Os Abençoados

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Jesus Cristo, o maior personagem da história da humanidade

Quem É Jesus?

A Pessoa Mais Extraordinária Que Já Viveu

Ele era conhecido em sua época como Jesus de Nazaré. Trabalhou como carpinteiro a maior parte de sua vida adulta. Entretanto, Ele foi tão extraordinário pela forma como viveu e pela influência que exerceu sobre a humanidade que a palavra “extraordinário” não consegue caracterizá-lo.

Ninguém mais — nem reis, ditadores, cientistas, educadores ou líderes militares — deu uma contribuição maior que a de Jesus à história do mundo. Pelo menos doze bilhões de pessoas passaram por este planeta, mas até hoje, quase dois mil anos depois de sua morte, ninguém chegou sequer perto de ocupar a posição singular que Ele ocupou na história.

Nunca faltaram a este mundo grandes homens e mulheres. A história está repleta de nomes como Salomão, Davi, Hamurabi, Ciro, Alexandre o Grande, César, Gêngis Khan, Joana d’Arc, Napoleão Bonaparte, George Washington, Isaac Newton, Florence Nightingale... a lista continua infinitamente.

Mas ninguém se aproxima de Jesus Cristo em sua influência sobre a humanidade.

O próprio H. G. Wells, romancista e historiador inglês, autor de cinco volumes sobre a história do mundo, presentes nas prateleiras de quase todas as bibliotecas de faculdades e universidades, acabou dando mais espaço a Jesus Cristo do que a qualquer outro. E Wells não foi nenhum amigo da fé! Na realidade, seus biógrafos retratam-no como um cético ou, possivelmente, um ateu. No entanto, como um verdadeiro historiador, ele não pôde desconsiderar a maior de todas as personalidades que já viveram.

Inigualável em Sua Vida e Ensinamentos

Acima de qualquer dúvida, Jesus Cristo é a pessoa mais estudada, discutida e analisada que já viveu. Mesmo depois de vinte séculos, Ele tem mais defensores e oponentes do que qualquer outra figura isoladamente. Enquanto existem literalmente milhares de acadêmicos renomados que de boa vontade o confessam como Senhor, há também outros milhares que, se pudessem, destruiriam sua credibilidade. Desde o início Ele teve tanto seguidores como caluniadores, e temos sido advertidos de que esta situação perdurará até o final dos tempos.

Existe um falado Seminário Jesus, um grupo de setenta e dois estudiosos liberais que se encontram duas vezes por ano em um esforço de redesenhar a vida e o caráter de Jesus. Remodelando-o como um simples “sábio ou cínico”, eles tentam despojá-lo de sua singularidade. Entretanto, a despeito de seu fácil acesso à mídia popular, incluindo Newsweek, Time e U.S. News and World Report, não tiveram êxito na conquista de muitos adeptos. Na verdade, seu maior sucesso foi fazer com que muitos estudiosos, escritores e teólogos — homens brilhantes que examinaram a evidência da singularidade de Jesus — publicassem suas razões sólidas e dignas de crédito para crerem que Jesus Cristo foi de fato aquele que os evangelhos retratam, a mais extraordinária e influente pessoa que já passou pela Terra.

Os eruditos do Seminário Jesus, assim como outros como eles, têm dificuldades para explicar como um simples sábio ou cínico poderia ter influenciado o mundo de forma tão fantástica como Jesus. A grande pergunta resume-se nisto: Quem foi Jesus de Nazaré? Se Ele foi apenas um notável carpinteiro nascido em um país obscuro, mesmo as mentes céticas mais aguçadas têm dificuldade de explicar por que, de todas as pessoas brilhantes que já existiram, Jesus permanece em uma categoria própria.

Isaac Newton é considerado por muitos especialistas o mais brilhante cientista que já existiu. Entretanto, esse homem jamais tentou comparar-se a Jesus Cristo; pelo contrário, sabemos que ele foi um crente ardoroso e seguidor fiel do Nazareno. Blaise Pascal é considerado um dos maiores filósofos do mundo e, no entanto, como Newton, nunca tentou usurpar o lugar de Jesus Cristo. Pascal creu durante toda sua vida no Salvador, até sua morte dolorosa. O mesmo pode ser dito de Willian Gladstone, Louis Pasteur e de milhares de eruditos, cientistas juristas e escritores brilhantes, bem como de milhões de pessoas comuns. Todos eles estudaram sua vida e seus ensinos, examinaram ambos os lados das evidências e vieram a crer mais do que nunca que Jesus é o Filho de Deus — incomparável entre todos os que existiram.
Inigualável por Seu Impacto

Para colocarmos a influência de Jesus em perspectiva, consideremos vários aspectos proeminentes de sua singularidade. Jesus de Nazaré é incomparável como influência moral. Sua vida e seus ensinos continuam insuperáveis em sua capacidade de guiar culturas, tribos e pessoas, tirando-as de sua confusão moral.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência artística. Ele tem servido de inspiração na arte e na música do mundo mais do que qualquer outra pessoa. Alguns dos maiores oratórios e hinos da história foram escritos a respeito dele ou para Ele. Jesus é o tema central de mais livros e música do que qualquer outro indivíduo. A Biblioteca do Congresso norte-americano, considerada a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência humanitária. Mais hospitais, orfanatos, casas de repouso e missões de salvamento têm sido dedicados a Ele do que a todos os líderes religiosos reunidos. Mais esforços para ajudar pessoas têm sido realizados, financiados e perpetuados por seus seguidores do que todos os outros juntos.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua capacidade de inspirar devoção. Nenhum outro indivíduo nos últimos dois mil anos atraiu maior dedicação entre seus seguidores. Embora Jesus nunca tenha levantado um exército durante seus três anos e meio de ministério, milhões e milhões de seus seguidores espalharam-se pelas partes mais remotas do planeta para levar sua mensagem — não por dinheiro, terras ou recompensas materiais, mas por pura devoção a Ele.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência escolástica(1.Hist. Filos. Doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade Média, dos sécs. IX ao XVII, caracterizadas sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão, problema que se resolve pela dependência do pensamento filosófico, representado pela filosofia greco-romana, da teologia cristã. Desenvolveram-se na escolástica inúmeros sistemas que se definem, do ponto de vista estritamente filosófico, pela posição adotada quanto ao problema dos universais (q. v.), e dos quais se destacam os sistemas de Santo Anselmo (v. anselmiano), de São Tomás (v. tomismo) e de Guilherme de Ockham (v. ockhamismo). [Sin. ger.: escolasticismo.]). Embora nunca tenha fundado uma faculdade, seus ensinamentos e seus seguidores contribuíram mais para as instituições de alfabetização e matérias educativas — de todos os níveis, desde o jardim da infância até as universidades — do que todos os outros reunidos. Somente nos Estados Unidos, uma nação de instituições educativas, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem anos da história do país — fundadas por uma igreja, denominação, ou grupo religioso. Harvard, Princeton e Yale, que foram os centros da educação norte-americana durante duzentos anos, foram criadas para preparar ministros, missionários e líderes cristãos. Além disso, numerosas faculdades cristãs foram fundadas em honra do Mestre.

Antes que o evangelho chegasse à América, foram os seguidores de Jesus Cristo que proveram educação às crianças de famílias comuns. Antes de Martinho Lutero na Alemanha e João Calvino na França e na Suíça, somente os ricos, os membros da realeza ou gênios do mundo eram considerados aptos para a educação. Porém esses grandes reformadores viram a educação como meio de ensinar a Bíblia a todas as gerações, as quais, pela primeira vez, puderam ler as Escrituras em suas línguas maternas. Os colonizadores implantaram esse modelo no Novo Mundo. Não foi por mero acaso que esse direcionamento para a educação das crianças entre os séculos dezesseis e dezoito lançou as bases para o crescimento explosivo da Revolução Industrial do século dezenove.

Em flagrante contraste, as culturas seculares do mundo pouco fizeram para alfabetizar milhares de tribos indígenas que (em um determinado estágio) não possuíam uma linguagem escrita. Enquanto isso, os seguidores de Jesus traduziam a Bíblia em incontáveis línguas e ensinavam milhões a ler. A intenção desses desbravadores era prover a alfabetização e levar a Bíblia a todas as tribos do mundo na virada do próximo milênio. A razão para isso? Dedicação a Jesus Cristo.

Jesus de Nazaré é incomparável em seu impacto sobre as mulheres. Ninguém fez tanto para elevar a dignidade da mulher em geral e da maternidade do que Jesus Cristo. Ele veio a este mundo quando as mulheres eram consideradas apenas um pouco acima dos animais. Muitas eram negociadas como gado e poucas desfrutavam direitos pessoais perante a lei e o casamento. Nos lugares atingidos pela mensagem de Cristo, as mulheres se viram enobrecidas e respeitadas como seres humanos feitos à imagem de Deus. Os seguidores de Cristo legaram às mulheres o direito ao voto através de movimentos em toda a Europa, Inglaterra e Estados Unidos. E seus discípulos constituem hoje a legião daqueles que se posicionam em defesa dos bebês não-nascidos. As mulheres não cristãs do Ocidente podem não compreender a dívida que têm para com Jesus Cristo e seus ensinos, mas é ao Nazareno e aos seus discípulos que elas devem agradecer pela posição elevada que usufruem hoje.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua influência sobre a liberdade e a justiça. Ninguém promoveu tão profundamente a liberdade e a justiça pessoal do que os seguidores de Jesus, armados com o padrão de sua lei. A lei inglesa e norte-americana, considerada como modelo para todo o mundo, deve sua existência basicamente aos ingleses John Locke, William Gladstone, William Wilberforce, William Blackstone e aos americanos James Witherspoon, John Adams, James Madison e John Marshall. Todos foram seguidores devotados de Cristo, que conheciam e aplicavam seus princípios e ensinos para a preservação dos direitos e liberdade individuais sob a lei. Todos esses homens influentes admitiram livremente que deviam sua grandeza a Ele.

O clímax dessa dedicação à liberdade individual veio com a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, cujas palavras — “Todos os homens foram criados iguais” — tornaram-se a pedra angular da nação mais livre da história universal. A América do Norte foi fundada para preservar a liberdade religiosa: 

“Vida, liberdade e busca da felicidade” para todos.

Como se pode ver, a evidência é impressionante. Não importa que esfera salutar da atividade humana se considere, a influência de Jesus Cristo sobre a civilização ocidental avulta e prepondera sobre todas as demais. A história mostra que vidas têm sido transformadas nos lugares onde a mensagem de Jesus foi colocada em prática, resultando em ganhos expressivos para a educação, a lei, a sociedade e a cultura.
Inigualável em Sua Vida Pessoal

Não é por acaso que o homem que mais influenciou positivamente a civilização foi o que viveu a vida mais extraordinária da história.

Considere seu nascimento. Em cada Natal bilhões de cristãos e não-cristãos celebram seu nascimento e relembram a característica incomum de sua vinda ao mundo: sua mãe era uma virgem.

A vida santificada de Jesus também o torna diferente de qualquer outro ser humano, pois, como vamos provar mais adiante, mesmo seus inimigos não puderam encontrar qualquer falta nele. Em toda a história humana, somente um homem que se declarou perfeito foi levado a sério tanto por seus amigos como por seus inimigos. Jesus nunca teve de se desculpar ou pedir perdão. Ele é inigualável pelo fato de nunca ter pecado.

Os magníficos ensinos desse humilde carpinteiro da Galiléia também o elevaram a uma categoria ímpar. A maioria dos historiadores e filósofos ocidentais, assim como muitos de outras tradições, reconhecem-no como o maior de todos os mestres. Considere sua regra de “Amai os vossos inimigos” (Mt 5.44) ou “orai pelos que vos caluniam” (Lc 5.28) ou “dai, e dar-se-vos-á” (Lc 6.38). Quase todos os historiadores concordam que este mundo seria um lugar muito melhor, se todos seguissem os ensinos do Nazareno.

Os milagres de Jesus o colocam igualmente em posição incomparável. Como veremos adiante, eles realmente aconteceram e são ainda incontestáveis. Sua capacidade de curar enfermidades e sanar deformidades tidas como irreversíveis demonstra que Ele tinha o poder de Deus no seu interior como ninguém mais.

Finalmente, para coroar sua trajetória gloriosa neste mundo, Ele deu sua própria vida sacrificialmente pelos pecados do mundo e em seguida realizou o maior de todos os seus milagres: ressuscitou dentre os mortos. Esse acontecimento, comemorado a cada ano como uma das duas datas mais sagradas do calendário cristão, confere-lhe a supremacia como a pessoa mais extraordinária que já viveu.
Os Títulos Inigualáveis Atribuídos a Jesus

Nenhuma pessoa além de Jesus tem sido identificada por meio dos títulos a seguir, porque nenhum outro foi qualificado para usá-los. Alguns desses títulos lhe foram dados por anjos, outros por seus discípulos ou seguidores ou mesmo pelos profetas hebreus. Nenhum desses títulos o caracteriza plenamente. Para compreender quem Ele realmente foi e como será em sua segunda vinda, todos devem ser considerados em conjunto. Uma coisa é certa: nenhum outro ser faz jus ao mérito de ostentar sequer um desses títulos.

Todo-poderoso

Deus forte

A palavra era Deus

Senhor meu e Deus meu

O grande Deus

Nosso salvador Jesus Cristo

Maravilhoso

Conselheiro

Pai da eternidade

Príncipe da paz

Alfa e Ômega

Primeiro e Último

Deus bendito para sempre

O Cristo

Filho de Deus

Jeová

O princípio e o fim

O Senhor

Salvador

O Santo

Senhor de todos

Emanuel

O caminho, a verdade e a vida

Rei dos reis

Senhor dos senhores

Na história do mundo, ninguém jamais saiu de uma oficina de carpinteiro para ostentar títulos tão sublimes. Sua vida somente pode ser explicada pelo fato de ter sido Ele, realmente, “o Filho de Deus” em um sentido único.

No fim de semana em que escrevia estas palavras, Deus mostrou-me um exemplo perfeito disto. Fiz o discurso de colação de grau da vigésima quinta turma da Christian Heritage College, em San Diego, Califórnia (faculdade fundada pelos doutores Henry Morris, Arthur Peters e por mim). Um dos alunos deu um incrível testemunho.

O homem — 1 metro e 95 centímetros de altura, 110 quilos de peso — contou uma longa história passada dentro e fora da prisão. Na última vez em que fora jogado em uma cela, a primeira coisa que fez foi expulsar um dos presos do beliche mais cobiçado do local, dizendo: “A partir de agora esta cama é minha — vai dizer alguma coisa?” Com isso, ele se enfiou no beliche para ter um bom sono. Mas, em vez disso, notou uma protuberância em seu colchão, uma Bíblia, a primeira que tinha visto. Começou a ler e não parou mais até terminar o evangelho de João — momento em que suplicou a Cristo que perdoasse seus pecados, aceitando-o como Senhor e Salvador. Sete anos mais tarde ele era não somente um homem transformado, sem mais qualquer pendência com a lei, mas estava se formando em uma faculdade cristã a fim de ingressar em um seminário para se preparar para o ministério. A influência do Nazareno se fez sentir novamente, mudando a natureza decaída e a direção da vida desse homem.

Posso dizer sem reserva que ninguém jamais exerceu uma influência tão positiva sobre as pessoas do que Jesus de Nazaré!

A Razão de Sua Singularidade

O simples fato de Jesus de Nazaré ter influenciado este mundo mais do que qualquer outra pessoa deve ser suficiente para estabelecer seu lugar ímpar na história humana. Mas, quando decompomos as muitas outras facetas singulares de sua vida, ficamos estarrecidos diante de um dilema incrivelmente difícil. Como explicar a contribuição de toda sua vida, resumida a apenas três anos e meio? Quando um homem é colocado no pedestal supremo, muito acima de todos os outros na história humana, certamente deve ser por alguma razão. Qual seria?

Não foi por sua descendência familiar próxima, porque sua mãe foi uma simples mulher judia e seu pai, um humilde aldeão carpinteiro.

Não foi por suas posses materiais, porque Ele não tinha dinheiro algum, nem mesmo um lugar “onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20). Ele foi acusado diante de um tribunal vestindo uma túnica emprestada e seu corpo foi colocado em um túmulo também emprestado.

Não foi sua educação, pois não há nenhum registro de que Ele tenha freqüentado uma escola. No entanto, com a idade de apenas doze anos, Ele confundiu os doutores de teologia no templo de Jerusalém.

Não foi por suas viagens pelo mundo, pois, com exceção de uma breve estada no Egito quando era ainda bebê, Ele nunca viajou mais do que 150 quilômetros para fora da cidade em que foi criado.

Não foi porque viveu e ministrou em um país influente, pois Ele passou toda sua vida na obscura e pequenina terra de Israel, tendo sido criado em uma cidade que gerava a seguinte pergunta: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46).

Não foi porque teve amigos influentes, pois somente pescadores, cobradores de impostos e outros homens sem representatividade alguma o seguiram.

Não foi porque todas as pessoas gostavam dele, pois os líderes religiosos e políticos elitistas várias vezes tentaram apedrejá-lo e finalmente o crucificaram.

Não foi porque teve uma vida longa e bem-sucedida, pois Ele estava com apenas trinta e três anos quando sacrificou sua vida por outros.

Não foi porque teve um longo e extenso ministério, pois seu ministério durou apenas três anos e meio. Pelos padrões humanos, Ele teve uma morte ignominiosa em uma cruz tosca.

Não foi porque estabeleceu muitas organizações para perpetuar sua memória, pois Ele fundou somente uma — sua Igreja — e ela somente teve início depois de sua morte.

Assim sendo, a que atribuir a posição única de Jesus Cristo? Tenho lido as insinuações daqueles que rejeitam a afirmação de Jesus ser Deus em forma humana e observado suas inconsistências. As opiniões de tais pessoas são mais difíceis de aceitar do que os simples relatos do evangelho. Como pôde esse homem influenciar mais vidas e afetar a história humana mais profundamente do que todos os outros? Em toda a história, ninguém pode comparar-se a Ele. E, no entanto, Ele fez tudo isso em apenas três anos e meio! Todos os incrédulos sinceros devem responder à pergunta: “como Ele conseguiu isso?”

À medida que Jesus Cristo caminha ao longo das páginas da história humana, Ele é elevado a uma categoria sem similar por sua peculiaridade. Por um lado, os descrentes não podem deixar de reconhecê-lo, tamanhas foram suas contribuições em favor da humanidade; nem podem eles explicar sua existência sem admitir sua divindade. Albert Schweitzer, vítima de uma onda de ceticismo no começo deste século, teve de admitir que o Jesus histórico é um enigma e um estranho para o nosso tempo. Como o Dr. Carl E H. Henry, um dos últimos estudiosos verdadeiramente conservadores da Bíblia na geração passada, escreveu: “Muitos estudiosos que rejeitam que Jesus é Deus verdadeiro e homem verdadeiro, vendo-o apenas sob uma única faceta, distinguem-no, apesar disso, da totalidade da raça humana. Os tributos prestados a Jesus, mesmo por estudiosos que repudiam os credos cristológicos históricos, não somente reverenciam o Nazareno acima de seus contemporâneos, mas elevam-no bem acima de todos os seres antigos e modernos. Essas avaliações de Jesus Cristo acabam por exaurir habituais categorias antropológicas ao tentar explicá-lo.” Ele então conclui: “Aqueles que não começam com a suposição cristã fundamental de que ‘o Verbo se fez carne’ (Jo 1.14), mas procuram mostrar como um homem completo, como supõem que Cristo foi, estava unido (de alguma forma) a Deus, não podem senão terminar em pontos de vista confusos e contraditórios”.

Na realidade, todas as descrições de Jesus que conflitam com aquelas apresentadas nos quatro evangelhos são “não-históricas”. Jesus é quem Ele disse que era: Deus em forma humana.

Não há qualquer explanação meramente humana sobre o porquê de um simples, embora brilhante, homem — que deveria ter sido esquecido há muito tempo por todo este mundo — ser ainda a pessoa mais amada que já viveu, quase dois mil anos após sua morte. As explicações humanas não conseguem explicar a influência que Ele ainda exerce sobre este planeta. Apenas um fato explica a singularidade de Jesus Cristo: Ele foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio sob forma humana, exatamente como Ele se declarava.

Veja você que atribuir somente humanidade a Jesus não é suficiente. Para cumprir o que Ele fez, tanto em sua vida como em seus ensinamentos, precisava ser tanto Deus como homem, operando juntos em uma pessoa única. Essa pessoa é Jesus de Nazaré.

Bibliografia Tim LaHayeQuem É Jesus?

A Pessoa Mais Extraordinária Que Já Viveu

Ele era conhecido em sua época como Jesus de Nazaré. Trabalhou como carpinteiro a maior parte de sua vida adulta. Entretanto, Ele foi tão extraordinário pela forma como viveu e pela influência que exerceu sobre a humanidade que a palavra “extraordinário” não consegue caracterizá-lo.

Ninguém mais — nem reis, ditadores, cientistas, educadores ou líderes militares — deu uma contribuição maior que a de Jesus à história do mundo. Pelo menos doze bilhões de pessoas passaram por este planeta, mas até hoje, quase dois mil anos depois de sua morte, ninguém chegou sequer perto de ocupar a posição singular que Ele ocupou na história.

Nunca faltaram a este mundo grandes homens e mulheres. A história está repleta de nomes como Salomão, Davi, Hamurabi, Ciro, Alexandre o Grande, César, Gêngis Khan, Joana d’Arc, Napoleão Bonaparte, George Washington, Isaac Newton, Florence Nightingale... a lista continua infinitamente.

Mas ninguém se aproxima de Jesus Cristo em sua influência sobre a humanidade.

O próprio H. G. Wells, romancista e historiador inglês, autor de cinco volumes sobre a história do mundo, presentes nas prateleiras de quase todas as bibliotecas de faculdades e universidades, acabou dando mais espaço a Jesus Cristo do que a qualquer outro. E Wells não foi nenhum amigo da fé! Na realidade, seus biógrafos retratam-no como um cético ou, possivelmente, um ateu. No entanto, como um verdadeiro historiador, ele não pôde desconsiderar a maior de todas as personalidades que já viveram.

Inigualável em Sua Vida e Ensinamentos

Acima de qualquer dúvida, Jesus Cristo é a pessoa mais estudada, discutida e analisada que já viveu. Mesmo depois de vinte séculos, Ele tem mais defensores e oponentes do que qualquer outra figura isoladamente. Enquanto existem literalmente milhares de acadêmicos renomados que de boa vontade o confessam como Senhor, há também outros milhares que, se pudessem, destruiriam sua credibilidade. Desde o início Ele teve tanto seguidores como caluniadores, e temos sido advertidos de que esta situação perdurará até o final dos tempos.

Existe um falado Seminário Jesus, um grupo de setenta e dois estudiosos liberais que se encontram duas vezes por ano em um esforço de redesenhar a vida e o caráter de Jesus. Remodelando-o como um simples “sábio ou cínico”, eles tentam despojá-lo de sua singularidade. Entretanto, a despeito de seu fácil acesso à mídia popular, incluindo Newsweek, Time e U.S. News and World Report, não tiveram êxito na conquista de muitos adeptos. Na verdade, seu maior sucesso foi fazer com que muitos estudiosos, escritores e teólogos — homens brilhantes que examinaram a evidência da singularidade de Jesus — publicassem suas razões sólidas e dignas de crédito para crerem que Jesus Cristo foi de fato aquele que os evangelhos retratam, a mais extraordinária e influente pessoa que já passou pela Terra.

Os eruditos do Seminário Jesus, assim como outros como eles, têm dificuldades para explicar como um simples sábio ou cínico poderia ter influenciado o mundo de forma tão fantástica como Jesus. A grande pergunta resume-se nisto: Quem foi Jesus de Nazaré? Se Ele foi apenas um notável carpinteiro nascido em um país obscuro, mesmo as mentes céticas mais aguçadas têm dificuldade de explicar por que, de todas as pessoas brilhantes que já existiram, Jesus permanece em uma categoria própria.

Isaac Newton é considerado por muitos especialistas o mais brilhante cientista que já existiu. Entretanto, esse homem jamais tentou comparar-se a Jesus Cristo; pelo contrário, sabemos que ele foi um crente ardoroso e seguidor fiel do Nazareno. Blaise Pascal é considerado um dos maiores filósofos do mundo e, no entanto, como Newton, nunca tentou usurpar o lugar de Jesus Cristo. Pascal creu durante toda sua vida no Salvador, até sua morte dolorosa. O mesmo pode ser dito de Willian Gladstone, Louis Pasteur e de milhares de eruditos, cientistas juristas e escritores brilhantes, bem como de milhões de pessoas comuns. Todos eles estudaram sua vida e seus ensinos, examinaram ambos os lados das evidências e vieram a crer mais do que nunca que Jesus é o Filho de Deus — incomparável entre todos os que existiram.
Inigualável por Seu Impacto

Para colocarmos a influência de Jesus em perspectiva, consideremos vários aspectos proeminentes de sua singularidade. Jesus de Nazaré é incomparável como influência moral. Sua vida e seus ensinos continuam insuperáveis em sua capacidade de guiar culturas, tribos e pessoas, tirando-as de sua confusão moral.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência artística. Ele tem servido de inspiração na arte e na música do mundo mais do que qualquer outra pessoa. Alguns dos maiores oratórios e hinos da história foram escritos a respeito dele ou para Ele. Jesus é o tema central de mais livros e música do que qualquer outro indivíduo. A Biblioteca do Congresso norte-americano, considerada a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência humanitária. Mais hospitais, orfanatos, casas de repouso e missões de salvamento têm sido dedicados a Ele do que a todos os líderes religiosos reunidos. Mais esforços para ajudar pessoas têm sido realizados, financiados e perpetuados por seus seguidores do que todos os outros juntos.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua capacidade de inspirar devoção. Nenhum outro indivíduo nos últimos dois mil anos atraiu maior dedicação entre seus seguidores. Embora Jesus nunca tenha levantado um exército durante seus três anos e meio de ministério, milhões e milhões de seus seguidores espalharam-se pelas partes mais remotas do planeta para levar sua mensagem — não por dinheiro, terras ou recompensas materiais, mas por pura devoção a Ele.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência escolástica(1.Hist. Filos. Doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade Média, dos sécs. IX ao XVII, caracterizadas sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão, problema que se resolve pela dependência do pensamento filosófico, representado pela filosofia greco-romana, da teologia cristã. Desenvolveram-se na escolástica inúmeros sistemas que se definem, do ponto de vista estritamente filosófico, pela posição adotada quanto ao problema dos universais (q. v.), e dos quais se destacam os sistemas de Santo Anselmo (v. anselmiano), de São Tomás (v. tomismo) e de Guilherme de Ockham (v. ockhamismo). [Sin. ger.: escolasticismo.]). Embora nunca tenha fundado uma faculdade, seus ensinamentos e seus seguidores contribuíram mais para as instituições de alfabetização e matérias educativas — de todos os níveis, desde o jardim da infância até as universidades — do que todos os outros reunidos. Somente nos Estados Unidos, uma nação de instituições educativas, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem anos da história do país — fundadas por uma igreja, denominação, ou grupo religioso. Harvard, Princeton e Yale, que foram os centros da educação norte-americana durante duzentos anos, foram criadas para preparar ministros, missionários e líderes cristãos. Além disso, numerosas faculdades cristãs foram fundadas em honra do Mestre.

Antes que o evangelho chegasse à América, foram os seguidores de Jesus Cristo que proveram educação às crianças de famílias comuns. Antes de Martinho Lutero na Alemanha e João Calvino na França e na Suíça, somente os ricos, os membros da realeza ou gênios do mundo eram considerados aptos para a educação. Porém esses grandes reformadores viram a educação como meio de ensinar a Bíblia a todas as gerações, as quais, pela primeira vez, puderam ler as Escrituras em suas línguas maternas. Os colonizadores implantaram esse modelo no Novo Mundo. Não foi por mero acaso que esse direcionamento para a educação das crianças entre os séculos dezesseis e dezoito lançou as bases para o crescimento explosivo da Revolução Industrial do século dezenove.

Em flagrante contraste, as culturas seculares do mundo pouco fizeram para alfabetizar milhares de tribos indígenas que (em um determinado estágio) não possuíam uma linguagem escrita. Enquanto isso, os seguidores de Jesus traduziam a Bíblia em incontáveis línguas e ensinavam milhões a ler. A intenção desses desbravadores era prover a alfabetização e levar a Bíblia a todas as tribos do mundo na virada do próximo milênio. A razão para isso? Dedicação a Jesus Cristo.

Jesus de Nazaré é incomparável em seu impacto sobre as mulheres. Ninguém fez tanto para elevar a dignidade da mulher em geral e da maternidade do que Jesus Cristo. Ele veio a este mundo quando as mulheres eram consideradas apenas um pouco acima dos animais. Muitas eram negociadas como gado e poucas desfrutavam direitos pessoais perante a lei e o casamento. Nos lugares atingidos pela mensagem de Cristo, as mulheres se viram enobrecidas e respeitadas como seres humanos feitos à imagem de Deus. Os seguidores de Cristo legaram às mulheres o direito ao voto através de movimentos em toda a Europa, Inglaterra e Estados Unidos. E seus discípulos constituem hoje a legião daqueles que se posicionam em defesa dos bebês não-nascidos. As mulheres não cristãs do Ocidente podem não compreender a dívida que têm para com Jesus Cristo e seus ensinos, mas é ao Nazareno e aos seus discípulos que elas devem agradecer pela posição elevada que usufruem hoje.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua influência sobre a liberdade e a justiça. Ninguém promoveu tão profundamente a liberdade e a justiça pessoal do que os seguidores de Jesus, armados com o padrão de sua lei. A lei inglesa e norte-americana, considerada como modelo para todo o mundo, deve sua existência basicamente aos ingleses John Locke, William Gladstone, William Wilberforce, William Blackstone e aos americanos James Witherspoon, John Adams, James Madison e John Marshall. Todos foram seguidores devotados de Cristo, que conheciam e aplicavam seus princípios e ensinos para a preservação dos direitos e liberdade individuais sob a lei. Todos esses homens influentes admitiram livremente que deviam sua grandeza a Ele.

O clímax dessa dedicação à liberdade individual veio com a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, cujas palavras — “Todos os homens foram criados iguais” — tornaram-se a pedra angular da nação mais livre da história universal. A América do Norte foi fundada para preservar a liberdade religiosa: “Vida, liberdade e busca da felicidade” para todos.

Como se pode ver, a evidência é impressionante. Não importa que esfera salutar da atividade humana se considere, a influência de Jesus Cristo sobre a civilização ocidental avulta e prepondera sobre todas as demais. A história mostra que vidas têm sido transformadas nos lugares onde a mensagem de Jesus foi colocada em prática, resultando em ganhos expressivos para a educação, a lei, a sociedade e a cultura.
Inigualável em Sua Vida Pessoal

Não é por acaso que o homem que mais influenciou positivamente a civilização foi o que viveu a vida mais extraordinária da história.

Considere seu nascimento. Em cada Natal bilhões de cristãos e não-cristãos celebram seu nascimento e relembram a característica incomum de sua vinda ao mundo: sua mãe era uma virgem.

A vida santificada de Jesus também o torna diferente de qualquer outro ser humano, pois, como vamos provar mais adiante, mesmo seus inimigos não puderam encontrar qualquer falta nele. Em toda a história humana, somente um homem que se declarou perfeito foi levado a sério tanto por seus amigos como por seus inimigos. Jesus nunca teve de se desculpar ou pedir perdão. Ele é inigualável pelo fato de nunca ter pecado.

Os magníficos ensinos desse humilde carpinteiro da Galiléia também o elevaram a uma categoria ímpar. A maioria dos historiadores e filósofos ocidentais, assim como muitos de outras tradições, reconhecem-no como o maior de todos os mestres. Considere sua regra de “Amai os vossos inimigos” (Mt 5.44) ou “orai pelos que vos caluniam” (Lc 5.28) ou “dai, e dar-se-vos-á” (Lc 6.38). Quase todos os historiadores concordam que este mundo seria um lugar muito melhor, se todos seguissem os ensinos do Nazareno.

Os milagres de Jesus o colocam igualmente em posição incomparável. Como veremos adiante, eles realmente aconteceram e são ainda incontestáveis. Sua capacidade de curar enfermidades e sanar deformidades tidas como irreversíveis demonstra que Ele tinha o poder de Deus no seu interior como ninguém mais.

Finalmente, para coroar sua trajetória gloriosa neste mundo, Ele deu sua própria vida sacrificialmente pelos pecados do mundo e em seguida realizou o maior de todos os seus milagres: ressuscitou dentre os mortos. Esse acontecimento, comemorado a cada ano como uma das duas datas mais sagradas do calendário cristão, confere-lhe a supremacia como a pessoa mais extraordinária que já viveu.
Os Títulos Inigualáveis Atribuídos a Jesus

Nenhuma pessoa além de Jesus tem sido identificada por meio dos títulos a seguir, porque nenhum outro foi qualificado para usá-los. Alguns desses títulos lhe foram dados por anjos, outros por seus discípulos ou seguidores ou mesmo pelos profetas hebreus. Nenhum desses títulos o caracteriza plenamente. Para compreender quem Ele realmente foi e como será em sua segunda vinda, todos devem ser considerados em conjunto. Uma coisa é certa: nenhum outro ser faz jus ao mérito de ostentar sequer um desses títulos.

Todo-poderoso

Deus forte

A palavra era Deus

Senhor meu e Deus meu

O grande Deus

Nosso salvador Jesus Cristo

Maravilhoso

Conselheiro

Pai da eternidade

Príncipe da paz

Alfa e Ômega

Primeiro e Último

Deus bendito para sempre

O Cristo

Filho de Deus

Jeová

O princípio e o fim

O Senhor

Salvador

O Santo

Senhor de todos

Emanuel

O caminho, a verdade e a vida

Rei dos reis

Senhor dos senhores

Na história do mundo, ninguém jamais saiu de uma oficina de carpinteiro para ostentar títulos tão sublimes. Sua vida somente pode ser explicada pelo fato de ter sido Ele, realmente, “o Filho de Deus” em um sentido único.

No fim de semana em que escrevia estas palavras, Deus mostrou-me um exemplo perfeito disto. Fiz o discurso de colação de grau da vigésima quinta turma da Christian Heritage College, em San Diego, Califórnia (faculdade fundada pelos doutores Henry Morris, Arthur Peters e por mim). Um dos alunos deu um incrível testemunho.

O homem — 1 metro e 95 centímetros de altura, 110 quilos de peso — contou uma longa história passada dentro e fora da prisão. Na última vez em que fora jogado em uma cela, a primeira coisa que fez foi expulsar um dos presos do beliche mais cobiçado do local, dizendo: “A partir de agora esta cama é minha — vai dizer alguma coisa?” Com isso, ele se enfiou no beliche para ter um bom sono. Mas, em vez disso, notou uma protuberância em seu colchão, uma Bíblia, a primeira que tinha visto. Começou a ler e não parou mais até terminar o evangelho de João — momento em que suplicou a Cristo que perdoasse seus pecados, aceitando-o como Senhor e Salvador. Sete anos mais tarde ele era não somente um homem transformado, sem mais qualquer pendência com a lei, mas estava se formando em uma faculdade cristã a fim de ingressar em um seminário para se preparar para o ministério. A influência do Nazareno se fez sentir novamente, mudando a natureza decaída e a direção da vida desse homem.

Posso dizer sem reserva que ninguém jamais exerceu uma influência tão positiva sobre as pessoas do que Jesus de Nazaré!
A Razão de Sua Singularidade

O simples fato de Jesus de Nazaré ter influenciado este mundo mais do que qualquer outra pessoa deve ser suficiente para estabelecer seu lugar ímpar na história humana. Mas, quando decompomos as muitas outras facetas singulares de sua vida, ficamos estarrecidos diante de um dilema incrivelmente difícil. Como explicar a contribuição de toda sua vida, resumida a apenas três anos e meio? Quando um homem é colocado no pedestal supremo, muito acima de todos os outros na história humana, certamente deve ser por alguma razão. Qual seria?

Não foi por sua descendência familiar próxima, porque sua mãe foi uma simples mulher judia e seu pai, um humilde aldeão carpinteiro.

Não foi por suas posses materiais, porque Ele não tinha dinheiro algum, nem mesmo um lugar “onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20). Ele foi acusado diante de um tribunal vestindo uma túnica emprestada e seu corpo foi colocado em um túmulo também emprestado.

Não foi sua educação, pois não há nenhum registro de que Ele tenha freqüentado uma escola. No entanto, com a idade de apenas doze anos, Ele confundiu os doutores de teologia no templo de Jerusalém.

Não foi por suas viagens pelo mundo, pois, com exceção de uma breve estada no Egito quando era ainda bebê, Ele nunca viajou mais do que 150 quilômetros para fora da cidade em que foi criado.

Não foi porque viveu e ministrou em um país influente, pois Ele passou toda sua vida na obscura e pequenina terra de Israel, tendo sido criado em uma cidade que gerava a seguinte pergunta: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46).

Não foi porque teve amigos influentes, pois somente pescadores, cobradores de impostos e outros homens sem representatividade alguma o seguiram.

Não foi porque todas as pessoas gostavam dele, pois os líderes religiosos e políticos elitistas várias vezes tentaram apedrejá-lo e finalmente o crucificaram.

Não foi porque teve uma vida longa e bem-sucedida, pois Ele estava com apenas trinta e três anos quando sacrificou sua vida por outros.

Não foi porque teve um longo e extenso ministério, pois seu ministério durou apenas três anos e meio. Pelos padrões humanos, Ele teve uma morte ignominiosa em uma cruz tosca.

Não foi porque estabeleceu muitas organizações para perpetuar sua memória, pois Ele fundou somente uma — sua Igreja — e ela somente teve início depois de sua morte.

Assim sendo, a que atribuir a posição única de Jesus Cristo? Tenho lido as insinuações daqueles que rejeitam a afirmação de Jesus ser Deus em forma humana e observado suas inconsistências. As opiniões de tais pessoas são mais difíceis de aceitar do que os simples relatos do evangelho. Como pôde esse homem influenciar mais vidas e afetar a história humana mais profundamente do que todos os outros? Em toda a história, ninguém pode comparar-se a Ele. E, no entanto, Ele fez tudo isso em apenas três anos e meio! Todos os incrédulos sinceros devem responder à pergunta: “como Ele conseguiu isso?”

À medida que Jesus Cristo caminha ao longo das páginas da história humana, Ele é elevado a uma categoria sem similar por sua peculiaridade. Por um lado, os descrentes não podem deixar de reconhecê-lo, tamanhas foram suas contribuições em favor da humanidade; nem podem eles explicar sua existência sem admitir sua divindade. Albert Schweitzer, vítima de uma onda de ceticismo no começo deste século, teve de admitir que o Jesus histórico é um enigma e um estranho para o nosso tempo. Como o Dr. Carl E H. Henry, um dos últimos estudiosos verdadeiramente conservadores da Bíblia na geração passada, escreveu: “Muitos estudiosos que rejeitam que Jesus é Deus verdadeiro e homem verdadeiro, vendo-o apenas sob uma única faceta, distinguem-no, apesar disso, da totalidade da raça humana. Os tributos prestados a Jesus, mesmo por estudiosos que repudiam os credos cristológicos históricos, não somente reverenciam o Nazareno acima de seus contemporâneos, mas elevam-no bem acima de todos os seres antigos e modernos. Essas avaliações de Jesus Cristo acabam por exaurir habituais categorias antropológicas ao tentar explicá-lo.” Ele então conclui: “Aqueles que não começam com a suposição cristã fundamental de que ‘o Verbo se fez carne’ (Jo 1.14), mas procuram mostrar como um homem completo, como supõem que Cristo foi, estava unido (de alguma forma) a Deus, não podem senão terminar em pontos de vista confusos e contraditórios”.

Na realidade, todas as descrições de Jesus que conflitam com aquelas apresentadas nos quatro evangelhos são “não-históricas”. Jesus é quem Ele disse que era: Deus em forma humana.

Não há qualquer explanação meramente humana sobre o porquê de um simples, embora brilhante, homem — que deveria ter sido esquecido há muito tempo por todo este mundo — ser ainda a pessoa mais amada que já viveu, quase dois mil anos após sua morte. As explicações humanas não conseguem explicar a influência que Ele ainda exerce sobre este planeta. Apenas um fato explica a singularidade de Jesus Cristo: Ele foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio sob forma humana, exatamente como Ele se declarava.

Veja você que atribuir somente humanidade a Jesus não é suficiente. Para cumprir o que Ele fez, tanto em sua vida como em seus ensinamentos, precisava ser tanto Deus como homem, operando juntos em uma pessoa única. Essa pessoa é Jesus de Nazaré.

Bibliografia Tim LaHayeQuem É Jesus?

A Pessoa Mais Extraordinária Que Já Viveu

Ele era conhecido em sua época como Jesus de Nazaré. Trabalhou como carpinteiro a maior parte de sua vida adulta. Entretanto, Ele foi tão extraordinário pela forma como viveu e pela influência que exerceu sobre a humanidade que a palavra “extraordinário” não consegue caracterizá-lo.

Ninguém mais — nem reis, ditadores, cientistas, educadores ou líderes militares — deu uma contribuição maior que a de Jesus à história do mundo. Pelo menos doze bilhões de pessoas passaram por este planeta, mas até hoje, quase dois mil anos depois de sua morte, ninguém chegou sequer perto de ocupar a posição singular que Ele ocupou na história.

Nunca faltaram a este mundo grandes homens e mulheres. A história está repleta de nomes como Salomão, Davi, Hamurabi, Ciro, Alexandre o Grande, César, Gêngis Khan, Joana d’Arc, Napoleão Bonaparte, George Washington, Isaac Newton, Florence Nightingale... a lista continua infinitamente.

Mas ninguém se aproxima de Jesus Cristo em sua influência sobre a humanidade.

O próprio H. G. Wells, romancista e historiador inglês, autor de cinco volumes sobre a história do mundo, presentes nas prateleiras de quase todas as bibliotecas de faculdades e universidades, acabou dando mais espaço a Jesus Cristo do que a qualquer outro. E Wells não foi nenhum amigo da fé! Na realidade, seus biógrafos retratam-no como um cético ou, possivelmente, um ateu. No entanto, como um verdadeiro historiador, ele não pôde desconsiderar a maior de todas as personalidades que já viveram.

Inigualável em Sua Vida e Ensinamentos

Acima de qualquer dúvida, Jesus Cristo é a pessoa mais estudada, discutida e analisada que já viveu. Mesmo depois de vinte séculos, Ele tem mais defensores e oponentes do que qualquer outra figura isoladamente. Enquanto existem literalmente milhares de acadêmicos renomados que de boa vontade o confessam como Senhor, há também outros milhares que, se pudessem, destruiriam sua credibilidade. Desde o início Ele teve tanto seguidores como caluniadores, e temos sido advertidos de que esta situação perdurará até o final dos tempos.

Existe um falado Seminário Jesus, um grupo de setenta e dois estudiosos liberais que se encontram duas vezes por ano em um esforço de redesenhar a vida e o caráter de Jesus. Remodelando-o como um simples “sábio ou cínico”, eles tentam despojá-lo de sua singularidade. Entretanto, a despeito de seu fácil acesso à mídia popular, incluindo Newsweek, Time e U.S. News and World Report, não tiveram êxito na conquista de muitos adeptos. Na verdade, seu maior sucesso foi fazer com que muitos estudiosos, escritores e teólogos — homens brilhantes que examinaram a evidência da singularidade de Jesus — publicassem suas razões sólidas e dignas de crédito para crerem que Jesus Cristo foi de fato aquele que os evangelhos retratam, a mais extraordinária e influente pessoa que já passou pela Terra.

Os eruditos do Seminário Jesus, assim como outros como eles, têm dificuldades para explicar como um simples sábio ou cínico poderia ter influenciado o mundo de forma tão fantástica como Jesus. A grande pergunta resume-se nisto: Quem foi Jesus de Nazaré? Se Ele foi apenas um notável carpinteiro nascido em um país obscuro, mesmo as mentes céticas mais aguçadas têm dificuldade de explicar por que, de todas as pessoas brilhantes que já existiram, Jesus permanece em uma categoria própria.

Isaac Newton é considerado por muitos especialistas o mais brilhante cientista que já existiu. Entretanto, esse homem jamais tentou comparar-se a Jesus Cristo; pelo contrário, sabemos que ele foi um crente ardoroso e seguidor fiel do Nazareno. Blaise Pascal é considerado um dos maiores filósofos do mundo e, no entanto, como Newton, nunca tentou usurpar o lugar de Jesus Cristo. Pascal creu durante toda sua vida no Salvador, até sua morte dolorosa. O mesmo pode ser dito de Willian Gladstone, Louis Pasteur e de milhares de eruditos, cientistas juristas e escritores brilhantes, bem como de milhões de pessoas comuns. Todos eles estudaram sua vida e seus ensinos, examinaram ambos os lados das evidências e vieram a crer mais do que nunca que Jesus é o Filho de Deus — incomparável entre todos os que existiram.
Inigualável por Seu Impacto

Para colocarmos a influência de Jesus em perspectiva, consideremos vários aspectos proeminentes de sua singularidade. Jesus de Nazaré é incomparável como influência moral. Sua vida e seus ensinos continuam insuperáveis em sua capacidade de guiar culturas, tribos e pessoas, tirando-as de sua confusão moral.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência artística. Ele tem servido de inspiração na arte e na música do mundo mais do que qualquer outra pessoa. Alguns dos maiores oratórios e hinos da história foram escritos a respeito dele ou para Ele. Jesus é o tema central de mais livros e música do que qualquer outro indivíduo. A Biblioteca do Congresso norte-americano, considerada a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência humanitária. Mais hospitais, orfanatos, casas de repouso e missões de salvamento têm sido dedicados a Ele do que a todos os líderes religiosos reunidos. Mais esforços para ajudar pessoas têm sido realizados, financiados e perpetuados por seus seguidores do que todos os outros juntos.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua capacidade de inspirar devoção. Nenhum outro indivíduo nos últimos dois mil anos atraiu maior dedicação entre seus seguidores. Embora Jesus nunca tenha levantado um exército durante seus três anos e meio de ministério, milhões e milhões de seus seguidores espalharam-se pelas partes mais remotas do planeta para levar sua mensagem — não por dinheiro, terras ou recompensas materiais, mas por pura devoção a Ele.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência escolástica(1.Hist. Filos. Doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade Média, dos sécs. IX ao XVII, caracterizadas sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão, problema que se resolve pela dependência do pensamento filosófico, representado pela filosofia greco-romana, da teologia cristã. Desenvolveram-se na escolástica inúmeros sistemas que se definem, do ponto de vista estritamente filosófico, pela posição adotada quanto ao problema dos universais (q. v.), e dos quais se destacam os sistemas de Santo Anselmo (v. anselmiano), de São Tomás (v. tomismo) e de Guilherme de Ockham (v. ockhamismo). [Sin. ger.: escolasticismo.]). Embora nunca tenha fundado uma faculdade, seus ensinamentos e seus seguidores contribuíram mais para as instituições de alfabetização e matérias educativas — de todos os níveis, desde o jardim da infância até as universidades — do que todos os outros reunidos. Somente nos Estados Unidos, uma nação de instituições educativas, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem anos da história do país — fundadas por uma igreja, denominação, ou grupo religioso. Harvard, Princeton e Yale, que foram os centros da educação norte-americana durante duzentos anos, foram criadas para preparar ministros, missionários e líderes cristãos. Além disso, numerosas faculdades cristãs foram fundadas em honra do Mestre.

Antes que o evangelho chegasse à América, foram os seguidores de Jesus Cristo que proveram educação às crianças de famílias comuns. Antes de Martinho Lutero na Alemanha e João Calvino na França e na Suíça, somente os ricos, os membros da realeza ou gênios do mundo eram considerados aptos para a educação. Porém esses grandes reformadores viram a educação como meio de ensinar a Bíblia a todas as gerações, as quais, pela primeira vez, puderam ler as Escrituras em suas línguas maternas. Os colonizadores implantaram esse modelo no Novo Mundo. Não foi por mero acaso que esse direcionamento para a educação das crianças entre os séculos dezesseis e dezoito lançou as bases para o crescimento explosivo da Revolução Industrial do século dezenove.

Em flagrante contraste, as culturas seculares do mundo pouco fizeram para alfabetizar milhares de tribos indígenas que (em um determinado estágio) não possuíam uma linguagem escrita. Enquanto isso, os seguidores de Jesus traduziam a Bíblia em incontáveis línguas e ensinavam milhões a ler. A intenção desses desbravadores era prover a alfabetização e levar a Bíblia a todas as tribos do mundo na virada do próximo milênio. A razão para isso? Dedicação a Jesus Cristo.

Jesus de Nazaré é incomparável em seu impacto sobre as mulheres. Ninguém fez tanto para elevar a dignidade da mulher em geral e da maternidade do que Jesus Cristo. Ele veio a este mundo quando as mulheres eram consideradas apenas um pouco acima dos animais. Muitas eram negociadas como gado e poucas desfrutavam direitos pessoais perante a lei e o casamento. Nos lugares atingidos pela mensagem de Cristo, as mulheres se viram enobrecidas e respeitadas como seres humanos feitos à imagem de Deus. Os seguidores de Cristo legaram às mulheres o direito ao voto através de movimentos em toda a Europa, Inglaterra e Estados Unidos. E seus discípulos constituem hoje a legião daqueles que se posicionam em defesa dos bebês não-nascidos. As mulheres não cristãs do Ocidente podem não compreender a dívida que têm para com Jesus Cristo e seus ensinos, mas é ao Nazareno e aos seus discípulos que elas devem agradecer pela posição elevada que usufruem hoje.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua influência sobre a liberdade e a justiça. Ninguém promoveu tão profundamente a liberdade e a justiça pessoal do que os seguidores de Jesus, armados com o padrão de sua lei. A lei inglesa e norte-americana, considerada como modelo para todo o mundo, deve sua existência basicamente aos ingleses John Locke, William Gladstone, William Wilberforce, William Blackstone e aos americanos James Witherspoon, John Adams, James Madison e John Marshall. Todos foram seguidores devotados de Cristo, que conheciam e aplicavam seus princípios e ensinos para a preservação dos direitos e liberdade individuais sob a lei. Todos esses homens influentes admitiram livremente que deviam sua grandeza a Ele.

O clímax dessa dedicação à liberdade individual veio com a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, cujas palavras — “Todos os homens foram criados iguais” — tornaram-se a pedra angular da nação mais livre da história universal. A América do Norte foi fundada para preservar a liberdade religiosa: “Vida, liberdade e busca da felicidade” para todos.

Como se pode ver, a evidência é impressionante. Não importa que esfera salutar da atividade humana se considere, a influência de Jesus Cristo sobre a civilização ocidental avulta e prepondera sobre todas as demais. A história mostra que vidas têm sido transformadas nos lugares onde a mensagem de Jesus foi colocada em prática, resultando em ganhos expressivos para a educação, a lei, a sociedade e a cultura.
Inigualável em Sua Vida Pessoal

Não é por acaso que o homem que mais influenciou positivamente a civilização foi o que viveu a vida mais extraordinária da história.

Considere seu nascimento. Em cada Natal bilhões de cristãos e não-cristãos celebram seu nascimento e relembram a característica incomum de sua vinda ao mundo: sua mãe era uma virgem.

A vida santificada de Jesus também o torna diferente de qualquer outro ser humano, pois, como vamos provar mais adiante, mesmo seus inimigos não puderam encontrar qualquer falta nele. Em toda a história humana, somente um homem que se declarou perfeito foi levado a sério tanto por seus amigos como por seus inimigos. Jesus nunca teve de se desculpar ou pedir perdão. Ele é inigualável pelo fato de nunca ter pecado.

Os magníficos ensinos desse humilde carpinteiro da Galiléia também o elevaram a uma categoria ímpar. A maioria dos historiadores e filósofos ocidentais, assim como muitos de outras tradições, reconhecem-no como o maior de todos os mestres. Considere sua regra de “Amai os vossos inimigos” (Mt 5.44) ou “orai pelos que vos caluniam” (Lc 5.28) ou “dai, e dar-se-vos-á” (Lc 6.38). Quase todos os historiadores concordam que este mundo seria um lugar muito melhor, se todos seguissem os ensinos do Nazareno.

Os milagres de Jesus o colocam igualmente em posição incomparável. Como veremos adiante, eles realmente aconteceram e são ainda incontestáveis. Sua capacidade de curar enfermidades e sanar deformidades tidas como irreversíveis demonstra que Ele tinha o poder de Deus no seu interior como ninguém mais.

Finalmente, para coroar sua trajetória gloriosa neste mundo, Ele deu sua própria vida sacrificialmente pelos pecados do mundo e em seguida realizou o maior de todos os seus milagres: ressuscitou dentre os mortos. Esse acontecimento, comemorado a cada ano como uma das duas datas mais sagradas do calendário cristão, confere-lhe a supremacia como a pessoa mais extraordinária que já viveu.
Os Títulos Inigualáveis Atribuídos a Jesus

Nenhuma pessoa além de Jesus tem sido identificada por meio dos títulos a seguir, porque nenhum outro foi qualificado para usá-los. Alguns desses títulos lhe foram dados por anjos, outros por seus discípulos ou seguidores ou mesmo pelos profetas hebreus. Nenhum desses títulos o caracteriza plenamente. Para compreender quem Ele realmente foi e como será em sua segunda vinda, todos devem ser considerados em conjunto. Uma coisa é certa: nenhum outro ser faz jus ao mérito de ostentar sequer um desses títulos.

Todo-poderoso

Deus forte

A palavra era Deus

Senhor meu e Deus meu

O grande Deus

Nosso salvador Jesus Cristo

Maravilhoso

Conselheiro

Pai da eternidade

Príncipe da paz

Alfa e Ômega

Primeiro e Último

Deus bendito para sempre

O Cristo

Filho de Deus

Jeová

O princípio e o fim

O Senhor

Salvador

O Santo

Senhor de todos

Emanuel

O caminho, a verdade e a vida

Rei dos reis

Senhor dos senhores

Na história do mundo, ninguém jamais saiu de uma oficina de carpinteiro para ostentar títulos tão sublimes. Sua vida somente pode ser explicada pelo fato de ter sido Ele, realmente, “o Filho de Deus” em um sentido único.

No fim de semana em que escrevia estas palavras, Deus mostrou-me um exemplo perfeito disto. Fiz o discurso de colação de grau da vigésima quinta turma da Christian Heritage College, em San Diego, Califórnia (faculdade fundada pelos doutores Henry Morris, Arthur Peters e por mim). Um dos alunos deu um incrível testemunho.

O homem — 1 metro e 95 centímetros de altura, 110 quilos de peso — contou uma longa história passada dentro e fora da prisão. Na última vez em que fora jogado em uma cela, a primeira coisa que fez foi expulsar um dos presos do beliche mais cobiçado do local, dizendo: “A partir de agora esta cama é minha — vai dizer alguma coisa?” Com isso, ele se enfiou no beliche para ter um bom sono. Mas, em vez disso, notou uma protuberância em seu colchão, uma Bíblia, a primeira que tinha visto. Começou a ler e não parou mais até terminar o evangelho de João — momento em que suplicou a Cristo que perdoasse seus pecados, aceitando-o como Senhor e Salvador. Sete anos mais tarde ele era não somente um homem transformado, sem mais qualquer pendência com a lei, mas estava se formando em uma faculdade cristã a fim de ingressar em um seminário para se preparar para o ministério. A influência do Nazareno se fez sentir novamente, mudando a natureza decaída e a direção da vida desse homem.

Posso dizer sem reserva que ninguém jamais exerceu uma influência tão positiva sobre as pessoas do que Jesus de Nazaré!
A Razão de Sua Singularidade

O simples fato de Jesus de Nazaré ter influenciado este mundo mais do que qualquer outra pessoa deve ser suficiente para estabelecer seu lugar ímpar na história humana. Mas, quando decompomos as muitas outras facetas singulares de sua vida, ficamos estarrecidos diante de um dilema incrivelmente difícil. Como explicar a contribuição de toda sua vida, resumida a apenas três anos e meio? Quando um homem é colocado no pedestal supremo, muito acima de todos os outros na história humana, certamente deve ser por alguma razão. Qual seria?

Não foi por sua descendência familiar próxima, porque sua mãe foi uma simples mulher judia e seu pai, um humilde aldeão carpinteiro.

Não foi por suas posses materiais, porque Ele não tinha dinheiro algum, nem mesmo um lugar “onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20). Ele foi acusado diante de um tribunal vestindo uma túnica emprestada e seu corpo foi colocado em um túmulo também emprestado.

Não foi sua educação, pois não há nenhum registro de que Ele tenha freqüentado uma escola. No entanto, com a idade de apenas doze anos, Ele confundiu os doutores de teologia no templo de Jerusalém.

Não foi por suas viagens pelo mundo, pois, com exceção de uma breve estada no Egito quando era ainda bebê, Ele nunca viajou mais do que 150 quilômetros para fora da cidade em que foi criado.

Não foi porque viveu e ministrou em um país influente, pois Ele passou toda sua vida na obscura e pequenina terra de Israel, tendo sido criado em uma cidade que gerava a seguinte pergunta: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46).

Não foi porque teve amigos influentes, pois somente pescadores, cobradores de impostos e outros homens sem representatividade alguma o seguiram.

Não foi porque todas as pessoas gostavam dele, pois os líderes religiosos e políticos elitistas várias vezes tentaram apedrejá-lo e finalmente o crucificaram.

Não foi porque teve uma vida longa e bem-sucedida, pois Ele estava com apenas trinta e três anos quando sacrificou sua vida por outros.

Não foi porque teve um longo e extenso ministério, pois seu ministério durou apenas três anos e meio. Pelos padrões humanos, Ele teve uma morte ignominiosa em uma cruz tosca.

Não foi porque estabeleceu muitas organizações para perpetuar sua memória, pois Ele fundou somente uma — sua Igreja — e ela somente teve início depois de sua morte.

Assim sendo, a que atribuir a posição única de Jesus Cristo? Tenho lido as insinuações daqueles que rejeitam a afirmação de Jesus ser Deus em forma humana e observado suas inconsistências. As opiniões de tais pessoas são mais difíceis de aceitar do que os simples relatos do evangelho. Como pôde esse homem influenciar mais vidas e afetar a história humana mais profundamente do que todos os outros? Em toda a história, ninguém pode comparar-se a Ele. E, no entanto, Ele fez tudo isso em apenas três anos e meio! Todos os incrédulos sinceros devem responder à pergunta: “como Ele conseguiu isso?”

À medida que Jesus Cristo caminha ao longo das páginas da história humana, Ele é elevado a uma categoria sem similar por sua peculiaridade. Por um lado, os descrentes não podem deixar de reconhecê-lo, tamanhas foram suas contribuições em favor da humanidade; nem podem eles explicar sua existência sem admitir sua divindade. Albert Schweitzer, vítima de uma onda de ceticismo no começo deste século, teve de admitir que o Jesus histórico é um enigma e um estranho para o nosso tempo. Como o Dr. Carl E H. Henry, um dos últimos estudiosos verdadeiramente conservadores da Bíblia na geração passada, escreveu: “Muitos estudiosos que rejeitam que Jesus é Deus verdadeiro e homem verdadeiro, vendo-o apenas sob uma única faceta, distinguem-no, apesar disso, da totalidade da raça humana. Os tributos prestados a Jesus, mesmo por estudiosos que repudiam os credos cristológicos históricos, não somente reverenciam o Nazareno acima de seus contemporâneos, mas elevam-no bem acima de todos os seres antigos e modernos. Essas avaliações de Jesus Cristo acabam por exaurir habituais categorias antropológicas ao tentar explicá-lo.” Ele então conclui: “Aqueles que não começam com a suposição cristã fundamental de que ‘o Verbo se fez carne’ (Jo 1.14), mas procuram mostrar como um homem completo, como supõem que Cristo foi, estava unido (de alguma forma) a Deus, não podem senão terminar em pontos de vista confusos e contraditórios”.

Na realidade, todas as descrições de Jesus que conflitam com aquelas apresentadas nos quatro evangelhos são “não-históricas”. Jesus é quem Ele disse que era: Deus em forma humana.

Não há qualquer explanação meramente humana sobre o porquê de um simples, embora brilhante, homem — que deveria ter sido esquecido há muito tempo por todo este mundo — ser ainda a pessoa mais amada que já viveu, quase dois mil anos após sua morte. As explicações humanas não conseguem explicar a influência que Ele ainda exerce sobre este planeta. Apenas um fato explica a singularidade de Jesus Cristo: Ele foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio sob forma humana, exatamente como Ele se declarava.

Veja você que atribuir somente humanidade a Jesus não é suficiente. Para cumprir o que Ele fez, tanto em sua vida como em seus ensinamentos, precisava ser tanto Deus como homem, operando juntos em uma pessoa única. Essa pessoa é Jesus de Nazaré.

Bibliografia Tim LaHayeQuem É Jesus?

A Pessoa Mais Extraordinária Que Já Viveu

Ele era conhecido em sua época como Jesus de Nazaré. Trabalhou como carpinteiro a maior parte de sua vida adulta. Entretanto, Ele foi tão extraordinário pela forma como viveu e pela influência que exerceu sobre a humanidade que a palavra “extraordinário” não consegue caracterizá-lo.

Ninguém mais — nem reis, ditadores, cientistas, educadores ou líderes militares — deu uma contribuição maior que a de Jesus à história do mundo. Pelo menos doze bilhões de pessoas passaram por este planeta, mas até hoje, quase dois mil anos depois de sua morte, ninguém chegou sequer perto de ocupar a posição singular que Ele ocupou na história.

Nunca faltaram a este mundo grandes homens e mulheres. A história está repleta de nomes como Salomão, Davi, Hamurabi, Ciro, Alexandre o Grande, César, Gêngis Khan, Joana d’Arc, Napoleão Bonaparte, George Washington, Isaac Newton, Florence Nightingale... a lista continua infinitamente.

Mas ninguém se aproxima de Jesus Cristo em sua influência sobre a humanidade.

O próprio H. G. Wells, romancista e historiador inglês, autor de cinco volumes sobre a história do mundo, presentes nas prateleiras de quase todas as bibliotecas de faculdades e universidades, acabou dando mais espaço a Jesus Cristo do que a qualquer outro. E Wells não foi nenhum amigo da fé! Na realidade, seus biógrafos retratam-no como um cético ou, possivelmente, um ateu. No entanto, como um verdadeiro historiador, ele não pôde desconsiderar a maior de todas as personalidades que já viveram.



Acima de qualquer dúvida, Jesus Cristo é a pessoa mais estudada, discutida e analisada que já viveu. Mesmo depois de vinte séculos, Ele tem mais defensores e oponentes do que qualquer outra figura isoladamente. Enquanto existem literalmente milhares de acadêmicos renomados que de boa vontade o confessam como Senhor, há também outros milhares que, se pudessem, destruiriam sua credibilidade. Desde o início Ele teve tanto seguidores como caluniadores, e temos sido advertidos de que esta situação perdurará até o final dos tempos.



Existe um falado Seminário Jesus, um grupo de setenta e dois estudiosos liberais que se encontram duas vezes por ano em um esforço de redesenhar a vida e o caráter de Jesus. Remodelando-o como um simples “sábio ou cínico”, eles tentam despojá-lo de sua singularidade. Entretanto, a despeito de seu fácil acesso à mídia popular, incluindo Newsweek, Time e U.S. News and World Report, não tiveram êxito na conquista de muitos adeptos. Na verdade, seu maior sucesso foi fazer com que muitos estudiosos, escritores e teólogos — homens brilhantes que examinaram a evidência da singularidade de Jesus — publicassem suas razões sólidas e dignas de crédito para crerem que Jesus Cristo foi de fato aquele que os evangelhos retratam, a mais extraordinária e influente pessoa que já passou pela Terra.



Os eruditos do Seminário Jesus, assim como outros como eles, têm dificuldades para explicar como um simples sábio ou cínico poderia ter influenciado o mundo de forma tão fantástica como Jesus. A grande pergunta resume-se nisto: Quem foi Jesus de Nazaré? Se Ele foi apenas um notável carpinteiro nascido em um país obscuro, mesmo as mentes céticas mais aguçadas têm dificuldade de explicar por que, de todas as pessoas brilhantes que já existiram, Jesus permanece em uma categoria própria.



Isaac Newton é considerado por muitos especialistas o mais brilhante cientista que já existiu. Entretanto, esse homem jamais tentou comparar-se a Jesus Cristo; pelo contrário, sabemos que ele foi um crente ardoroso e seguidor fiel do Nazareno. Blaise Pascal é considerado um dos maiores filósofos do mundo e, no entanto, como Newton, nunca tentou usurpar o lugar de Jesus Cristo. Pascal creu durante toda sua vida no Salvador, até sua morte dolorosa. O mesmo pode ser dito de Willian Gladstone, Louis Pasteur e de milhares de eruditos, cientistas juristas e escritores brilhantes, bem como de milhões de pessoas comuns. Todos eles estudaram sua vida e seus ensinos, examinaram ambos os lados das evidências e vieram a crer mais do que nunca que Jesus é o Filho de Deus — incomparável entre todos os que existiram.
Inigualável por Seu Impacto

Para colocarmos a influência de Jesus em perspectiva, consideremos vários aspectos proeminentes de sua singularidade. Jesus de Nazaré é incomparável como influência moral. Sua vida e seus ensinos continuam insuperáveis em sua capacidade de guiar culturas, tribos e pessoas, tirando-as de sua confusão moral.



Jesus de Nazaré é incomparável como influência artística. Ele tem servido de inspiração na arte e na música do mundo mais do que qualquer outra pessoa. Alguns dos maiores oratórios e hinos da história foram escritos a respeito dele ou para Ele. Jesus é o tema central de mais livros e música do que qualquer outro indivíduo. A Biblioteca do Congresso norte-americano, considerada a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa.



Jesus de Nazaré é incomparável como influência humanitária. Mais hospitais, orfanatos, casas de repouso e missões de salvamento têm sido dedicados a Ele do que a todos os líderes religiosos reunidos. Mais esforços para ajudar pessoas têm sido realizados, financiados e perpetuados por seus seguidores do que todos os outros juntos.



Jesus de Nazaré é incomparável em sua capacidade de inspirar devoção. Nenhum outro indivíduo nos últimos dois mil anos atraiu maior dedicação entre seus seguidores. Embora Jesus nunca tenha levantado um exército durante seus três anos e meio de ministério, milhões e milhões de seus seguidores espalharam-se pelas partes mais remotas do planeta para levar sua mensagem — não por dinheiro, terras ou recompensas materiais, mas por pura devoção a Ele.



Jesus de Nazaré é incomparável como influência escolástica(1.Hist. Filos. Doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade Média, dos sécs. IX ao XVII, caracterizadas sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão, problema que se resolve pela dependência do pensamento filosófico, representado pela filosofia greco-romana, da teologia cristã. Desenvolveram-se na escolástica inúmeros sistemas que se definem, do ponto de vista estritamente filosófico, pela posição adotada quanto ao problema dos universais (q. v.), e dos quais se destacam os sistemas de Santo Anselmo (v. anselmiano), de São Tomás (v. tomismo) e de Guilherme de Ockham (v. ockhamismo). [Sin. ger.: escolasticismo.]). Embora nunca tenha fundado uma faculdade, seus ensinamentos e seus seguidores contribuíram mais para as instituições de alfabetização e matérias educativas — de todos os níveis, desde o jardim da infância até as universidades — do que todos os outros reunidos. Somente nos Estados Unidos, uma nação de instituições educativas, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem anos da história do país — fundadas por uma igreja, denominação, ou grupo religioso. Harvard, Princeton e Yale, que foram os centros da educação norte-americana durante duzentos anos, foram criadas para preparar ministros, missionários e líderes cristãos. Além disso, numerosas faculdades cristãs foram fundadas em honra do Mestre.



Antes que o evangelho chegasse à América, foram os seguidores de Jesus Cristo que proveram educação às crianças de famílias comuns. Antes de Martinho Lutero na Alemanha e João Calvino na França e na Suíça, somente os ricos, os membros da realeza ou gênios do mundo eram considerados aptos para a educação. Porém esses grandes reformadores viram a educação como meio de ensinar a Bíblia a todas as gerações, as quais, pela primeira vez, puderam ler as Escrituras em suas línguas maternas. Os colonizadores implantaram esse modelo no Novo Mundo. Não foi por mero acaso que esse direcionamento para a educação das crianças entre os séculos dezesseis e dezoito lançou as bases para o crescimento explosivo da Revolução Industrial do século dezenove.



Em flagrante contraste, as culturas seculares do mundo pouco fizeram para alfabetizar milhares de tribos indígenas que (em um determinado estágio) não possuíam uma linguagem escrita. Enquanto isso, os seguidores de Jesus traduziam a Bíblia em incontáveis línguas e ensinavam milhões a ler. A intenção desses desbravadores era prover a alfabetização e levar a Bíblia a todas as tribos do mundo na virada do próximo milênio. A razão para isso? Dedicação a Jesus Cristo.



Jesus de Nazaré é incomparável em seu impacto sobre as mulheres. Ninguém fez tanto para elevar a dignidade da mulher em geral e da maternidade do que Jesus Cristo. Ele veio a este mundo quando as mulheres eram consideradas apenas um pouco acima dos animais. Muitas eram negociadas como gado e poucas desfrutavam direitos pessoais perante a lei e o casamento. Nos lugares atingidos pela mensagem de Cristo, as mulheres se viram enobrecidas e respeitadas como seres humanos feitos à imagem de Deus. Os seguidores de Cristo legaram às mulheres o direito ao voto através de movimentos em toda a Europa, Inglaterra e Estados Unidos. E seus discípulos constituem hoje a legião daqueles que se posicionam em defesa dos bebês não-nascidos. As mulheres não cristãs do Ocidente podem não compreender a dívida que têm para com Jesus Cristo e seus ensinos, mas é ao Nazareno e aos seus discípulos que elas devem agradecer pela posição elevada que usufruem hoje.



Jesus de Nazaré é incomparável em sua influência sobre a liberdade e a justiça. Ninguém promoveu tão profundamente a liberdade e a justiça pessoal do que os seguidores de Jesus, armados com o padrão de sua lei. A lei inglesa e norte-americana, considerada como modelo para todo o mundo, deve sua existência basicamente aos ingleses John Locke, William Gladstone, William Wilberforce, William Blackstone e aos americanos James Witherspoon, John Adams, James Madison e John Marshall. Todos foram seguidores devotados de Cristo, que conheciam e aplicavam seus princípios e ensinos para a preservação dos direitos e liberdade individuais sob a lei. Todos esses homens influentes admitiram livremente que deviam sua grandeza a Ele.



O clímax dessa dedicação à liberdade individual veio com a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, cujas palavras — “Todos os homens foram criados iguais” — tornaram-se a pedra angular da nação mais livre da história universal. A América do Norte foi fundada para preservar a liberdade religiosa: “Vida, liberdade e busca da felicidade” para todos.



Como se pode ver, a evidência é impressionante. Não importa que esfera salutar da atividade humana se considere, a influência de Jesus Cristo sobre a civilização ocidental avulta e prepondera sobre todas as demais. A história mostra que vidas têm sido transformadas nos lugares onde a mensagem de Jesus foi colocada em prática, resultando em ganhos expressivos para a educação, a lei, a sociedade e a cultura.
Inigualável em Sua Vida Pessoal

Não é por acaso que o homem que mais influenciou positivamente a civilização foi o que viveu a vida mais extraordinária da história.



Considere seu nascimento. Em cada Natal bilhões de cristãos e não-cristãos celebram seu nascimento e relembram a característica incomum de sua vinda ao mundo: sua mãe era uma virgem.



A vida santificada de Jesus também o torna diferente de qualquer outro ser humano, pois, como vamos provar mais adiante, mesmo seus inimigos não puderam encontrar qualquer falta nele. Em toda a história humana, somente um homem que se declarou perfeito foi levado a sério tanto por seus amigos como por seus inimigos. Jesus nunca teve de se desculpar ou pedir perdão. Ele é inigualável pelo fato de nunca ter pecado.



Os magníficos ensinos desse humilde carpinteiro da Galiléia também o elevaram a uma categoria ímpar. A maioria dos historiadores e filósofos ocidentais, assim como muitos de outras tradições, reconhecem-no como o maior de todos os mestres. Considere sua regra de “Amai os vossos inimigos” (Mt 5.44) ou “orai pelos que vos caluniam” (Lc 5.28) ou “dai, e dar-se-vos-á” (Lc 6.38). Quase todos os historiadores concordam que este mundo seria um lugar muito melhor, se todos seguissem os ensinos do Nazareno.



Os milagres de Jesus o colocam igualmente em posição incomparável. Como veremos adiante, eles realmente aconteceram e são ainda incontestáveis. Sua capacidade de curar enfermidades e sanar deformidades tidas como irreversíveis demonstra que Ele tinha o poder de Deus no seu interior como ninguém mais.



Finalmente, para coroar sua trajetória gloriosa neste mundo, Ele deu sua própria vida sacrificialmente pelos pecados do mundo e em seguida realizou o maior de todos os seus milagres: ressuscitou dentre os mortos. Esse acontecimento, comemorado a cada ano como uma das duas datas mais sagradas do calendário cristão, confere-lhe a supremacia como a pessoa mais extraordinária que já viveu.
Os Títulos Inigualáveis Atribuídos a Jesus

Nenhuma pessoa além de Jesus tem sido identificada por meio dos títulos a seguir, porque nenhum outro foi qualificado para usá-los. Alguns desses títulos lhe foram dados por anjos, outros por seus discípulos ou seguidores ou mesmo pelos profetas hebreus. Nenhum desses títulos o caracteriza plenamente. Para compreender quem Ele realmente foi e como será em sua segunda vinda, todos devem ser considerados em conjunto. Uma coisa é certa: nenhum outro ser faz jus ao mérito de ostentar sequer um desses títulos.



Todo-poderoso

Deus forte

A palavra era Deus

Senhor meu e Deus meu

O grande Deus

Nosso salvador Jesus Cristo

Maravilhoso

Conselheiro

Pai da eternidade

Príncipe da paz

Alfa e Ômega

Primeiro e Último

Deus bendito para sempre

O Cristo

Filho de Deus

Jeová

O princípio e o fim

O Senhor

Salvador

O Santo

Senhor de todos

Emanuel

O caminho, a verdade e a vida

Rei dos reis

Senhor dos senhores



Na história do mundo, ninguém jamais saiu de uma oficina de carpinteiro para ostentar títulos tão sublimes. Sua vida somente pode ser explicada pelo fato de ter sido Ele, realmente, “o Filho de Deus” em um sentido único.



No fim de semana em que escrevia estas palavras, Deus mostrou-me um exemplo perfeito disto. Fiz o discurso de colação de grau da vigésima quinta turma da Christian Heritage College, em San Diego, Califórnia (faculdade fundada pelos doutores Henry Morris, Arthur Peters e por mim). Um dos alunos deu um incrível testemunho.



O homem — 1 metro e 95 centímetros de altura, 110 quilos de peso — contou uma longa história passada dentro e fora da prisão. Na última vez em que fora jogado em uma cela, a primeira coisa que fez foi expulsar um dos presos do beliche mais cobiçado do local, dizendo: “A partir de agora esta cama é minha — vai dizer alguma coisa?” Com isso, ele se enfiou no beliche para ter um bom sono. Mas, em vez disso, notou uma protuberância em seu colchão, uma Bíblia, a primeira que tinha visto. Começou a ler e não parou mais até terminar o evangelho de João — momento em que suplicou a Cristo que perdoasse seus pecados, aceitando-o como Senhor e Salvador. Sete anos mais tarde ele era não somente um homem transformado, sem mais qualquer pendência com a lei, mas estava se formando em uma faculdade cristã a fim de ingressar em um seminário para se preparar para o ministério. A influência do Nazareno se fez sentir novamente, mudando a natureza decaída e a direção da vida desse homem.

Posso dizer sem reserva que ninguém jamais exerceu uma influência tão positiva sobre as pessoas do que Jesus de Nazaré!

A Razão de Sua Singularidade

O simples fato de Jesus de Nazaré ter influenciado este mundo mais do que qualquer outra pessoa deve ser suficiente para estabelecer seu lugar ímpar na história humana. Mas, quando decompomos as muitas outras facetas singulares de sua vida, ficamos estarrecidos diante de um dilema incrivelmente difícil. Como explicar a contribuição de toda sua vida, resumida a apenas três anos e meio? Quando um homem é colocado no pedestal supremo, muito acima de todos os outros na história humana, certamente deve ser por alguma razão. Qual seria?

Não foi por sua descendência familiar próxima, porque sua mãe foi uma simples mulher judia e seu pai, um humilde aldeão carpinteiro.

Não foi por suas posses materiais, porque Ele não tinha dinheiro algum, nem mesmo um lugar “onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20). Ele foi acusado diante de um tribunal vestindo uma túnica emprestada e seu corpo foi colocado em um túmulo também emprestado.

Não foi sua educação, pois não há nenhum registro de que Ele tenha freqüentado uma escola. No entanto, com a idade de apenas doze anos, Ele confundiu os doutores de teologia no templo de Jerusalém.

Não foi por suas viagens pelo mundo, pois, com exceção de uma breve estada no Egito quando era ainda bebê, Ele nunca viajou mais do que 150 quilômetros para fora da cidade em que foi criado.

Não foi porque viveu e ministrou em um país influente, pois Ele passou toda sua vida na obscura e pequenina terra de Israel, tendo sido criado em uma cidade que gerava a seguinte pergunta: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46).

Não foi porque teve amigos influentes, pois somente pescadores, cobradores de impostos e outros homens sem representatividade alguma o seguiram.

Não foi porque todas as pessoas gostavam dele, pois os líderes religiosos e políticos elitistas várias vezes tentaram apedrejá-lo e finalmente o crucificaram.

Não foi porque teve uma vida longa e bem-sucedida, pois Ele estava com apenas trinta e três anos quando sacrificou sua vida por outros.

Não foi porque teve um longo e extenso ministério, pois seu ministério durou apenas três anos e meio. Pelos padrões humanos, Ele teve uma morte ignominiosa em uma cruz tosca.

Não foi porque estabeleceu muitas organizações para perpetuar sua memória, pois Ele fundou somente uma — sua Igreja — e ela somente teve início depois de sua morte.

Assim sendo, a que atribuir a posição única de Jesus Cristo? Tenho lido as insinuações daqueles que rejeitam a afirmação de Jesus ser Deus em forma humana e observado suas inconsistências. As opiniões de tais pessoas são mais difíceis de aceitar do que os simples relatos do evangelho. Como pôde esse homem influenciar mais vidas e afetar a história humana mais profundamente do que todos os outros? Em toda a história, ninguém pode comparar-se a Ele. E, no entanto, Ele fez tudo isso em apenas três anos e meio! Todos os incrédulos sinceros devem responder à pergunta: “como Ele conseguiu isso?”

À medida que Jesus Cristo caminha ao longo das páginas da história humana, Ele é elevado a uma categoria sem similar por sua peculiaridade. Por um lado, os descrentes não podem deixar de reconhecê-lo, tamanhas foram suas contribuições em favor da humanidade; nem podem eles explicar sua existência sem admitir sua divindade. Albert Schweitzer, vítima de uma onda de ceticismo no começo deste século, teve de admitir que o Jesus histórico é um enigma e um estranho para o nosso tempo. Como o Dr. Carl E H. Henry, um dos últimos estudiosos verdadeiramente conservadores da Bíblia na geração passada, escreveu: “Muitos estudiosos que rejeitam que Jesus é Deus verdadeiro e homem verdadeiro, vendo-o apenas sob uma única faceta, distinguem-no, apesar disso, da totalidade da raça humana. Os tributos prestados a Jesus, mesmo por estudiosos que repudiam os credos cristológicos históricos, não somente reverenciam o Nazareno acima de seus contemporâneos, mas elevam-no bem acima de todos os seres antigos e modernos. Essas avaliações de Jesus Cristo acabam por exaurir habituais categorias antropológicas ao tentar explicá-lo.” Ele então conclui: “Aqueles que não começam com a suposição cristã fundamental de que ‘o Verbo se fez carne’ (Jo 1.14), mas procuram mostrar como um homem completo, como supõem que Cristo foi, estava unido (de alguma forma) a Deus, não podem senão terminar em pontos de vista confusos e contraditórios”.

Na realidade, todas as descrições de Jesus que conflitam com aquelas apresentadas nos quatro evangelhos são “não-históricas”. Jesus é quem Ele disse que era: Deus em forma humana.

Não há qualquer explanação meramente humana sobre o porquê de um simples, embora brilhante, homem — que deveria ter sido esquecido há muito tempo por todo este mundo — ser ainda a pessoa mais amada que já viveu, quase dois mil anos após sua morte. As explicações humanas não conseguem explicar a influência que Ele ainda exerce sobre este planeta. Apenas um fato explica a singularidade de Jesus Cristo: Ele foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio sob forma humana, exatamente como Ele se declarava.

Veja você que atribuir somente humanidade a Jesus não é suficiente. Para cumprir o que Ele fez, tanto em sua vida como em seus ensinamentos, precisava ser tanto Deus como homem, operando juntos em uma pessoa única. Essa pessoa é Jesus de Nazaré.

Bibliografia Tim LaHaye Quem É Jesus?

A Pessoa Mais Extraordinária Que Já Viveu

Ele era conhecido em sua época como Jesus de Nazaré. Trabalhou como carpinteiro a maior parte de sua vida adulta. Entretanto, Ele foi tão extraordinário pela forma como viveu e pela influência que exerceu sobre a humanidade que a palavra “extraordinário” não consegue caracterizá-lo.

Ninguém mais — nem reis, ditadores, cientistas, educadores ou líderes militares — deu uma contribuição maior que a de Jesus à história do mundo. Pelo menos doze bilhões de pessoas passaram por este planeta, mas até hoje, quase dois mil anos depois de sua morte, ninguém chegou sequer perto de ocupar a posição singular que Ele ocupou na história.

Nunca faltaram a este mundo grandes homens e mulheres. A história está repleta de nomes como Salomão, Davi, Hamurabi, Ciro, Alexandre o Grande, César, Gêngis Khan, Joana d’Arc, Napoleão Bonaparte, George Washington, Isaac Newton, Florence Nightingale... a lista continua infinitamente.

Mas ninguém se aproxima de Jesus Cristo em sua influência sobre a humanidade.

O próprio H. G. Wells, romancista e historiador inglês, autor de cinco volumes sobre a história do mundo, presentes nas prateleiras de quase todas as bibliotecas de faculdades e universidades, acabou dando mais espaço a Jesus Cristo do que a qualquer outro. E Wells não foi nenhum amigo da fé! Na realidade, seus biógrafos retratam-no como um cético ou, possivelmente, um ateu. No entanto, como um verdadeiro historiador, ele não pôde desconsiderar a maior de todas as personalidades que já viveram.

Inigualável em Sua Vida e Ensinamentos

Acima de qualquer dúvida, Jesus Cristo é a pessoa mais estudada, discutida e analisada que já viveu. Mesmo depois de vinte séculos, Ele tem mais defensores e oponentes do que qualquer outra figura isoladamente. Enquanto existem literalmente milhares de acadêmicos renomados que de boa vontade o confessam como Senhor, há também outros milhares que, se pudessem, destruiriam sua credibilidade. Desde o início Ele teve tanto seguidores como caluniadores, e temos sido advertidos de que esta situação perdurará até o final dos tempos.

Existe um falado Seminário Jesus, um grupo de setenta e dois estudiosos liberais que se encontram duas vezes por ano em um esforço de redesenhar a vida e o caráter de Jesus. Remodelando-o como um simples “sábio ou cínico”, eles tentam despojá-lo de sua singularidade. Entretanto, a despeito de seu fácil acesso à mídia popular, incluindo Newsweek, Time e U.S. News and World Report, não tiveram êxito na conquista de muitos adeptos. Na verdade, seu maior sucesso foi fazer com que muitos estudiosos, escritores e teólogos — homens brilhantes que examinaram a evidência da singularidade de Jesus — publicassem suas razões sólidas e dignas de crédito para crerem que Jesus Cristo foi de fato aquele que os evangelhos retratam, a mais extraordinária e influente pessoa que já passou pela Terra.

Os eruditos do Seminário Jesus, assim como outros como eles, têm dificuldades para explicar como um simples sábio ou cínico poderia ter influenciado o mundo de forma tão fantástica como Jesus. A grande pergunta resume-se nisto: Quem foi Jesus de Nazaré? Se Ele foi apenas um notável carpinteiro nascido em um país obscuro, mesmo as mentes céticas mais aguçadas têm dificuldade de explicar por que, de todas as pessoas brilhantes que já existiram, Jesus permanece em uma categoria própria.

Isaac Newton é considerado por muitos especialistas o mais brilhante cientista que já existiu. Entretanto, esse homem jamais tentou comparar-se a Jesus Cristo; pelo contrário, sabemos que ele foi um crente ardoroso e seguidor fiel do Nazareno. Blaise Pascal é considerado um dos maiores filósofos do mundo e, no entanto, como Newton, nunca tentou usurpar o lugar de Jesus Cristo. Pascal creu durante toda sua vida no Salvador, até sua morte dolorosa. O mesmo pode ser dito de Willian Gladstone, Louis Pasteur e de milhares de eruditos, cientistas juristas e escritores brilhantes, bem como de milhões de pessoas comuns. Todos eles estudaram sua vida e seus ensinos, examinaram ambos os lados das evidências e vieram a crer mais do que nunca que Jesus é o Filho de Deus — incomparável entre todos os que existiram.
Inigualável por Seu Impacto

Para colocarmos a influência de Jesus em perspectiva, consideremos vários aspectos proeminentes de sua singularidade. Jesus de Nazaré é incomparável como influência moral. Sua vida e seus ensinos continuam insuperáveis em sua capacidade de guiar culturas, tribos e pessoas, tirando-as de sua confusão moral.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência artística. Ele tem servido de inspiração na arte e na música do mundo mais do que qualquer outra pessoa. Alguns dos maiores oratórios e hinos da história foram escritos a respeito dele ou para Ele. Jesus é o tema central de mais livros e música do que qualquer outro indivíduo. A Biblioteca do Congresso norte-americano, considerada a mais completa biblioteca do mundo, registra mais obras sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência humanitária. Mais hospitais, orfanatos, casas de repouso e missões de salvamento têm sido dedicados a Ele do que a todos os líderes religiosos reunidos. Mais esforços para ajudar pessoas têm sido realizados, financiados e perpetuados por seus seguidores do que todos os outros juntos.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua capacidade de inspirar devoção. Nenhum outro indivíduo nos últimos dois mil anos atraiu maior dedicação entre seus seguidores. Embora Jesus nunca tenha levantado um exército durante seus três anos e meio de ministério, milhões e milhões de seus seguidores espalharam-se pelas partes mais remotas do planeta para levar sua mensagem — não por dinheiro, terras ou recompensas materiais, mas por pura devoção a Ele.

Jesus de Nazaré é incomparável como influência escolástica(1.Hist. Filos. Doutrinas teológico-filosóficas dominantes na Idade Média, dos sécs. IX ao XVII, caracterizadas sobretudo pelo problema da relação entre a fé e a razão, problema que se resolve pela dependência do pensamento filosófico, representado pela filosofia greco-romana, da teologia cristã. Desenvolveram-se na escolástica inúmeros sistemas que se definem, do ponto de vista estritamente filosófico, pela posição adotada quanto ao problema dos universais (q. v.), e dos quais se destacam os sistemas de Santo Anselmo (v. anselmiano), de São Tomás (v. tomismo) e de Guilherme de Ockham (v. ockhamismo). [Sin. ger.: escolasticismo.]). Embora nunca tenha fundado uma faculdade, seus ensinamentos e seus seguidores contribuíram mais para as instituições de alfabetização e matérias educativas — de todos os níveis, desde o jardim da infância até as universidades — do que todos os outros reunidos. Somente nos Estados Unidos, uma nação de instituições educativas, 128 faculdades foram estabelecidas nos primeiros cem anos da história do país — fundadas por uma igreja, denominação, ou grupo religioso. Harvard, Princeton e Yale, que foram os centros da educação norte-americana durante duzentos anos, foram criadas para preparar ministros, missionários e líderes cristãos. Além disso, numerosas faculdades cristãs foram fundadas em honra do Mestre.

Antes que o evangelho chegasse à América, foram os seguidores de Jesus Cristo que proveram educação às crianças de famílias comuns. Antes de Martinho Lutero na Alemanha e João Calvino na França e na Suíça, somente os ricos, os membros da realeza ou gênios do mundo eram considerados aptos para a educação. Porém esses grandes reformadores viram a educação como meio de ensinar a Bíblia a todas as gerações, as quais, pela primeira vez, puderam ler as Escrituras em suas línguas maternas. Os colonizadores implantaram esse modelo no Novo Mundo. Não foi por mero acaso que esse direcionamento para a educação das crianças entre os séculos dezesseis e dezoito lançou as bases para o crescimento explosivo da Revolução Industrial o século dezenove.

Em flagrante contraste, as culturas seculares do mundo pouco fizeram para alfabetizar milhares de tribos indígenas que (em um determinado estágio) não possuíam uma linguagem escrita. Enquanto isso, os seguidores de Jesus traduziam a Bíblia em incontáveis línguas e ensinavam milhões a ler. A intenção desses desbravadores era prover a alfabetização e levar a Bíblia a todas as tribos do mundo na virada do próximo milênio. A razão para isso? Dedicação a Jesus Cristo.

Jesus de Nazaré é incomparável em seu impacto sobre as mulheres. Ninguém fez tanto para elevar a dignidade da mulher em geral e da maternidade do que Jesus Cristo. Ele veio a este mundo quando as mulheres eram consideradas apenas um pouco acima dos animais. Muitas eram negociadas como gado e poucas desfrutavam direitos pessoais perante a lei e o casamento. Nos lugares atingidos pela mensagem de Cristo, as mulheres se viram enobrecidas e respeitadas como seres humanos feitos à imagem de Deus. Os seguidores de Cristo legaram às mulheres o direito ao voto através de movimentos em toda a Europa, Inglaterra e Estados Unidos. E seus discípulos constituem hoje a legião daqueles que se posicionam em defesa dos bebês não-nascidos. As mulheres não cristãs do Ocidente podem não compreender a dívida que têm para com Jesus Cristo e seus ensinos, mas é ao Nazareno e aos seus discípulos que elas devem agradecer pela posição elevada que usufruem hoje.

Jesus de Nazaré é incomparável em sua influência sobre a liberdade e a justiça. Ninguém promoveu tão profundamente a liberdade e a justiça pessoal do que os seguidores de Jesus, armados com o padrão de sua lei. A lei inglesa e norte-americana, considerada como modelo para todo o mundo, deve sua existência basicamente aos ingleses John Locke, William Gladstone, William Wilberforce, William Blackstone e aos americanos James Witherspoon, John Adams, James Madison e John Marshall. Todos foram seguidores devotados de Cristo, que conheciam e aplicavam seus princípios e ensinos para a preservação dos direitos e liberdade individuais sob a lei. Todos esses homens influentes admitiram livremente que deviam sua grandeza a Ele.

O clímax dessa dedicação à liberdade individual veio com a Declaração da Independência dos Estados Unidos da América, cujas palavras — “Todos os homens foram criados iguais” — tornaram-se a pedra angular da nação mais livre da história universal. A América do Norte foi fundada para preservar a liberdade religiosa: “Vida, liberdade e busca da felicidade” para todos.

Como se pode ver, a evidência é impressionante. Não importa que esfera salutar da atividade humana se considere, a influência de Jesus Cristo sobre a civilização ocidental avulta e prepondera sobre todas as demais. A história mostra que vidas têm sido transformadas nos lugares onde a mensagem de Jesus foi colocada em prática, resultando em ganhos expressivos para a educação, a lei, a sociedade e a cultura.
Inigualável em Sua Vida Pessoal

Não é por acaso que o homem que mais influenciou positivamente a civilização foi o que viveu a vida mais extraordinária da história.

Considere seu nascimento. Em cada Natal bilhões de cristãos e não-cristãos celebram seu nascimento e relembram a característica incomum de sua vinda ao mundo: sua mãe era uma virgem.

A vida santificada de Jesus também o torna diferente de qualquer outro ser humano, pois, como vamos provar mais adiante, mesmo seus inimigos não puderam encontrar qualquer falta nele. Em toda a história humana, somente um homem que se declarou perfeito foi levado a sério tanto por seus amigos como por seus inimigos. Jesus nunca teve de se desculpar ou pedir perdão. Ele é inigualável pelo fato de nunca ter pecado.

Os magníficos ensinos desse humilde carpinteiro da Galiléia também o elevaram a uma categoria ímpar. A maioria dos historiadores e filósofos ocidentais, assim como muitos de outras tradições, reconhecem-no como o maior de todos os mestres. Considere sua regra de “Amai os vossos inimigos” (Mt 5.44) ou “orai pelos que vos caluniam” (Lc 5.28) ou “dai, e dar-se-vos-á” (Lc 6.38). Quase todos os historiadores concordam que este mundo seria um lugar muito melhor, se todos seguissem os ensinos do Nazareno.

Os milagres de Jesus o colocam igualmente em posição incomparável. Como veremos adiante, eles realmente aconteceram e são ainda incontestáveis. Sua capacidade de curar enfermidades e sanar deformidades tidas como irreversíveis demonstra que Ele tinha o poder de Deus no seu interior como ninguém mais.

Finalmente, para coroar sua trajetória gloriosa neste mundo, Ele deu sua própria vida sacrificialmente pelos pecados do mundo e em seguida realizou o maior de todos os seus milagres: ressuscitou dentre os mortos. Esse acontecimento, comemorado a cada ano como uma das duas datas mais sagradas do calendário cristão, confere-lhe a supremacia como a pessoa mais extraordinária que já viveu.
Os Títulos Inigualáveis Atribuídos a Jesus

Nenhuma pessoa além de Jesus tem sido identificada por meio dos títulos a seguir, porque nenhum outro foi qualificado para usá-los. Alguns desses títulos lhe foram dados por anjos, outros por seus discípulos ou seguidores ou mesmo pelos profetas hebreus. Nenhum desses títulos o caracteriza plenamente. Para compreender quem Ele realmente foi e como será em sua segunda vinda, todos devem ser considerados em conjunto. Uma coisa é certa: nenhum outro ser faz jus ao mérito de ostentar sequer um desses títulos.

Todo-poderoso

Deus forte

A palavra era Deus

Senhor meu e Deus meu

O grande Deus

Nosso salvador Jesus Cristo

Maravilhoso

Conselheiro

Pai da eternidade

Príncipe da paz

Alfa e Ômega

Primeiro e Último

Deus bendito para sempre

O Cristo

Filho de Deus

Jeová

O princípio e o fim

O Senhor

Salvador

O Santo

Senhor de todos

Emanuel

O caminho, a verdade e a vida

Rei dos reis

Senhor dos senhores

Na história do mundo, ninguém jamais saiu de uma oficina de carpinteiro para ostentar títulos tão sublimes. Sua vida somente pode ser explicada pelo fato de ter sido Ele, realmente, “o Filho de Deus” em um sentido único.

No fim de semana em que escrevia estas palavras, Deus mostrou-me um exemplo perfeito disto. Fiz o discurso de colação de grau da vigésima quinta turma da Christian Heritage College, em San Diego, Califórnia (faculdade fundada pelos doutores Henry Morris, Arthur Peters e por mim). Um dos alunos deu um incrível testemunho.

O homem — 1 metro e 95 centímetros de altura, 110 quilos de peso — contou uma longa história passada dentro e fora da prisão. Na última vez em que fora jogado em uma cela, a primeira coisa que fez foi expulsar um dos presos do beliche mais cobiçado do local, dizendo: “A partir de agora esta cama é minha — vai dizer alguma coisa?” Com isso, ele se enfiou no beliche para ter um bom sono. Mas, em vez disso, notou uma protuberância em seu colchão, uma Bíblia, a primeira que tinha visto. Começou a ler e não parou mais até terminar o evangelho de João — momento em que suplicou a Cristo que perdoasse seus pecados, aceitando-o como Senhor e Salvador. Sete anos mais tarde ele era não somente um homem transformado, sem mais qualquer pendência com a lei, mas estava se formando em uma faculdade cristã a fim de ingressar em um seminário para se preparar para o ministério. A influência do Nazareno se fez sentir novamente, mudando a natureza decaída e a direção da vida desse homem.

Posso dizer sem reserva que ninguém jamais exerceu uma influência tão positiva sobre as pessoas do que Jesus de Nazaré!

A Razão de Sua Singularidade

O simples fato de Jesus de Nazaré ter influenciado este mundo mais do que qualquer outra pessoa deve ser suficiente para estabelecer seu lugar ímpar na história humana. Mas, quando decompomos as muitas outras facetas singulares de sua vida, ficamos estarrecidos diante de um dilema incrivelmente difícil. Como explicar a contribuição de toda sua vida, resumida a apenas três anos e meio? Quando um homem é colocado no pedestal supremo, muito acima de todos os outros na história humana, certamente deve ser por alguma razão. Qual seria?

Não foi por sua descendência familiar próxima, porque sua mãe foi uma simples mulher judia e seu pai, um humilde aldeão carpinteiro.

Não foi por suas posses materiais, porque Ele não tinha dinheiro algum, nem mesmo um lugar “onde reclinar a cabeça” (Mt 8.20). Ele foi acusado diante de um tribunal vestindo uma túnica emprestada e seu corpo foi colocado em um túmulo também emprestado.

Não foi sua educação, pois não há nenhum registro de que Ele tenha freqüentado uma escola. No entanto, com a idade de apenas doze anos, Ele confundiu os doutores de teologia no templo de Jerusalém.

Não foi por suas viagens pelo mundo, pois, com exceção de uma breve estada no Egito quando era ainda bebê, Ele nunca viajou mais do que 150 quilômetros para fora da cidade em que foi criado.

Não foi porque viveu e ministrou em um país influente, pois Ele passou toda sua vida na obscura e pequenina terra de Israel, tendo sido criado em uma cidade que gerava a seguinte pergunta: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46).

Não foi porque teve amigos influentes, pois somente pescadores, cobradores de impostos e outros homens sem representatividade alguma o seguiram.

Não foi porque todas as pessoas gostavam dele, pois os líderes religiosos e políticos elitistas várias vezes tentaram apedrejá-lo e finalmente o crucificaram.

Não foi porque teve uma vida longa e bem-sucedida, pois Ele estava com apenas trinta e três anos quando sacrificou sua vida por outros.

Não foi porque teve um longo e extenso ministério, pois seu ministério durou apenas três anos e meio. Pelos padrões humanos, Ele teve uma morte ignominiosa em uma cruz tosca.

Não foi porque estabeleceu muitas organizações para perpetuar sua memória, pois Ele fundou somente uma — sua Igreja — e ela somente teve início depois de sua morte.

Assim sendo, a que atribuir a posição única de Jesus Cristo? Tenho lido as insinuações daqueles que rejeitam a afirmação de Jesus ser Deus em forma humana e observado suas inconsistências. As opiniões de tais pessoas são mais difíceis de aceitar do que os simples relatos do evangelho. Como pôde esse homem influenciar mais vidas e afetar a história humana mais profundamente do que todos os outros? Em toda a história, ninguém pode comparar-se a Ele. E, no entanto, Ele fez tudo isso em apenas três anos e meio! Todos os incrédulos sinceros devem responder à pergunta: “como Ele conseguiu isso?”

À medida que Jesus Cristo caminha ao longo das páginas da história humana, Ele é elevado a uma categoria sem similar por sua peculiaridade. Por um lado, os descrentes não podem deixar de reconhecê-lo, tamanhas foram suas contribuições em favor da humanidade; nem podem eles explicar sua existência sem admitir sua divindade. Albert Schweitzer, vítima de uma onda de ceticismo no começo deste século, teve de admitir que o Jesus histórico é um enigma e um estranho para o nosso tempo. Como o Dr. Carl E H. Henry, um dos últimos estudiosos verdadeiramente conservadores da Bíblia na geração passada, escreveu: “Muitos estudiosos que rejeitam que Jesus é Deus verdadeiro e homem verdadeiro, vendo-o apenas sob uma única faceta, distinguem-no, apesar disso, da totalidade da raça humana. Os tributos prestados a Jesus, mesmo por estudiosos que repudiam os credos cristológicos históricos, não somente reverenciam o Nazareno acima de seus contemporâneos, mas elevam-no bem acima de todos os seres antigos e modernos. Essas avaliações de Jesus Cristo acabam por exaurir habituais categorias antropológicas ao tentar explicá-lo.” Ele então conclui: “Aqueles que não começam com a suposição cristã fundamental de que ‘o Verbo se fez carne’ (Jo 1.14), mas procuram mostrar como um homem completo, como supõem que Cristo foi, estava unido (de alguma forma) a Deus, não podem senão terminar em pontos de vista confusos e contraditórios”.

Na realidade, todas as descrições de Jesus que conflitam com aquelas apresentadas nos quatro evangelhos são “não-históricas”. Jesus é quem Ele disse que era: Deus em forma humana.

Não há qualquer explanação meramente humana sobre o porquê de um simples, embora brilhante, homem — que deveria ter sido esquecido há muito tempo por todo este mundo — ser ainda a pessoa mais amada que já viveu, quase dois mil anos após sua morte. As explicações humanas não conseguem explicar a influência que Ele ainda exerce sobre este planeta. Apenas um fato explica a singularidade de Jesus Cristo: Ele foi verdadeiramente o Filho de Deus que veio sob forma humana, exatamente como Ele se declarava.

Veja você que atribuir somente humanidade a Jesus não é suficiente. Para cumprir o que Ele fez, tanto em sua vida como em seus ensinamentos, precisava ser tanto Deus como homem, operando juntos em uma pessoa única. Essa pessoa é Jesus de Nazaré.

Bibliografia Tim LaHaye


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