Os Abençoados

sábado, 7 de janeiro de 2012

Igreja, batismo e sua finalidade integradora

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

O batismo em água é uma ordenança de Cristo à Igreja, pela qual o crente dá testemunho público da sua fé em Cristo, como seu Salvador e Senhor.

Batismo: O termo descreve diversos conceitos teológicos: Batismo em águas e com o Espírito Santo, batismo de arrependimento; batismo do Espírito.

Para constituir o seu povo na Terra, o Senhor Jesus estabeleceu a Igreja, o seu corpo místico (Ef 1.22,23). A Igreja do Senhor Jesus é composta de pessoas que se arrependeram de seus pecados e, pela fé, aceitaram a Jesus como seu único e suficiente Salvador. Entretanto, o sinal de ingresso e identificação do novo crente na igreja local é a sua obediência às ordenanças de Jesus à igreja: o batismo em águas e a Santa Ceia.

Estudaremos nesta lição a doutrina do batismo em água e a relação deste com a integração do crente à vida da igreja de Cristo.
O QUE É BATISMO

Sentido literal. Na língua original do Novo Testamento, o grego, a palavra batismo (baptizō) significa “imergir”, “mergulhar”. Vários textos do Novo Testamento mostram que o batismo era efetuado em águas abundantes de rios, lagos ou mares, ou algum outro local com água suficiente para imergir a pessoa que desejasse ser batizada. Jesus, quando dirigiu-se a João Batista para ser batizado, foi conduzido pelo profeta para dentro do rio Jordão (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22; Jo 1.32-34). Nos Atos dos Apóstolos, que contém a história inicial da igreja, o mesmo procedimento do batismo por imersão é registrado em diversas passagens: At 2.41; At 8.36-39; 9.18.

O sentido litúrgico. O Novo Testamento estabelece apenas duas ordenanças que, embora não salvem, testemunham da graciosa salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Essas ordenanças são também símbolos que expressam a nossa fé e comunhão com Cristo, a saber: o batismo em águas por imersão e a Santa Ceia. Essas duas instituições são chamadas pela igreja de ordenanças, porque foram ordenadas por Jesus (Mt 28.19; 26.26-28; Mc 16.16). Os discípulos cumpriram a ordem do Senhor Jesus, batizando os novos crentes, conforme o mandamento de Cristo (Mc 16.20; At 2.41; 8.12,13,36-39; 10.47).

O batismo em águas é tanto um conceito como um ato litúrgico. Como conceito, significa imergir, mergulhar, mas como um ato litúrgico, representa os símbolos que expressam a nossa fé e comunhão com Cristo (Cl 2.12; Rm 6.4).
 A IMPORTÂNCIA DO BATISMO POR IMERSÃO

O batismo cristão não salva, não lava pecados e não complementa a salvação. Somente a obra expiatória de Cristo consumada no Calvário salva e purifica o pecador de seus pecados (Hb 2.17; Ef 1.7; 1 Co 15.3). No entanto, o batismo em água por imersão é um testemunho público da nova vida em Cristo assumida pelo batizando.

A forma do batismo. Ao tratar do batismo, a Bíblia é incisiva ao demonstrar que o convertido deve ser imerso na água (At 8.36) como um sinal físico e visível de sua fé. Portanto, o batismo além de requerer muita água (Jo 3.23), também condiciona que, tanto o que batiza, o oficiante, quanto o batizando, o candidato, desçam à água (At 8.38). A linguagem bíblica empregada na simbologia do batismo em Romanos 6.4 e Colossenses 2.12 implica imersão total.

A autoridade para batizar e a fórmula do batismo. Muitos não percebem estes dois fatos da doutrina do batismo e trabalham de forma errada.

a) Autoridade. A ordem divina para batizar, bem como a fórmula do batismo, temo-las a partir de Mateus 28.19: “Batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. O “nome”, de acordo com a cultura hebraica, está relacionado com “autoridade concedida”, como ocorre até hoje no dia-a-dia. “Em nome” fala-nos do direito concedido por Jesus aos seus ministros para efetuarem o batismo de acordo com a ordenança divina. Os textos de At 2.38; 8.16; 10.48 e 19.5 enfatizam a autoridade para batizar “em nome de Jesus”.

b) A fórmula. Ainda em Mateus 28.19, encontramos a fórmula do batismo na expressão: “do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pois a salvação procede do Pai que a planejou; do Filho, que a consumou; e do Espírito Santo que tanto efetuou a encarnação do Filho, como também aplica a salvação ao homem. A fórmula tríplice do batismo é uma maneira de ressaltar a Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. No entanto, os unitaristas deturpam e negam a doutrina da Trindade de Deus. As Escrituras, porém, ensinam que Deus é uno e ao mesmo tempo triúno, isto é, Deus o Pai, Deus o Filho, e Deus o Espírito Santo.

No contexto do Novo Testamento, o batismo em águas é realizado por imersão (forma), na autoridade triúnado Pai, Filho e Espírito Santo.
AÇÃO INTEGRADORA DO BATISMO NA VIDA DA IGREJA

A prática do batismo no início da igreja. O dia de Pentecostes, com o derramamento inicial do Espírito Santo na vida dos discípulos de Jesus, assinalou também o nascimento da Igreja depois da pregação de Pedro, quando, naquele mesmo dia, foram batizadas quase três mil pessoas que se agregaram a nova igreja (At 2.37-41). No entanto, o batismo em águas não é pré-requisito para receber o batismo com o Espírito Santo. Na casa de Cornélio, toda a sua família foi cheia do Espírito e falou em outras línguas e, a seguir, foi batizada em água (At 10.44-48). Naturalmente, uma pessoa que aceita a Cristo como seu Salvador e Senhor não deve ficar alheia à vida da igreja e ao batismo em água. Este, além de ser uma ordenança, objetiva integrar o crente ao Corpo de Cristo (At 2.41).

As realidades espirituais figuradas no batismo. O batismo em água é uma identificação pública do crente com Cristo, o seu Salvador, em que:

a) A descida do candidato às águas fala da nossa morte com Cristo;

b) A imersão nas águas está relacionada com o nosso sepultamento com Cristo;

c) O levantamento das águas representa a nossa ressurreição com Cristo em novidade de vida (Rm 6.3,4).

Um dos propósitos do batismo em águas é simbolizar a morte, sepultamento e ressurreição do novo crente e sua nova vida em Cristo.

O batismo em água é a porta de entrada para agregar-se à igreja visível, terrena e local. Portanto, é indispensável que todo convertido a Cristo seja assim batizado e integrado à vida da igreja cristã local. O batismo não salva, no entanto, todos os que crêem em Jesus para sua salvação pessoal desejam descer às águas batismais em cumprimento ao mandato de Jesus (Mc 16.16).
“O significado do Batismo"

1. É um símbolo. O batismo é um símbolo da nossa identificação com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus (Rm 6.3,4). Assim como Jesus morreu, também morremos para o mundo (Gl 2.20; Cl 3.3) e somos ‘sepultados’ pelo batismo, para que, juntamente com Ele, venhamos a ressuscitar em ‘novidade de vida’ (Rm 6.5; Cl 2.12).

2. É uma confissão. O batismo é também um ato de confissão da nossa fé em Jesus, pois, por intermédio desta, morremos para o mundo, a fim de pertencermos a Jesus (Gl 3.27; 1 Pe 3.18). O batismo se torna para o crente um verdadeiro limite entre o Reino de Deus e o mundo, como o mar Vermelho foi o limite entre a terra da escravidão (o Egito) e o caminho para a nova vida (Canaã - 1 Co 10.2).

3. É uma ordem. Jesus ordenou, e queremos obedecê-lO. Jesus é o nosso exemplo em tudo (1 Pe 2.21 ; Jo 13.15), e Ele foi batizado para cumprir toda a justiça de Deus (Mt 3.21). Assim, também queremos seguir as suas pisadas (1 Pe 3.21; Sl 85.13).

4. É uma bênção. É um ato em que Jesus opera na vida daquele que se submete a Ele, abençoando-o e confirmando a sua fé na Palavra. Não é, como alguns afirmam, um ato mágico que, apenas pela ministração, traz efeitos para a vida espiritual. A salvação é um dom de Deus (Rm 6.23). Porém, Deus proporciona, mediante o batismo, ricas bênçãos que aperfeiçoam a salvação recebida”.

(BERGSTÉN. E. Teologia sistemática. 4.ed., RJ: CPAD, 2005, p.244-5.)


A figura do batismo em águas ilustra a nossa plena identificação com Cristo. Somente aquele que experimentou a regeneração efetuada pelo Espírito Santo provou o que o símbolo representa - a plena identificação do crente com a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo.

O batismo não salva o crente, no entanto, todos os que crêem em Jesus para sua salvação pessoal, desejam descer às águas batismais em cumprimento ao mandato de Cristo Jesus.

O batismo no Espírito Santo é uma iniciativa divina. Jesus é quem decide a hora e o lugar para o crente ser batizado no Espírito Santo. Entretanto, o batismo em águas é uma decisão pessoal do cristão. Somente o crente, ele ou ela, é que decide quando batizar-se.

Alguns crentes ainda não foram batizados, muito embora estejam a tanto tempo na igreja. O que falta? Certeza de que é um salvo ou salva em Cristo? Medo de comprometer-se com a doutrina da igreja? Ainda não nasceram de novo? Não sabemos ao certo. Mas todo crente verdadeiramente convicto de todas as promessas de Deus para a sua vida, se ainda não foi batizado, aguarda com expectativa o momento para testemunhar publicamente de sua fé em Cristo.

Fonte: Lições Bíblicas, CPAD, 1º trimestre de 2007,  A Igreja e a sua missão

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