Os Abençoados

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A missão ética da Igreja

Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos nem à igreja de Deus (1 Co 10.32).

O comportamento ético da Igreja perante o mundo deve ser um referencial de conduta para todas as instituições humanas existentes.

Lições Bíblicas CPAD - 1º Trimestre de 2007

E a ciência que trata da conduta humana, dos direitos e deveres do homem na sociedade em que vive.


Estaremos estudando acerca da missão ética da Igreja consoante ao Estado, à família, e à própria comunidade cristã. De modo geral, a ética relaciona-se aos costumes ou práticas sociais de um povo. Na Igreja, a ética consiste nos conceitos que determinam o certo e o errado, de acordo com as Escrituras. A ética cristã tem por finalidade moldar a vida do crente dentro dos princípios que levam a um viver pleno de virtudes, valores morais e espirituais, segundo as Escrituras e a ação do Espírito Santo em nosso ser (2 Co 3.17,18; Gl 5.22,23).


I. A BASE ÉTICA DA IGREJA


A ética da Igreja baseia-se no caráter de Deus, segundo o que está revelado na Bíblia. No Antigo Testamento, estão os princípios divinos que norteiam o comportamento humano. Jesus confrontou o legalismo hipócrita dos escribas e fariseus quanto à Lei, a espiritualidade e a vida material. Ele objetivava destacar as normas éticas e morais do Antigo Testamento sob uma nova perspectiva, que é a continuação da revelação divina através do Novo Testamento.
1. Deus é um Ser pessoal e ético. A ética perfeita é inerente ao caráter de Deus. Ele não precisa, nem depende de regras, pois é a fonte da ética. Os vários nomes de Deus, expressos na Bíblia, revelam que o Altíssimo é perfeito em santidade por si mesmo. No princípio da criação, Ele se revelou como o Deus Criador, que existe por si mesmo, de eternidade em eternidade (Sl 90.2).
Quando chamou a Abrão de Ur dos Caldeus, o Senhor se revelou de modo muito pessoal. A Moisés, Ele se revelou como Jeová, o Deus Eterno e Todo-Poderoso. Deus não está limitado à dimensão física como o homem. Na Bíblia, nos deparamos com expressões referentes ao Eterno que identificam seu caráter ético, por exemplo: "maus aos olhos de Deus" (Gn 38.7,10; Dt 6.18; 1 Cr 2.3). Isso indica que o Senhor estava consciente das ações morais dos homens.
2. Atributos morais de Deus. São qualidades morais que revelam o caráter ético de Deus, tais como justiça, retidão, perfeição, santidade, misericórdia e amor. Sua justiça é um atributo moral que revela seu perfeito julgamento. A Igreja de Cristo apregoa a justiça, segundo a justiça de Deus, que se manifestou em Cristo, o qual cumpriu toda a justiça (Rm 1.17). Por isso, Cristo se tornou da parte de Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção (1 Co 1.30). A misericórdia de Deus é a expressão da sua justiça (Êx 34.6,7; Sl 145.8). Finalmente, aludimos ao infinito e eterno amor de Deus revelado à obra-prima da sua criação, o homem (Jr 31.3; 1 Co 13.1-7).


II. A DEMONSTRAÇÃO DA ÉTICA BÍBLICA PELA IGREJA


Nenhum sistema ético do mundo, mesmo o mais depurado, assemelha-se ao sistema que Jesus implantou, pois trata-se da ética como elemento do Reino dos céus, como vemos no Sermão da Montanha (Mt 5-7; Mc 1.15; 4.11).
1. Características do Reino de Deus (Mt 10.7). Não se trata de um reino físico ou político, mas de um reino espiritual, a saber, o predomínio de Deus sobre um povo por Ele redimido (Rm 14.17; 1 Co 4.20; 2 Ts 1.5). É o povo genuinamente cristão, remido por Cristo, que aceita as condições do reino de Deus e se esforça por viver em obediência à sua vontade. É, também, um reino invisível. Jesus declarou que o seu reino não se pode ver fisicamente, porque não vem com aparência exterior. O reino que Ele estava implantando situava-se a partir do coração dos seus discípulos (Lc 17.20,21). É um reino que se manifesta no ser humano, de dentro para fora. Por isso, as ações do homem salvo por Cristo são a expressão do Reino de Deus na sua presente manifestação através da Igreja de Cristo.


III. A ÉTICA DA IGREJA EXEMPLIFICADA POR JESUS


1. A figura do sal (Mt 5.13; Lc 14.34,35). Jesus empregou muitas vezes a linguagem dos fatos cotidianos de sua época, quando ensinava as verdades morais e espirituais aos seus ouvintes. A figura do sal fala de preservação, gosto, sabor, equilíbrio e influência. A ética ilustrada pelo sal é, na verdade, a ética da pureza do comportamento cristão. O cristão deve ser santo em todas as formas de proceder, em meio a um mundo corrompido (1 Pe 1.15,16). Num mundo sob o domínio do pecado, que perverte, degrada e destrói o ser humano, o cristão existe para dar testemunho da luz, que é Deus em sua vida, e evitar a deterioração total deste. No plano individual o crente deve, pelo poder do Espírito Santo, viver uma vida pura, sempre evitando o pecado, para assim influenciar positivamente as pessoas ao seu redor (Jo 17.11-13).
2. A figura da luz (Mt 5.14-16; Ef 5.8). Temos irradiado luz do céu para as pessoas ao nosso redor? A metáfora da luz fala da santidade de vida do crente perante o mundo. Nossa luz deve refletir o conteúdo do evangelho como testemunho para o mundo (2 Co 4.6), pois somos chamados "filhos da luz" (1 Ts 5.5). Nossa luz não deve ficar escondida, mas deve estar sempre à vista, em lugar alto (Mt 5.15), com nossa vida e nossas obras testemunhando de Jesus (Mt 5.16). Palavras, atitudes, relacionamentos, e todo o nosso modo de viver na igreja, no emprego, no lar, devem refletir a luz que temos de Deus e projetar nossa ética comportamental.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.
HOLMES, A. F. Ética: as decisões morais à luz da Bíblia. RJ: CPAD, 2000.
PALMER, M. D. (ed.). Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001.
PEARCEY, N. A verdade absoluta. RJ: CPAD, 2006.


Subsídio Teológico


“Aceitando o Desafio
Os indivíduos não só devem tomar a decisão de ter uma fé ativa, mas a Igreja, como corpo coletivo, tem de tomar esta mesma decisão. Quando o programa de trabalho é estabelecido pela cultura popular prevalecente, a Igreja não tem a influência que deveria ter. A Igreja é a Igreja e não a cultura popular. Sua praxis deve permanecer fiel ao seu caráter.
A igreja permanece fiel ao seu caráter ao preservar sua distinguibilidade. Ela não faz nenhum favor à sociedade adaptando-se à cultura popular prevalecente, porque falha em sua tarefa justamente no ponto em que deixa de ser ela mesma. Como Hauerwas argumenta com exatidão: ‘A Igreja não tem uma ética social, mas é uma ética social, [...] na medida em que é uma comunidade que pode ser claramente distinta do mundo. Pois o mundo não é uma comunidade e não tem tal história, visto que está baseado na pressuposição de que os seres humanos, e não Deus, governam a história’.
Quando a Igreja adota uma ética moral formada pela cultura popular prevalecente, está negando sua natureza. Antes, a Igreja tem de expressar a ética social que já encarna; tem de transmitir a história de Cristo, uma história que continuamente causa impacto nas relações sociais dos seres humanos.
A igreja deve ser ela mesma pelo bem da humanidade. É o papel da Igreja servir e transformar a sociedade e suas instituições. Para realizar esta tarefa, a igreja deve ser a Igreja e não se assimilar com a cultura popular prevalecente. Só um Cristianismo que não se envergonha de ser ele mesmo pode fazer isto”.
(JOHNS, C. B.; WHITE, V. W. A ética de ser: caráter, comunidade, praxis. In: PALMER, M. D. (ed.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, p. 314.)


APLICAÇÃO PESSOAL


Não devemos desassociar o que somos do que fazemos. Entretanto, não é o que faço que determina o que sou, mas o que sou define o que faço. Jesus disse que o fruto revela a natureza da árvore (Mt 12.33). Portanto, a essência de uma pessoa é conhecida pelas suas obras (Lc 6.44; Pv 20.11). Logo, estar ou ser cristão envolve uma conduta condizente com as palavras que ensinamos e cremos. Ética e discurso são dimensões indissociáveis da vida cristã. A conduta exemplar do cristão em seu relacionamento eclesiástico, doméstico, social e profissional fala mais alto do que um extenso sermão domingueiro. O que dizemos precisa ser confirmado pelo que fazemos. Somente assim seremos imitadores de Cristo. O crente não chega à maturidade cristã enquanto não for capaz de imitar a Jesus em seus atos e palavras. Precisamos estar sempre com um pé no Sinai e outro no monte das Oliveiras, para que sintamos a seriedade com que Deus escreveu os Dez Mandamentos e, Cristo, o Sermão da Montanha.
Fonte Estudantes da Bíblia

Um comentário:

  1. obrigada pela palavra voltarei com calma por que reparei que aqui tem banquete bom

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