Os Abençoados


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

14 características do Espírito de Jezabel

Eis aqui algumas características que acompanham a operação desse espírito demoníaco.

Lembre-se que as pessoas fortemente influenciadas pelo espírito de Jezabel apresentarão muitas delas, num momento ou outro, embora não necessariamente na ordem descrita. Uma característica isolada não indica que alguém tenha o espírito de Jezabel. Pode significar apenas que a pessoa é emocional e espiritualmente imatura. No entanto, sempre que houver uma combinação de várias dentre as 14 características relacionadas, isso será uma forte evidencia de que o indivíduo esteja debaixo de influência maligna.

Lembremos também que uma característica pode ser bem visível enquanto outra pode estar oculta, mas mesmo assim mostrar-se bem acentuada.
Uma manifestação prolongada de qualquer uma dessas características exige uma avaliação mais atenta do indivíduo e da situação.

1- Embora a princípio seja difícil perceber, o indivíduo sente-se profundamente ameaçado pelos profetas, os quais são seu principal alvo.
Embora ele pareça ter o dom de profecia, seu alvo na verdade é controlar aqueles que se movem na esfera profética.

2- Para aumentar seu favor, o indivíduo muitas vezes se aproxima do pastor e dos líderes locais e depois busca encontrar o elo mais fraco afim de dominá-lo. Seu objetivo final é governar toda igreja.

3- Em busca de reconhecimento do pastor e dos membros, o indivíduo forma associações estratégicas com pessoas que são reconhecidas como espirituais e têm influência na igreja.

4- Para parecer espiritual, o indivíduo busca reconhecimento manipulando as coisas e buscando tirar vantagem. Muitas vezes, compartilha sonhos e visões provenientes de sua própria imaginação ou que ouviu de outros.

5- Quando o indivíduo recebe um reconhecimento inicial, geralmente responde com falsa humildade. No entanto, tal atitude não dura muito.

6- Quando é confrontado, o indivíduo se coloca na defensiva. Ele justifica suas ações com frases do tipo "Estou obedecendo a Deus" ou "Deus me disse para fazer isso".

7- Muitas vezes, o indivíduo alega ter grandes revelações espirituais sobre o governo da igreja, mas não busca autoridades legítimas. Em geral, primeiro compartilha suas opiniões com outras pessoas. Sua opinião pessoal muitas vezes se torna a "última palavra" sobre várias questões, fazendo com que se sinta superior ao pastor. No entanto, mesmo que sua revelação seja proveniente de Deus, ele prefere sair falando em vez de orar.

8- Com motivos impuros, o indivíduo busca se aproximar de outros. Parece desejar fazer "discípulos" e precisa de constante afirmação de seus seguidores.

9- Esse indivíduo prefere orar pelas pessoas em particular (em outra sala ou num canto isolado), para não ter de prestar contas a ninguém.
Assim, suas revelações e falsas "profecias" não podem ser questionadas.

10- Ansioso para conseguir o controle, ele reúne as pessoas e procura ensiná-las. Embora, a princípio, o ensino possa ser correto, ele apresenta "doutrinas" que não possuem fundamentos na palavra de Deus.

11- Enganando os outros com profecias carnais e falando aquilo que as pessoas gostam de ouvir, ele busca acima de tudo conseguir credibilidade. Profetiza meias verdades ou fatos pouco conhecidos, como se fossem revelações divinas, torcendo seus pronunciamentos anteriores e fazendo parecer que se cumpriram na íntegra.

12- Embora a imposição de mãos seja um princípio bíblico, esse indivíduo gosta de compartilhar um nível "mais elevado" no espírito e derrubar as paredes que prendem as pessoas, por meio da imposição de mãos.
No entanto, seu toque transmite maldição. Em vez de uma benção santa, o que ele transmite mediante seu toque é um espírito maligno.

13- Mascarando uma auto-estima deficiente com orgulho espiritual, ele deseja ser visto como a pessoa mais espiritual da igreja. Pode ser o primeiro a chorar, clamar, etc, afirmando estar recebendo uma carga de Deus. No entanto, não é diferente dos fariseus que queriam que suas boas ações fossem vistas e suas virtudes reconhecidas pelos homens.

14- Lamentavelmente a vida familiar desse indivíduo é turbulenta. Ele pode ser solteiro ou casado. Quando é casado, seu cônjuge geralmente é espiritualmente fraco, não convertido ou miserável. Esse indivíduo tem tendência de dominar todos os membros de sua casa.

Do livro "Desmascarando o espírito de JEZABEL" de John Paul Jackson

domingo, 10 de outubro de 2010

Estatuto e Regimento Interno da Igreja

O Estatuto é o documento formal da Igreja e por isso parece-nos um tanto basilar falar deste assunto, mas ainda hoje, Igrejas tem tido inúmeros problemas legais devido a falta deste documento ou por ele não corresponder à realidade, não refletindo a real essência da instituição, sua forma de manifestação e atuação, seus princípios e sua ‘confissão de fé'.

Para um maior esclarecimento sobre este tema é que entrevistamos Dr. Odilon Marques Pereira, graduado em Teologia e Direito, especialista em Direito e Processo Civil e Direito Tributário pelo IBET. Dr. Odilon é advogado em Londrina/PR, onde é Presbítero da Igreja Presbiteriana Independente. Autor do livro "O Novo Código Civil e a as Igrejas - Impacto e Implicações.

O que é um Estatuto, qual a sua finalidade e quais os benefícios em tê-lo?

Odilon - Estatuto é o documento formal que devidamente registrado determina o começo da existência legal das organizações religiosas e instituições em geral, possibilitando às igrejas a proteção constitucional da liberdade de crença e culto e, de igual forma às instituições filantrópicas, que usufruam da imunidade tributária. Através do Estatuto a natureza jurídica das instituições é revelada, mormente se organização religiosa, filantrópica ou empresarial, retratando a forma de governo e organização.

Há vários modelos de Estatutos, principalmente na internet, quais os cuidados que o pastor e sua liderança devem ter na seleção de um destes modelos para a sua Igreja?

Odilon - Exatamente por expressar forma de governo e organização das instituições que os Estatutos devem ser lapidados considerando as particularidades, o governo (representativo, congregacional, episcopal, etc.) e a respectiva confissão de fé das igrejas; a simples utilização de um modelo ‘pronto' de Estatuto pode acarretar grave incongruência entre este documento de constituição formal da instituição e a realidade fática evidenciada, podendo redundar em situações de irregularidade e/ou nulidade dos atos de administração e governo por inobservância das formas.

Quais os itens que devem constar no Estatuto? Há algum item que não pode faltar?

Odilon - A lei civil determina que os Estatutos e respectivo registro informem a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração; o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e dos diretores; o modo por que se administra e representa, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente; se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração, e de que modo; se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas obrigações sociais; e as condições de extinção da instituição e o destino do seu patrimônio, nesse caso. Importante observação, quanto às organizações religiosas, é para que não deixem de inserir no Estatuto sua respectiva confissão de fé, para que sempre possam comprovar que seus posicionamentos e/ou considerações não se direcionam a este ou aquele caso específico (ex. discriminação), mas decorrem de seus documentos de fé, no que restam abrigados pela garantia constitucional de crença e culto.

O que é um regimento interno e qual a sua finalidade?

Odilon - Regimento interno, como o próprio nome aponta, é um documento válido ‘da porta para dentro'; sua finalidade precípua é a organização interna e a rotina diária da instituição na busca do cumprimento de suas finalidades, especificando seu organograma, a competência dos administradores e prepostos, bem como dividindo funções e tarefas.

Quais os itens que devem constar nele?

Odilon - A lei não determina estrutura mínima do Regimento Interno e não estabelece quais os itens que devam obrigatoriamente contemplar; assim, seu teor deverá suprir as necessidades de organização e gestão das respectivas instituições, devendo ser sucinto, objetivo e de fácil compreensão.

O Estatuto e o Regimento interno podem ser alterados? Quando isso deve ser feito e como?

Odilon - O Estatuto e o Regimento Interno podem e devem ser alterados sempre que não atendam ou não correspondam aos anseios e à realidade fática da instituição; exatamente por serem documentos de organização e existência legal das instituições, devem ser constantemente adequados para que reflitam a real essência da instituição e sua forma de manifestação e atuação. A competência para alteração do Estatuto é sempre da Assembléia Geral em reunião específica e com quórum diferenciado; já o Regimento Interno poderá ser alterado pela Assembléia Geral ou pela diretoria da instituição, conforme dispuser o Estatuto; ressalva-se, todavia, que por deliberação dos fundadores ou da própria Assembléia Geral o Estatuto pode conter cláusulas que não sejam passíveis de alteração, exatamente para manter princípios inegociáveis ou que caracterizam a razão premente da instituição ou igreja.

Quais os conselhos para pastores e líderes quanto aos estatutos e regimentos de suas igrejas?

Odilon - Enquanto nossa Constituição Federal garantir liberdade de crença e culto, o documento que possibilita a comprovação dos preceitos de fé e o exercício dessa liberdade religiosa, evitando qualquer ingerência e/ou exigência do Estado ou de terceiros, é o Estatuto das igrejas / organizações religiosas que, integrando suas finalidades, deve expressar de forma clara seus princípios e sua ‘confissão de fé'; portanto, o Estatuto não deve ser omisso quanto aos preceitos de fé e princípios defendidos pela instituição, sendo que aqueles que não os apontam com clareza devem ser reformados para que insiram em seu texto ou apontem o documento que contém as questões defendidas de ‘crença e culto'.

Fonte:  INSTITUTO JETRO



Site: www.institutojetro.com

Título do artigo: Estatuto e Regimento Interno da Igreja

Autor: Odilon Pereira

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Minha Igreja

Não há assunto ensinado nas Escrituras sobre o qual “crentes” estão unidos. Coloquei aspas na palavra crentes para indicar que estou usando a palavra de maneira especial. Uso para incluir todo aquele que “acredita” na Bíblia. Nem há unanimidade entre os “crentes” sobre a inspiração e autoridade das Escrituras.

Essa falta de unanimidade não é surpreendente nem desanimadora. Houve uma variedade de reações à pessoa e às obras de Jesus. Alguns eram seguidores devotos (Marcos 1:16-20) enquanto outros buscavam matá-lo (Marcos 14:1-2). Suponho que muitos estavam entre esses dois extremos. Jesus provocava muitas respostas mas isso não o impedia de ensinar a verdade.

Ao chegar no final de suas obras terrenas, ele menciona brevemente a sua igreja (Mateus 16:18; 18:17). Ele introduz uma palavra nova para descrever um relacionamento novo. Sua designação normal é “reino”, “reino do céu” ou “reino de Deus” (Mateus 16:19).

Jesus usa essa palavra em dois sentidos, primário e secundário. Quando ele promete construir a sua igreja (Mateus 16:18), ele fala sobre a comunidade universal de crentes salvos. Referências posteriores sugerem que esse relacionamento ultrapassa o tempo; todos aqueles que foram salvos por Jesus através do tempo (Hebreus 12:23) estão inclusos. Não havia poder, nem do além, que seria capaz de parar o plano que Jesus havia colocado em vigor.
Essa comunidade universal de pessoas salvas é chamada de “a igreja, a qual é seu corpo” (Efésios 1:22-23). Homens e mulheres, respondendo pela fé, são “batizados em Cristo” (Galátas 3:27). È evidente nesses versículos que crentes obedientes se tornam uma parte do corpo de Cristo ao serem batizados. São salvos pelo sangue de Cristo (Efésios 1:7), e conseqüentemente são acrescentados ao seu corpo. Essa é uma comunidade (corpo) de pessoas salvas. Elas não eram acrescentadas ao seu corpo, depois salvas; mas são salvas, depois acrescentadas. As Escrituras não sugerem qualquer outra maneira de entrar nesse relacionamento de salvo em Cristo.

O uso secundário da palavra igreja é congregacional. Esse relacionamento é menor do que o corpo universal dos salvos. Jesus deixa isso implicíto em Mateus 18:17, “dize-o à igreja”. É fisicamente impossível fazer isso no uso primário da palavra igreja. Ninguém pode ajuntá-la e ninguém pode falar por ela. Por isso Jesus reconheceu e aprovou do aspecto congregacional dessa palavra. As epístolas usam freqüentemente a palavra dessa maneira (Colossenses 4:16). Os cristãos podem entrar nesse relacionamento tentando “juntar-se com os discípulos” (Atos 9:26). Essa comunidade local não inclui todos os cristãos (Colossenses 4:16), mas apenas alguns. A associação é controlada por homens (Atos 9:26-28), e por isso é sujeita a erros e enganos (3 João 9-10). Às vezes aqueles que são inclusos deviam ser excluidos (1 Coríntios 5:13), e alguns são excluídos que deviam ser inclusos (3 João 10). Não se entra nesse relacionamento através do batismo, mas a pedido de uma pessoa já batizada e pela aceitação da congregação (Atos 9:26-28).

Reconhecer os usos primários e secundários da palavra igreja no Novo Testamento nos ajudará a evitar um conceito partidário. Examinar cuidadosamente o contexto nos ajudará a fazer uma distinção entre o uso mundial (universal) e congregacional (local) dessa palavra.
Muitas pessoas não aprenderam a fazer tal distinção. Multidões acreditam que a igreja universal é feita de denominações de todos os tipos feitas pelos homens. A linguagem de muitos “crentes” reflete esse engano básico. O corpo universal de Jesus não é feito de igrejas (denominações), é feito de pessoas. Às vezes a confusão ocorre até entre cristãos. Alguns acreditam que a igreja universal é feita de congregações; o mesmo engano que nossos amigos de denominações fazem, apenas num sentido diferente. O corpo universal de Cristo é composto de santos e Cristo. Nosso discurso e prática devem ilustrar essa distinção.
por Ed Brand

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Volta de Cristo

A Segunda Vinda de Cristo
O Novo Testamento apresenta vasta cópia de previsões da Segunda Vinda de Cristo: cerca de 300 referências têm sido verificadas. A matéria tem dado margens ás mais variadas interpretações, oriundas em grande parte da tentativa de se entrosar as diferentes previsões umas com as outras como se fossem peças de um quebra-cabeça, e assim preparar uma espécie de catálogo bíblico do porvir, uma narrativa histórica escrita com antecipação.

Examinando o Novo Testamento, verificamos que a intenção divina das profecias é outra. Ao falar de sua volta, Jesus frisava:

“Vigiai! Porque não sabeis o dia nem a hora...” Seu intuito era o de incutir em seus discípulos a vigilância, para que fossem “semelhantes a homens que esperam” a volta do seu senhor (Lc 12:36).

Nesse caso, para que tantos pormenores nas previsões? 

Os cristãos deveriam lembrar as informações que seu Mostre lhes confiava, para que, quando vissem acontecer essas cousas, soubessem que estava próximo o reino de Deus (Lc 21:31). As profecias não constituíam história escrita com antecedência, como que para satisfazer as curiosidades, e sim, motivo de estimulo à vigilância e confirmação da fé por ocasião de seu cumprimento.

Observado isso, vejamos o que realmente sabemos da futura vinda de Cristo.

a) Como e quando se dará sua Vinda?

1) Será pessoal, “como o vistes subir” (At 1:11);
2) Será visível e inconfundível (Mt 24:20,47; Ap 1:7);
3) Será repentina e inesperada (Mt 24:36-44; Lc 21:34; 1Co 15:52);
4) Poderá dar-se muito breve (Mt 24:42,44; 25:13; Ap 22:20).

b) A que virá Cristo?

1) Paras separação dos homens (Mt 24:40-41). Sua primeira vinda trouxe divisão (Lc 12:51) e sua segunda vinda concretizará e efetivará essa separação;
2) Para a ressurreição dos mortos (Jo 5:28-29; Jo 6:39-40,44; 1Co 15; 1Ts 4.13-17; Ap 20.13);
3) Para a reunião dos seus consigo no arrebatamento (1Ts 4.17; 2Ts 2.1);
4) Para a transformação dos seus (1Co 15.50-54) à sua própria semelhança (1Jo 3.2; Fp 3.20-21);
5) Para a permanência dos seus consigo para sempre (1Ts 4.17b) e o estabelecimento do Seu Reino (Ap 20.1-7; Is 11);
6) Para o julgamento de todos, tanto dos remidos como dos condenados, de acordo com suas obras (Mt 25.31-46): aqueles para o galardão (1Co 3.10-15; Rm 14.10,12; 2Co 5.9,10); e estes. Para a execução da sentença já lavrada (Jo 3.18; 2Ts 2.12; Ap 20.11-15);
7) Para a destruição das cousas ora existentes e o estabelecimento de ovos céus e nova terra (2Pe 3.10-13; Ap 21.22);
8) Para que, finalmente, “Deus seja tudo em todos” (1Co 15.28).


Fonte:
Bíblia Vida Nova

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SUSTENTO PASTORAL

É incrível, mas alguns crentes em nosso meio ainda não foram instruídos sobre este tão importante assunto. Todos os outros que trabalham recebem uma recompensa pelo serviço dado; por que um pregador do evangelho não deve receber o seu sustento pastoral?

Muitos falsos lideres religiosos são simplesmente charlatões que vivem da ignorância do povo. Sabem tirar dinheiro dos incautos. E é claro que alguns religiosos só aproveitam a religião para ficarem ricos! Quem sabe que é para não ficar identificados com estes malandros que alguns dos nossos pastores têm receio de falar sobre o assunto? Mas a pergunta continua: deve uma igreja sustentar financeiramente o seu pastor? Creio que a resposta Bíblica é um grande SIM.

Vamos fazer uma pesquisa para ver o que Deus tem falado sobre o sustento daqueles que O servem. Não vai ser um estudo exaustivo nem completo, mas vai servir para nos esclarecer mais um pouco o assunto. Espero que sejamos estimulados a obedecer ao Senhor cada vez mais por meio deste pequeno estudo. Primeiramente, vamos considerar as varias comissões que Jesus deu ao seu povo. Depois vamos ver como o ministério foi sustentado no Velho Testamento. Vamos examinar também como a primeira igreja foi financiada, e depois vamos estudar as passagens que falam mais diretamente sobre o sustento dos pregadores do evangelho.

I. QUAL É A NOSSA COMISSÃO?


A. Jesus deu uma comissão especial aos doze apóstolos. Mt 10.5-16; Lc 9.1-6.

1. Esta commissão foi dada somente aos doze.

2. Ela foi restrita “às ovelhas perdidas da casa de Israel.”

3. Os apóstolos receberam poderes para curar os enfermos, limpar os leprosos, ressuscitar os mortos, e expulsar os demônios.

4. Eles não podiam possuir nem levar dinheiro, nem pão, nem roupa extra, nem alparcas, nem bordão.

5. Recebiam sustento das pessoas onde pregaram. Vamos lembrar que os doze tinham abandonado seus empregos normais.

6. Foi dada para os doze evangelizar com pressa, de curto prazo. Anunciaram a chegada do reino de Deus a Israel. Se Israel tivesse arrependido, o reino teria sido restaurado à nação.

B. Jesus deu uma comissão especial a setenta discípulos. Eles saíram de dois em dois para alcançar somente os Judeus. Lc 10.1-12.

1. Foi uma extensão da primeira comissão para salvar as ovelhas perdidas dos judeus.

2. Foi um trabalho rápido, relâmpago.

3. Como os apóstolos, os setenta tinham poderes para curar os enfermos.

4. Não podiam ir de casa em casa, mas ficaram hospedados em uma casa onde comiam, etc. Recebiam seu sustento das pessoas locais.

5. Anunciaram a chegada do reino de Deus a Israel. Mais uma vez, Deus estava pronto a restaurar o reino a Israel.

C. Jesus deu a “grande comissão” a sua igreja. Depois da rejeição de Cristo pela nação de Israel, Jesus enviou sua igreja ao mundo inteiro para pregar o seu evangelho e preparar um povo escolhido para seu nome. Mt 28.18-20; At 1.6-8; Lc 24.46-53; At 15.7-14. Esta comissão supera todas as anteriores.

1. A “grande comissão” não é para as ovelhas perdidas de Israel especialmente, mas para todas as nações e a toda criatura. Mc 16.15.

2. Não foi dada para durar pouco tempo, mas até a consumação dos séculos. Mt 24.14; 28.20.

3. Os poderes especiais dos Apóstolos e dos setenta não fazem parte desta comissão.

4. Os pregadores podem levar roupa extra agora, como Paulo que pediu sua capa devido ao frio que vinha. II Tm 4.13. Também quis receber seus livros, principalmente os pergaminhos.

5. Quando Paulo foi à Roma, ficou hospedado em sua própria casa alugada, não em casa dos outros. At 28.30.

6. O trabalho de constituir novas igrejas leva tempo. Não é um trabalho feito rapidamente. Paulo ficou um ano e meio em Corinto e três anos em Éfeso. At 18.11; 20.31.

7. Como é sustentado o pregador que trabalha hoje? É um pouco diferente do que os apóstolos e os setenta devido à natureza da comissão em vigor.


II. SUSTENTO NO VELHO TESTAMENTO


A. O sustento da tribo inteira de Levi veio do dízimo das outras tribos de Israel. Não foi dado para pagar os sacerdotes pelo serviço no templo!

B. Levi foi a única tribo que não recebeu terra como sua herança.

1. Porque Deus tinha escolhido Levi como um primogênito no lugar das outras tribos. Nm 18.20-21.

C. O sacerdote tinha que ser da tribo de Levi. Assim ele ganhou o dízimo igual a todos os outros Levitas, mas recebeu um salário alem do dízimo para seus serviços religiosos quando servia do altar. Nm 18.31; I Co 9.13; Lv 6.16; Nm 5.9-10.

1. O que sobrava das ofertas ficou com o sacerdote. Lv 2.3.

2. Ele podia comer delas. Lv 10.13-15.

3. Ele podia receber terras em certos casos. Lv 27.21.

4. Recebia dinheiro de certas coisas resgatadas. Nm 3.48-51.

5. Recebia ofertas e primícias. Nm 18.8-9,12.

6. As ofertas dos Judeus eram a herança dos sacerdotes. Dt 18.3-8; II Reis 12.16.


III. SUSTENTO DA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO


A. No inicio da igreja, Jesus e seus apóstolos foram sustentados pelas ofertas de certas senhoras ricas. Lc 8.1-3. Tudo foi dado voluntariamente.

B. Judas levou o dinheiro usado pela igreja. Jn 13.29; 12.6. É evidente que Jesus e seus discípulos precisavam de dinheiro. O dinheiro era a contribuição de vários.

C. Logo depois Pentecostes, os irmãos venderam suas possessões para suprir as necessidades de outros. At 2.45; 4.32-37.

1. Esta passagem prova que os apóstolos receberam o dinheiro no começo.

2. Depois a igreja elegeu outros para distribuir o dinheiro às viúvas para aliviar os Apóstolos. At 6.1-6.

3. No caso de Ananias e Safira, é bem claro que as ofertas foram voluntárias. O crente pode comprar e vender a vontade. Porem, não deve mentir sobre a sua oferta.

D. O Apóstolo Paulo pediu que as igrejas no meio dos gentios ajudassem os crentes pobres em Israel.

1. Se os crentes Judeus deram suas coisas espirituais aos gentios, por que os gentios não podiam dar as coisas materiais? Aqui está registrado um princípio espiritual em respeito às nossas contribuições. Rm 15.25-27. I Co 8.11.

2. Paulo ensinou como preparar a oferta. I Co 16.1-4.

3. Cada membro separa e guarda regularmente sua oferta no primeiro dia de cada semana. É bom poupar para algum fim especial.

4. Paulo não quis ficar esperando enquanto a igreja arrumava a oferta.

5. Cada um dar conforme sua prosperidade.

6. A igreja aprove quem deve levar a oferta.

V. SUSTENTO DOS MINISTROS DA IGREJA


A. Paulo optou não usar o direito de receber ofertas pelo serviço que prestou às igrejas como missionário. I Co 9.12.

1. Nesta passagem, Paulo defende seu apostolado que alguns tinham colocado em dúvida. Ele não recebia sustento regular, como salário, das igrejas novas onde ele trabalhava. Por isso, pensavam que não era um verdadeiro Apóstolo. Os outros Apóstolos evidentemente recebiam sustento financeiro!

2. Ninguém serve o militar à sua própria custa. I Co 9.7.

3. Ninguém planta a vinha e não come do seu fruto. Idem.

4. Ninguém apascenta o gado sem tomar o leite! Idem.

5. A lei também ensina esta verdade. I Co 9.8-10. O boi que trabalha merece comer.

B. O ministro tem direito de receber seu salário. Paulo disse que outros usavam “deste poder” sobre a igreja. I Co 9.12. A palavra “poder” quer dizer direito. O ministro tem direito de receber salário ou dinheiro pelo serviço à igreja. Ele dá coisas espirituais e deve receber coisas materiais. I Co. 9.11.

1. “Digno é o operário do seu alimento.” Mt 10.10; Pr 27.18.

2. Como o sacerdote no Velho Testamento foi sustentado pelo altar, assim o pregador é sustentado pelo evangelho. I Co 9.14.

C. O pastor é responsável pelo ensino da Bíblia na igreja.

1. Ef 4.11 mostra que o “pastor e doutor” é um dom de Cristo à sua igreja. Doutor é quem ensina!

2. O pastor deve ser “apto para ensinar.” I Tm 3.2.

3. Quem ensina deve ser pago pelos alunos. Gl 6.6. “E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Mais claro não pode ser!

D. Paulo deixou de receber um salário para não colocar uma pedra de tropeço no caminho dos gentios.

1. Seu galardão era pregar de graça. I Co 9.18.

2. Paulo não foi pesado para ninguém. I Ts 2.9.

3. Trabalhou dia e noite para não ser pesado para nenhum irmão. II Ts 3.8-9.

4. Tinha direito para receber salario, mas não o recebeu. Quis dar um bom exemplo para os outros. “Se alguém não quiser trabalhar, não coma também.” Vs 10.

E. Paulo trabalhou para seu próprio sustento, mas aceitou ofertas também. At 20.33-35;18.3.

1. A igreja em Filipos ajudou Paulo quando estava na prisão em Roma. Fp 2.25; 4.18.

2. Deu lhe apoio financeira mais que uma vez. Fp 4.16.

3. É bom ajudar um pregador. Versiculo 14.

4. As necessidades da igreja que ajuda o pregador serão supridas. Fp 4.19.

5. Paulo quis que os irmãos em Roma o ajudassem viajar para outros lugares depois da sua visita lá. Rm 15.24. Ele disse: “E que para lá seja encaminhado por vós.”

6. Atos 15.3 A igreja ajudou os irmãos viajar. Foram “acompanhados” pela igreja, isto é, ajudados na sua viagem.

F. Havia alguns que não queriam ajudar o pregador. 3 Jo 9-10.

1. Eles não pediram nada de ninguém para pregar o evangelho. Não receberam nada dos gentios, vs. 7.

2. Um ditador na igreja não os recebia e proibiu os outros de recebê-los. Isto é pecado.

G. O pastor que trabalha na palavra e na doutrina é digno de salário dobrado! I Tm 5.17-18.

1. O versículo que segue menciona o boi que debulha, como em I Co. 9.

2. Também está escrito sobre este assunto, “Digno é o obreiro do seu salário.”

H. Pastores não devem ser cobiçosos. I Pedro 5.2. Torpe ganância é ilícita. Não convém o homem de Deus ficar correndo atrás negócios para ficar rico! Deve aprender ficar satisfeito com que Deus lhe dá.


Fonte: Palavra Prudente

domingo, 25 de julho de 2010

O CHAMADO DE DEUS AO MINISTÉRIO

Mateus 9:38
O mais elevado de todos os chamados é o chamado de pregar o evangelho de Jesus Cristo.
Hoje o ministério do evangelho foi rebaixado ao nível de uma profissão igual às outras ocupações comuns.
Quem quer que tenha pago o anúncio, penso que foi a Convenção Batista Americana, viu o ministério como apenas outra profissão entre muitas.
Quando eu estava na universidade, a revista Time publicou um anúncio pago numa de suas edições que buscava recrutas para o ministério. A manchete desse anúncio dizia: “Considere o Ministério”.
As igrejas de Cristo sempre sustentaram que ninguém que não tenha sido claramente chamado por Deus deve pregar o evangelho.
Os conselhos batistas de ordenação sempre pedem ao candidato que relate seu chamado antes de procederem para o aspecto doutrinário do exame.
Nesta mensagem vamos considerar o chamado de Deus ao ministério e também tentarei dar, a partir das Escrituras, respostas para três perguntas acerca desse chamado:


DEUS CHAMA OS HOMENS PARA PREGAR?
Nenhum homem pode se nomear para ser o embaixador de sua nação para outra nação e nenhum grupo pode nomeá-lo para fazer isso. O presidente deve nomeá-lo!
Da mesma forma e ainda mais, o pregador do evangelho deve ser enviado por Deus para fazer isso! Examine 2 Coríntios 5:20, onde os pregadores de Cristo são comparados a embaixadores.
Paulo está falando de pregadores quando diz aqui: “De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus”.
A palavra de Deus claramente ensina que Deus chama os homens ao ministério. Cinco passagens do Novo Testamento lidam diretamente com a necessidade de um chamado de Deus para pregar:
  1. O texto que estamos lendo em Mateus 9:38 diz que o Senhor da colheita deve enviar trabalhadores.
Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara”.
  1. Atos 13:2 diz como o Espírito Santo chamou Paulo e Barnabé para serem pregadores/missionários.
E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”.
  1. Atos 20:28 diz que o Espírito Santo torna os homens bispos das igrejas.
Aqui Paulo está falando aos pastores ou anciões da igreja em Éfeso quando diz:
Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue”.
  1. Romanos 10:14-15 diz que ninguém pode crer num Cristo do qual não ouviu falar e ninguém ouvirá sem um pregador e ninguém poderá pregar sem ser enviado ou chamado.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?…”
  1. Efésios 4:11-12 diz que Cristo dá pastores para suas igrejas e a ênfase no grego está na palavra Ele no versículo 11.
E Ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”.
Deus é Aquele que chama os homens ao ministério do evangelho! Outras passagens ensinam isso também!
Atos 26:15-16 nos diz que o Senhor Jesus disse que é Ele que fez de Paulo um ministro. Paulo está aqui falando.
E disse eu: Quem és, Senhor? E ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para te pôr por ministro e testemunha tanto das coisas que tens visto como daquelas pelas quais te aparecerei ainda”.
Em 1 Timóteo 1:12 Paulo disse que foi Cristo que o colocou no ministério.
E dou graças ao que me tem confortado, a Cristo Jesus, Senhor nosso, porque me teve por fiel, pondo-me no ministério”.
Aquele que chama os homens ao ministério, Aquele que os envia a pregar o evangelho, é Deus!
Em Jeremias 1:5 Deus disse a Jeremias: “Antes que Eu te formasse no ventre, Eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta”.
Amós 7:15 diz do chamado de Amós para pregar. “Mas o SENHOR me tirou de após o gado e o SENHOR me disse: Vai e profetiza ao meu povo Israel”.
Há outros que tentam chamar as pessoas ao ministério. Um velho pregador de Nova Orleans certa vez disse que há cinco categorias de pregadores neste mundo:
  1. o pregador que chamou a si mesmo, que entra no ministério porque ele acha que o ministério é onde ele poderá fazer o maior bem neste mundo. Para ele o ministério é uma profissão.
  2. Há o pregador que foi chamado pelos parents, o qual entra no ministério porque seus parentes esperam que ele entre.
Ou sua avó pode ter lhe contado em seu leito de morte que ela orou durante anos para que ele pregasse.
Assim, ele entra no ministério, a fim de não desapontar sua avó ou as expectações de seu pai.
  1. Há o pregador chamado pelo pastor. Esse é um jovem que pode ser zeloso em sua religiosidade e assim o pastor lhe sugere que ele deve pregar.
Esse jovem raciocina que já que seu pastor acha que ele deve pregar, então talvez ele tenha chamado para pregar.
O ministério de tal pregador acaba sendo uma ambição excessiva em busca de uma igreja maior, um salário maior e uma posição influente na denominação.
  1. Há também o pregador chamado por Satanás. Sim, Satanás tem seus ministros. Veja 2 Coríntios 11:13-15.
Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras”.
Os pregadores chamados por Satanás geralmente baseiam seu chamado em algum sonho ou visão ou voz audível que eles ouviram e seu chamado lhes é tão real quanto possível!
  1. Finalmente, há o pregador chamado por Deus e é nele que estamos pensando nesta mensagem.
Aqueles que se intrometem no ministério sem um chamado de Deus são culpados do pecado da presunção, como foram Coré, Datã, Abirão e Uzias, que ousaram entrar no ofício sacerdotal no Israel do Antigo Testamento.
É presunção entrar apressadamente no ministério sem ser chamado por Deus! Fazer isso é pisar solo sagrado com pés não lavados.
Um pastor que não é verdadeiramente chamado por Deus provocará muitos problemas em sua própria vida e em sua igreja.
Quando sofrer ataques das forças de Satanás, esse homem experimentará temores irracionais que produzirão incerteza e confusão para ele.
Isso será prejudicial à sua mensagem porque sua trombeta dará um som indistinto e seus seguidores ficarão confusos.
Aquele que prega sem ter sido chamado por Deus logo será forçado pela honestidade a questionar seu próprio trabalho e não demorará muito para que seu povo comece a questionar o trabalho dele.
Um pregador que tem dúvidas quanto ao seu chamado não conseguirá deixar de criar dúvidas na mente de seus ouvintes.
Um pregador que se sente inseguro acerca de seu chamado começará a questionar se há mesmo uma coisa tal como um chamado na vida dos outros.
Ministros sem chamado também sempre terão dúvidas persistentes de que talvez eles tenham realmente perdido algo na vida que outras pessoas estejam gozando.
No fim os pregadores sem chamado farão com que o ministério seja alvo de zombaria. A segunda pergunta que procuro responder nesta mensagem é


QUAL É O CHAMADO PARA PREGAR?
Há pelo menos quatro coisas envolvidas no que é o chamado para pregar.
  1. Conforme já vimos, é um chamado de Deus.
  2. É um chamado para pregar. É um chamado divino para pregar as riquezas insondáveis de Cristo.
O chamado para pregar é um chamado para se entregar totalmente à proclamação do evangelho de Jesus Cristo.
Certa vez pastoreei uma igreja em que havia um homem de cerca de setenta e cinco anos que se orgulhava do fato de que ele havia sido chamado para pregar quando ele era jovem.
A coisa estranha acerca desse homem é que ele nunca havia pregado.
Pode-se dizer com certeza que esse homem nunca foi chamado para pregar porque ele nunca pregou! O chamado de Deus para pregar é um chamado para pregar!
Pelo jeito, esse homem era um problema constante para seu pastor durante vários anos. Ele sempre sabia como conduzir a igreja e como pregar melhor do que seu pastor!
  1. O chamado de Deus para pregar vem com promessas e encorajamentos de Deus.
Nas Escrituras, quando chamava seus pregadores Deus sempre os incentivava lhes fazendo certas promessas.
  1. Em Isaías 54:17 Deus prometeu a Isaías: “Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e a sua justiça que vem de mim, diz o SENHOR”.
  2. Em Jeremias 1:18-19 Deus prometeu a Jeremias: “Porque eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, e contra os reis de Judá, e contra os seus príncipes, e contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar”.
Como é que alguém pode pregar sem ter a promessa de que mediante sua pregação Cristo falará Sua própria palavra que eficazmente atrairá os pecadores para Si?
Mas aqueles que preguem sem terem sido enviados ao ministério não têm nenhuma promessa de bênção de Deus. Eles saem da proteção de Deus!
  1. O chamado de Deus para pregar é um chamado irrevogável. Deus não revoga Seu chamado de pregar.
Romanos 11:29 diz: “Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” significando que Deus não muda de idéia.
Deus não quis revogar Seu chamado para Jonas, embora Jonas não quisesse ir e até tentou fugir!
Deus não procurou outra pessoa quando Jonas resistiu ao Seu chamado. Ele enviou um peixe para engolir Jonas e fazer com que ele ficasse disposto a ir.
Minha pergunta final nesta mensagem é


COMO DEUS CHAMA OS HOMENS PARA PREGAR?
É comum ouvir os homens dizerem que eles se sentem chamados para pregar, sugerindo de maneira bem forte que o chamado para pregar é um sentimento interior que eles têm.
Outros dizem que Deus falou com eles e os chamou para pregar.
Como é que Deus chama os homens para pregar? Como será que um homem pode saber que Deus o está chamando para pregar, que Deus o está enviando aos Seus campos de colheita?
Há muitas coisas envolvidas no chamado que Deus dá para um homem pregar. Vamos examiná-las aqui.
  1. Deus chama um homem para pregar em e mediante Sua Palavra escrita.
Já que Deus não mais fala audivelmente do céu nem dá visões, como será então que alguém pode saber que Deus está o chamando para pregar?
Deus fala hoje mediante Sua Palavra. O chamado ao ministério se encontra, prioritariamente, na Palavra escrita de Deus. Esse é o meio pelo qual Deus fala hoje.
O homem que Deus chama investiga a Palavra de Deus e vê que os pecadores estão em rebelião contra Deus e morrendo e indo para o inferno e que eles não podem crer e ser salvos sem ouvirem o Evangelho e eles não podem ouvir o Evangelho sem um pregador.
Ele vê no texto que estamos lendo que os campos estão brancos para a colheita e a grande necessidade de trabalhadores para a colheita.
Na Palavra escrita Deus lhe mostra a grande necessidade de pregadores do Evangelho.
Por isso, nesse sentido o chamado ao ministério é um chamado Bíblico. Como é que Deus chama os homens para pregar?
  1. Em segundo lugar, Deus dá a um homem uma forte convicção de que ele deve pregar o Evangelho.
O Espírito Santo tem influência especial no chamado pessoal de um homem. Ele dá uma convicção na consciência de que ele deve pregar.
O Espírito Santo aplica a Palavra escrita à consciência de um homem e persuade a consciência desse homem de que ele deve pregar.
1 Coríntios 9:16 nos diz acerca da convicção de consciência de que ele deve pregar.
Porque, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o Evangelho!”
Há envolvimento dos sentimentos, mas o chamado é acima de tudo uma convicção dada por Deus de que devemos pregar o Evangelho.
Se, após um exame de si mesmo a consciência de um homem não lhe diz com grande convicção que Deus o está chamando para pregar, então ele não foi chamado.
  1. Em terceiro lugar, Deus dá alguns interesses especiais ao homem que Ele chama para pregar.
Ele dá a esse homem um interesse forte e contínuo nas coisas espirituais. É claro que isso é o maior interesse desse homem!
O pregador de Deus tem grande interesse na teologia, por exemplo. O estudo de Deus e das coisas de Deus.
Um pregador que não sente interesse na teologia é como um médico que não tem interesse na medicina!
Dois anos atrás participei de uma conferência em que um dos pregadores realmente ridicularizou os pregadores que têm interesse na teologia! Algo está claramente errado com os pensamentos desse homem!
É uma grande tentação do homem que crê que ele foi chamado para pregar saltar para o púlpito antes que ele tenha conhecimento e entendimento adequado para fazer isso.
Conhecer a Palavra de Deus é muito mais importante do que conhecer a história geral da Bíblia. Inclui ter uma compreensão clara da teologia da Bíblia de um modo sistemático!
  1. Em quarto lugar, quando Deus chama um homem para pregar Ele dá a esse homem um grande e ardente desejo de pregar a Palavra de Deus.
Isso é uma coisa pessoal, interior e subjetiva! Ele dá a esse homem um desejo forte de ver almas salvas e Deus glorificado.
Paulo diz em 1 Timóteo 3:1: “Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”.
De novo em 1 Coríntios 9:16 vemos que Paulo tinha esse grande e ardente desejo quando disse: “… pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!”
Quando Jeremias experimentou grande oposição a seu ministério ele decidiu parar de pregar. Veja Jeremias 20:8-9.
Porque, desde que falo, grito e clamo: Violência e destruição! Porque se tornou a palavra do SENHOR um opróbrio para mim e um ludíbrio todo o dia. Então, disse eu: Não me lembrarei dele e não falarei mais no seu nome…”.
Mas então, continuando, ele disse na última parte do versículo 9 que ele não podia parar porque a Palavra de Deus era para ele como um fogo em seus ossos.
Mas isso [a Palavra do Senhor] foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso”.
Meu pai às vezes dizia aos jovens pregadores: Se você puder desistir do ministério, você deve desistir, pois se você pode desistir é porque você não tem aquele desejo grande e ardente que Deus dá a seus pregadores!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar ele lhe dá uma motivação especial para pregar.
O único motivo do homem que verdadeiramente foi chamado para pregar é que Deus será glorificado em seu ministério.
Sua motivação não é popularidade nem dinheiro nem posição, mas a glória de seu Mestre!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar Ele dota esse homem com dons necessários para fazer a obra.
Falar em público é a função mais proeminente do pregador.
É claro, se a providência de Deus não supriu ou tirou a voz de um homem de modo que ele não possa pregar, então a vontade de Deus é clara. Como é que esse homem poderá achar que foi chamado para pregar?
Se um homem não tem nenhuma capacidade de liderança, como é que ele poderá esperar que ele seja o pastor que conduz o rebanho de Deus? Deus dá a Seus pregadores os dons que eles precisam para fazer Sua obra!
  1. Deus chama para pregar os homens que preenchem certas qualificações bíblicas.
Só porque um homem é religioso ou até mesmo bastante religioso não é sinal de que ele foi chamado por Deus para pregar nem de que ele está qualificado para pregar.
As vinte qualificações bíblicas para o ministério são enumeradas em 1 Timóteo 3:1-7 e Tito 1:6-9 e creio que é importante que as leiamos aqui.
1 Timóteo 3:1-7. “Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo. Convém, também, que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta e no laço do diabo”.
Tito 1:6-9: “Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes. Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante, retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes”.
85% dessas qualificações para pregador têm a ver com caráter, enquanto só 15% têm a ver com capacidade. Assim o caráter é extremamente importante para um pregador.
Um pregador deve ter uma grande força de caráter. Ele não pode ser fraco nem indeciso quando chegarem os conflitos, e eles virão!O homem que pensa que pode ter sido chamado para pregar deve com honestidade comparar-se com as qualificações bíblicas para pregadores e ele não deve se considerar chamado se não preencher essas qualificações!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar Ele faz com que a igreja reconheça o chamado desse homem.
O chamado ao ministério envolve duas coisas essenciais:
  1. um chamado pessoal e
  2. o reconhecimento desse chamado por parte da igreja
Efésios 4:11-12 diz que o Senhor dá pastores à igreja de modo que o ministério do evangelho não seja exclusivamente uma questão de decisão individual. Deverá também ser ratificado pela igreja.
Como Deus revela a um homem que ele o está chamando para pregar? Ele persuade sua consciência e mente e a consciência e a mente dos membros de sua igreja!
O Espírito Santo conduz tanto o candidato quanto sua igreja a reconhecer seu chamado. A igreja da qual tal homem é membro deve estar de acordo com seu chamado.
A igreja reconhece o chamado de um homem observando sua vida e comparando-a com as qualificações bíblicas.
Mesmo que um homem deseje entrar no ministério, se a igreja não reconhece seu chamado então ele não foi chamado!
Uma razão importante para isso é o fato de que outras pessoas podem ser mais objetivas acerca de tal chamado do que os indivíduos. Só a igreja local pode realmente dizer se um homem é verdadeiramente apto para ensinar!
  1. Quando Deus chama um homem para pregar a providência de Deus supre oportunidades para ele pregar.
Conheço um homem na Oklahoma City que diz que Deus o chamou para pregar, mas durante anos ele procurou, sem sucesso, um lugar para pregar.
Preste atenção! Deus chama os homens para trabalhar e quando chama um homem Ele proverá para ele um lugar para pregar e se Ele não prover a esse homem um lugar, há uma dúvida existente quanto ao fato de que Deus verdadeiramente o chamou!


CONCLUSÃO
Em conclusão, nenhum homem deve entrar para o ministério, a menos que Deus o chame e envie.
Durante anos recentes, ficou evidente que Deus não está chamando muitos homens para pregar. Por que isso?
Pode ser o julgamento de Deus sobre nossa nação ímpia e sobre nossas igrejas complacentes.
Em nossa complacência moderna, gorda e preguiçosa, não vivemos como se a pregação do Evangelho fosse realmente importante!
Deus chamará nossos filhos para pregar se não lhes mostrarmos que a pregação do Evangelho é a coisa mais importante em todo o mundo?
Se não buscarmos em primeiro lugar o reino de Deus, por que devemos esperar que nossos filhos o façam?
Deus chamará nossos filhos para pregar se eles não estiverem conosco em todos os cultos?
Nossas igrejas precisam de reavivamento em que o povo de Deus de novo buscará em primeiro lugar o reino de Deus e Sua justiça.
Nossas igrejas também precisam “Rogar, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a Sua seara”.

domingo, 4 de julho de 2010

ESCRITURAS SAGRADAS

A Bíblia foi escrita num período muito longo, aproximadamente 1500 anos. São diversos autores, são mais de 40 homens ungidos pelo Espírito Santo, eram pessoas de todas as classes sociais, do humilde ao nobre.

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