Os Abençoados

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Josué um homem obediente

“Seja forte e corajoso, porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi sob juramento aos seus antepassados”. (Js 1:6 – NVI)

Mais conhecido como o sucessor de Moisés, na liderança do povo de Israel, Josué é, sem dúvida, um dos personagens mais interessantes de toda a Bíblia. Sua história tem muito a nos ensinar. Ele foi um exemplo de servo de Deus e um excelente líder; foi considerado um herói da fé e sua trajetória é marcada por inúmeras vitórias e conquistas. Vamos analisar um pouco de sua vida e sua obra, a fim de extrairmos lições importantes para nossas vidas. Veremos que ele confiava em Deus. Isso o fez destacado, em meio a uma geração desobediente; e, por conta disso, Deus o escolheu para pastorear o povo de Israel, conduzindo-o à conquista da terra prometida.

Se desejamos agradar a Deus e ter uma vida cristã vitoriosa, devemos seguir o exemplo de Josué.

I – O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE JOSUÉ

Josué era filho de Num, da tribo de Efraim; nasceu no Egito, por volta do ano 1.405 a.C., quando o seu povo ainda era escravo ali (Êx 1:12-14); cresceu nutrindo a esperança de que o Deus de seus antepassados os libertaria da mão opressora do terrível Faraó. Ainda moço, teve o privilégio de ver este sonho se realizar. Ele presenciou e participou de todos os acontecimentos relacionados ao Êxodo. Todavia, aparece de forma mais notável na primeira batalha que Israel precisou enfrentar, num lugar chamado Refidim, contra os amalequitas, que eram um grupo de nômades ferozes e vorazes. Neste conflito, enquanto Moisés, no monte, com o apoio de Arão e Hur, intercedia a Deus, ininterruptamente, pelo povo, Josué combatia os inimigos no vale. Como resultado, Josué derrotou completamente os amalequitas (Êx 17:8-16). Este é o primeiro registro bíblico sobre Josué. Na caminhada pelo deserto, Josué logo se tornou assistente direto de Moisés, com quem aprendeu a amar a Deus, de modo leal e fiel. Ele foi a única pessoa autorizada a subir com Moisés ao Monte Sinai, para receber os dez mandamentos (Êx 24:13, 32:17 ). Na Tenda da Aliança, enquanto o líder conversava com Deus, para transmitir a mensagem ao povo, Josué, ainda jovem, ficava à porta, montando guarda (Êx 33:11 ). De acordo com o dicionarista bíblico J. D. Douglas, este período de proximidade e convivência com Moisés foi extremamente importante para a formação do caráter de Josué, pois ele “aprendeu a esperar no Senhor e nos anos que se seguiram, algo da paciência e da mansidão de Moisés certamente foi também adicionado ao seu valor pessoal”.

Quando foi escolhido um membro de cada uma das doze tribos para espiar a terra de Canaã, Josué foi o eleito da tribo de Efraim. Só que seu nome não era Josué, mas, sim, Oséias (Nm 13:8). Foi Moisés quem mudou o nome de Oséias – que significa “salvação” – para Josué – que significa “Iavé é a Salvação” (Nm 13:16 ). Na verdade, o que Moisés fez não foi, propriamente, uma troca de nome, mas um acréscimo de nome. Ele apenas acrescentou o nome do Deus da aliança (Yahweh) ao nome Oséias. Com isso, Moisés estava lhe ensinando uma importante lição: com a sua dependência e a sua esperança depositadas em Deus, vitórias seriam alcançadas. Com o poder de Deus, inimigos poderosos seriam tombados, cidades fortificadas seriam conquistadas. A prática dessa atitude de confiança em Deus é vista claramente em Josué, quando ele e mais onze homens foram enviados para inspecionar e examinar não somente a terra, mas também o povo de Canaã. Após quarenta dias de reconhecimento, os espias retornaram e relataram que a terra era realmente muito boa, manava leite e mel; todavia, dez deles vieram bastante desanimados, quanto à conquista daquele território, alegando que os seus habitantes eram mais fortes que os israelitas e aconselhando o povo à desistência: E, diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado (Nm 13:32a). Disseram que a terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura (Nm 13:32b). Somente Josué e seu amigo Calebe, num ato de coragem e fé, insistiram em confiar em Deus para aquela conquista.

O povo preferiu acreditar nos medrosos; revoltou-se contra Moisés e Arão. A revolta foi tão grande, entre os israelitas, que se discutiu a escolha de um comandante que os levasse de volta ao Egito. Eles não queriam mais seguir o comando de Moisés. Em meio aquele motim, Moisés se prostrou em oração, diante de Deus, e Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dois dos líderes que haviam espionado a terra, rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza (Nm 14 :6 – NTLH). A seguir, Josué e Calebe fizeram um discurso inflamado e veemente, instando os israelitas a confiarem na vitória de Deus: “não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o SENHOR é conosco; não os temais” (Nm 14 :9b).

O povo, porém, não lhes deu ouvido. Não fosse a manifestação da glória do Senhor, na tenda da congregação, os dois teriam sido violentamente apedrejados. Deus reagiu a isso tudo com muito furor; declarou que nenhum homem daquela geração que saíra do Egito entraria na terra prometida, exceto Josué e Calebe. O Senhor declarou, ainda, que iriam peregrinar no deserto, durante quarenta anos, um ano para cada dia da missão dos espiões (Nm 14:26-35). Muito tempo depois, quando Moisés estava prestes a morrer, preocupando-se com a liderança do povo, pediu um sucessor a Deus, que escolheu Josué: “chame Josué, filho de Num, homem em quem está o Espírito, e imponha as mãos sobre ele”. Ao impor as mãos sobre Josué, Moisés estaria lhe concedendo autoridade e lhe transferindo responsabilidades. Após isto, Deus pediu a Moisés que levasse Josué ao sacerdote Eleazer e a toda a comunidade e o comissionasse na presença deles; desse-lhe parte da sua autoridade para que toda a comunidade de Israel lhe obedecesse (Nm 27:18-20).

Assim como o Senhor Deus ordenou, Moisés obedeceu, e, de modo solene e público, investiu Josué com autoridade sobre o povo, como seu sucessor. Após a morte de Moisés, coube, então, a Josué a desafiadora tarefa de conquistar a terra prometida. Quando isso ocorreu, ele tinha, provavelmente, 70 anos de idade.

Na leitura do primeiro capítulo do livro de Josué, temos a sensação de que, com a ausência de Moisés, todo o povo fora tomado de muita tristeza e muito desânimo. O próprio Josué se deixou abater pela perda do amigo e líder. O servo do Senhor morrera, mas havia muita coisa a ser feita. Deus, então, disse a Josué: “dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel” (Js 1:2). A missão não seria fácil, mas Josué não estaria sozinho. Deus lhe garantiu a sua presença pessoal e constante, dizendo: “Assim como estive com Moisés, estarei com você, nunca o deixarei, nunca o abandonarei”. Alguém já disse que a presença de Deus é a melhor das bênçãos, porque inclui todas as outras. Nada inspira mais as pessoas que a promessa e a garantia da companhia divina. Assim, todas as vezes que a empreitada é gigante e complexa, o Senhor faz questão de enfatizar àqueles que são chamados a realizá-la a garantia da sua presença (Êx 3:12; Jr 1:8; Mt 28:29), sem a qual ninguém pode ser bem-sucedido. As palavras animadoras de Deus continuam: “Seja forte e corajoso, porque você conduzirá este povo para herdar a terra que prometi (...). Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde andar” (Js 1:5,6,9).

Em sua missão de conquistar a terra de Canaã, Josué deveria estar o tempo todo atento à lei do Senhor. O livro da Lei do Senhor deveria ser estudado, meditado, cumprido e ensinado por Josué: “Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido”.

Quando olhamos para a história desse líder, vemos que cumpriu esse mandamento. Sua relação com a palavra de Deus era de confiança e obediência, e, certamente, era esse o segredo de suas vitórias. Apesar da manifesta aprovação de Deus, Josué ainda não desfrutava da completa confiança do povo. Ainda precisava provar que Deus estava com ele, e o primeiro teste foi a travessia do rio Jordão (Js 3:1). Seguindo a orientação divina, colocou os sacerdotes para irem à frente do povo com a Arca da Aliança, que representava Deus adiante do seu povo, preparando o caminho. Quando os sacerdotes tocaram os pés nas águas, elas se partiram, formando uma grande barreira de contenção, e todo Israel, a pé enxuto, atravessou o Jordão e entrou na terra prometida: Naquele dia o Senhor exaltou Josué à vista de todo o Israel; e eles o respeitavam enquanto viveu, como tinham respeitado Moisés (Js 4:14 ).

Seu desafio, agora, era conquistar a fortificada Jericó, com seus enormes muros. Essa cidade era importante por seu tamanho, sua riqueza, mas era também um empecilho à entrada dos israelitas na terra prometida. Aquela batalha estava além das possibilidades humanas disponíveis. Josué precisava de ajuda, e buscou em Deus. O Senhor, então, falou-lhe como devia organizar o seu exército para tomar Jericó. Ele, um estrategista militar já experiente, ficou surpreso com as orientações que o Senhor lhe deu para o ataque: cidade rodeada, sacerdotes com trombetas tocando, e gritos! Seria isso possível? No entanto, Josué aprendera a confiar e obedecer; acatou a ordem de Deus e a cumpriu, e todos viram um grande milagre acontecer: as muralhas ruíram e Israel foi vitorioso naquele dia. O próximo passo, então, era conquistar a pequena cidade chamada Ai. Aquela batalha parecia ser fácil demais, que nem precisava consultar ao Senhor. Menosprezando o inimigo, enviaram apenas três mil homens, menos de dez por cento do que podia ser enviado. Qual foi o resultado? Tiveram uma derrota humilhante; perderam vários homens ( Js 7:3-5). Muito entristecido, Josué orou, buscando entender aquele fracasso, e o Senhor lhe mostrou a causa: havia pecado no meio do povo ( Js 7:11 ). Um homem chamado Acã, na batalha contra Jericó, havia desobedecido à ordem divina e apoderou-se, indevidamente, de objetos de valor. Então, no vale Acor, Acã e sua família foram mortos e queimados com seus pertences e com os objetos roubados. Logo após, Josué e seu exército invadiram a cidade de Ai e, com uma excelente estratégia militar, venceram facilmente.

Muitas outras batalhas foram enfrentadas e vencidas pelo povo de Israel. Contudo, “o êxito de Israel era sempre pelo poder do Alto, e não pelo próprio poder ou habilidade do povo”. Ao final das muitas batalhas, Josué, já bem velho, reúne todo o povo, em Siló, e, ali, estabelece o santuário nacional e faz a divisão oficial das terras. Todavia, o Senhor lhes afirma: “Ainda resta muita terra para conquistar” (Js 13:1). Esta afirmação divina sugere que o processo histórico de conquista de Canaã foi mais complicado do que costumamos imaginar. A caminhada ainda prosseguia. A conquista completa e o povoamento das terras dependiam da iniciativa de cada tribo. Josué, então, aconselhou o povo a ser fiel, de modo a poder herdar o restante das terras, e o alertou sobre a ira do Senhor, caso desobedecessem aos seus mandamentos. Josué era o pastor daquele povo (Nm 27:17 ) e, enquanto pôde, sempre o exortou a se manter firme diante do Senhor. O último ato público deste herói da fé encontra-se no livro de Josué 23 e 24, quando ele reuniu todas as tribos em Siquém, a fim de fazer uma renovação da Aliança, pois, naquele momento, todos já possuíam suas terras e muitos deles estavam se esquecendo e se afastando de Deus. Josué fez lembrar aos israelitas tudo o que Senhor havia feito por eles e as promessas a seus antepassados, que estavam se cumprindo em suas vidas. Portanto, era necessário tomar uma decisão: “escolher ao Senhor ou aos outros deuses pagãos”.

Os últimos conselhos de Josué consistiram no desafio emocionante de escolherem o Deus Todo-Poderoso, que os libertara do Egito e os introduzira naquela terra abençoada. Josué lhes mostrou, ainda, os perigos e os riscos de servirem aos falsos deuses. Ele apelou: “Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade... se, porém não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir (...). Mas eu e a minha família serviremos ao Senhor” (Js 24:14 -15 ).

O povo deveria fazer uma decisão de amor, não por força, nem por obrigação, por que o amor é a base da verdadeira adoração. Naquele dia, Israel escolheu servir ao Senhor. Josué foi fiel até o fim e faleceu aos 110 anos de idade; foi sepultado em sua própria terra (Js 24:28-30). Ele deixou uma linda história a ser contada, de um homem que confiou em Deus, que nascera escravo e tivera um sonho de liberdade, tornara-se livre, herói e líder de uma grande nação.

II – LIÇÕES DA VIDA DE JOSUÉ

1. A vida de Josué nos ensina a importância do aprendizado.

Sem dúvida, muito do que foi Josué deve-se ao aprendizado que recebeu de Moisés, quando era o seu auxiliar. Segundo Clasen , suas ações e qualidades evocavam as de seu predecessor, pois seguia as suas pegadas. Como bom aprendiz, Josué reunia, em si, muitas das atitudes exigidas para aqueles que desejam ser discípulos de Jesus (Mc 8:34; Jo 8:31): disposição a aprender, entrega, obediência, compromisso, humildade, entre outras. Aquele que é muito maior do que Moisés disse: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11:28). Então, a exemplo de Josué, devemos estar prontos a aprender de nosso mestre. Outra importante fonte de aprendizado para Josué era o livro da lei do Senhor (Js 1:8), a leitura dele e a obediência aos mandamentos nele contidos foi fator determinante para o sucesso deste servo de Deus.

2. A vida de Josué nos ensina que Deus pode mudar nossa história.

Ao olharmos a trajetória abençoada de Josué, devemos lembrar que ele não teve um início fácil: nasceu sob o jugo de Faraó e, como escravo, não tinha perspectiva alguma de futuro, a não ser a espera de um milagre. E o milagre aconteceu! Pela forte mão do Senhor, ele e seu povo foram libertos do Egito. Logo foi colocado como comandante do exército israelita e, tempos depois, foi escolhido pelo próprio Deus para liderar todo o Israel, na conquista de Canaã. Tornou-se, então, um herói para seu povo e saiu da posição de escravo para a de líder de uma grande nação. Assim como Deus mudou a vida deste personagem, transformando-o em um vencedor, pode mudar a nossa. Não existe problema insolúvel para o nosso Deus e nem há situação que ele não possa mudar. Então, devemos agir como Josué: entregar nossa causa ao Senhor e mantermo-nos fiéis à Palavra, confiantes em suas promessas.

3. A vida de Josué nos ensina a importância de sermos confiantes.

A palavra de Deus nos diz que “os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se pode abalar, mas permanece para sempre” (Sl 125:1). Este texto expressa muito bem a vida e a obra de Josué. Entre as suas muitas qualidades, a que muito se ressaltava era a confiança no Senhor. Ele sabia que o Deus de Israel era a razão de seu sucesso, em todos os combates. Essa era a diferença entre ele e os outros dez espias de Canaã (Nm 13:26-31). Estes, embora tivessem saído do Egito, em seus corações, não eram realmente livres; por isso, no primeiro desafio, ficaram apavorados; escolheram desistir e voltar atrás. Por outro lado, Josué teve uma atitude de fé, por que, em sua vida, estava o Espírito de Deus (Nm 27:18). O crente cheio do poder de Deus é confiante, não se abala com facilidade, não desiste diante de desafios e provações, mas é ousado na fé, pronto a viver uma trajetória de conquistas na caminhada espiritual. Assim como Josué foi perseverante até a conquista da Terra Prometida, nós também devemos estar firmes, até nossa entrada na pátria celestial.


CONCLUSÃO:

Josué foi exemplo, como servo de Deus e como líder. Sua vida transmite-nos fé e esperança, mostra-nos que vale a pena confiar no Senhor e obedecer a sua Palavra, porque, assim como Deus abençoou a Josué, desde a saída do Egito, até a entrada na terra prometida, também estará conosco, abençoando e cumprindo todas as suas promessas em nossas vidas. Peçamos, portanto, ao Senhor Deus, que tenhamos a mesma firmeza de propósito, perseverança, franqueza e decisão que encontramos em Josué, pois, agindo desta forma, seremos vencedores como ele foi. Assim como ele prevaleceu, diante de todos os desafios e alcançou seu principal objetivo, que era a terra que manava leite e mel, do mesmo modo, nós prevaleceremos, até a volta de Cristo, quando entraremos na Canaã celestial.

Que Deus nos abençoe!

Fonte PCAmaral

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