Os Abençoados

domingo, 23 de dezembro de 2012

Mateus 12:22-37

 Mateus 12.22-37

22 Então, lhe trouxeram um endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, passando o mudo a falar e a ver.
23 E toda a multidão se admirava e dizia: É este, porventura, o Filho de Davi?
24 Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios.
25 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.
26 Se Satanás expele a Satanás, dividido está contra si mesmo; como, pois, subsistirá o seu reino?
27 E, se eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes.
28 Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.
29 Ou como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens sem primeiro amarrá-lo? E, então, lhe saqueará a casa.
30 Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.
31 Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.
32 Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe -á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.
33 Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.
34 Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração.
35 O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
36 Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo;
37 porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.

Os fariseus odiavam o Senhor Jesus porque tinham inveja de Seu poder e de Sua autoridade sobre as multidões. Eles contestam a origem desse poder, pois os milagres, que eram evidentes, não podiam ser refutados. Como já fizeram antes (cap. 9:34; 10:25), eles agora atribuem ao príncipe dos demônios o poder do Espírito Santo que Deus deu a Seu Amado (v. 18; compare Marcos 3:29-30). Esta foi blasfêmia contra o Espírito Santo, um pecado que não pode ser perdoado. Não, pelo contrário, a obra do Senhor era justamente a prova de Sua vitória sobre Satanás, o "valente". Valendo-Se da Palavra de Deus, Ele já o havia "amarrado" lá no deserto (ler cap. 4:3-10), e agora lhe tirava os prisioneiros que mantinha cativos (Isaías 49:24-25). Depois o Senhor mostra aos fariseus que eles mesmos estavam sob o domínio de Satanás: eram árvores más produzindo frutos maus.

"Porque a boca fala do que está cheio o coração" (v. 34). Se for Cristo Quem preenche o nosso coração, é impossível para nós não falarmos dEle (Salmo 45:1). De maneira inversa, os maus pensamentos, ocultos no interior de nosso ser, chegarão mais cedo ou mais tarde a nossos lábios. E o nosso trecho termina recordando que de toda a palavra, mesmo da mais insignificante, teremos de prestar contas um dia.






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