Os Abençoados


domingo, 4 de novembro de 2012

Apocalipse 19:17-21; 20:1-6


Ao contrário da "ceia das bodas do Cordeiro" (V. 9), vemos aqui o que é se chama ironicamente de "a grande ceia de Deus" (V. 17b; Salmos 2:4,5; Sofonias 1:7). O confronto final entre os exércitos do Filho de Deus e os da besta terminará no aniquilamento total destes últimos. Sem nenhum outro julgamento, a besta e o falso profeta serão lançados vivos dentro do lago de fogo (V. 20; compare Números 16:33; Salmos 55:15). Em seguida Deus se ocupará de Satanás, o senhor deles. No capítulo 12, vimos que ele tinha sido lançado do céu para a terra. Aqui objetos simbólicos -a chave do abismo e uma grande corrente - impedem o grande homicida de continuar causando dano. Em Apocalipse 20:10, temos então o seu destino final: após sua prisão de mil anos, ele será lançado no lago de fogo "preparado para o diabo e seus anjos", (Mateus 25:41) onde se reencontrará com os seus dois cúmplices. Não é de admirar que o diabo tema o livro de Apocalipse mais que qualquer outro livro da Bíblia. Para impedir que as pessoas o leiam, ele quer convencer até os crentes de que se trata de um livro obscuro.

Com Satanás preso, não há nada mais que se oponha ao glorioso reinado do Senhor. Já vimos que esse reinado, contrariamente ao que muitos pensam, não chegará mediante uma melhoria progressiva do mundo, mas por meio de juízos. Queridos filhos de Deus, Cristo quer compartilhar conosco o seu reino (Daniel 7:18). Não nos associemos hoje com um mundo que vamos julgar amanhã (leia 1 Coríntios 6:2). 

1 Coríntios 9:19-27


O apóstolo fez-se servo de todos com o fim de ganhá-los para o Evangelho. Estava então aberto a fazer concessões? Certamente não! Ainda que o tivessem como um "enganador" para Cristo, ele certamente era também "verdadeiro" (2 Coríntios 6:8). Da mesma forma que o próprio Senhor Jesus tratou com a mulher samaritana junto ao poço de Sicar, Paulo também sabia alcançar cada pessoa em seu próprio terreno e falar-lhe numa linguagem que pudesse entender. Aos judeus, ele apresentava o Deus de Israel, a responsabilidade deles na rejeição do Salvador, o Filho de Davi, e o perdão dos pecados (Atos 13:14-43). Aos gentios idólatras, ele anunciava o único Deus, paciente com Sua criatura, e que ordena a todos os homens que se arrependam (Atos 17:22-31). O apóstolo sempre tinha diante de seus olhos o prêmio que iria coroar seus esforços: todas as almas que se salvariam por intermédio de seu ministério (1 Tessalonicenses 2:19 e Filipenses 4:1). Esforçando-se para alcançar a meta, ele corria como um atleta no estádio, o qual submete seu corpo a rigorosa disciplina, pensando somente na vitória. Mas no esporte o campeão usufrui apenas de glória passageira, louros que murcham (v. 25), enquanto que a nossa carreira cristã tem como prêmio uma coroa muito mais gloriosa, a qual jamais murchará. Corramos de maneira que a alcancemos (v. 24)!

Todo dia com Jesus

sábado, 3 de novembro de 2012

Apocalipse 19:1-16


A fraude da Babilônia, sua pretensão de ser a igreja, foi publicamente desmascarada. E agora o Senhor apresenta sua verdadeira noiva aos convidados do banquete celestial. O céu rompe em louvores: "Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus" (V. 1). Que santa alegria! "São chegadas as bodas do Cordeiro (v.7). A alegria da esposa corresponde à do esposo! Ela é o objeto da graça; seu adorno consiste nos atos de justiça dos santos. Deus lhe concedeu que os realizasse para a glória dele. Os "convidados" também estão cheios de gozo, porque "o que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo, que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo" (João 3:29). 

Não nos esqueçamos, enquanto aguardamos esse dia, de que temos sido "preparados" para ser apresentados "como virgem pura a um só esposo, que é Cristo" (2 Coríntios 11:2). Guardemos para ele toda a pureza de nosso amor e o frescor de nossos afetos.

Conquanto para a Igreja ele seja o Amado, para o mundo será o grande Juiz. Com o nome que adotou anteriormente para nos manifestar a graça e a verdade, "o Verbo de Deus", Ele então realizará "coisas terríveis" (Salmos 45:4; veja também Isaías 59:18; 63:1-6). 

Amigo, quando e como você quer encontrar o Senhor Jesus? Agora como Salvador, ou breve como Juiz?

Todo dia com Jesus

Diacono Sergio Christino

1 Coríntios 9:1-18


Envaidecidos com seus dons e conhecimento, certos homens atribuíram para si uma posição de destaque na igreja de Corinto. E como a exaltação de si mesmo sempre leva a rebaixar os outros, eles chegaram até mesmo a contestar a autoridade do apóstolo e, por conseguinte, a do próprio Deus. Paulo se vê obrigado a justificar o seu ministério e o seu procedimento. A tarefa de pregar o Evangelho lhe foi encomendada pela boca do Senhor. E ele não desobedeceu àquela "visão celestial" (Atos 26:16-19). 

O exemplo do lavrador é muito empregado na Palavra de Deus. Antes de mais nada, isso enfatiza o cansaço ligado ao trabalho na terra (Gênesis 3:17); e também a esperança e a fé necessárias para estimular o agricultor (1 Coríntios 9:10; 10; 2 Timóteo 2:6); por fim, a paciência com a qual ele deve aguardar "o precioso fruto da terra" (Tiago 5:7). Os coríntios eram "lavoura de Deus" (1 Coríntios 3:9) e o fiel obreiro do Senhor prosseguia nela trabalhando, renunciando a muitas coisas que lhe eram de direito para não pôr nenhum obstáculo ao Evangelho de Cristo (quantas coisas menos "legais" têm sido um empecilho ao nosso serviço!). Era um momento de árduo trabalho para Paulo, que estava, por assim dizer, extirpando todas as ervas daninhas que haviam crescido no campo de Corinto.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

1 Coríntios 7 e 8:1-13


No capítulo 6 (vv. 13-20), o apóstolo advertiu o crente contra a impureza. Agora, no capítulo 7, ele fala sobre o caminho que se pode seguir com a aprovação do Senhor: o caminho do casamento. Nesta tão importante decisão o jovem cristão que tem observado seu caminho de acordo com a Palavra (Salmo 119:9) deve, mais do que nunca, descansar no Senhor e deixar-se conduzir por Ele.

No capítulo 8 o apóstolo fala das carnes vendidas no mercado, que muitas vezes tinham sido oferecidas nos altares pagãos antes de serem postas à venda. Muitos tinham problema de consciência com isto (comparar Romanos 14). Em nossos países esta questão não existe mais, porém essas exortações se aplicam a qualquer situação em que há o risco de sermos um "tropeço" para outros crentes (v. 9).

Quantas coisas os coríntios conheciam! O apóstolo repete continuamente: "Ou não sabeis...?" (6:2, 3, 9, 15, 19). Mas que uso eles fizeram desse conhecimento? Somente para se vangloriar. Corremos este mesmo risco, nós, que conhecemos tantas verdades por vezes só com o nosso intelecto, em vez de tê-las no coração. Para saber "como convém saber" (v. 2), temos de amar a Deus (v. 3). Amá-LO significa pôr em prática as coisas que temos o privilégio de conhecer (João 14:21-23). 

Apocalipse 18:14-24


O choro e o pranto dos mercadores (V. 11,15ss.) recordam as queixas de Demétrio e dos artífices de Éfeso, os quais temiam perder o "muito lucro" e a "prosperidade" que a adoração aos ídolos lhes proporcionava (Atos 19:24,25,38). No fundo, que diferença há entre a "grande Diana dos efésios" e a "grande Babilônia", entre a idolatria pagã e a cristandade corrompida?

Qualquer religião que dê ao homem todos os frutos "que a tua alma tanto apeteceu" (V. 14), encante os sentidos enquanto adormece a consciência (neste aspecto, a música desempenha um papel importante: V. 22; Daniel 3:7), favoreça o comércio e sirva de pretexto para toda a espécie de prazer não pode deixar de ter sucesso. Basta observar o período do fim de ano para constatar a maneira mundana que muita gente celebra o nascimento do Senhor Jesus.

"Nela se achou sangue... de santos" (V. 24). No começo da Bíblia, na cidade edificada por Caim, havia muitas coisas agradáveis... enquanto o sangue de Abel clamava a Deus (veja Gênesis 4:10,17 ). Hoje o mundo religioso se regozija enquanto o verdadeiro crente sofre e se aflige (João 16:20). Amanhã ressoarão aqui na terra os suspiros dos "ais" , tendo por contrapartida o regozijo do céu (V. 20)! Que Deus nos permita ver pela fé tudo como ele vê!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

1 Coríntios 6:1-20


Havia ainda outra desordem em Corinto. Alguns irmãos chegaram a ponto de levar suas diferenças diante dos tribunais deste mundo. Realmente um triste testemunho! O apóstolo censura tanto ao que cometeu a injustiça como ao que não a suportou. Em seguida, cita os vícios característicos dos pagãos e declara solenemente que não é possível ser salvo e continuar vivendo na prática do pecado.

"Tais fostes alguns de vós. Mas vejam o que Deus fez agora: Ele vos lavou, santificou e justificou!" Será que Deus fez isso para que mais uma vez vocês se sujassem com a podridão deste mundo?

À exceção do pecado, nada me é proibido... porém, se eu me descuidar, qualquer coisa pode dominar-me (v. 12). "O mal não está nas coisas em si mesmas, mas no amor pelas coisas que estão em meu coração", alguém escreveu.

Os versículos 13 a 20 tratam da pureza. Que estes versículos sejam gravados especialmente no coração do jovem cristão, pois ele está mais exposto às tentações da carne. O nosso próprio corpo já não nos pertence mais. Deus o comprou - e não esqueçamos o preço que Ele pagou! - com o propósito de nos tornar, para Cristo, um membro de Seu corpo (v. 15) e, para o Espírito Santo, um templo que deve ser santo como o é seu divino Hóspede (v. 19).

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