Àquele que foi crucificado (V. 8b), mas agora reina pelos séculos dos séculos (Lucas 1:33).







sábado, 20 de outubro de 2012

Apocalipse 10:1-11; 11:1-3


O capítulo 10 e os versículos 1-3 do 11 se interpõem entre a sexta e a sétima trombeta, da mesma forma que o capítulo 7 constitui um parêntesis inserido entre o sexto e o sétimo selo. Cristo aparece outra vez no aspecto de "outro anjo" (V. 1), e novamente acompanhado de sinais de graça. A nuvem que O envolve e as colunas de fogo sobre as quais Ele está recordam os cuidados que Deus evidenciou a Israel no deserto (Êxodo 13:21,22); o arco-íris (compare Ap 4:3) fala da aliança de Deus com a terra (Gênesis 9:13). Tudo isso é recordação indireta de Suas promessas. Cristo também possui os atributos de autoridade: o Seu rosto é como o sol, e Ele reivindica de volta Seus direitos de proprietário da terra. Tem na mão um livrinho aberto, o qual representa um curto período da profecia já revelada no Antigo Testamento. Trata-se da segunda "metade da semana" da grande tribulação (Daniel 9:27), durante a qual Deus novamente reconhece o templo, o altar "e os que naquele adoram" (11:1). Digno de nota é que esses três anos e meio são apresentados em meses (42) para falar da opressão (11:2), mas também em dias (1260) para medir o testemunho do remanescente fiel. Deus contou cada um desses dias e sabe o que cada um representa de coragem e o que implica de sofrimentos (Salmos 56:8). 


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Apocalipse 9:1-21


 Alguns comentaristas têm dado a estes capítulos as mais fantasiosas interpretações, esforçando-se particularmente para enquadrar as profecias aos acontecimentos contemporâneos. Convém lembrar que toda esta terceira parte da visão de João acontece no futuro. Diz respeito somente ao intervalo de alguns anos que haverá entre a vinda do Senhor para buscar a sua igreja e o início de seu reinado milenar.

A quinta trombeta, ou o primeiro "ai" (V. 12), liberta do abismo um enxame de gafanhotos medonhos, instrumentos diretos de Satanás, os quais infligem aos judeus ímpios um tormento moral pior que a morte. Ao mesmo tempo, os ferrões e as caudas semelhantes a escorpiões (V. 10) ou serpentes (V. 19) representam doutrinas enganosas e venenosas, pérfidas armas que Satanás empregará como nunca (comparar Isaías 9:15). Ao soar da sexta trombeta surgem cavalos fantásticos que cospem fogo, fumaça e enxofre, e deixam atrás de si um rastro de morte. Seus cavaleiros usam couraças (V. 9,17), ilustração da consciência cauterizada.
 
O emprego de uma trombeta para anunciar esses juízos indica que se trata de advertências para os homens. Contudo, o coração dos homens está tão endurecido que nem mesmo esses desastres sem precedentes os levarão ao arrependimento (V. 20,21). 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Apocalipse 8:1-13



Na abertura do sétimo selo há uma breve pausa. Enquanto os anjos se preparam para executar os juízos, outro anjo (Cristo em pessoa) cumpre as funções de intercessor (V. 3). Pelo que Ele mesmo padeceu, o Senhor Jesus está em condições de identificar-se com os crentes na provação (Hebreus 2:18; 4:15). Naqueles últimos dias, Ele intervirá a favor dos fiéis da grande tribulação (mencionados no capítulo 7). Então, por sua vez, os cristãos que já estiverem reunidos na glória, tendo eles mesmos experimentado na terra fadigas e sofrimentos, terão tanto maior interesse nas circunstâncias dos crentes que terão de atravessar esse terrível período. Eles também serão sacerdotes com Cristo e apresentarão a Deus "taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos" (5:8).

Antes impedidos pela intercessão, cada um dos sete anjos se dispõe agora a tocar sua terrível trombeta. A primeira dá o sinal para um juízo repentino que afetará as poderosas nações do Ocidente (as árvores) e também a prosperidade mundial. A segunda corresponde à irrupção de uma grande onda de anarquia dentro do império. A terceira e a quarta provocam a queda e a apostasia das autoridades responsáveis, de modo que os homens serão lançados nas mais profundas trevas morais.    

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Apocalipse 7:1-17


Este capítulo aparece como parêntesis entre o sexto e o sétimo selos. Antes de adiantar-se mais em Seus propósitos de juízo, Deus separa e sela aqueles que Lhe pertencem. O primeiro grupo (V. 4-8) é formado de judeus de diferentes tribos. Estes constituem o remanescente fiel. Alguns salmos nos revelam profeticamente os sentimentos desse remanescente. O segundo grupo é composto por uma multidão originária das nações que terão crido no evangelho do reino (V. 9). Se Deus nos apresenta agora esse povo fiel, é como se nos dissesse: Esses castigos não são para eles, pois, sob a minha proteção, eles passarão pela prova. Da mesma forma os israelitas, na noite da Páscoa, foram identificados pelo sangue do cordeiro e postos ao abrigo dos golpes do anjo destruidor (Êxodo 12:13). É nesse sangue que os crentes que vêm "da grande tribulação" terão lavado e alvejado suas vestiduras (V. 14). A salvação deles é assegurada do mesmo modo que a nossa: pelo precioso sangue de Cristo. Então, o mesmo Cordeiro que os purificou, "os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida" (V. 17; Isaías 49:10). O próprio "Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima". Que promessa! É dada de antemão em face de uma tribulação sem precedentes, para confortá-los.

Todo dia com Jesus




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