Os Abençoados


quarta-feira, 20 de março de 2013

Devocional - Marcos 4:13-25

O Senhor explica a Seus discípulos a parábola do Semeador. Ela é o ponto de partida de todo o Seu ensinamento (v. 13). Na verdade, para entender este ensinamento, é necessário que o Evangelho tenha primeiramente fixado raízes no coração.

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Mesmo que sejamos crentes verdadeiros, devemos acautelar-nos, porque podemos nos assemelhar aos três primeiros terrenos. Pois os esforços de Satanás para arrebatar as boas novas da salvação não se concentram apenas ao primeiro momento em que ela for semeada. Quantas palavras Deus nos tem falado, e o nosso coração ficado insensível porque o nosso contato com o mundo o endureceu, à semelhança do caminho? (vide 6:52). Ou já não temos agido também sob o impulso dos nossos sentimentos, até que uma prova manifeste nossa falta de fé e de dependência do Senhor? (compare v. 17).

Em contraste ao descuido, os muitos cuidados são igualmente nocivos (Lucas 21:34). Juntamente com "a fascinação da riqueza e as demais ambições", eles (os cuidados) podem não somente sufocar a vida espiritual de um filho de Deus, mas também privar o Senhor do fruto que Lhe deveria render (Tito 3:14). "Atentai no que ouvis", adverte o Senhor Jesus (v. 24). Em Lucas 8:18, lemos: "Vede, pois, como ouvis". Sim, como temos acolhido a Palavra divina?


segunda-feira, 18 de março de 2013

Devocional - Marcos 4:1-12

O Senhor Jesus voltou à beira-mar, e ensina as multidões por meio de parábolas, uma linguagem cheia de figuras. A primeira é a do Semeador. O Senhor apresenta-Se aqui como Aquele que traz a boa semente do Evangelho e a difunde no mundo. Embora Ele conheça os corações e saiba como acolherão - ou não acolherão - a verdade, dá a cada um a oportunidade de entrar em contato com a Palavra de vida. Você a acolheu?

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O versículo 12 não deve nos perturbar. Compreendamos que se trata aqui do povo judeu como um todo: não é o caso que o Senhor temesse ver os homens se convertendo e que Se visse obrigado a perdoar os seus pecados! Mas os judeus acusavam o Senhor de ter um demônio, rejeitando assim o testemunho do Espírito Santo. Tal pecado não pode ser perdoado a Israel como um povo (3:29; Romanos 11:7-8, 25). Todos, porém, que desejam falar a sós com o Senhor, acharão lugar "junto dele", hoje como antes, para ouvir a revelação dos mistérios do reino de Deus (vv. 10,11,34; compare Provérbios 28:5). Façamos uso deste grande privilégio e especialmente não nos privemos das reuniões onde podemos estar junto ao Senhor para escutar a Sua Palavra.


domingo, 17 de março de 2013

Devocional - Marcos 3:20-35


O Senhor está sempre disposto a deixar que se acheguem a Ele e, assim, permite à multidão entrar na casa em que estava. Logo a seguir começa a lhes ensinar, nem mesmo tomando tempo para alimentar-se. Sigamos, pois, o exemplo desta incansável devoção e completa abnegação, nós que freqüentemente estamos tão pouco dispostos a abrir as nossas portas aos estranhos, a permitir que nos perturbem ou que a rotina de nossos costumes seja alterada. Lembremos também que um visitante indesejável talvez nos tenha sido mandado para que possamos lhe falar da salvação de sua alma.

Algumas pessoas sentem-se perturbadas acerca do significado do versículo 29. Elas temem haver proferido alguma vez, sem pensar, uma palavra pecaminosa que nunca poderá ser perdoada. Isso é interpretar mal a graça de Deus. "O sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado" (1 João 1:7). A blasfêmia contra o Espírito Santo foi o mais terrível pecado do qual o incrédulo povo de Israel se fez culpado. Esse povo atribuiu a Satanás o poder do Espírito Santo do qual o Senhor Jesus estava revestido. Isto era extremamente grave e nem mesmo tinha sentido lógico (v. 26).

No último parágrafo, o Senhor distingue claramente aqueles a quem considera membros de Sua família. Fazer a vontade de Deus era, e ainda é, obedecer ao Senhor Jesus.





sábado, 16 de março de 2013

Marcos 3:1-19


Ocorre uma segunda cura na sinagoga de Cafarnaum e de novo num dia de sábado (1:21). A esse enfermo, cuja mão está ressequida, o Senhor pede que faça precisamente aquilo que é incapaz de fazer. Mas, ao começar a obedecer, ele dá prova de sua fé, e é esta fé que permite ao Senhor curá-lo. Observemos a dureza de coração dos que estão presentes. Em lugar de se alegrarem com o homem que foi curado e admirar o poder do Senhor, esses homens malvados tomam esse milagre como pretexto para tentar matá-LO. Ele, porém, prossegue com Seu ministério de graça, e a multidão, composta praticamente de estrangeiros de Tiro e Sidom (e até de edomitas), continua afluindo a Ele para ouvi-LO e obter a cura.

Depois Ele escolhe doze discípulos e os nomeia "para estarem com ele e para os enviar a pregar" (3:14 - compare com João 15:16). Estar com o Senhor Jesus: que imenso privilégio e, ao mesmo tempo, a condição indispensável para poder ser enviado em seguida. Como executar qualquer serviço sem que antes tenhamos recebido a direção do Senhor? (Jeremias 23:21-22). 

Neste Evangelho, cada um dos doze discípulos é mencionado individualmente, com a finalidade de nos fazer recordar que um servo deve depender direta e pessoalmente de Seu Senhor para receber orientação e ajuda.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Marcos 2:18-28

Se a palavra que distingue o Servo perfeito é "imediatamente (ou logo)", a dos judeus incrédulos é "por quê?" (v. 7,16,18,24). Ao ser interrogado acerca do jejum, o Senhor Jesus explica que se trata de uma manifestação de tristeza e que, conseqüentemente, não seria apropriado enquanto Ele estivesse com os Seus. Não devia ser a Sua vinda um motivo de grande alegria para todo o povo, como o anjo havia anunciado? (Lucas 2:10). Então Jesus aproveita esta oportunidade para reforçar o contraste entre as regras e as tradições do Judaísmo com o Evangelho da graça que é disponível gratuitamente, o qual Ele tinha vindo lhes trazer. Por desgraça, o homem - e não só o judeu - prefere as formas religiosas à graça de Deus porque elas lhe permitem gozar de uma boa reputação aos olhos de outras pessoas, ao mesmo tempo em que ele continua fazendo a sua própria vontade. Em contrapartida, o versículo 22 dá a entender que o cristão é um homem completamente renovado. Se seu coração está mudado e é um novo gozo que o preenche agora, seu comportamento exterior deve, necessariamente, ser também transformado.

 

Os fariseus censuravam os discípulos por colherem espigas no dia de sábado. O homem sempre se desvia do propósito que Deus lhe tem dado. O sábado era uma graça concedida a Israel, mas este povo transformou-a em jugo tal que ampliou ainda mais sua escravidão moral, como disse Pedro em Atos 15:10: "um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós".

Todo dia com Jesus




quarta-feira, 13 de março de 2013

Marcos 2:1-17

Na casa em Cafarnaum, o Senhor Jesus Se dá a conhecer, segundo o Salmo 103:3, como Aquele que perdoa todas as nossas iniqüidades e que sara todas as nossas enfermidades. As duas declarações deste Salmo são por Ele cumpridas na vida do paralítico como um testemunho para todos. Sim, Aquele que perdoa os pecados - uma obra espiritual - e que dá uma prova material dessa obra, também curando a enfermidade, só pode ser o Senhor (Jeová), o Deus de Israel.

 
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Os publicanos arrecadavam impostos para os romanos, atividade que lhes proporcionava riqueza (pois lhes tocava uma parte do arrecadado), mas também o desprezo da parte de seus compatriotas. O Senhor, porém, ao chamar Levi e ao aceitar o seu convite para comer em sua casa, mostra que não despreza nem rejeita ninguém. Pelo contrário, Ele veio buscar os pecadores notórios, aqueles que não ocultam o seu estado (1 Timóteo 1:15). Ele Se assenta à mesa com eles, fazendo-Se Amigo deles. Desde a queda, o homem tem medo de Deus e foge d'Ele por estar sua consciência "pesada". Assim, o primeiro esforço de Deus, antes de salvar a Sua criatura, foi aproximar-Se dela e ganhar a sua confiança. Isso é o que o Senhor Jesus fez, ao humilhar-Se a ponto de identificar-Se com o homem miserável a fim de fazê-lo compreender que Deus o ama.


terça-feira, 12 de março de 2013

Marcos 1:29-45


Depois da sinagoga em Cafarnaum, agora é a casa de Simão e André que se torna o cenário de um milagre da graça. O Senhor Jesus está sempre pronto a ser acolhido em nossas casas e a fazer com que experimentemos a Sua libertação, os Seus cuidados. Façamos como os discípulos: digamos a Ele tudo o que nos preocupa! (v. 30). Logo que a sogra de Simão foi curada, ela se apressou em servir ao Senhor e aos Seus seguidores. Não tinha ela diante de seus próprios olhos o maior exemplo de serviço?
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 A noite se aproximava; mas, para um Servo tão consagrado, o dia ainda não terminara. Trouxeram-Lhe os enfermos, e incansavelmente os alivia de sua dor, curando-os. Qual era o segredo desta maravilhosa atividade? De onde o Senhor Jesus estava sempre obtendo a renovação de Suas forças? O versículo 35 nos revela que era de estar em comunhão com Seu Deus. Observe como este Homem perfeito começa o Seu dia (compare com Isaías 50:4): em oração, em comunhão com Deus. E, ao notar que Sua popularidade começa a crescer, deixa a multidão que tão-somente estava curiosa para ver Seus milagres e vai pregar o Evangelho noutra parte.

Mais adiante o Senhor Jesus cura um leproso e lhe diz exatamente como deve dar o seu testemunho, um testemunho segundo as Escrituras (v. 44; Levítico 14). Infelizmente, o homem age segundo seus próprios pensamentos, o que impede a obra de Deus naquela cidade.


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