Os Abençoados

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Tempos trabalhosos para a Igreja

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos(2 Tm 3.1).

Nestes últimos dias, a Igreja tem de se mostrar sempre vigilante e alicerçada na Bíblia Sagrada para combater, eficazmente, as forças do mal que se levantam contra o evangelho de Cristo.
Como podemos depreender do texto sagrado, Deus sempre alertou o seu povo quanto aos perigos que nos rondam (Mt 10.16; Jo 16.33; Lc 21.16). A mensagem que Paulo escreveu em sua primeira carta a Timóteo, base da presente lição, trata das dificuldades pelas quais a Igreja haveria de passar em seus primórdios e, ao mesmo tempo, projeta-se para os tempos que antecederiam o retorno de Cristo.

Apostasia. “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1 Tm 4.1). A apostasia constitui-se no abandono premeditado e consciente da fé cristã; é uma característica marcante dos últimos tempos, conforme alerta-nos Paulo.

a) Apostasia na igreja. De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal, há dois tipos de apostasia: a teológica e a moral. Na primeira, observam-se desvios doutrinários. Na segunda, comportamentos contrários à santidade requerida por Deus em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15,16).

A Igreja tem testemunhado muitos casos de apostasia entre os santos. À medida que se aproxima a vinda de Jesus, o número de apóstatas aumenta preocupantemente. O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por Cristo (Fp 1.29), de renunciar ao pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo Reino de Deus e de renunciar a si mesmo, vem sofrendo constantes e impiedosos ataques (Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5; 4.3). A Bíblia afirma que, nos dias que antecedem a manifestação do Anticristo, ocorrerá uma grande onda de apostasias (2 Ts 2.3,4). É hora de redobrar a vigilância.

b) A desvalorização da Bíblia. Inspirados em teologias liberais, há crentes que não mais vêem a Bíblia como a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus - nossa única regra de fé e prática. Alguns chegam a ensinar que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas apenas a contém. Leia com toda atenção 2 Tm 3.16. A própria Bíblia nos adverte com toda clareza, sobre esse tempo (2 Ts 2.3).

Apostasia como sinal da volta de Jesus. De acordo com a Bíblia, a apostasia é um dos mais fortes sinais concernentes à volta de Cristo (Lc 18.8; 1 Jo 2.18; 2 Ts 2.7).

a) Super-crentes. Para que se tenha idéia do alcance da apostasia, vejamos também o que andam ensinando os falsos mestres e doutores: “Satanás venceu Jesus na cruz”; “Nunca, jamais, em tempo algum, vá ao Senhor dizendo: Se for da tua vontade... Não permita que essas palavras destruidoras da fé saiam de sua boca”; “Deus precisa receber permissão para trabalhar neste reino terrestre do homem... Sim”; “Você está no controle das coisas!”.

Infelizmente, há muitos incautos dispostos a aceitar semelhantes blasfêmias. Não nos enganemos: Deus está no controle de tudo e não precisa de permissão humana para atuar quer na história das nações quer na vida de cada um de nós. Ele é soberano e tudo tem de ser feito de acordo com a sua vontade. Quanto ao Diabo, foi este vencido para sempre na cruz. Aleluia!

b) Perdoar a Deus! Alguns falsos doutores chegam ao cúmulo de ensinar que se deve perdoar inclusive a Deus, pois, às vezes, Ele não cumpre suas palavras, causando ressentimentos nos que o buscam. Por isso, segundo recomendam, devemos submeter-nos à chamada “cura interior” e à “regressão espiritual”. Ora, os tais doutores deveriam saber que a Palavra de Deus é infalível e que Deus é Santo. Por conseguinte, quem precisa de perdão e arrependimento é o homem e não o Todo-Poderoso. Portanto, seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso (Rm 3.4).

c) Culto aos anjos. Há muitos crentes iludidos adorando os anjos (Cl 2.18). Infelizmente, há pregadores que só iniciam a pregação depois de pedir a presença dos anjos e, com isso, iludem os simples. Isso é apostasia! Os anjos também são servos de Deus; sua missão é atuar em prol dos que hão de herdar a vida eterna (Hb 1.14). E além do mais, recusam adoração (Ap 19.10).

HIPOCRISIA E INSENSIBILIDADE ESPIRITUAL

O que é hipocrisia? Hipocrisia é “impostura, fingimento, simulação, falsidade, falsa devoção”. “... o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, (...) pela hipocrisia de homens que falam mentiras” (1 Tm 4.1,2a). E quem é o pai da mentira? É o Diabo (Jo 8.44). Portanto, os mentirosos serão lançados no lago de fogo (Ap 21.8).

a) Lobos fantasiados de ovelhas. Os hipócritas aparentam uma coisa, mas são outra (At 20.29,30). Fingem-se de cristãos, mas servem ao Diabo; fingem-se de santos, mas são pecadores inveterados. Estão na igreja, mas não fazem parte da Igreja de Cristo. Suas intenções são malignas.

b) Principais características. Os hipócritas gostam de ser glorificados pelos homens (Mt 6.2), pois dos homens buscam a glória. Eles contribuem financeiramente, mas não são sinceros para com Deus. Jesus condena os que assim procedem (Mt 23.23).

O que é insensibilidade espiritual? O texto bíblico é enfático: “Apostatarão alguns da fé (...) tendo cauterizada a sua própria consciência” (1 Tm 4.2b). Cauterizar, segundo o dicionário, é utilizar um meio químico, ou ferro incandescente, para destruir a sensibilidade de um tecido orgânico. Quando a consciência fica cauterizada, o homem age como os animais, apenas instintivamente.

Conta-se que uma jovem crente engravidara-se do namorado. A mãe repreendeu-a, levando o caso ao pastor. Uma irmã, porém, desaprovou aquela mãe: “Você não devia ter feito isso; bastava encaminhar sua filha para um aborto e tudo estaria resolvido. O pastor não precisava saber de nada”. Alguém pode esconder-se do pastor, mas de Deus ninguém se esconde (Sl 139.7-12). Cuidado com o relativismo moral; a Bíblia lida com valores absolutos e inegociáveis: o que é pecado é sempre pecado.

PROLIFERAÇÃO DA REBELIÃO CONTRA DEUS (2 Tm 3.1-9)

“Homens amantes de si mesmos”. Jesus ensinou que o maior dos mandamentos é amar a Deus de todo o coração; o segundo, semelhante ao primeiro, é amar ao próximo como a si mesmo (Mt 22.35-39). Nestes tempos trabalhosos, porém, o amor próprio e egoísta está matando o amor a Deus e ao próximo. Esse tipo de amor nega as verdadeiras dimensões do amor cristão.

Homens “avarentos” (v.2). As Escrituras afirmam que a avareza é idolatria (Cl 3.5). O pecado da avareza se manifesta no amor e culto ao dinheiro e ao materialismo (Ef 5.5; 1 Tm 6.10). Em Romanos 1.29, o pecado da avareza é arrolado juntamente com a prostituição e o homicídio.
Eis porque a Bíblia adverte acerca dos falsos mestres que, movidos pela avareza, se utilizam de fábulas engenhosas para auferir lucros e enganar a Igreja de Deus (2 Pe 2.3; 1.16). Os falsos mestres e doutores são considerados malditos pela Palavra de Deus (2 Pe 2.14).

Homens “presunçosos” (v.2). Presunção é vaidade. Os presunçosos e ingratos para com Deus agem como Israel: ao prosperarem, dão “coices”; viram as costas a Deus (Dt 32.15). Eles passam a agir como se Deus não existisse. Amam mais a vida presente do que os bens eternos.

 Nesses tempos trabalhosos, precisamos orar e vigiar com mais seriedade, para que não sejamos tragados pela onda de apostasia e insensibilidade espiritual. Somente com um profundo quebrantamento espiritual, e uma vida sempre renovada no Espírito (2 Co 4.16), poderemos estar em condições de aguardar a vinda de Jesus de modo santo e de conformidade com a sua Palavra.

Pesquisa: Revista "Lições Bíblicas", CPAD, 2º trimestre 2007, Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século.



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