Os Abençoados

domingo, 21 de agosto de 2011

Quebrando a Corrente

Onde estão os nossos pais? Sem teto, no escritório, na prisão, em hospitais, ou simplesmente em negação. Eles estão perdidos, e a equipe de buscas há muito tempo desistiu de trazê-los de volta. Mas, nós não podemos desistir de lutar. Precisamos começar hoje, agora mesmo, a quebrar a corrente do abandono. Todos nós temos motivos – muito bem justificados – para não darmos para outros o que nunca recebemos. No entanto, o ciclo vicioso tem que ser quebrado em sua geração, e jamais passado adiante. A disfunção perpétua faz novas vítimas a cada filho que nasce. Uma das minhas escrituras favoritas simplesmente diz “O que vocês querem dizer quando citam este provérbio sobre Israel: “‘Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotam’? “Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o SENHOR, que vocês não citarão mais esse provérbio em Israel.” Ezequias 18:2-3 

Precisamos parar o legado de abandono e começar a dar um exemplo para nossos filhos e filhas. A seguir, algumas maneiras através das quais homens podem resistir ao impulso de fugir e assumir um papel mais positivo nas vidas de seus filhos: 

Homens precisam permanecer ativos e envolvidos intimamente nas vidas de seus filhos.
No reino animal e até entre os insetos, não é raro o macho evitar ou até abandonar a prole. De fato, a mãe é tão protetora que ela afasta o macho. Muitos homens experimentam uma dinâmica parecida na qual seu instinto natural é de se afastar e se desligar, que é aumentando pela tendência de suas esposas a resistirem ao envolvimento masculino no processo de criação dos filhos. Por isso, às vezes o homem precisa se esforçar para manter o seu lugar nas vidas de seus filhos. Eles precisam lutar contra si mesmos e seus próprios conflitos internos sobre suas responsabilidades para com seus filhos. 

Muitos homens temem errar, temem que não serão bons pais, porque eles mesmos não tiveram um bom modelo de pai. Mas, filhos são muito mais graciosos, aceitando as falhas de seus pais, muito mais do que nós somos conosco. Eles simplesmente querem a nossa atenção e amor. Eles simplesmente nos querem presentes e participando de suas vidas, ajudando-os com tarefas de casa, assistindo um filme com eles, levando-os ao mercado. Eles só nos querem por perto. 

Homens precisam aceitar o risco de ser transparentes.
Muitos homens pensam que têm que ser Super Homem para seus filhos. Eu confesso que pensei que meu pai era invencível quando era criança. Mas, eu também o vi esmorecer. Quando ele ficou doente, eu vi o corpo dele quebrar e seu órgãos falirem. Eu queria tanto que ele tivesse falado comigo sobre seu sofrimento, sua dor. Talvez aí eu teria chegado mais perto daquele homem que eu nunca realmente conheci. Talvez ele teria compartilhado comigo as lições de valor incalculável que a vida ensina a um homem. Por mais que não quisesse vê-lo enfermo, eu queria tanto um testemunho honesto sobre aquilo que ele estava passando. 

Freqüentemente, os homens deixam de compartilhar as partes mais profundas de si mesmos com seus filhos por medo de desapontá-los. Mas, guardar certas coisas significa não dar de si por completo àqueles que mais poderiam se beneficiar das suas experiências. Compartilhar suas fraquezas é uma das maneiras mais certas de fortalecer os laços entre você e seus filhos. 

Eu gostaria de também me dirigir às mulheres neste momento e implorá-las a serem mais cientes do poder que possuem sobre a maneira como seus filhos vêem o pai deles. É uma coisa um homem se expor a seus filhos, e totalmente outra coisa a mãe deles destruí-lo diante de seus olhos. Senhoras, sua raiva para com seus maridos machuca seus filhos. É um assalto à masculinidade de seu filho ouvir você condenar o pai dele, criticar o gênero masculino, e expressar sua decepção por ter acreditado que o pai deles pudesse ser diferente que qualquer outro homem. Pense na mensagem que isso transmite a um coração sensível, que anseia em buscar seu lugar no mundo. Jovens moças são também afetadas, pois seus corações endurecem e elas começam a desconfiar de todo homem. Ou elas se tornam vítimas de homens abusivos, pois nunca aprenderam a esperar mais. 

Homens precisam lutar para estarem presentes no lar.
Para muitos homens, seu pai pode nunca tê-los abandonado fisicamente, mas, mesmo assim sua ausência foi sentida como um tremendo buraco. O pai podia até estar presente, mas, seus filhos não o conheceram. O pai se isolou e anestesiou sua dor assistindo televisão, bebendo, ou trabalhando na garagem. E quando seu filho corria atrás dele, como um jovem touro, ávido por qualquer tipo de engajamento e interação, o pai fugia como experiente matador, quase que dizendo “Estou aqui mesmo, filho, fisicamente presente, fornecendo o teto para sua cabeça. Mas, não estou aqui, filho, minhas emoções e coração estão embrulhados e guardados. Você não me alcançará.” 

Tantos homens se sentem lesados, pelo menos em parte, por esta mensagem confusa da presença de seu pai, querendo saber se há algo errado neles por quererem algo mais do que a simples presença física de seu pai. Mas, meninos precisam de muito mais do que um corpo masculino em casa. Precisamos ver um homem em contato com todas as facetas da sua identidade, que pode sentir e expressar toda a faixa de emoções. Precisamos de um homem que interage conosco, se envolve, e realmente nos nutre. 

Tem se tornado tão fácil os pais fugirem da responsabilidade do seu chamado diante de qualquer provocação. Mas, eles precisam estar prontos para encarar seus medos e inseguranças e ficar firmes. Eles precisam perseverar independente da confusão e insegurança, e se tudo que eles podem fazer é simplesmente estar presentes, eles terão feito muito para quebrar o ciclo de dor. 

Do livro “He-motions: Even Strong Men Struggle” de T.D. Jakes, Editora Putnam, 2004. Tradução de Dennis Downing para o site www.hermeneutica.com, Copyright, 2009. 


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