Os Abençoados


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domingo, 1 de setembro de 2013

Meditação sobre o Livro de 1 Reis


Se hoje à noite o Senhor nos dissesse, como falou a Salomão: “Pede o que quiseres que te dê”, o que responderíamos? Não tenho certeza sobre quantos de nós desejaríamos receber em primeiro lugar um “coração entendido”. Fortuna, sucesso, diversão, viagens, um carro novo… são os desejos das pessoas deste mundo. Será que também são os nossos?

Um coração entendido é um pedido agradável diante de Deus e, portanto, Ele sempre estará disposto a concedê-lo. “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente… e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1:5). Essa não é uma oração que possamos fazer por alguém que se considera sábio aos seus próprios olhos (Provérbios 3:7). Mas Salomão não tinha uma opinião elevada sobre si mesmo: “Não passo de uma criança, não sei como conduzir-me” (v. 7). Perceba que aqui é o coração, e não a mente, que ouve e compreende.

Amor pelo Senhor é a chave para a verdadeira inteligência. Por fim, pensemos em nosso perfeito Exemplo que declara através da voz profética: “O SENHOR Deus… desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos” (Isaías 50:4).

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Todos Somos Pecadores, e Daí?




Pela lei vem o conhecimento do pecado. (Romanos 3:20).


Às vezes ouvimos as pessoas dizerem: “Bem, todos somos pecadores”. Geralmente usam essa expressão como justificativa, pensando que já que isso se aplica a todos, não pode ser tão mal assim.

Em Romanos 3, o apóstolo Paulo chega à conclusão que de fato, por natureza, todos somos pecadores. Sua argumentação é apoiada por várias citações do Antigo Testamento. Paulo afirma:

Que todos são pecadores, independentemente da nacionalidade (vv. 9 e 10);

Que a lei moral divina atesta a culpa pessoal de cada ser humano (v. 19);

Que ninguém alcança a justiça pelas obras que sustentam a lei. Ninguém é capaz de satisfazer as exigências de Deus por seus próprios esforços.

A lei que Deus deu à humanidade como guia para a vida tem apenas um objetivo: nos convencer de nossa culpa e nos impulsionar em direção a Deus. Essa culpa se estende a todas as partes do nosso ser: aos pensamentos (v.11), às palavras (vv. 13 e 14), e aos atos (vv. 15-17).

Quem nunca admite estar doente jamais procura ajuda médica. Deus quer que reconheçamos nossa culpa diante dEle. Mas não é só isso. Ele já resolveu a situação: Ele nos deu Jesus Cristo, Seu Filho. Deus colocou sobre Ele a culpa de todos os que pela fé creem em Seu sacrifício. Cristo expiou nossa culpa ao nos substituir no julgamento de Deus. Ele suportou o castigo que estava reservado para nós. 

Segundo a Bíblia, essa é a gloriosa certeza a que o “conhecimento do pecado” deveria nos levar.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O que é o pecado?


Me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades. Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro.(Isaías 43:24-25).



“Pecado” é um conceito moral. Não é uma questão de simplesmente transgredir regras, como nas dietas, ou qualquer coisa do tipo. “Pecado” designa cada forma de erro moral.

Podemos pecar contra Deus e contra nossos semelhantes. Portanto, é difícil entender porque essa palavra caiu em tamanho descrédito a ponto da maioria considerá-la obsoleta, tendo-a banido de seu vocabulário. Até mesmo as pessoas que dizem não crer em Deus geralmente reconhecem que têm certas obrigações para com os demais e que o pecado é uma violação destas. Então por que tanta aversão a essa palavra?

A razão está no fato de que, quando falhamos ao reconhecer a autoridade de Deus, instantaneamente perdemos nossa integridade em relação aos outros seres humanos. No que se refere às leis, vivemos de acordo com o lema: “Tudo é permitido desde que você não seja descoberto”. Essa é a estrada para o declínio. Um padrão moral verdadeiro tem de se originar fora da sociedade humana, ou seja, tem de vir de Deus. Ele é a autoridade que decide o que é pecado, mas que também o perdoa, quando existe uma vontade genuína no pecador de ser perdoado. Sem tal disposição, nossos pecados continuarão cansando o Senhor, que não vai ignorá-los, nem deixar que passem impunes. O mesmo Deus que oferece o perdão é o que declara àqueles que pensam que pecado é algo ultrapassado, um mero conceito religioso: “Assim eu também te enfraquecerei, ferindo-te e assolando-te por causa dos teus pecados” (Miquéias 6:13).

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domingo, 14 de julho de 2013

ALGO PRA NÃO SE ESQUECER


Esta é a lei da expiação do pecado; no lugar onde se degola o holocausto se degolará a expiação do pecado perante o SENHOR; coisa santíssima é, (Levítico 6:25).



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Em nenhuma das outras ofertas a santidade pessoal de Cristo é apresentada mais distinta edequadamente que na oferta da expiação do pecado. “Coisa santíssima é.” “Tudo o que tocar a carne da oferta será santo… Todo o homem entre os sacerdotes a comerá; coisa santíssima é” (vv. 27 e 29).

A respeito da oferta de alimentos se lê: “Coisa santíssima é, como a expiação do pecado e como a expiação da culpa” (v. 17). Isso é significativo. No caso do holocausto, o Espírito Santo não precisou enfatizar a santidade pessoal de Cristo tão meticulosamente. Porém, para não permitir que esqueçamos da santidade do Senhor quando consideramos o lugar que Ele tomou na oferta pelo pecado, somos relembrados disso vez após vez.


Encontramos a mesma frase na lei da expiação da culpa (cap. 7:1-6). O Senhor Jesus nunca apareceu em tamanha perfeição de caráter como o “Santo de Deus” do que no momento em que foi feito pecado por nós no madeiro maldito. Toda a profanação e repugnância com as quais Ele se identificou na cruz apenas serviram para trazer à luz que Ele de fato era “Santíssimo”.

Embora os pecados de Seus redimidos estivessem sobre Ele na cruz, o Senhor mesmo não tinha pecado. Embora enfrentasse a ira de Deus, Ele era o Amado do Pai; embora a luz da face divina tivesse se afastado dEle na cruz, Ele enchia o coração do Pai. Como é insondável esse mistério! Quem pode perscrutar sua profundidade? Quanta adoração devemos ao Senhor por todos aqueles sofrimentos que passou por nós nas três horas de trevas! Meditar sobre isso quebra toda a dureza e frieza de nosso coração.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Um Detalhe


Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação. (2 Coríntios 6:2).

Um corretor de seguros nos contou a seguinte experiência.

Ele tinha um vizinho rico que planejava construir uma grande casa com todos os itens de conforto possíveis. Com o objetivo de oferecer segurança para sua esposa, ele decidiu contratar uma apólice de seguro. Os formulários foram preenchidos e estavam prontos. O corretor telefonou para ele avisando que a assinatura era tudo o que faltava. Porém, o cliente adiou. Como eram vizinhos, sempre se encontravam; e sempre ele o lembrava disso. Mas, após alguns meses, o homem ainda não havia assinado, porque achou o valor muito alto.

Em um desses encontros, o corretor sugeriu: “A melhor coisa seria você assinar três dias antes de um desastre acontecer”. O vizinho riu e se despediu.

Na manhã seguinte, seu avião particular caiu e ele morreu. Poucos dias depois, a viúva requereu o seguro, mas não pôde receber por causa de um detalhe: o contrato não fora assinado!

Esse trágico incidente é uma advertência contra o adiamento, especialmente no tocante à eternidade. Temos de colocar as coisas em ordem com Deus durante nossa vida. “Aqui agora o dia da salvação.” Adiar tal decisão é estupidez.

Deus não requer nenhum prêmio de seguro, nem valor a ser pago pela salvação, por que virar as costas para Ele? Jesus Cristo pagou o preço por meio de Sua morte na cruz. Assim como você não sabe quando precisará lançar mão de um seguro, você também não sabe quando passará para o outro lado da eternidade. O momento de assinar seu seguro é “aqui agora”.

Todo dia em Paz

terça-feira, 11 de junho de 2013

Tabernáculos Idólatras


Façamos aqui três tabernáculos… E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o. E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre seus rostos, e tiveram grande medo. E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo. E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão unicamente a Jesus. (Mateus 17:4-8)

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Mais e mais constatamos que Cristo não ocupa Seu lugar devido entre os filhos de Deus. Ele não é o centro. Talvez seja uma doutrina, um dogma, uma reunião, parte de nossa experiência – qualquer coisa é o centro, menos Cristo. Parece que estamos contaminados com a mesma atitude de Pedro no monte.

Você já esteve na “nuvem”? Já ouviu a “voz”? Já caiu “sobre seu rosto”? Já sentiu Seu “toque”? Seus olhos não viram ninguém mais a não ser o Senhor Jesus? Muitos talvez alcançaram o topo do monte, ou seja, muitos tiveram experiências espirituais; mas poucos, bem poucos se levantaram e “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão unicamente a Jesus”.

Pedro quis construir tabernáculos para Moisés e Elias. Hoje a maioria dos crentes também edifica tabernáculos em seu coração para líderes e Cristo, para seus próprios desejos e Cristo, para suas doutrinas e Cristo, para seu ministério e Cristo. Outras tantas coisas e Cristo. Porém, no final, quando a nuvem se vai, a voz se cala, o poder acaba, a vida segue, a morte chega, só resta Cristo.

O Senhor Jesus é o “Cristo”, o “Filho de Deus” (João 6:69); é “o caminho, e a verdade, e a vida (João 14:6); Ele está “acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir” (Efésios 1:21); e um dia Deus, então, será “tudo em todos” (1 Coríntios 15:28).


Temos uma necessidade profunda de erguer nossos olhos e ver somente, unicamente, apenas a Cristo. Lancemos fora este desejo idólatra de construir tendas para o que puder ocupar o lugar do Senhor. Cristo é tudo o que precisamos!

Todo dia em Paz

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Um dos maiores eventos da História


Também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora
(1 João 2:18).

UM DOS MAIORES EVENTOS DA HISTÓRIA!

Os fatos atualmente indicam que a última hora está cada vez mais perto. Sob as máscaras de alegria e contentamento estão corações vazios e feridos. As coisas se tornam piores e as tentativas de solucionar os problemas do mundo não funcionam. A moral e o temor do Senhor se degeneram com uma velocidade impressionante e vemos trevas espirituais onde costumava estar a luz; o misticismo e as religiões abundam, e as pessoas se entregam avidamente a isso.

A realidade da vinda de Cristo. Sua vinda em pessoa é um dos maiores e mais sensacionais eventos da história humana, e está bem próximo de acontecer. Ele já preparou um lugar para os crentes: “E, quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:3). Não há dúvida sobre isso, pois o Senhor não pode mentir (Tito 1:2). As pessoas hoje zombam disso, assim como os contemporâneos de Noé zombavam quando ele falava sobre o dilúvio que viria. Mas chegou o dia em que o dilúvio veio e todos pereceram em sua incredulidade (2 Pedro 2:12).

A iminência da vinda de Cristo. Ele virá “num momento, num abrir e fechar de olhos” (1 Coríntios 15:52). Então nós “seremos arrebatados juntamente com eles [os mortos que serão ressuscitados] nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:17). E depois virão os julgamentos de Deus sobre toda a terra (Apocalipse 6:17).

O resultado da vinda de Cristo. Nesse dia os crentes experimentarão a plenitude da salvação eterna. Seus corpos serão transformados em corpos imortais e incorruptíveis (1 Coríntios 15:52-54), corpos semelhantes ao que o próprio Senhor possui (Filipenses 3:21).

Querido leitor, você está preparado para esse dia indescritível?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Uma Coroa de Flores


Estávamos voltando das férias quando vimos uma coroa de flores junto a um poste da nossa rua. Logo percebemos o que ela significava: alguém tinha morrido ali. Querendo saber se era uma pessoa conhecida, paramos para ler o pequeno cartão que acompanhava a coroa. A mensagem era de partir o coração: “Querido papai, gostaria de ter estado com você para ajudá-lo quando você caiu. Por favor, olhe por nós. Amamos você e sentimos sua falta. Você estará sempre em nossos corações”. 

Que tragédia! O pai de alguém tinha caído na rua – talvez atropelado por um automóvel ou por ter sofrido um ataque cardíaco. Os membros da família estavam desolados e expressaram seus sentimentos colocando uma coroa de flores e uma mensagem no local da sua morte. De certa forma conseguimos entender como se sentiam. Amavam seu pai e sentiam muito sua falta. Queriam tanto que apenas um deles pudesse ter estado lá para confortá-lo e amenizar sua dor mesmo que a morte dele fosse inevitável! Mas agora era tarde demais.

Sentimos sua falta!

É comum colocar uma coroa ou um buquê de flores, uma mensagem ou uma cruz no local onde uma pessoa morreu inesperadamente. Para os que perderam um ente querido, o lugar do acidente torna-se quase um local sagrado. Porém, a mensagem junto ao poste na nossa rua revelava algo mais, algo que estava errado. A pessoa que a tinha escrito alimentava a esperança de que o espírito do pai continuava ali e poderia ler aquela mensagem, apreciar sua preocupação e, de alguma forma, como espírito, cuidaria da sua família. 

Muitos anos atrás, o rei Davi perdeu um filho ainda pequeno. Enquanto chorava a morte da criança, ele expressou uma profunda verdade: “Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2 Samuel 12.23). A morte significa separação daqueles que amamos. Não podemos nos comunicar com os espíritos dos que já morreram. A Bíblia proíbe terminantemente qualquer tentativa nesse sentido (Levítico 19.31). Os que morrem deixam este mundo. Seus corpos são sepultados, mas seus espíritos continuam vivendo numa outra vida.

Há somente dois lugares

Existem apenas dois destinos após a morte: um lugar de alegria e bem-aventurança e um lugar de tormento. Todos nós merecemos o lugar de tormento, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Mas, por amor a nós, Deus mandou Seu único Filho, Jesus Cristo, para ser nosso Salvador e para morrer pelos nossos pecados na cruz do Calvário (veja 1 João 4.14; 1 Coríntios 15.3). Para experimentarmos o perdão de Deus, precisamos declarar-Lhe que nos arrependemos dos nossos pecados (veja Atos 3.19), que cremos que Jesus morreu em nosso lugar e que derramou Seu precioso sangue por nós. Você já fez isso? 

Se cremos em Jesus como Salvador e perdemos um ente querido que era salvo podemos ter a certeza de que nos reencontraremos na presença de Deus. Esta é uma perspectiva muito reconfortante. Mas se ainda não pedimos perdão a Deus teremos de pagar o preço pelos nossos próprios pecados – no inferno! A vida é muito incerta para corrermos riscos: “Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz” (Provérbios 27.1). Peça ainda hoje a Jesus para ser seu Salvador e Senhor da sua vida, para gozar com Ele a alegria eterna no céu! (Martin Girard) 









quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tempos Difíceis


Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando. 

Os "consumidores" cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de auto-ajuda – mas os problemas continuam se multiplicando. Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas freqüentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.

Nunca houve tantos livros disponíveis para os cristãos na sua busca da família perfeita, do casamento perfeito e da vida perfeita. Não obstante, muitos cristãos falham em refletir a imagem de Cristo em sua família, no casamento e na vida. Será que as dificuldades que os cristãos enfrentam estão relacionadas com o fato deles estarem vivendo naqueles tempos difíceis sobre os quais Paulo alertou a Timóteo? "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas..." (2 Tm 3.1-2). A Edição Revista e Corrigida diz:"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos..."





As pessoas estão perecendo por causa do amor – do amor a si próprias. Elas foram ensinadas pelos especialistas modernos em psicologia que deveriam amar a si mesmas. Elas ouviram que, a menos que se amassem, elas não poderiam amar aos outros. Pregadores e outras pessoas bem-intencionadas fizeram ecoar as palavras: "você precisa se amar". Conselheiros e televangelistas insistiram: "Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!" Cada vez mais essas tentações de auto-comiseração ou exaltação do ego são sutil e facilmente aceitas pelas pessoas, pois o coração é enganoso (Jr. 17.9).

Mas, observe o que procede de pessoas que são "amantes de si mesmas". Esses homens "egoístas" são: "avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tm 3.2-4).

Uma rápida observação das palavras que seguem "amantes de si mesmas" revela um estado de vida bastante pecaminoso, assim como atitudes e atos pecaminosos. Tal amor a si próprio é tão poderoso que os "amantes de si mesmos" são "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". E isso está em profunda contradição com o Grande Mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).



Enquanto que os propagadores do amor a si próprio tentam ler um terceiro mandamento (ame-se a si mesmo) nessa passagem das Escrituras, Jesus deixou claro que estava falando de apenas dois mandamentos, pois disse: "Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). Não há nas Escrituras um mandamento para amar a si mesmo.

Os homens são infelizes e sofrem com os problemas da vida porque se tornaram "amantes de si mesmos" e "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". A inclinação pecaminosa do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas. O egoísmo se agarra à natureza humana e produz inveja, luxúria, orgulho, arrogância, desrespeito por Deus, desobediência aos pais, falta de gratidão, engano, provocando tanto a paixão pelos seus próprios caminhos quanto a contenda por causa deles. Ele leva também a falsas acusações, que são exageradas, já que as pessoas têm sido encorajadas a culpar seus pais, as circunstâncias, e a qualquer outra coisa, menos a si mesmas, pela sua condição de vida. 

Será que as pessoas estão tentando desenvolver-se, melhorando a si mesmas e às circunstâncias em que vivem, sem tocar na raiz do problema? Será que o amor a si próprio está escondido sob os mais benevolentes gestos e por trás das orações mais fervorosas? Que tipo de crescimento pessoal as pessoas estão procurando? O crescimento pessoal que vai aumentar sua auto-estima, ou o crescimento pessoal que envolve negar a si mesmo e tomar a sua cruz? O crescimento pessoal que vai confirmar o valor de seus próprios egos, ou o que as tornará semelhantes à imagem de Cristo?



Ambas as formas de crescimento, tanto a que se inclina para o amor a si mesmo quanto a que se inclina para amar a Deus, têm um custo elevado. Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva a uma perda espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o "eu" e faz com que o efeito mortal da cruz se faça sentir contra o velho homem (aquele "eu" ao qual muitos de nós ainda estão agarrados e amam), que deve ser considerado morto (Rm 6).

Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" (Lc 9.23-25).

O mesmo Deus que salva e santifica também ordenou que as boas obras sejam uma conseqüência natural da Sua obra: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10). Essas boas obras incluem amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e a obediência a Ele, pois o amor a Deus é expresso obedecendo-Lhe e amando-se uns aos outros. Uma pessoa não é salva nem se santifica pelas boas obras. Entretanto, as boas obras são conseqüência do que Deus já fez e continua a fazer. Por isso, Paulo diz: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.12-13).



Além disso, todas essas coisas devem ser feitas sem murmurações nem contendas (Fp 2.14), ou seja, sem reclamar ou discutir com Deus sobre as circunstâncias da vida e como proceder na presença dEle.

Por toda a caminhada cristã há o despojar-se dos velhos caminhos (do velho homem com suas paixões enganosas) e o revestir-se do novo homem, "criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).

Essa é a caminhada diária do cristão. Despojar-se do velho homem é o equivalente a negar a si mesmo, e revestir-se do novo homem envolve tomar sua cruz e seguir a Cristo.


Se bem que muitos cristãos podem concordar em princípio, quantos estão fazendo isso diariamente, momento após momento? Quantos de nós estão confiando no Senhor o suficiente para tomarmos a nossa cruz, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos e deixando-O afastar-nos do amor-próprio para amá-lO de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força, amando-nos uns aos outros tanto quanto nós já nos amamos a nós mesmos? Cada dia é cheio de oportunidades para amar a Deus ou para amar o "eu" em primeiro lugar. Qual vamos escolher? 



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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O que pensamos sobre a segunda vinda de Cristo?


A profetisa Ana… não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia. E sobrevindo na mesma hora, ela dava graças a Deus, e falava dele a todos os que esperavam a redenção em Jerusalém. (Lucas 2:36-38).

A Bíblia nos diz que o Senhor Jesus veio para os Seus, mas estes não O receberam. Aos que O receberam, lhes deu poder para se tornarem filhos de Deus (João 1:11-12). Na sua velhice, Ana era uma das poucas que esperavam o Salvador, e que acreditava naquilo que estava revelado em Sua Palavra. Ela entendeu que a vinda de Cristo estava próxima. Como profetisa, servia no templo, orando e jejuando e falando de Cristo aos que aguardavam a libertação que Ele traria. 

Com a convicção que a Palavra de Deus dá, ela falava dAquele que apareceria a qualquer momento, e – milagre da graça! – viveu para ver o dia no qual a voz anunciou: “Na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (v. 11).

Essa também não deveria ser a atitude dos cristãos de hoje? O Senhor Jesus prometeu: “Virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo” (João 14:3). Em outras palavras, o Senhor Jesus virá de um momento para o outro e levará os que crêem nEle para o céu. Essa não é a melhor mensagem para lembrar os cristãos atuais que Cristo está prestes a vir novamente? Como Ana, muitos de nossa geração ainda viverão para ver esse dia. E melhor que estar vivo, é estar preparado para reconhecê-Lo e para subir com Ele!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Alegrai-vos!


Regozijai-vos sempre” (1 Ts 5.16). “Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor. A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva sempre as mesmas coisas” (Fp 3.1).
 
Em Filipenses 4.4 está escrito de forma a não deixar dúvida: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo: alegrai-vos”.

A alegria é um maravilhoso presente de Deus, é como um radiante dia de sol depois de muitas noites frias e escuras. Sombras ameaçadoras desaparecem diante dessa luz brilhante. Impulsos de vida partem dela, impulsos que aquecem, animam e saram a alma. A alegria espanta toda a escuridão e afasta a letargia e o cinza do dia-a-dia. Ela seca as lágrimas e, como num passe de mágica, faz surgir um sorriso no rosto mais cansado e marcado pelo sofrimento (veja 2 Co 6.10). A alegria é tão maravilhosa porque é refrescante e contagia. Por isso Deus ordena: “Alegrai-vos com os que se alegram...” (Rm 12.15). A alegria é característica do céu!

Com nossa alegria fundamentada apenas em bases humanas não chegamos muito longe. Essa alegria não tem qualidade nem intensidade perene. O que ontem ainda me deixava muito alegre e levantava meu humor, o que me deixava eufórico e entusiasmado, hoje pode ter perdido força e intensidade.

Nossa alegria humana não é constante; ela está sujeita a variações e ao desgaste da rotina. Ela é sufocada pelos acontecimentos e depende das circunstâncias.

A alegria de Deus – a alegria que vem de Deus e está estabelecida nEle, a alegria no Senhor, é bem diferente. É uma alegria que tem a Jesus Cristo no centro e não a nós mesmos. A alegria em Deus é muito diferente porque é de outra natureza, porque tem outra base e outra origem.

A alegria de Deus vem da eternidade, por isso dura para sempre e tem valor eterno. Ela não se desgasta. É uma alegria que mesmo em meio às provações, ao sofrimento e até diante da morte dá toda a glória a Deus e louva o Seu nome. É uma alegria entre lágrimas, muitas vezes bastante amargas (veja 2 Co 6.10; Cl 1.24). Por essa razão, “o mundo” não entende e nem pode entender essa alegria! A alegria em Deus não é segundo a natureza humana nem produz reações tipicamente humanas. Ela é divina e, assim, sobrenatural. Essa alegria soberana só é encontrada em Deus, que a presenteia aos Seus como um dom precioso. A alegria de Deus tem dimensões, qualidades e quantidades que nos são desconhecidas. Ela repousa em si mesma e permanece imutável porque o próprio Deus é imutável, pois Ele é o Ser Eterno.

Quando as Sagradas Escrituras nos conclamam: “Alegrai-vos sempre no Senhor”, é um Pai amoroso que pede a nós, Seus filhos, que confiemos e creiamos nEle, pois Ele criou algo que supera as nossas mais fantásticas expectativas.

Quando o Senhor manda que nos alegremos, Ele está tentando conquistar-nos, dizendo: “Fiquem firmes em minhas promessas! Confiem em mim! Creiam em mim! Vocês podem e devem se alegrar!”

Ao ser repetida, a ordem: “alegrai-vos sempre no Senhor...”, recebe uma ênfase muito forte. Ela é salientada e sublinhada: “outra vez vos digo: alegrai-vos”.

Sorriso
A solicitação de Jesus por nossa confiança e por nossa alegria – mesmo que não tenhamos nada de concreto diante dos olhos com que nos alegrar – torna-se uma exigência bem clara. É como se Jesus dissesse: “Alegrem-se de uma vez!”

O mandamento de Jesus, nesse caso, é que não olhemos para as limitações humanas, não consideremos as amarras dos costumes e das tradições, nem levemos em consideração as circunstâncias adversas e as dificuldades em nosso caminho.

Deus tem perspectivas bem diferentes das nossas. Sua visão é ampla e adentra mundos que desconhecemos. Ele é o Pantokrator, o Todo-Poderoso.

Como o Deus que vê o passado, o presente e o futuro, Ele nos incentiva, como cegos, a abrir nossos olhos e confiar nEle, alegrando-nos com fatos que – ainda – não vemos nem podemos perceber.

Esse presente prometido mas ainda oculto é plenamente existente, assim como Deus existe!

O grau de nossa alegria pelo presente de Deus ainda escondido demonstra o nível da nossa fé e da nossa expectativa.

Quem nada espera, quem vive em volta de seus próprios interesses, nada receberá e sairá de mãos abanando. Permanecerá eternamente faminto, eternamente movido por questionamentos e eternamente insatisfeito.

Quem tudo espera do Senhor e coloca a si mesmo em segundo plano será regiamente presenteado.

Deus cumprirá o que prometeu, além do que pedimos ou imaginamos.

Somos herdeiros de Deus; para Sua glória podemos e devemos nos alegrar.

Nem podemos agir de outra forma. A alegria é a nova natureza do renascido. Pois se existe alguém neste mundo que tem motivo de se alegrar, esse alguém é o cristão. Ele pode e deve rir de todo o coração e se alegrar como uma criança. O Salmo 65.8 acerta o âmago dessa questão: “os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo”. E o Salmo 126.3 deixa explicitamente claro o motivo de nossa alegria, a razão porque “temos” de nos alegrar: “Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres.”

Por isso, a Bíblia diz a você e a mim: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4). (Dr. M. Peschutter)

sábado, 15 de dezembro de 2012

Meditações sobre o livro de 1 Samuel


Baseado nos Textos Bíblicos 2 Samuel 3:1-5; 5:1-9

E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi ia se fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo.

E a Davi nasceram filhos em Hebrom; e foi o seu primogênito Amnom, de Ainoã a jizreelita;

E seu segundo, Quileabe, de Abigail, mulher de Nabal, o carmelita; e o terceiro Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur;

E o quarto, Adonias, filho de Hagite; e o quinto, Sefatias, filho de Abital;

E o sexto, Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom.
2 Samuel 3:1-5
 2 Samuel 3:1-5
 
E houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi ia se fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo.
E a Davi nasceram filhos em Hebrom; e foi o seu primogênito Amnom, de Ainoã a jizreelita;
E seu segundo, Quileabe, de Abigail, mulher de Nabal, o carmelita; e o terceiro Absalão, filho de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur;
E o quarto, Adonias, filho de Hagite; e o quinto, Sefatias, filho de Abital;
E o sexto, Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom. 

 2 Samuel 5: 1-9

Então todas as tribos de Israel vieram a Davi, em Hebrom, e falaram, dizendo: Eis-nos aqui, somos teus ossos e tua carne.
E também outrora, sendo Saul ainda rei sobre nós, eras tu o que saías e entravas com Israel; e também o SENHOR te disse: Tu apascentarás o meu povo de Israel, e tu serás príncipe sobre Israel.
Assim, pois, todos os anciãos de Israel vieram ao rei, em Hebrom; e o rei Davi fez com eles acordo em Hebrom, perante o SENHOR; e ungiram a Davi rei sobre Israel.
Da idade de trinta anos era Davi quando começou a reinar; quarenta anos reinou.
Em Hebrom reinou sobre Judá sete anos e seis meses, e em Jerusalém reinou trinta e três anos sobre todo o Israel e Judá.
E partiu o rei com os seus homens a Jerusalém, contra os jebuseus que habitavam naquela terra; e falaram a Davi, dizendo: Não entrarás aqui, pois os cegos e os coxos te repelirão, querendo dizer: Não entrará Davi aqui.
Porém Davi tomou a fortaleza de Sião; esta é a cidade de Davi.
Porque Davi disse naquele dia: Qualquer que ferir aos jebuseus, suba ao canal e fira aos coxos e aos cegos, a quem a alma de Davi odeia. Por isso se diz: Nem cego nem coxo entrará nesta casa.
Assim habitou Davi na fortaleza, e a chamou a cidade de Davi; e Davi foi edificando em redor, desde Milo para dentro. 

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Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos
(Lucas 14:21).

Enquanto tudo isso acontece, Davi espera pacientemente em Hebrom que o próprio Senhor o estabeleça como rei sobre Israel. O Senhor Jesus, agora no céu, espera que Deus Lhe dê o reinado universal.

O evento relatado no início do capitulo 5 é uma marco na história de Israel. É a transferência do trono de Davi para Jerusalém, cidade que ocupará um importante lugar na história da nação e nos propósitos de Deus a partir desse momento. Dentro dos muros da cidade, porém, sobre o monte Sião, estava uma cidadela virtualmente inexpugnável, ocupada desde os dias de Josué pelos jebuseus. Apesar da arrogância de seus habitantes, Davi a conquista. Contudo, aqui ele se esquece da graça que o caracterizava, pois nega aos coxos e cegos o acesso. Que contraste com o Senhor que recebeu exatamente no templo os mesmos cegos e coxos e os curou (Mateus 21:14); que contraste também com o homem (o próprio Deus) que fez “um grande banquete” e para encher Sua casa mandou trazer os miseráveis, cegos e coxos (representando eu e você) a fim de compartilhar a mesa da graça (Lucas 14:21-23).


Ida Gospel - Levando a palavra de Deus até você…

 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Romanos 12:9-21



O assunto dos versículos 1 a 8 é o nosso serviço diante de Deus; os versículos 9 a 16 enumeram principalmente os deveres para com os nossos irmãos, enquanto do versículo 17 ao 21 o tema é a nossa responsabilidade com todos os homens. Cada uma dessas exortações, nas quais devemos meditar, encontra aplicação em nossa vida diária, pois a autoridade da Palavra se estende tanto à nossa vida familiar como ao nosso trabalho, tanto aos dias da semana como aos domingos, tanto aos dias alegres como aos tristes (v. 15). Não existe uma única circunstância em que não possamos ou não devamos comportar-nos como cristãos.

O versículo 11 encoraja-no a ser ativos. Contudo, os diversos serviços postos diante de nós: beneficência, hospitalidade (v. 13)... devem ser resumidos na expressão do versículo 12: "servindo ao 
Senhor" (e não à nossa reputação).

Alegrar-se com os que se alegram e ter compaixão dos humildes (v. 16), suportar com paciência as injustiças e os ultrajes (vv. 17-20) são coisas contrárias à nossa natureza, porém é dessa forma que a vida de Cristo se manifestará em nós, tal como se manifestou nEle (1 Pedro 2:21-23). Fazer o bem é a única resposta ao mal que nos é permitida, e também o único modo de superá-lo.

domingo, 19 de agosto de 2012

Todo Dia Com Jesus

Romanos 12:1-8

Até aqui temos visto o que Deus fez por nós. Os capítulos 12 ao 15 nos ensinam o que Ele espera de nós. O Senhor adquiriu todos os direitos sobre nossa vida. Apresentemos o que Lhe pertence: nosso corpo, como sacrifício vivo (em contraste com as vítimas mortas do culto judaico) a fim de que Ele possa agir através de nós. Porém, antes de servi-LO, é necessário que a nossa mente transformada compreenda a vontade do Senhor (ler Colossenses 1:9-10). Qualquer que sejam as aparências, tal vontade é sempre boa, agradável e perfeita (pesemos estas palavras)... pelo simples fato de que é Sua vontade (v. 2; João 4:34). Também é necessário que controlemos e julguemos nossos pensamentos, de maneira que sejam pensamentos de humildade e não de egoísmo, sãos e não manchados.

Os versículos de 6 a 8 enumeram alguns dons "segundo a graça": o de profecia, o de serviço, o de ensino, o de exortação, o de contribuição, o de administração... Todas essas atividades, você pode dizer, não me diz respeito; elas são para os cristãos mais velhos e experientes. Pois bem, a última mencionada no versículo 8 (a misericórdia) certamente é para você - quem quer que seja ou qualquer que seja sua idade - assim como a generosidade, pois "Deus ama a quem dá com alegria" (2 Coríntios 9:7). 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Confiança em Meio à Angústia




"Está alguém entre vós sofrendo, faça oração" (Tg 5.13).

O que é angústia? Muitos poderiam dar uma resposta bem pessoal e subjetiva a essa pergunta. Falando de modo geral, angústia é um sentimento que acompanha o homem desde seu nascimento até a morte em todas as situações da vida; a angústia é companheira do ser humano. A angústia é uma das mais fortes opressoras da humanidade, é um sentimento da alma que pode atacar na mesma medida tanto o rei como o mendigo. Angústia é uma emoção que pode ser abafada mas não desligada. O homem natural não pode se desviar nem escapar dela. Na verdade existiram e existem pessoas de caráter forte que, com sua determinação, se posicionam obstinadamente diante da angústia, mas elas também não conseguem vencê-la totalmente. Podemos tentar ignorar a angústia, mas não escaparemos de situações dolorosas.

O que a Bíblia diz sobre a angústia? Ela diz, por exemplo, que angústia e sofrimento podem se tornar visíveis. Gênesis 42.21 nos relata um exemplo disso quando os irmãos de José chegaram ao Egito para comprar cereal e se encontraram no palácio de José, e, não sabendo o que fazer disseram uns aos outros: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos..." A angústia, assim diz a Bíblia, não só paralisa a língua, mas também faz com que ela fale. Em Jó 7.11 ouvimos Jó dizer: "Por isso não reprimirei a minha boca, falarei na angústia do meu espírito, queixar-me-ei na amargura da minha alma". Mas angústia também faz com que até ímpios cheios de justiça própria se sintam perturbados. Bildade descreve o ímpio em Jó 18.11 dessa maneira: "Os assombros o espantarão de todos os lados, e o perseguirão a cada passo". A Escritura também ensina que a angústia é mais forte do que a maior abastança. Zofar nos comunica isto em Jó 20.22: "Na plenitude da sua abastança, ver-se-á angustiado, toda a força da miséria virá sobre ele". Angústia também provoca trevas. Quando Isaías teve que anunciar uma punição sobre Israel, falou acerca das conseqüências desse juízo: "Bramam contra eles naquele dia, como o bramido do mar; se alguém olhar para a terra, eis que só há trevas e angústia, e a luz se escurece em densas nuvens" (Is 5.30). E em Isaías 8.22 o profeta tem que proclamar sobre o povo apóstata: "Olharão para a terra, eis aí angústia, escuridão, e sombras de ansiedade, e serão lançados para densas trevas".

Esses são exemplos negativos, mas também há exemplos positivos. No Salmo 119.143, Davi nos ensina que a palavra de Deus sempre é mais forte que a angústia: "Sobre mim vieram tribulação e angústia, todavia os teus mandamentos são o meu prazer". A angústia está presente, mas a alegria na palavra de Deus é maior. Uma outra tradução diz: "Fiquei cercado por sofrimento e desespero, mas os teus mandamentos foram a minha grande alegria". O poder de Deus também sempre é maior do que a angústia: "Se ando em meio à tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos, e a tua destra me salva" (Sl 138.7). Em Isaías 9.2 temos a promessa: "O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz". No Novo Testamento, Paulo confirma essa gloriosa verdade: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?... Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 8.35;38-39).

E o que disse o Senhor Jesus sobre a angústia? É muito esclarecedor e elucidativo observar que Ele nunca afirmou que neste mundo não haveria sofrimento. Na verdade, muitas vezes, se prega que ao se tornar cristão, a pessoa não terá mais tribulações ou tentações. Mas isso não é verdade. O próprio Senhor Jesus disse claramente: "No mundo passais por aflições..." (Jo 16.33) . E então Ele acrescenta o glorioso ‘mas’: "mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Em outras palavras: o mundo é o reino de Satanás, mas Minha vitória sobre esse mundo pode ser a sua vitória também, isto é, em Mim vocês têm a possibilidade de vencer a própria angústia. Essa é a posição de Jesus em relação à angústia!

Quem foi o primeiro homem que se defrontou com a angústia? Foi Adão, logo após cair em pecado. Antes da queda, Adão não conhecia esse sentimento. Contudo, depois do pecado ter entrado em sua vida, ele foi invadido pelo terrível sentimento de temor: "E chamou o Senhor Deus ao homem, e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo e me escondi" (Gn 3.9-10). De repente Adão e Eva tiveram medo de Deus, seu Criador, com o qual antes formavam uma unidade , uma harmonia perfeita! Antes de caírem em pecado, eles se alegravam quando Deus vinha ao jardim, mas agora, de repente, foram invadidos pelo medo. Que conseqüências devastadoras tem a sua desobediência até os dias de hoje!

Agora chegamos à pergunta mais importante: quem provou os mais profundos abismos da angústia em todos os tempos? Foi o homem Jesus Cristo no Jardim do Getsêmani. Ali Ele sofreu uma angústia tão grande que não fazemos a menor idéia do que possa ter sido passar pelo que Ele passou. Quando temos medo, quando não sabemos mais o que fazer, podemos olhar para Jesus e nos lembrar de que Sua tribulação ainda foi muito maior. Desse sentimento angustiante do nosso Senhor já lemos profeticamente no Salmo 22: "Não te distancies de mim, porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda. Muitos touros me cercam, fortes touros de Basã me rodeiam. Contra mim abrem as bocas, como faz o leão que despedaça e ruge. Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se-me dentro de mim. Secou-se o meu vigor, como um caco de barro, e a língua se me apega ao céu da boca; assim me deitas no pó da morte" (vv. 11-16). Essas palavras do Senhor sofredor descrevem a profundeza abismal e ilimitada que Jesus Cristo sofreu no Jardim do Getsêmani: a agonia da morte. Lucas 22.44 fala disso: "E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue, caindo sobre a terra". Ele lutou com a morte não só na cruz mas também no Getsêmani, pois ali Ele estava morrendo. Ali Ele estava em terríveis e pavorosas agonias de morte. Este fato é refletido nas palavras: "E, estando em agonia..." Ele se encontrava em agonia de morte porque Satanás estava a ponto de matá-lO. Satanás, o príncipe e dominador desse mundo, nessa ocasião, lutou pelo seu reino pois sabia muito bem que o Getsêmani era a última etapa antes do Calvário, e se Jesus alcançasse a cruz salvaria a humanidade. Por isso no Getsêmani, Satanás se lançou com todas as forças sobre o Cordeiro de Deus e tentou matá-lO. Ali Jesus estava à beira da morte; Ele lutou com a morte. Esse ataque à Sua vida e à Sua obra redentora provocou uma violenta e mortal angústia, uma verdadeira agonia de morte. Isso Ele suportou como homem e não como Deus, caso contrário Ele teria chamado legiões de anjos, e Satanás teria que retirar-se imediatamente. É uma grande mentira e uma ofensa à honra dizer que no Getsêmani Jesus teve medo da cruz. Aconteceu o contrário: Ele enfrentou a angústia de morrer no Getsêmani, de morrer antes da cruz, pelo que Seu sacrifício expiatório teria sido frustrado. Ele não teve medo da morte na cruz, pois Ele mesmo testificou de maneira bem clara: "Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai" (Jo 10.17-18). Jesus Cristo não quis morrer no Getsêmani, mas Ele estava morrendo, e isso O afligiu tanto que entrou em agonia e suou gotas de sangue. Jesus teve que experimentar as piores profundezas da angústia, o que significa que sofreu grande aflição. Isto deveria e pode nos ajudar e nos consolar em nossas angústias e tribulações.

Como podemos vencer nossas angústias? Depositando nossa confiança no Deus Todo-Poderoso. Como podemos fazer isso? Jesus já fez isso antes de nós e nos serve de exemplo. Em Hebreus 5.7 lemos algo maravilhoso a esse respeito: "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade...". Aqui se trata do momento no Getsêmani, quando Jesus, em Sua ilimitada angústia, confiou no Deus Todo-Poderoso e O invocou em oração. Isto não é novidade para nós. Mas talvez precisamos aprender de maneira totalmente nova a aplicar isto também em nossas vidas. Jesus nos deixou o melhor exemplo de como confiar no Deus Todo-Poderoso em nossa angústia. Em Hebreus 2.18 está escrito de maneira tão consoladora: "Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados". Com outras palavras: tendo sofrido e vencido e triunfado no Getsêmani, Ele também pode nos ajudar em nossos medos e angústias, e nos ajuda a vencê-los. Ele quer nos ensinar a orar com perseverança justamente nesses momentos. Ele próprio não viu outra maneira para sair da Sua angústia do que por meio de petições e súplicas. Quanto mais devemos nós também trilhar esse caminho para sair de todas as nossas angústias e apertos que nos surpreendem quase que diariamente. Tiago acentua muito esse aspecto quando diz: "Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores" (Tg 5.13). Será que não seria válido começarmos a considerar e interiorizar essa verdade de maneira totalmente nova em nossas vidas? Vamos começar a confiar nEle incondicionalmente em qualquer situação? Confiar significa orar, e orar significa confiar! Os seguintes exemplos da vida de Davi devem nos mostrar o quanto ele também acreditava nessa realidade:

– "Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração" (Sl 4.1).
– "Na minha angústia invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus" (Sl 18.6).
– "Sendo assim, todo homem piedoso te fará súplicas" (Sl 32.6).
– "Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração" (Sl 61.2).
– "Não escondas o teu rosto do teu servo, pois estou atribulado" (Sl 69.17).
– "Em meio à tribulação invoquei o Senhor, e o Senhor me ouviu e me deu folga" (Sl 118.5).
Não são testemunhos maravilhosos? Davi creu que só havia uma escapatória na angústia: invocar o Senhor em perfeita confiança.

O que significa invocar o Senhor na angústia, orando? Essa pergunta é respondida pelas orações de Davi. Por exemplo, várias vezes aparece a expressão ‘clamar’: "Responde-me quando clamo, na minha angústia... gritei", "desde os confins da terra clamo por ti", "em meio à tribulação invoquei o Senhor". Percebemos que Davi pediu socorro ao céu. Aqui temos uma chave para sermos realmente libertos das angústias. Não se trata de simplesmente orar, mas temos de clamar e suplicar. Para compreender isso devemos também observar melhor as orações de nosso Senhor Jesus feitas ao Pai quando Ele se encontrava angustiado. Tomaremos como exemplo as Suas orações e Sua confiança no Deus Todo-Poderoso. Pois do ponto de vista bíblico, a expressão ‘invocar o Senhor‘ significa ainda muito mais. "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua piedade" (Hb 5.7). Quando se toma essa declaração literalmente, então chegamos irrefutavelmente à conclusão de que o Senhor, na verdade, gritou, clamou e até chorou de forma audível. Não sabemos a que distância os discípulos estavam do seu Senhor no Jardim do Getsêmani, mas eles devem ter dormido profundamente, pois aparentemente não ouviram a oração de Jesus. O que nosso Senhor padeceu ali nem conseguimos explicar nem entender a fundo, mas deve ter sido uma situação terrível. Em Lucas 22.44 está escrito: "E, estando em agonia, orava mais intensamente". Mas se queremos saber com mais precisão o que significa o que nosso Senhor "...ofereceu com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" a Deus, então devemos nos dar ao trabalho de estudar essas orações. Algo interessante chama a nossa atenção, ou seja: exceto no texto já citado de Hebreus 5.7, em nenhum evangelho é dito que o Senhor começou a clamar ou a gritar nessa oração. Somente Lucas indica tal situação com a expressão "...e orava mais intensamente". Mateus descreveu o episódio da seguinte maneira: "Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai: Se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres! Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!... Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras" (Mt 26.39;42 e 44). E Marcos escreve: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres!... Retirando-se de novo, orou repetindo as mesmas palavras... E veio pela terceira vez..." (Mc 14.35;36;39 e 41). Aqui vemos melhor o que a oração de nosso Senhor podia significar, pois duas cousas chamam a nossa atenção:

1. Jesus Cristo não pronunciou essa oração apenas uma vez, mas três vezes.

2. Ele orou três vezes, mas não deixou de submeter-se à perfeita vontade de Seu Pai cada vez que orou. Que profundo mistério está oculto nessas orações!

Nosso Senhor, portanto, orou três vezes. Se Hebreus 5.7 diz que o Senhor "nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas" então não se trata, em primeiro lugar, da forma de Sua oração. Não se trata da questão se o Senhor clamou e gritou de maneira pungente, e, sim, que o Senhor fez esta oração três vezes! Em outras palavras: Ele orou com persistência. Jesus Cristo se encontrava na maior angústia, e esta angústia O levou a orar. Mas essa oração não foi apenas um grito curto e isolado ao Pai. Não, Ele orou três vezes de maneira muito consciente e lúcida repetindo sempre as mesmas palavras. Depois da primeira oração, a Bíblia diz claramente: "Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo..." e depois da segunda vez: "E deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez...". " como seria bom se compreendêssemos isso para a nossa vida pessoal de oração!

Muitas vezes nos defrontamos com todo tipo de angústias e apertos, e o que fazemos então, quando somos tentados dessa maneira? No mesmo momento enviamos um fervoroso pedido de socorro ao céu. Mas assim que nos sentimos mais ou menos bem, seguimos novamente a rotina do dia. Não é de admirar se logo em seguida a mesma angústia nos surpreenda outra vez. A oração de nosso Senhor pronunciada conscientemente três vezes nos mostra de maneira bem clara que nós, se de fato queremos vencer as angústias que se repetem, não devemos apenas orar de vez em quando ao céu. Precisamos chegar ao ponto de levar uma vida de oração perseverante, regular. Somente assim nos tornamos filhos de Deus que conseguem lidar de maneira correta com suas angústias. Somente assim venceremos as nossas tribulações. Três testemunhos claros das Escrituras nos exortam a orar dessa maneira:

– "Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes" (Rm 12.12).
– "Perseverai na oração, vigiando com ações de graça" (Cl 4.2).
– "Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito, e para isto vigiando com toda perseverança..." (Ef 6.18).

Se a Bíblia diz em Hebreus 5.7 que a oração de Jesus foi ouvida e que Ele encontrou livramento da 
Sua angústia, então isso só aconteceu depois da Sua oração insistente e perseverante.

Mas ainda havia um outro ponto importante: nosso Senhor continuamente se entregava totalmente à vontade de Seu Pai: "E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora. E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres" (Mc 14.35-36). Não fazemos idéia de como isso é importante. Não apenas orando três vezes as mesmas palavras, mas, com isso, sempre se submetendo à vontade de seu Pai, Jesus demonstrou uma confiança tão grande que jamais haverá confiança maior. Foi algo grandioso, em Sua angústia, Ele ter se apresentado três vezes a fim de orar as mesmas palavras. Mas por Ele – por assim dizer no tom fundamental da sua oração – sempre voltar a Se submeter a Deus foi uma prova bem especial de Sua confiança no Seu Pai celestial. Ele sabia: Eu posso orar que este cálice passe de mim, mas se meu Pai celestial o quer de outra maneira, então eu aceito e me coloco totalmente em Suas mãos. Isso é confiança total no Deus Todo-Poderoso! Devemos ter isso em mente, pois apesar de irmos a Deus em oração, clamando e levando a Ele a nossa angústia, em última análise esperamos que Ele faça o que nós queremos. Reflitamos no que estava em jogo ali no Getsêmani: ou Ele morria ali mesmo, deixando de salvar a humanidade, ou Ele morria na cruz, como estava previsto, salvando a humanidade por tomar sobre Si a maldição do pecado. E embora a Sua obra redentora estivesse em jogo, Ele não fez a sua própria vontade, mas se submeteu totalmente à vontade de Seu Pai.

Você não quer se tornar uma pessoa assim, que aprenda a lidar com as suas angústias e a vencê-las? Então confie no Deus Todo-Poderoso, começando a levar uma vida de oração regular e perseverante. Mas nunca se esqueça de submeter-se totalmente à vontade do Senhor Jesus enquanto ora. Essa entrega, seja o que for, sempre deve ser expressa em cada oração que você faz. Se você segue esse caminho, você se tornará um cristão que, na verdade, ainda sente todas as angústias e apertos desse mundo, mas apesar disso permanece totalmente tranqüilo em tudo. Estará seguro nas mãos do Senhor, aconteça o que acontecer. O que Ele faz é sempre bom! "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" (Jo 16.33). Essas são palavras do Senhor Jesus. Você crê nelas? Então viva de acordo com esta fé, confiando – justamente quando o medo quer se apoderar de suas emoções – no Deus Todo-Poderoso e invocando-O em oração! (Marcel Malgo)

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