Os Abençoados

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL

INTRODUÇÃO

O movimento pentecostal no Brasil e no mundo caracteriza-se por uma palavra: crescimento. Não é à toa que a Assembléia de Deus constitui-se na maior igreja evangélica em nosso país. Desde os primórdios isso se torna notório por causa da compreensão das verdades pentecostais e sua aplicabilidade na vida cristã. O ardor pentecostal, o zelo evangelizador, a permanência nas verdades bíblicas fizeram com que a Assembléia de Deus crescesse extraordinariamente. Muitos brasileiros conheceram ao Senhor Jesus Cristo por causa de pioneiros como os suecos Daniel Berg, Gunnar Vingren e tantos outros que entregaram suas vidas à causa do Evangelho pelo poder do Espírito Santo.

1-EVANGELIZAÇÃO,MISSÃO DA IGREJA PENTECOSTAL

“Missão” vem de uma palavra latina que significa “enviar”.Evangelização: É o esforço conjunto e contínuo da igreja para anunciar o evangelho de Cristo aos pecadores.
Existem três palavras interligadas na proclamação das Boas-Novas que merecem a nossa atenção: evangelho, evangelismo e evangelização. Estas definem e explicam a missão máxima da igreja na terra.
1. Evangelho (Mc 16.15). Só entenderemos a importância da missão evangelizadora da igreja compreendendo o significado de evangelho. O que é evangelho? No sentido mais simples, o evangelho é definido como “boas-novas de salvação em Cristo”. Noutras palavras, “evangelho” é o conteúdo da revelação de Deus, em Jesus como Salvador e Senhor de todas as criaturas que o aceitam como seu Salvador pessoal. Evangelho, portanto, é o conjunto das doutrinas da fé cristã que deve ser anunciado a toda criatura.
2. Evangelização. Mateus 28.19,20 apresenta o imperativo evangelístico de Cristo à sua igreja, com quatro determinações verbais:
a) Ir. No sentido de mover-se ao encontro das pessoas, a fim de comunicar a mensagem salvífica do evangelho;
b) Fazer discípulos. Com o sentido de “estar com” as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo;
c) Batizar. É o ato físico que confirma o novo discípulo pela sua confissão pública de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Senhor;
d) Ensinar as doutrinas da Bíblia, com o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida cristã.
3. Evangelismo. Possui um caráter técnico, pois se propõe a ensinar o cristão a cumprir, de modo eficaz, a tarefa da evangelização. O evangelismo na igreja local implica uma ação organizada e ativada pelos membros, para desenvolver três ações necessárias à pessoa do evangelista: informação, persuasão e integração do novo convertido.
O crescimento numérico das Assembléias de Deus no Brasil não foi por causa de estratégias humanas. Não foi porque os pastores e irmãos pioneiros adotaram uma estratégia de crescimento de igrejas baseada em estudos e pesquisas. Tudo isso tem o seu devido lugar e valor. Também não permaneceram imóveis, satisfeitos em apenas abrir uma igreja ou ponto de pregação. É certo que muitos dos cristãos evangélicos anteriores ao estabelecimento da AD no Brasil, evangelizavam e distribuíam Bíblias, esforçando-se para ganhar almas para Cristo. Mas o crescimento, as conversões, as milhares de almas salvas não pode ser atribuído a mérito humano algum, mas somente pelo poder de Deus. E foi no poder do Espírito Santo e com muita ousadia que esses crentes pioneiros pentecostais desbravaram muitas regiões de nossa pátria em busca das almas preciosas pelas quais Jesus morreu e ressuscitou.A mensagem do evangelho deve ir a todas as extremidades da Terra, porque a salvação que Cristo consumou no Calvário visa a toda a humanidade. A igreja não pode negligenciar sua missão principal: alcançar todos os povos com a mensagem do evangelho.
A existência da igreja local decorre, essencialmente, de duas atividades conjuntas: da evangelização e do discipulado. Não há como trabalhar com o discipulado sem a evangelização, pois o primeiro complementa a segunda. Essas duas tarefas indissociáveis estão relacionadas à suprema missão da igreja: Pregar o evangelho a toda criatura e ensinar a todas as nações (Mt 18.19,20). Nas palavras de Jesus em Mateus 28.19,20, temos o modelo e o método do discipulado cristão. Porquanto, “pregar o evangelho” implica proclamar as boas-novas de salvação aos pecadores, a fim de convertê-los a Cristo e torná-los discípulos idôneos, fiéis a Jesus e capazes de gerarem outros seguidores (2 Tm 2.2). Devemos ressaltar que a conversão é uma obra espiritual que somente o Espírito Santo pode realizar. Só Ele pode “fazer convertidos”, mas “fazer discípulos” é um ofício que compete a cada crente em Cristo.

2-A MISSÃO EDUCADORA DA IGREJA PENTECOSTAL

O ensino das Escrituras deve ser, antes de mais nada, ortodoxo. Todo ensino bíblico-doutrinário deve ser estritamente de acordo com a mensagem divina revelada no Antigo e Novo Testamentos. Tal ortodoxia cristã tem nas Sagradas Escrituras a única fonte do verdadeiro conhecimento de Deus, de suas doutrinas e da maravilhosa salvação em Cristo Jesus.
A palavra ortodoxia na religião cristã significa: “absoluta conformidade com um princípio ou doutrina bíblica”.
Aos discípulos, Jesus declarou que edificaria sua igreja (Mt 16.18). O fundamento e as colunas (pilares) desse edifício são as doutrinas bíblicas fundamentais, as quais dão sustentação a esse edifício espiritual (1 Co 3.9,10,16). A Igreja é edificada sobre “o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus é a principal pedra de esquina” (Ef 2.20). A ordem da frase “apóstolos e profetas” deixa claro que a “doutrina dos apóstolos”, citada em Atos 2.42, refere-se ao ensino que receberam de Jesus e que foram comissionados a ensinar. Não se tratava de uma doutrina particular dos apóstolos Pedro, João, Tiago ou Paulo, mas a mesma ensinada por Jesus. A referência aos profetas trata-se dos profetas da igreja primitiva que confirmavam, pelo Espírito Santo, as doutrinas ensinadas. A ordem da frase apóstolos e profetas indica tratar-se do dom profético naqueles dias outorgado pelo Espírito Santo (Ef 4.11).
Paulo ilustra que a edificação da Igreja é efetuada pelos ministros do Senhor. No versículo 11, a Bíblia declara que “ninguém pode colocar outro fundamento além do que já está posto”. No texto de Efésios 4.11, vemos os edificadores que Deus tem dado à Igreja, tais como “apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres”. Eles usam os materiais da doutrina cristã para construir este edifício espiritual.A Igreja de Cristo é vista numa linguagem figurada como “casa” e “família” (1 Tm 1.2,18; 2.13-15). A Bíblia, em 1 Timóteo 3.15, usa a expressão “coluna e firmeza” que fala de suporte, apoio, sustentáculo de uma construção. A lição que aqui podemos aprender é que devemos fielmente preservar aquilo que temos recebido da parte do Senhor. A verdadeira igreja é aquela que se mantém em tudo fiel à sã doutrina bíblica.
O significado de “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15). Consoante à Igreja, esses termos indicam a função do Corpo de Cristo no que se refere à Verdade. O comportamento requerido da Igreja, conforme o texto “para que saibas como convém andar na casa de Deus”, revela sua natureza, no sentido de que ela deve ter um comportamento digno e santo em relação ao mundo pecador. Isso porque a “Igreja do Deus vivo” é um povo santo, separado do pecado e do mundanismo. Portanto, a Igreja é a demonstração viva e santa da Verdade do evangelho. Seu papel é o de sustentar, manter e defender a Verdade contra todo erro e oposição intelectual, religiosa e filosófica dos falsos mestres. A Verdade foi confiada à Igreja, e todo erro e heresia devem ser refutados por ela (1 Tm 6.3-5; 2 Tm 2.18; 3.8; 4.4).
A Verdade no contexto de 1 Timóteo 3.15. Essa Verdade do evangelho é o vastíssimo conteúdo doutrinário da fé cristã. A Igreja tem a missão de viver e representar essa Verdade, mas também de mantê-la e defendê-la de toda oposição que se lhe ataca.
É necessário que a Igreja de Cristo mantenha-se sempre vigilante e precavida contra as heresias que contestam as verdades fundamentais da fé cristã, segundo o que está escrito na Palavra de Deus. Esta é uma das cautelas para a Igreja evitar os erros doutrinários e combater as heresias.

3-A IGREJA PENTECOSTAL NÃO DEVE DESCUIDAR DO SERVIÇO SOCIAL E DA COMUNHÃO

O SERVIÇO SOCIAL
No Dia de Pentecostes, quase três mil almas converteram-se ao Senhor (At 2.14-39). Apesar de um crescimento tão surpreendente, os discípulos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2.42). O que isso evidencia? A completa dedicação da liderança ao discipulado e à sã doutrina. Tem você se consagrado à evangelização e ao ensino? Somente assim pode a sua igreja crescer. Esteja, contudo, preparado para os incômodos e as dores que acompanham o crescimento. Foi o que experimentou a Igreja em Jerusalém.
Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (At 4.4; 6.1). Era necessário organizar o ministério cotidiano. Se de início não havia necessitado algum, agora já apareciam as queixas de um segmento muito importante da irmandade: os gregos. Eram estes, segundo podemos depreender, israelitas provenientes da Diáspora.
A Igreja em Jerusalém sentia, agora, as dores do crescimento. Somente as igrejas que não crescem são poupadas de tais desconfortos.
Como está o trabalho de assistência social de sua igreja? Todos estão sendo socorridos? O ideal é que, em nosso meio, ninguém seja esquecido (At 4.34).
O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio” (At 6.3). Por isso houveram-se eles com diligência na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também é visto como prioridade.
Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra. Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mt 14.16).Tanto os doze apóstolos como os sete diáconos porfiaram em servir à Igreja. Os primeiros com a oração e a Palavra; os segundos, com o ministério cotidiano. Um não pode subsistir sem o outro. Sanada a dificuldade com a assistência às viúvas gregas, informa-nos Lucas: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6.7 — ARA).
Ministros de Cristo, temos duas prioridades: a oração e a proclamação da Palavra de Deus. Todavia, que jamais venhamos a descurar das obras de misericórdia. O Mestre jamais deixou de saciar os famintos. Por que agiríamos nós diferentemente? É hora, portanto, de zelarmos pelo ministério cotidiano, para que o nome de Cristo seja exaltado e magnificado sempre.

A COMUNHÃO
A comunhão observada na Igreja de Cristo não é um mero fenômeno social. É o resultado da ação direta do Espírito Santo na vida daqueles que recebem a Jesus como o seu único e suficiente Salvador (Ef 2.19). É uma comunhão, aliás, que ultrapassa ao ajuntamento da congregação dos filhos de Israel que, nos momentos de crise, reuniam-se como se fossem um só homem (Jz 20.1). Hoje, a Igreja permanece unida, universal e invisível, no Espírito Santo e assim estará para todo o sempre.
A comunhão é o “vínculo de unidade fraternal mantida pelo Espírito Santo e que leva os cristãos a se sentirem um só corpo em Jesus Cristo” (Dicionário Teológico, CPAD). A palavra grega koinonia traz a ideia de cooperação e relacionamento espiritual entre os santos. A comunhão da Igreja Primitiva era completa (At 2.42). Reuniam-se em oração e súplica, mas também reuniram-se para socorrer os mais necessitados.
A comunhão de sua igreja tem como modelo os cristãos de Jerusalém? Ou não passa de um mero ajuntamento social?
Eis um dos mais preciosos capítulos da doutrina da Igreja: sua unidade. O apóstolo Paulo tinha uma perfeita compreensão desse mistério (Ef 4.1-7). Somente pelo Espírito Santo podemos compreender a unidade de judeus, árabes, gregos e bárbaros que, apesar de suas diferenças culturais e étnicas, não apenas sentem-se e agem como irmãos, mas acham-se espiritualmente vinculados num só corpo pela ação direta e distintiva do Espírito Santo.
Cada membro, neste corpo, tem uma função específica, mas todos trabalham pelo bem comum: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também” (1 Co 12.12). Quando um de seus membros sofre, todos sofrem com ele. Por isso, preocupamo-nos uns com os outros e mutuamente nos socorremos (Ef 4.1-6). Você tem preservado a unidade do Corpo de Cristo? Ou tem promovido divisões e dissensões entre os santos?
Deus quer e exige que seu povo permaneça unido (1 Co 1.10). Em sua oração sacerdotal, o Senhor Jesus roga ao Pai pela unidade de seus discípulos (Jo 17.11). Portanto, se mantemos o vínculo da comunhão, agradamos a Deus (Ef 4.3). Sim, esse é o vínculo da perfeição que tem como base o amor, conforme ensina o apóstolo Paulo: “com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef 4.2).
Sua igreja cultiva a verdadeira comunhão? É hora de voltarmos ao cenáculo e reviver os tempos de refrigério e avivamento. Somente uma igreja que experimenta a verdadeira comunhão com Cristo e com os seus membros em particular, sobreviverá nestes tempos difíceis e trabalhosos. O Espírito Santo quer operar em nosso meio. Mas só o fará se estivermos vivendo a genuína comunhão cristã.

CONCLUSÃO

A Igreja não é constituída por cimentos, tijolos e ferros, mas por aqueles que experimentaram o novo nascimento e amam a Jesus de todo o coração.
O valor da Igreja não é resultado de sua arquitetura, de suas obras sociais ou da quantidade de filiais que possui, mas do precioso sangue de Cristo. Embora classificada em universal e local, a Igreja de Cristo é apenas uma. É um só corpo constituído por membros de todas as nações, raças e línguas. A verdadeira Igreja de Cristo é indivisível - pois não há duas Igrejas de Cristo -; militante, porque é composta por todos os salvos vivos; triunfante, visto ser caracterizada por aqueles que já se encontram na glória com o Senhor.
Essas verdades são bálsamos para a vida de cada cristão, pois veremos na glória àqueles que, triunfantes, partiram para estar para sempre com o Senhor. Enquanto não alcançamos essa gloriosa promessa, nós, os crentes militantes em Cristo, seguimos a nossa marcha triunfal até o maravilhoso encontro com o Senhor da Igreja. Exaltemos, pois, a Jesus que nos resgatou e constituiu-nos seu corpo místico!

BIBLIOGRAFIA

A missão da igreja no mundo - Cristian Romo
Bíblia de Estudo de Genebra - Sociedade Bíblica do Brasil
www.observateologia.blogspot.com
LIÇÕES BÍBLICAS-1º TRIMESTRE DE 2011
LIÇÕES BÍBLICAS-1º TRIMESTRE DE 2007

Extraido do Blog -  EBBListas

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