Os Abençoados


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pr. Hidekazu Takayama


O Pastor Hidekazu Takayama nasceu no dia 20 de abril de 1948, na cidade de Rolândia, no Norte do Paraná, sendo filho de imigrantes japoneses: Antonio Izami Takayama e Schizuka Maria Takayama.

Converteu-se ao Evangelho em dezembro de 1964, na cidade de São Paulo e, três dias após aceitar a Cristo como seu Salvador, foi batizado pelo Espírito Santo. Na semana seguinte, começou a participar dos cultos ao ar livre (muito comuns naquela época), bem como dos trabalhos da juventude e da Escola Dominical, aguardando o momento apropriado para dedicar-se totalmente à obra evangelística.

Foi quando, nos idos de 1969, em Curitiba, numa República de Estudantes, o Senhor lhe falou profundamente, dizendo que "uns seriam chamados para evangelistas e outros para doutores".  Nesse momento, entendeu imediatamente que era chamado para pregar a Palavra de Deus. Abandonou o projeto da faculdade de Medicina e foi para o Instituto Bíblico de Pindamonhangaba (SP). Após concluir o curso, Takayama dirigiu-se a pequenas cidades do interior do Paraná, para trabalhar e ganhar experiência ministerial.

Atuou em Figueira, Inácio Martins, Rebouças e Irati, onde, na ocasião, também lecionou matemática e ciências no colégio estadual. Posteriormente, o Pastor Takayama foi coordenador-geral da Mocidade de Curitiba e um dos fundadores do IBADEP - Instituto Bíblico da Assembléia de Deus do Estado do Paraná. Além disso, foi coordenador-geral da Mocidade do Estado do Paraná, época em que foi realizado o maior congresso da história da mocidade paranaense.

No campo ministerial, o pastor Takayama já realizou inúmeras cruzadas evangelísticas no Brasil e no exterior, sentindo que, através delas, o Senhor tem operado poderosamente. Após 40 anos de incessante atividade evangelística pelo país e fora dele, mantém o mesmo ritmo de trabalho ministerial. Preocupado com o surgimento de leis que poderiam prejudicar a liberdade da Igreja, foi para o Congresso Nacional, a pedido da Convenção Paranaense e da Convenção Geral da Assembléia de Deus, tendo uma atuação determinante em favor dos interesses do povo evangélico, especialmente na construção de um texto favorável às Igrejas no novo Código Civil.

Ainda hoje é pastor auxiliar da Igreja Evangélica Assembléia de Deus da capital paranaense, atualmente com 80 mil membros e cujo titular é o Pastor José Pimentel de Carvalho, ex-Presidente da Convenção Geral por várias gestões. Casado com Ingrid, o Pastor Takayama tem três filhas, Priscila, Patrícia e Poliana, além de uma netinha, Susana.
O Pastor Takayama já anunciou a Palavra de Cristo em vários auditórios do mundo, especialmente nos continentes americano e europeu, testemunhando a milhares de pessoas que o desenvolvimento do evangelho em nosso país tem sido real, constante e, graças a Deus, irreversível. Sempre atento com o caminho da Igreja e alicerçado em seu conhecimento histórico-teológico, o Pastor Takayama tem sido cuidadoso em suas mensagens e incisivo na preocupação de não permitir que Ela seja levada ao fracasso pelas artimanhas do maligno.

Entende que vivemos numa época diferente daquela dos tempos da Igreja primitiva, com o predomínio da alta tecnologia, mas defende que tais inovações não podem nos afastar dos pilares da santidade. Dessa forma, tem sido um autêntico atalaia dos valores espirituais, sempre determinado a investir no aperfeiçoamento da estrutura de apoio às suas atividades evangelísticas, adquirindo equipamentos de áudio e vídeo de última geração. Deus tem honrado a fé deste seu servo, concedendo-lhe, como exemplo, tempos atrás, a realização de um antigo sonho, qual seja, o de adquirir a "carreta da fé, com o intuito de facilitar a execução de trabalhos evangelísticos de grande porte.

Hoje, este verdadeiro tablado ambulante tem permitido uma grande mobilidade à equipe que o acompanha, servindo, além disso, como um instrumento que facilita, efetivamente, o trabalho dos pastores locais, uma vez que nele estão adaptados todos os equipamentos necessários à realização de grandes eventos.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mateus 11:1-19

 Mateus 11.1-19

1 Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.
2 Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe:
3 És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?
4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo:
5 os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho.
6 E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.
7 Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?
8 Sim, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais.
9 Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta.
10 Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti.
11 Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.
12 Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.
13 Porque todos os Profetas e a Lei profetizaram até João.
14 E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir.
15 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
16 Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros:
17 Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes.
18 Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio!
19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.
 
O Senhor não se dá por satisfeito em somente enviar discípulos; e assim segue também com o Seu próprio ministério. Em contrapartida o ministério de João Batista termina quando é preso por Herodes (cap. 4:12). A pergunta que manda fazer por meio de seus discípulos nos mostra seu desalento e sua perplexidade. Aquele de Quem ele tinha sido o fervoroso precursor não estabelecia Seu reino, nem se empenhava na libertação de Seu arauto. Não era Ele o Messias prometido? O Senhor lhe responde com uma mensagem que gentilmente lhe repreende a falta de confiança (v. 6). Porém, diante da multidão, Jesus não faz reserva para testemunhar daquele que foi o maior de todos os profetas (v. 7-15).

Quando se trata de entrar no reino, o esforço torna-se uma virtude, uma qualidade indispensável (v. 12). Deus nos abre o Seu tesouro, contanto que haja de nossa parte um ardente desejo de possuir tudo o que Ele nos oferece; e, no aspecto da fé, um santo empenho para se apoderar ousadamente de todas as promessas divinas. Ah! quantos jovens pararam atrás da porta por falta de determinação e força de vontade, ou por temer as lutas e a necessidade de renunciar aos prazeres carnais desse mundo! Não esqueçamos que os covardes estarão em companhia dos incrédulos, dos homicidas e de todos os demais pecadores sem arrependimento (Apocalipse 21:8).

Todo dia com Jesus
 

 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Mateus 10:24-42

Mateus 10.24-42

24 O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor.
25 Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?
26 Portanto, não os temais; pois nada há encoberto, que não venha a ser revelado; nem oculto, que não venha a ser conhecido.
27 O que vos digo às escuras, dizei -o a plena luz; e o que se vos diz ao ouvido, proclamai -o dos eirados.
28 Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.
29 Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai.
30 E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados.
31 Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais.
32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus;
33 mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus.
34 Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.
35 Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra.
36 Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.
37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;
38 e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.
39 Quem acha a sua vida perdê-la -á; quem, todavia, perde a vida por minha causa achá-la -á.
40 Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.
41 Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo.
42 E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

"O discípulo não está acima do seu mestre" (v. 24); e, por isso, não deve esperar que o tratem melhor que seu Senhor. Seja o cristão nos dias de hoje ou o judeu no tempo da grande tribulação vindoura, o verdadeiro discípulo deve contar que da parte de um mundo injusto e cruel virá uma oposição semelhante à que Jesus encontrou (v. 17-18). Mas esta é a oportunidade ideal para experimentar todos os recursos da graça, essa maravilhosa graça que conhece e cuida de todo redimido, a ponto de até mesmo contar todos os cabelos da cabeça (v. 30; 2 Coríntios 12:9). 

Não é somente o ódio do mundo que atinge o crente fiel, mas muitas vezes ele tem de enfrentar também a hostilidade de sua própria família (v. 36). Ele não deve desanimar, porém. O Senhor disse claramente que isso aconteceria, no entanto prometeu a ajuda necessária. 

Tomar a sua cruz é levar sobre si o sinal distintivo dos condenados à morte. Em outras palavras, é demonstrar o abandono dos prazeres do mundo e da própria vontade. Do ponto de vista humano, isto significa perder sua vida. "Não", declara o Mestre, pelo contrário, "essa é a única maneira de ganhá-la". Mas o Senhor Jesus ainda enfatiza que o motivo deve ser "por amor a mim" (2 Coríntios 5:14-15). 


 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Mateus 10:1-23

Mateus 10.1-23

1 Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para os expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades.
2 Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: primeiro, Simão, por sobrenome Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão;
3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu;
4 Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.
5 A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos;
6 mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel;
7 e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus.
8 Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai.
9 Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos;
10 nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento.
11 E, em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, indagai quem neles é digno; e aí ficai até vos retirardes.
12 Ao entrardes na casa, saudai -a;
13 se, com efeito, a casa for digna, venha sobre ela a vossa paz; se, porém, não o for, torne para vós outros a vossa paz.
14 Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés.
15 Em verdade vos digo que menos rigor haverá para Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquela cidade.
16 Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.
17 E acautelai-vos dos homens; porque vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas;
18 por minha causa sereis levados à presença de governadores e de reis, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios.
19 E, quando vos entregarem, não cuideis em como ou o que haveis de falar, porque, naquela hora, vos será concedido o que haveis de dizer,
20 visto que não sois vós os que falais, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós.
21 Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai, ao filho; filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão.
22 Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
23 Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem.

Os doze discípulos agora se tornaram apóstolos (v. 2). Ao enumerá-los, Mateus, o publicano, recorda mais uma vez a sua própria origem (cap. 10:3; 9:9 e 21:31). Depois de instruídos pelas palavras e pelo exemplo do divino Mestre, chegou o momento de serem enviados (esse é o sentido da palavra "apóstolo") como obreiros à seara. Uma criança não vai para a escola por toda sua vida, é evidente, embora, em um certo sentido, o crente sempre estará na escola de Deus. No entanto, mais cedo ou mais tarde, teremos de aprender o básico de nossas lições, em particular a completa incapacidade de nosso estado natural em tudo o que se refere às coisas de Deus. Só então, o Senhor poderá usar-nos.

Notemos alguns pontos importantes: é o Senhor quem chama os Seus servos, os prepara, envia, dirige, sustenta, alimenta e recompensa. Nenhum deles vai por sua própria vontade nem é enviado pelos homens. Eles não esperam dos homens nenhum salário, porém dão de graça o que de graça têm recebido. Como a cristandade perdeu de vista essas simples verdades! Debaixo da estrutura de comitês, de hierarquias, de organizações diversas, as pessoas às vezes bem intencionadas se interpõem entre o Senhor e Seus obreiros, para grande prejuízo desses servos e sobre todo o trabalho que lhes foi confiado.




 
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mateus 9:18-38

Mateus 9.18-38

18 Enquanto estas coisas lhes dizia, eis que um chefe, aproximando-se, o adorou e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a mão sobre ela, e viverá.
19 E Jesus, levantando-se, o seguia, e também os seus discípulos.
20 E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla da veste;
21 porque dizia consigo mesma: Se eu apenas lhe tocar a veste, ficarei curada.
22 E Jesus, voltando-se e vendo -a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã.
23 Tendo Jesus chegado à casa do chefe e vendo os tocadores de flauta e o povo em alvoroço, disse:
24 Retirai-vos, porque não está morta a menina, mas dorme. E riam-se dele.
25 Mas, afastado o povo, entrou Jesus, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.
26 E a fama deste acontecimento correu por toda aquela terra.
27 Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando: Tem compaixão de nós, Filho de Davi!
28 Tendo ele entrado em casa, aproximaram-se os cegos, e Jesus lhes perguntou: Credes que eu posso fazer isso? Responderam-lhe: Sim, Senhor!
29 Então, lhes tocou os olhos, dizendo: Faça-se-vos conforme a vossa fé.
30 E abriram-se-lhes os olhos. Jesus, porém, os advertiu severamente, dizendo: Acautelai-vos de que ninguém o saiba.
31 Saindo eles, porém, divulgaram-lhe a fama por toda aquela terra.
32 Ao retirarem-se eles, foi-lhe trazido um mudo endemoninhado.
33 E, expelido o demônio, falou o mudo; e as multidões se admiravam, dizendo: Jamais se viu tal coisa em Israel!
34 Mas os fariseus murmuravam: Pelo maioral dos demônios é que expele os demônios.
35 E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.
36 Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.
37 E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38 Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

João 21:25 nos diz que os Evangelhos estão longe de relatar todos os milagres feitos pelo Senhor Jesus. Deus incluiu em Sua Palavra somente os milagres que têm alguma ligação com o ensino que nos quer transmitir. Tal é o caso da ressurreição da filha desse chefe da sinagoga que, entre outras coisas, tem uma aplicação profética. Aqui o Senhor é visto a caminho para restaurar a vida ao Seu povo Israel - (um fato previsto na Palavra de Deus para um futuro próximo). Nesse tempo em que está a caminho (leia-se: o tempo presente), fica à disposição de todos os que se aproximam dEle por fé, como fez a mulher do versículo 20, que O tocou com a esperança de ser curada.

Havia poder suficiente em Jesus para curar "toda sorte de doenças e enfermidades" (v. 35). Havia amor suficiente em Seu coração para que, como o verdadeiro Pastor de Israel, tivesse compaixão de todo o Seu povo (v. 36). E se, de vez em quando, Ele encontrava fé como a dos dois cegos (v. 28-29), também enfrentava a mais terrível incredulidade (como a dos fariseus - v. 34).

Nós, que atravessamos este mesmo mundo e enfrentamos as mesmas necessidades (mas por vezes com o coração tão lamentavelmente endurecido - [Tiago 2:15-16]), peçamos a Deus uma ampla e clara visão da ceifa (João 4:35) e supliquemos ao Senhor que envie novos trabalhadores para a Sua seara.






segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mateus 9:1-17

Mateus 9.1-17

1 Entrando Jesus num barco, passou para o outro lado e foi para a sua própria cidade.
2 E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.
3 Mas alguns escribas diziam consigo: Este blasfema.
4 Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que cogitais o mal no vosso coração?
5 Pois qual é mais fácil? Dizer: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?
6 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados--disse, então, ao paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa.
7 E, levantando-se, partiu para sua casa.
8 Vendo isto, as multidões, possuídas de temor, glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens.
9 Partindo Jesus dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.
10 E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e pecadores vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos.
11 Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?
12 Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.
13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento.
14 Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam?
15 Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar.
16 Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura.
17 Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.
 
As diferentes enfermidades que o Senhor encontra e cura mostram a triste condição na qual se encontram Suas criaturas. A lepra ressalta a corrupção do pecado; a febre, a incessante agitação do homem deste mundo. Há uns, como o endemoniado, que estão diretamente sob o poder de Satanás, enquanto outros, como o surdo, o mudo, e o cego (v. 27, 32; 11:5) têm os sentidos bloqueados para a chamada do Senhor, não sabendo como orar. Por último, temos o paralítico que foi trazido ao Senhor Jesus. Nele está demonstrada a total incapacidade do homem para aproximar-se de Deus (João 5:17). O enfermo nada diz... somente espera. Mas o divino Médico (v. 12) sabe que há outra enfermidade, muito mais grave, que está consumindo a alma desse paralítico, e por isso começa por curá-lo espiritualmente: "Estão perdoados os teus pecados". O que deveria preocupar-nos mais, quer seja em relação a nós, quer aos outros: a enfermidade ou o pecado?

Segue-se o chamado de Mateus, relato feito por ele mesmo. Ele era um desses pecadores para os quais Cristo tinha vindo.

Por fim, temos a pergunta dos discípulos de João, e esta dá ocasião a um novo ensinamento: os odres velhos da religião judaica já não serviam mais para conterem do vinho novo do Evangelho.

Todo dia com Jesus
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mateus 8:18-34


 Mateus 8.18-34

18 Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a outra margem.
19 Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.
20 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
21 E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai.
22 Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.
23 Então, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.
24 E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia.
25 Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos!
26 Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança.
27 E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?
28 Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho.
29 E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes de tempo?
30 Ora, andava pastando, não longe deles, uma grande manada de porcos.
31 Então, os demônios lhe rogavam: Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos.
32 Pois ide, ordenou-lhes Jesus. E eles, saindo, passaram para os porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e nas águas pereceram.
33 Fugiram os porqueiros e, chegando à cidade, contaram todas estas coisas e o que acontecera aos endemoninhados.
34 Então, a cidade toda saiu para encontrar-se com Jesus; e, vendo -o, lhe rogaram que se retirasse da terra deles.


Ao escriba que deseja segui-LO por onde quer que fosse, o Senhor não omite que esse Seu caminho exige completa renúncia. Até as aves do céu, das quais o Pai celestial cuida (cap. 6:26), têm uma sorte melhor que a de seu Criador neste mundo. Que humilhação a Sua! Ele não tinha um lugar na Terra onde recostar Sua cabeça para descansar. Foi somente na cruz, depois que Sua obra havia sido completada, que Ele pôde finalmente repousar - inclinar - Sua cabeça (trata-se do mesmo verbo grego usado em João 19:30). 

No versículo 21, outra pessoa responde ao Seu convite com uma desculpa aparentemente justificável. O que poderia ser mais legítimo do que comparecer ao enterro do seu pai? Contudo, por mais urgente que pareça ser o dever, nenhuma "prioridade" deve interpor-se ao que o Senhor ordenou que buscássemos em "primeiro lugar" (cap. 6:33). A Bíblia não nos diz qual acabou sendo a decisão desses homens. O importante é que saibamos se nós temos respondido ao chamado do Senhor Jesus.

A tão conhecida cena da travessia do mar durante a tempestade ilustra a viagem do crente neste mundo. Ele passa por várias tempestades, porém o seu Salvador, que é também o Senhor dos elementos da natureza, está com ele (Salmo 23:4). Ele comanda o mar e as ondas, a enfermidade e a morte, e até mesmo as potestades satânicas, como é demonstrado na libertação dos dois endemoniados na terra dos gadarenos.




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