Os Abençoados

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CONVENÇÃO DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS MADUREIRA - CONEMAD 2011 - PI



A CONEMAD-PI 2011 ESTARÁ SENDO REALIZADA NO  CEADEP

 RUA JACOB MARTINS,791 PARQUE SÃO JOÃO,TERESINA-PI

 Convenção Estadual das Assembleias de Deus de Madureira no Piauí. 

De 01 a 03 de julho de 2011. 

http://conemadpi2011.com.br 

Pr. Marcio Renêr 
 Sec. Executivo da Conemad-PI 

Fone: (86) 9901-3871 

CONVENÇÃO DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS MADUREIRA - CONEMAD 2011 - PI


A CONEMAD-PI 2011 ESTARÁ SENDO REALIZADA NO  CEADEP 
 RUA JACOB MARTINS,791 PARQUE SÃO JOÃO,TERESINA-PI
 Convenção Estadual das Assembleias de Deus de Madureira no Piauí. 
De 01 a 03 de julho de 2011. 
http://conemadpi2011.com.br 
Pr. Marcio Renêr 
 Sec. Executivo da Conemad-PI 
Fone: (86) 9901-3871 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Igreja do Senhor: Como se Chama?

Quando ensino sobre a importância de seguir a Jesus, sem defender nenhuma denominação ou placa humana, pessoas freqüentemente perguntam sobre o “nome” da igreja. Qual igreja ou qual ministério segue a Jesus sem tradições ou doutrinas humanas? Se eu quiser ser discípulo de Jesus, devo fazer parte de qual igreja?
Muitas pessoas se surpreendem em aprender que a igreja do Senhor não tem nome exclusivo. Achamos nas Escrituras diversas descrições da igreja, mas nenhum nome próprio e exclusivo. Podemos usar quaisquer dessas descrições, mas não temos direito de promover ou defender nenhum nome como a maneira certa e única de identificar a igreja. Qualquer pessoa que faz isso estaria falando o que Jesus não falou, e assim acrescentando à palavra que Deus revelou.
O que aprendemos das Escrituras sobre maneiras de descrever a igreja?

A Igreja de Quem?

Muitas passagens falam simplesmente da igreja (ekklesia, os chamados para fora, assembléia), às vezes identificando o local onde se reunia um grupo de cristãos. Então, podemos nos referir à igreja simplesmente assim, como “a igreja” (cf. Atos 8:1; 9:31; Romanos 16:1).
Freqüentemente, as descrições na Bíblia mostram o relacionamento que existe entre o Senhor e a sua igreja. Ela pertence a Deus; por isso, é a igreja de Deus (Atos 20:28; 1 Coríntios 1:2; 10:32; Gálatas 1:13; 1 Timóteo 3:5,15). Jesus derramou seu sangue para comprar a igreja; portanto, Paulo falou das igrejas de Cristo (Romanos 16:16), e Jesus falou de sua própria igreja (Mateus 16:18). Os discípulos de Jesus são herdeiros abençoados; então, coletivamente são a igreja dos primogênitos (Hebreus 12:22-23).

O Corpo de Cristo

A igreja é descrita, também, como o corpo de Cristo (Colossenses 1:24; Efésios 1:22-23; 4:12). Nesta figura, Jesus é a cabeça (Efésios 5:23; Colossenses 1:18), e os cristãos são os membros do corpo (Romanos 12:4-5; 1 Coríntios 12:12-27; Efésios 3:6; 4:16; 5:30). A imagem do corpo enfatiza os diversos papéis dos membros, e a dependência e submissão de todos a Jesus.

O Reino de Deus

O Novo Testamento fala repetidamente do reino de Deus ou do reino dos céus, que foi um dos temas principais da pregação de João Batista (Mateus 3:2), de Jesus Cristo (Mateus 4:17), e dos apóstolos e outros pregadores na igreja primitiva (Atos 8:12; 19:8; 20:25; 28:23,31). Enquanto a palavra “igreja” enfatiza o povo, o termo “reino” destaca a autoridade do rei (1 Coríntios 4:20; Hebreus 1:8; 12:28-29; Mateus 28:18-20; Apocalipse 12:10).
O reino de Cristo não é deste mundo (João 18:36). É superior aos reinos humanos (Daniel 2:44-45; Isaías 2:2), pois Jesus é “o Senhor dos senhores e o Rei dos reis” (Apocalipse 17:14). Ao invés de ser uma entidade política e mundana, é um reino espiritual fundado no santo caráter de Deus (Romanos 14:17-18).
O caráter do rei e do reino define, também, as qualidades dos súditos. Entramos no reino por um processo de transformação (Colossenses 1:13). Como servos do rei espiritual, temos de desenvolver as características espirituais do nosso Senhor (Tiago 2:5). Neste reino, são valorizadas qualidades como humildade, inocência (Marcos 10:14-15) e santidade (1 Coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21; Hebreus 12:14).
A Casa de Deus
A igreja (não um prédio!) é a casa de Deus (1 Timóteo 3:15). Ela é o santuário e habitação do Senhor (Efésios 2:21-22). É uma casa espiritual (1 Pedro 2:5). Deus habita e mantém comunhão com aqueles que fazem a vontade dele (João 14:23; Apocalipse 3:20).

O Rebanho de Deus

A igreja é o rebanho de Deus (Atos 20:28). Jesus é o bom pastor que deu a vida pelas ovelhas (João 10:11). Elas ouvem a voz de Jesus e o seguem para receber a vida eterna (João 10:27-28). Os bispos ou presbíteros têm a responsabilidade de pastorear o rebanho local segundo as ordens do Supremo Pastor (Atos 20:17,28; 1 Pedro 5:1-4).

Como a Bíblia Descreve os Indivíduos que Seguem a Cristo?

As descrições acima são termos coletivos – identificam um conjunto. A igreja é composta de pessoas que saíram do pecado para servir a Jesus. Agora, consideremos alguns termos usados nas Escrituras para descrever os seguidores de Cristo individualmente:

Discípulos (Atos 6:1-2,7) significa aprendiz ou aluno. O discípulo ouve os ensinamentos e segue o exemplo do seu mestre. “O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre” (Lucas 6:40).
Irmãos (Atos 6:3; 15:1,23,32,33; Filipenses 4:21; Colossenses 1:2) descreve a relação familiar dos filhos do mesmo Pai. “Seja constante o amor fraternal” (Hebreus 13:1).
Santos (1 Coríntios 1:2; Filipenses 1:1; 4:21,22; Colossenses 1:2) identifica o caráter de pessoas santificadas pelo sangue de Jesus. Na Bíblia, este termo não é limitado aos mortos. Deve ser uma descrição verdadeira dos cristãos vivos. “segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (1 Pedro 1:15).
Cristãos (Atos 11:26; 26:28; 1 Pedro 4:16) é uma descrição que aparece apenas três vezes no Novo Testamento, mas descreve bem a relação especial dos discípulos com seu Senhor e Salvador. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (Atos 11:26).
Fiéis (Efésios 1:1; 1 Timóteo 4:3,12; Apocalipse 17:14) e Crentes (Atos 5:14; 1 Tessalonicenses 1:7) vêm da mesma raiz grega, e significam pessoas que acreditam e confiam (em Deus) e que são verdadeiras. “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (Atos 5:14).

Pedras que vivem (1 Pedro 2:5) é uma frase que destaca a nossa posição na casa de Deus, construída sobre Jesus Cristo, a pedra de esquina. “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5).
Concidadãos dos santos (Efésios 2:19) enfatiza a inclusão de pessoas, anteriormente afastadas de Deus, na família do Senhor. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2:19).

Membros do corpo de Cristo e da família de Deus (1 Coríntios 12:27; cf. Efésios 2:19) é uma expressão que mostra a interdependência dos fiéis, e a dependência de todos em Cristo, a cabeça do corpo. “Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (Romanos 12:5).

Nomes humanos causam divisões

Sabemos que Jesus Cristo, vivendo como judeu na Palestina 2.000 anos atrás, teve oportunidade de participar de qualquer das várias seitas que existiam na época. Mas não há nenhum registro de ele ter se ingressado em qualquer uma delas. Ele simplesmente fazia a vontade do Pai, sem seguir as tradições e doutrinas humanas. Procurava e andava com pessoas que compartilhavam o seu desejo de honrar a Deus. Todos que observaram e ouviram Jesus ficaram admirados com a postura “radical” dele.
Durante sua vida aqui na Terra, Jesus prometeu edificar a sua igreja (Mateus 16:18), e ensinou os seus discípulos a seguirem o ensinamento e o exemplo dele. Nós, hoje, devemos fazer como ele fazia e ensinava. Devemos buscar o conhecimento da vontade de Deus e obedecê-lo para honrar o nosso Criador e Redentor. Apesar da influência forte das muitas denominações, com suas próprias tradições e doutrinas, devemos ser simplesmente cristãos, seguidores do nosso Salvador.
Pelo nosso desejo de servir a Deus, rejeitaremos as tendências de criar e manter igrejas humanas – grupos que honram homens e defendem doutrinas humanas. Certamente as diversas igrejas hoje com suas placas destacando fundadores, tradições doutrinárias e ministérios criados por homens não dão a devida honra ao verdadeiro Senhor e Salvador.
Como podemos servir ao Senhor sem participar da confusão das denominações? Como podemos evitar as divisões que acontecem quando os homens são elevados a posições de honra? Paulo falou do mesmo problema quando escreveu aos coríntios: “Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo?” (1 Coríntios 1:12-13). Nomes humanos e destaque impróprio dado aos homens criam divisões.
Para evitar tais divisões, devemos seguir o único Salvador (Atos 4:12) e Mediador (1 Timóteo 2:5). Devemos estudar a mesma palavra de Deus para que possamos falar e pensar a mesma coisa (1 Coríntios 1:10). Seguir a Jesus exige esforço, mas certamente vale a pena (Hebreus 11:6; Mateus 7:13-14).
Tenhamos coragem para rejeitar tradições, doutrinas, práticas e nomes humanos para honrar o nosso Criador e Salvador.

–por Dennis Allan

sábado, 25 de junho de 2011

Visitação — A missão consoladora da Igreja

“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tripulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27).

A visitação é um ministério que visa fortalecer a fé em Cristo e consolar os necessitados pela mensagem da Palavra de Deus.

A visitação bíblica além de ganhar almas para Jesus, socorrer as pessoas de suas necessidades materiais e espirituais, encoraja e consola o crente.

É comum a responsabilidade da visitação recair sobre o pastor da igreja local. Mas, na prática, essa missão deve ser cumprida por grupos especiais de irmãos devidamente preparados. A Bíblia afirma que a visitação aos necessitados é a expressão de uma religião pura e imaculada (Tg 1.27). Assim sendo, a religião cristã deve manifestar aos pobres e carentes o mesmo amor que Deus demonstrou à humanidade (Jo 3.16; Gl 6.10).



I. A IMPORTÂNCIA DO MINISTÉRIO DE VISITAÇÃO

O trabalho de visitação, feito pela igreja, é um ministério que deve ser entendido a partir do contexto de 1 Coríntios 12.4-6, que trata dos dons espirituais. Neste texto, há distinção de ministrações do Espírito Santo por meio dos dons, ministérios e operações. O termo “ministérios” significa literalmente “serviços”. A forma plural indica que há serviços especiais da parte do Senhor, para os quais Ele habilita seus servos a executarem.

1. Visitar é uma missão restauradora e salutar. Na lição anterior, vimos o aconselhamento cristão como um meio de ajudar as pessoas a pautarem suas vidas pelos padrões das Sagradas Escrituras. A visitação tem o mesmo objetivo. É por isso que o ato de visitar demanda do visitador preparação adequada, conhecimento bíblico e maturidade espiritual. Conforme ensina Romanos 12.8, o “dom da exortação” tem o significado literal de “alguém que se coloca ao lado de outrem para ajudar”.

2. Visitar é uma missão de consolidação da fé em Cristo. Cada igreja local deve cuidar bem dos novos convertidos que se agregam à comunidade cristã. Foi Jesus quem ordenou em João 21.15-17: “Apascente meus cordeiros; apascenta minhas ovelhas”. Discipular os que se convertem ao Senhor Jesus é parte integrante da Grande Comissão: “ensinando-as a guardar todas as coisas” (Mt 28.19,20). Integrar o novo crente à igreja e doutriná-lo é uma missão conjunta do pastor e dos visitadores. O ministério de visitação exige a utilização adequada de recursos e talentos que auxiliem as pessoas visitadas a se fortalecerem e crescerem na fé com o genuíno leite espiritual (1 Pe 2.2; 1.23; Jd v.20).

3. Visitar é uma missão de consolo. O consolo e o conforto que vêm de Deus suavizam o sofrimento e aflição da pessoa assistida. Quem nos capacita para isto é o Espírito Santo, que é o divino Parákletōs, isto é, “o Consolador” (Jo 14.16). A igreja como Corpo de Cristo possui uma grande diversidade de membros, e cada qual com sua diferente função. Esses membros se ajudam mutuamente para a perfeita saúde e bem estar de todo o corpo. A Palavra de Deus afirma: “para que não haja divisão no corpo, mas, antes, tenham os membros igual cuidado uns dos outros” (1 Co 12.25). Isto significa que o ministério de visitação, quando realizado de acordo com a doutrina bíblica, contribui eficazmente para o cumprimento da missão consoladora da Igreja neste mundo.

II. A VISITAÇÃO DE JESUS AOS LARES

1. Ele visitou as famílias em suas casas. O ministério terreno de Jesus caracterizou-se não só pelas atividades evangelísticas de massa, mas, especialmente, pelas visitas aos lares. O Novo Testamento registra alguns casos, mas numerosos outros tiveram lugar no ministério do divino Mestre. Seu primeiro milagre foi operado numa residência quando foi convidado para participar das bodas de um casamento (Jo 2.1,2). Depois, foi à casa de Pedro, ocasião em que curou-lhe a sogra (Mc 1.29-31). Mais tarde esteve também na casa de Levi (Lc 5.27-29) e na de Jairo, a fim de curar-lhe a filha (Mc 5.38-42). Ceiou na casa de um fariseu, ocasião em que foi ungido por uma pecadora (Lc 7.36-38). Na verdade, uma das prioridades ministeriais de Jesus era a visitação aos lares.

2. Ele enviou seus discípulos às residências de Israel (Mt 10.12,13). Jesus orientou os discípulos para que saudassem as pessoas visitadas com a expressão: “Paz seja nesta casa” (Lc 10.5,6). Também orientou quanto ao comportamento social que deveriam ter toda vez que fossem hóspedes em um lar: (1) ficar satisfeitos com o que lhes fosse colocados à mesa, (2) e curar os enfermos que ali houvesse (Lc 10.7,9).

3. Ele visitou pessoas específicas da sociedade. As visitas que Jesus realizava tinham objetivos espirituais e sociais. São casos como o seu encontro e diálogo com Nicodemos, um líder social e religioso do povo (Jo 3.1-21). Algumas vezes, Ele hospedou-se no lar de seus amigos Lázaro, Maria e Marta (Jo 12.1,2); outra, na casa de Zaqueu, o publicano (Lc 19.5,6).

 III. OS APÓSTOLOS E O TRABALHO DE VISITAÇÃO APÓS O PENTECOSTES

1. Pedro. O apóstolo Pedro compreendeu o ensino de Jesus sobre a importância da visitação para o estabelecimento efetivo e frutífero da Igreja na Terra. Ele, como um dos três discípulos mais chegados a Jesus, esteve com o divino Mestre muitas vezes em suas visitas aos lares. Pedro visitava com freqüência as casas dos primitivos cristãos. Naqueles primeiros tempos, não havia templos como hoje. A igreja estava em formação e reunia-se nos lares. As visitas de Pedro incluem:

a) O lar de Enéias, paralítico há oito anos, sendo este curado em nome de Jesus (At 9.32,33);

b) A casa de Dorcas, uma mulher caridosa que havia falecido. Ocasião em que, após a oração de Pedro, a mulher ressuscitou (At 9.36-42);

c) A residência de Cornélio, um centurião romano de Cesaréia, para o qual Pedro pregou o Evangelho de Cristo, para ele e toda sua família (At 10.33,34).

2. João. Duas referências nas epístolas de João indicam o quanto o apóstolo valorizava a visitação aos irmãos em Cristo e a comunicação interpessoal. Expressões típicas de suas cartas revelam esse hábito, tais como: “falar de boca a boca” (2 Jo v.12; 3 Jo v.14). Ele valorizava esse ministério de visitação.

3. Paulo. O apóstolo Paulo era um visitador consistente. Ele ensinava especialmente nas casas. Em suas epístolas, costumava lembrar das pessoas visitadas em suas viagens (Fm vv.1,2). Paulo pregava em todas as residências que se lhe abriam as portas para ensinar a doutrina de Cristo (At 20.20,21).

IV. O MINISTÉRIO DE VISITAÇÃO NA IGREJA

1. Programa sistemático de visitação na igreja. O ministério de visitação só terá êxito se for feito de forma organizada e sistemática. Deve haver um plano de ação que inclua: listagem com nomes e endereços; treinamento dos visitadores; oração coletiva e individual; supervisão e relatório do trabalho realizado.

2. A liderança da igreja deve motivar o ministério de visitação. A igreja precisa ser motivada e mobilizada para essa missão. A Escola Dominical deve liderar o ministério da visitação. Cada departamento, com suas diversas classes, deve realizar este trabalho em coordenação com os demais setores da igreja. Os líderes responsáveis pela supervisão devem saber selecionar as pessoas para visitação, conforme as necessidades dos lares que serão visitados. Portanto, cada departamento da igreja deve ser instruído e motivado, para que haja a consolidação da vida cristã normal e socorro aos necessitados.

3. A preparação bíblica dos visitadores (2 Tm 2.15). A preparação bíblica pode ser feita através de cursos intensivos que envolvem conhecimento das doutrinas fundamentais da fé cristã e orientações bíblicas de aconselhamento cristão. O visitador precisa de orientação sobre relacionamento social, o que envolve: tato, sabedoria, discernimento, precaução, paciência, prudência, compromisso, amor e outros valores indispensáveis ao que almeja contribuir com o reino de Deus na igreja.

Subsídio Teológico

“Características do visitador cristão

Todo servo de Deus que se coloca à disposição da igreja para realizar o importante trabalho de visitação precisa possuir valores espirituais que o credenciem para tal atividade. É certo que outras características devem ser encontradas no instrumento de Deus que presta tão relevante serviço, mas o fundamental é que seja realmente espiritual, o que implica ter vida de comunhão com Deus através da oração. Para o visitador cristão, não basta apenas gostar de fazer visita; é necessário ter conhecimento daquilo que vai efetuar. Este conhecimento compreende saber o que a Palavra de Deus diz acerca da ação de visitar e possuir habilidades espirituais e naturais para o trabalho.

Vejamos algumas características do visitador cristão:

1. A sabedoria é indispensável característica do visitador. Esta capacitação, que não é meramente intelectual, mas principalmente espiritual, deve possuir o instrumento de Deus que se dá para a missão de visitar. A sabedoria aqui referida certamente é àquela recomendada pelo apóstolo Tiago (Tg 3.17).

2. A Fé é outro elemento indispensável na vida do visitador cristão. Em primeiro lugar, a Bíblia nos adverte que sem fé é impossível agradar a Deus. O trabalho que se realiza visitando a alguém tem, como objetivo, agradar a Deus. Em segundo lugar, a fé é fator preponderante nas atividades dos servos de Deus, e quando se trata do ofício de visitar qualquer pessoa, em qualquer circunstância, a fé deve operar na vida do visitador porque a palavra que [...] pregamos é de fé (Rm 10.8c). Ora, o visitador vai ao encontro de uma pessoa para falar-lhe das possibilidades de Deus para solução de problemas, e se sua palavra não estiver ‘misturada com fé’ (Hb 4.2), certamente os frutos do seu trabalho não serão obtidos”.

(OLIVEIRA, T. R. Manual do visitador cristão. RJ: CPAD, 2005. p. 19-22.)

APLICAÇÃO PESSOAL

A Igreja, enquanto representante de Cristo na Terra, deve desenvolver um ministério espiritual e social de visitação. Aos que exercitam bem o ministério da visitação, o Senhor dirá: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt 25.34b). Aos que desprezam o ministério de visitação, o Senhor Jesus dirá: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e estando enfermo e na prisão, não me visitastes.” (Mt 25.41b-43). De que lado você está?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Programação de Eventos para o mês de Julho de 2011 - ADMANS

1/07 a 03/07 - Convenção das Assembléias de Deus de Madureira no Estado do Piauí - CONEMAD - PI - Participação de todas as congregações e regionais do campo "ADMANS"
Local: Centro de Convenções das Assembléias de Deus - CEADEP.

08/07 - Culto de Ações de Graças
Local: Em todas as congregações e regionais

23/07 - Culto de Senhoras
Local: Congregação do Mutirão (Caxias-MA)
Participação de todas as lideranças de senhoras e senhoras de todas as congregações.

23/07 - Reunião de Lideranças de Jovens e Senhoras
Local: Congregação do Mutirão (Caxias - MA)
Participação de todas as lideranças de senhoras e lideranças de mocidade de todas as Congregações

23/07 - Batismo nas Águas
Local: Caxias  - MA (09hs)

A missão ética da Igreja

Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos nem à igreja de Deus (1 Co 10.32).

O comportamento ético da Igreja perante o mundo deve ser um referencial de conduta para todas as instituições humanas existentes.

Lições Bíblicas CPAD - 1º Trimestre de 2007

E a ciência que trata da conduta humana, dos direitos e deveres do homem na sociedade em que vive.


Estaremos estudando acerca da missão ética da Igreja consoante ao Estado, à família, e à própria comunidade cristã. De modo geral, a ética relaciona-se aos costumes ou práticas sociais de um povo. Na Igreja, a ética consiste nos conceitos que determinam o certo e o errado, de acordo com as Escrituras. A ética cristã tem por finalidade moldar a vida do crente dentro dos princípios que levam a um viver pleno de virtudes, valores morais e espirituais, segundo as Escrituras e a ação do Espírito Santo em nosso ser (2 Co 3.17,18; Gl 5.22,23).


I. A BASE ÉTICA DA IGREJA


A ética da Igreja baseia-se no caráter de Deus, segundo o que está revelado na Bíblia. No Antigo Testamento, estão os princípios divinos que norteiam o comportamento humano. Jesus confrontou o legalismo hipócrita dos escribas e fariseus quanto à Lei, a espiritualidade e a vida material. Ele objetivava destacar as normas éticas e morais do Antigo Testamento sob uma nova perspectiva, que é a continuação da revelação divina através do Novo Testamento.
1. Deus é um Ser pessoal e ético. A ética perfeita é inerente ao caráter de Deus. Ele não precisa, nem depende de regras, pois é a fonte da ética. Os vários nomes de Deus, expressos na Bíblia, revelam que o Altíssimo é perfeito em santidade por si mesmo. No princípio da criação, Ele se revelou como o Deus Criador, que existe por si mesmo, de eternidade em eternidade (Sl 90.2).
Quando chamou a Abrão de Ur dos Caldeus, o Senhor se revelou de modo muito pessoal. A Moisés, Ele se revelou como Jeová, o Deus Eterno e Todo-Poderoso. Deus não está limitado à dimensão física como o homem. Na Bíblia, nos deparamos com expressões referentes ao Eterno que identificam seu caráter ético, por exemplo: "maus aos olhos de Deus" (Gn 38.7,10; Dt 6.18; 1 Cr 2.3). Isso indica que o Senhor estava consciente das ações morais dos homens.
2. Atributos morais de Deus. São qualidades morais que revelam o caráter ético de Deus, tais como justiça, retidão, perfeição, santidade, misericórdia e amor. Sua justiça é um atributo moral que revela seu perfeito julgamento. A Igreja de Cristo apregoa a justiça, segundo a justiça de Deus, que se manifestou em Cristo, o qual cumpriu toda a justiça (Rm 1.17). Por isso, Cristo se tornou da parte de Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção (1 Co 1.30). A misericórdia de Deus é a expressão da sua justiça (Êx 34.6,7; Sl 145.8). Finalmente, aludimos ao infinito e eterno amor de Deus revelado à obra-prima da sua criação, o homem (Jr 31.3; 1 Co 13.1-7).


II. A DEMONSTRAÇÃO DA ÉTICA BÍBLICA PELA IGREJA


Nenhum sistema ético do mundo, mesmo o mais depurado, assemelha-se ao sistema que Jesus implantou, pois trata-se da ética como elemento do Reino dos céus, como vemos no Sermão da Montanha (Mt 5-7; Mc 1.15; 4.11).
1. Características do Reino de Deus (Mt 10.7). Não se trata de um reino físico ou político, mas de um reino espiritual, a saber, o predomínio de Deus sobre um povo por Ele redimido (Rm 14.17; 1 Co 4.20; 2 Ts 1.5). É o povo genuinamente cristão, remido por Cristo, que aceita as condições do reino de Deus e se esforça por viver em obediência à sua vontade. É, também, um reino invisível. Jesus declarou que o seu reino não se pode ver fisicamente, porque não vem com aparência exterior. O reino que Ele estava implantando situava-se a partir do coração dos seus discípulos (Lc 17.20,21). É um reino que se manifesta no ser humano, de dentro para fora. Por isso, as ações do homem salvo por Cristo são a expressão do Reino de Deus na sua presente manifestação através da Igreja de Cristo.


III. A ÉTICA DA IGREJA EXEMPLIFICADA POR JESUS


1. A figura do sal (Mt 5.13; Lc 14.34,35). Jesus empregou muitas vezes a linguagem dos fatos cotidianos de sua época, quando ensinava as verdades morais e espirituais aos seus ouvintes. A figura do sal fala de preservação, gosto, sabor, equilíbrio e influência. A ética ilustrada pelo sal é, na verdade, a ética da pureza do comportamento cristão. O cristão deve ser santo em todas as formas de proceder, em meio a um mundo corrompido (1 Pe 1.15,16). Num mundo sob o domínio do pecado, que perverte, degrada e destrói o ser humano, o cristão existe para dar testemunho da luz, que é Deus em sua vida, e evitar a deterioração total deste. No plano individual o crente deve, pelo poder do Espírito Santo, viver uma vida pura, sempre evitando o pecado, para assim influenciar positivamente as pessoas ao seu redor (Jo 17.11-13).
2. A figura da luz (Mt 5.14-16; Ef 5.8). Temos irradiado luz do céu para as pessoas ao nosso redor? A metáfora da luz fala da santidade de vida do crente perante o mundo. Nossa luz deve refletir o conteúdo do evangelho como testemunho para o mundo (2 Co 4.6), pois somos chamados "filhos da luz" (1 Ts 5.5). Nossa luz não deve ficar escondida, mas deve estar sempre à vista, em lugar alto (Mt 5.15), com nossa vida e nossas obras testemunhando de Jesus (Mt 5.16). Palavras, atitudes, relacionamentos, e todo o nosso modo de viver na igreja, no emprego, no lar, devem refletir a luz que temos de Deus e projetar nossa ética comportamental.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


COLSON, C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. RJ: CPAD, 2006.
HOLMES, A. F. Ética: as decisões morais à luz da Bíblia. RJ: CPAD, 2000.
PALMER, M. D. (ed.). Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001.
PEARCEY, N. A verdade absoluta. RJ: CPAD, 2006.


Subsídio Teológico


“Aceitando o Desafio
Os indivíduos não só devem tomar a decisão de ter uma fé ativa, mas a Igreja, como corpo coletivo, tem de tomar esta mesma decisão. Quando o programa de trabalho é estabelecido pela cultura popular prevalecente, a Igreja não tem a influência que deveria ter. A Igreja é a Igreja e não a cultura popular. Sua praxis deve permanecer fiel ao seu caráter.
A igreja permanece fiel ao seu caráter ao preservar sua distinguibilidade. Ela não faz nenhum favor à sociedade adaptando-se à cultura popular prevalecente, porque falha em sua tarefa justamente no ponto em que deixa de ser ela mesma. Como Hauerwas argumenta com exatidão: ‘A Igreja não tem uma ética social, mas é uma ética social, [...] na medida em que é uma comunidade que pode ser claramente distinta do mundo. Pois o mundo não é uma comunidade e não tem tal história, visto que está baseado na pressuposição de que os seres humanos, e não Deus, governam a história’.
Quando a Igreja adota uma ética moral formada pela cultura popular prevalecente, está negando sua natureza. Antes, a Igreja tem de expressar a ética social que já encarna; tem de transmitir a história de Cristo, uma história que continuamente causa impacto nas relações sociais dos seres humanos.
A igreja deve ser ela mesma pelo bem da humanidade. É o papel da Igreja servir e transformar a sociedade e suas instituições. Para realizar esta tarefa, a igreja deve ser a Igreja e não se assimilar com a cultura popular prevalecente. Só um Cristianismo que não se envergonha de ser ele mesmo pode fazer isto”.
(JOHNS, C. B.; WHITE, V. W. A ética de ser: caráter, comunidade, praxis. In: PALMER, M. D. (ed.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, p. 314.)


APLICAÇÃO PESSOAL


Não devemos desassociar o que somos do que fazemos. Entretanto, não é o que faço que determina o que sou, mas o que sou define o que faço. Jesus disse que o fruto revela a natureza da árvore (Mt 12.33). Portanto, a essência de uma pessoa é conhecida pelas suas obras (Lc 6.44; Pv 20.11). Logo, estar ou ser cristão envolve uma conduta condizente com as palavras que ensinamos e cremos. Ética e discurso são dimensões indissociáveis da vida cristã. A conduta exemplar do cristão em seu relacionamento eclesiástico, doméstico, social e profissional fala mais alto do que um extenso sermão domingueiro. O que dizemos precisa ser confirmado pelo que fazemos. Somente assim seremos imitadores de Cristo. O crente não chega à maturidade cristã enquanto não for capaz de imitar a Jesus em seus atos e palavras. Precisamos estar sempre com um pé no Sinai e outro no monte das Oliveiras, para que sintamos a seriedade com que Deus escreveu os Dez Mandamentos e, Cristo, o Sermão da Montanha.
Fonte Estudantes da Bíblia

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ENDEREÇO DA IGREJA SEDE E CONGREGAÇÕES

IGREJA SEDE
Dirigente: Pr. Mário Alves e Pra Ivete
Rua Félix Aires, 1582 - Bairro Água Mineral - Teresina - Pi

CONGREGAÇÃO PARQUE POTY
Dirigente: Missionária Albertina Menezes
Rua Napoleão Azevedo, 5777 - Bairro Parque Poty - Teresina - Pi


CONGREGAÇÃO VILA IRMÃ DULCE

Dirigente: Presbitero Flávio Roberto

Avenida Goytacaz, s/n - Bairro Vila Irmã Dulce  - Teresina - Pi

CONGREGAÇÃO PARQUE ITARARÉ

Dirigente:Diaconisa Oneide
Rua Vinte, 4820 - Bairro: Itararé - Teresina - Pi


CONGREGAÇÃO DA VERMELHA

Dirigente: Diaconisa Geralda

Avenida Nações Unidas, 804 - Bairro Vermelha - Teresina - Pi

CONGREGAÇÃOWALL FERRAZ

Dirigente:Presbitero Lourival
Quadra K1, Casa 1, 1846 - Praça do Parque Wall Ferraz - Teresina - Pi

CONGREGAÇÃO CIDADE NOVA

Dirigente: Presbitero Jarbas

RuaTreze, 319 - Bairro Cidade Nova - Timon - MA


CONGREGAÇÃO VILA DO BEC

Dirigente: Diaconisa Fátima
Rua H, 2008 - Bairro Vila do BEC- Timon - MA

CONGREGAÇÃO MUTIRÃO

Dirigente: Diaconisa Vanda

Rua  Cindo, 575 - BairroVila Osmar - Timon - MA

CONGREGAÇÃO BATUEL
Dirigente: Pastor Mário Alves

Povoado Castanhão -Municpio de Timon - MA

REGIONAL DE SÃO LUIS - MARANHÃO

Dirigente: Pastor Eugênio Lopes

Av. Dez, 2800, Bairro Cohabiano - São Luiz - MA

CONGREGAÇÃO SÃO RAIMUNDO
Dirigente Diaconisa Mirian
Av. Tibiri, 10 - Bairro São Raimundo - São Luiz - MA


CONGREGAÇÃO HUGO NAPOLEÃO
Dirigente: Diácono Neto
Avenida Petrônio Portela, s/n - Hugo Napoleão - PI


CONGREGAÇÃO SOSSEGO
Dirigente Diacono Marques
Rua Madalena, s/n - Povoado Sossego - Município de Hugo Napoelão - PI


CONGREGAÇÃO MUTIRÃO CAXIAS
Dirigente Presbitero Wellington
Rua Edson Lobão, quadra 21, Casa 316 - Bairro Mutirão - Caxia - MA


CONGREGAÇÃO COHAB
Dirigente Presbitero Judson
Rua 16, Quadra 09, casa 05, COHAB - Caxias - MA

CONGREGAÇÃO ANTENOR VIANA
Dirigente Diácono Francisco
Rua Pará s/n, Bairro Antenor Viana - Caxias - MA

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Discipulado, a missão educadora da Igreja

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19 - ARA).

Na educação cristã, através do discipulado, a Igreja tem por objetivo fazer de cada crente um fiel seguidor de Jesus.

O discípulo não é mero aprendiz, mas alguém que segue as pisadas de seu Mestre e possui íntimo relacionamento com Ele.

A existência da igreja local decorre, essencialmente, de duas atividades conjuntas: da evangelização e do discipulado. Não há como trabalhar com o discipulado sem a evangelização, pois o primeiro complementa a segunda. Essas duas tarefas indissociáveis estão relacionadas à suprema missão da igreja: Pregar o evangelho a toda criatura e ensinar a todas as nações (Mt 18.19,20). Nas palavras de Jesus em Mateus 28.19,20, temos o modelo e o método do discipulado cristão. Porquanto, “pregar o evangelho” implica proclamar as boas-novas de salvação aos pecadores, a fim de convertê-los a Cristo e torná-los discípulos idôneos, fiéis a Jesus e capazes de gerarem outros seguidores (2 Tm 2.2). Devemos ressaltar que a conversão é uma obra espiritual que somente o Espírito Santo pode realizar. Só Ele pode “fazer convertidos”, mas “fazer discípulos” é um ofício que compete a cada crente em Cristo.

I. A TAREFA DA IGREJA NO DISCIPULADO

1. A visão da igreja quanto ao discipulado. Três importantes elementos relacionados aos cristãos locais devem estar vinculados ao propósito de uma igreja que deseja crescer em quantidade e qualidade: conservação, desenvolvimento e multiplicação. O trabalho da semeadura da Palavra possui métodos específicos, assim como o da regadura e da ceifa. A evangelização (o ato de semear o evangelho) e o discipulado (integração do novo crente) requerem tempo, pelo fato de que ambas as atividades envolvem um processo contínuo e, não apenas, um ato isolado. Além disso, demandam muita oração, esforço, paciência, fé e perseverança para alcançar os resultados desejados. A maturidade espiritual do cristão não ocorre de modo rápido e instantâneo, mas progressivamente em Cristo (Cl 1.28,29). Para que conservemos em nossas igrejas os novos convertidos em Cristo, precisamos trabalhar com amor, dedicação e objetividade. Muito da imaturidade espiritual dos membros da igreja local é resultado da ignorância destes em relação às doutrinas básicas da Bíblia (Hb 5.12-14).
2. O quadriforme método de Jesus. O texto de Mateus 28.19,20 apresenta o método quadriforme, ordenado por Jesus: indo, fazendo discípulo, batizando e ensinando. Como se vê, a ordem de Jesus a seus discípulos requer uma ação de natureza crescente e dinâmica. Jesus, ao ordenar “Ide”, estava mobilizando o discipulador a irá pessoa que se quer discipular. No segundo ato da ordem, “fazer discípulos”, a tarefa exige que o discipulador acompanhe e conviva com o aprendiz. O terceiro passo do mandado inclui o ato do batismo, como uma confissão pública, resoluta e definitiva do novo seguidor de Cristo. E, por último, a ordem do Mestre à igreja demanda que o neoconverso seja ensinado na doutrina do Senhor e conduzido à maturidade espiritual, para que possa discipular outros para Jesus.

II. DISCIPULADO E DISCÍPULO

1. Que é discipulado? É o trabalho cristão efetuado pelos membros da igreja, a fim de fazer dos novos crentes - crianças, jovens e adultos -, autênticos cristãos, cujas vidas se assemelham em palavras e obras do ideal apresentado pelo Senhor Jesus Cristo, conforme lemos em Mateus 28.18-20; Colossenses 1.28,29; Efésios 4.13-16. A igreja precisa, no discipulado cristão, de uma visão celestial multiplicadora, selecionando e treinando homens e mulheres para que, por suas vidas santas e ungidas e, pelo ensino das verdades cristãs, possam educar os novos discípulos e torná-los aptos para fazer outros.
2. Que significa ser discípulo? A palavra discípulo no Novo Testamento quer dizer um “aprendiz” e “seguidor do seu mestre”. Na Leitura Bíblica em Classe (v.24), Jesus chama seus discípulos para seguirem seus passos como Mestre, Salvador, Guia e Senhor. Jesus, em certa ocasião, ensinou sobre a relação entre o mestre e o discípulo, dizendo: “Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor” (Mt 10.24,25). Em Lucas, o Senhor Jesus reitera o princípio anterior e reforça-o afirmando: “O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre” (Lc 6.40).

III. A IGREJA REALIZANDO O DISCIPULADO

1. A Igreja deve selecionar pessoas para o discipulado. Os primeiros crentes que Jesus escolheu para trabalhar foram: João e André (Jo 1.35-40); este último trouxe seu irmão Pedro (Jo 1.41,42); Filipe e Natanael (Jo 1.43-46); Mateus (Mt 9.9) e outros mais. Na força do Senhor, a igreja precisa investir o máximo na preparação de discipuladores, a fim de fazer mais discípulos.
2. A igreja deve concentrar sua atenção sobre os discipuladores. O pastor da igreja é o ponto de partida para a dinâmica do ministério do discipulado. Nesse sentido, o progresso do trabalho do discipulador depende muito da visão do pastor da igreja. Jesus devotou grande parte do seu ministério terreno aos seus discípulos, para que eles pudessem “fazer discípulos” posteriormente. Dentre a massa de seus seguidores, Jesus escolheu 12 homens, sobre os quais concentrou toda a sua atenção na preparação dos mesmos para cuidarem da sua Igreja, que surgiria depois da sua morte no Calvário.
3. A igreja deve treiná-los para a tarefa do discipulado. Foi num grupo pequeno, distinto, mas coeso, que Jesus investiu a maior parte do tempo do seu ministério. Temos a tendência de acreditar que a maior parte do tempo da igreja deve ser dedicado à multidão. Entretanto, os Evangelhos mostram que o treinamento individual de homens e mulheres para o serviço do Mestre surte maior efeito. A igreja que deseja conservar os frutos da evangelização precisa priorizar o trabalho do discipulado.

Subsídio Doutrinário

“O que é ser discípulo
A palavra grega mathēthēs, traduzida para o português, significa discípulo. O dicionário grego de Taylor a define como se referindo aos que aderiam a Jesus. Portanto, ser discípulo de Jesus é aderir a Ele e a seus ensinos. Aderir no sentido de viver com Ele e para Ele. É estar a seus pés e dEle retirar ensinos e exemplos a serem seguidos. Este é o sentido de discípulo no Novo Testamento.
Há uma coisa importante que precisa ser dita sobre o que significa ser discípulo de Jesus. Nenhum ser humano que já viveu sobre a face da Terra conseguiu ser discípulo de Cristo, sem antes passar por uma experiência de conversão com esse próprio Cristo. Do Senhor é que obtemos forças e condições para a eficácia do discipulado. Aliás, o padrão de vida que o Senhor estipulou para o discípulo é tão elevado que ninguém pode alcançá-lo baseado em sua condição natural, humana. Precisamos de uma capacitação espiritual, moral e ética que só pode ser obtida pela própria presença de Jesus Cristo. Ele vivendo em nós e através de nós. O apóstolo Paulo chega a dizer que o verdadeiro discípulo tem a ‘mente de Cristo’ (1 Co 2.16). O discípulo, portanto, deve agir e reagir como se fora o Senhor mesmo”.
(CIDACO, J. A. Um grito pela vida da igreja. RJ: CPAD, 1996, p.104-5.)

APLICAÇÃO PESSOAL

Centenas de pecadores convertem-se anualmente, experimentam o novo nascimento, mas não chegam à maturidade espiritual, pois lhes faltam pais espirituais. Muitos daqueles que permanecem se desenvolvem com anomalias e atrofias éticas e doutrinárias. Onde estão os discipuladores? Você está disposto a “fazer discípulos”? Assim como o recém-nascido necessita de cuidados para desenvolver-se de modo saudável, o novo convertido precisa de cuidados espirituais para chegar à maturidade na fé. Isso só é possível se cada crente assumir o inalienável compromisso de ser um discipulador cristão. Alguém em certo lugar afirmou que a igreja é um hospital. Mas perguntamos: “Será que e uma geriatria?” — uma vez que não há renovação de seus membros. “Será que é uma ortopedia?” — uma vez que o corpo está atrofiado. “Será que é uma pediatria?” — pois todos os que nascem recebem os cuidados espirituais necessários. Façamos de nossas igrejas um hospital geral, que trate do ser humano em todas as suas necessidades espirituais.
Fonte: Estudantes da Bíblia

terça-feira, 21 de junho de 2011

A beleza dos joelhos dobrados


Grandes homens oravam de joelhos e desfrutavam de uma poderosa comunhão com Deus. “Quando dobrados, os joelhos diminuem a altura do que ora e aumenta a altura daquele a quem se ora”.


Deus criou o ser humano ereto, mas ele precisa aprender a se curvar, sobretudo, diante do Criador e diante de seu semelhante. Ele não tem facilidade para fazer isso.
Em vez disso, ele é naturalmente resistente a qualquer curvatura. Uma das acusações feitas por Deus a Israel era a de que “os tendões de seu pescoço eram de ferro, a sua testa era de bronze” (Is 48.4; Êx32.9). Essa criatura incurvável não se dobra, não se ajoelha, não coloca o rosto no mesmo lugar onde estão os seus pés. Ela é dura, teimosa, orgulhosa e obstinada.


O ser humano precisa descobrir a beleza dos joelhos. Eles substituem os pés na prática da oração. Quando dobrados, os joelhos diminuem a altura do que ora e aumenta a altura daquele a quem se ora. É uma reverência aceita por Deus que pode facilitar a oração e a comunhão com ele, desde que o espírito também esteja dobrado.


Pessoas extremamente necessitadas aproximavam-se de Jesus e punham-se de joelhos diante dele para suplicar a graça desejada. É o caso do leproso que pediu ao Senhor: “Se quiseres, podes purificar-me” (Mc 1.40); do pai do garoto epilético que suplicou: “Senhor, tem misericórdia do meu filho, pois, ele tem ataques e está sofrendo muito” (Mt17.17-15); e também do jovem rico que se ajoelhou em plena rua e perguntou: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna”? (Mc 10.17).


Precisamos voltar aos joelhos. Para orar, vários personagens da Bíblia punham-se de joelhos. Na dedicação do templo de Jerusalém, “Salomão ficou em pé na plataforma e depois ajoelhou-se diante de toda a assembleia de Israel, levantou as mãos para o céu e orou” (2Cr 6.13). O escriba Esdras nos conta que “na hora do sacrifício da tarde, eu saí do meu abatimento, com a túnica e o manto rasgados, e caí de joelhos com as mãos estendidas para o Senhor, o meu Deus, e orei” (Ed 9.5).


No caso do profeta Daniel, lê-se que a mão de alguém o colocou sobre as suas próprias mãos e joelhos, indicando uma curvatura maior (Dn 10.10). Pouco antes de morrer apedrejado, Estêvão caiu de joelhos e bradou: “Senhor não os considere culpados deste pecado”. (At 7.60.).


Em Mileto, Paulo mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso e, depois de os entregar a Deus, “ajoelhou-se com todos eles e orou” (At 20.36). Cena ainda mais bela aconteceu pouco depois, na cidade de Tiro, a caminho de Jerusalém. Os cristãos da cidade, suas esposas e seus filhos acompanharam Paulo até a praia e todos se ajoelharam para orar, antes de o apóstolo embarcar no navio (At 21.5). Na Epístola escrita aos efésios, o mesmo Paulo revela: “Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai” e orou para que “ele os fortaleça com poder, por meio do seu Espírito”. (Ef 3.14-16.).


Passagem curiosa é quando Elias “subiu o alto do Carmelo, dobrou-se até o chão e pôs o rosto entre os joelhos”. Com a cabeça, o peito e o ventre totalmente dobrados em cima dos joelhos, o profeta pediu chuva e ela veio (1Rs 18.42; Tg 5.18).


Na agonia do Getsêmani, Jesus “se afastou [dos discípulos] a uma pequena distância [de mais ou menos trinta metros], ajoelhou-se e começou a orar” (Lc 22.41). Na versão de Mateus, o Senhor “prostrou-se com o rosto em terra e orou” (Mt 26.39).


No que diz respeito à arte da oração e da adoração, os joelhos estão ociosos. Eles foram feitos também para se dobrarem diante do todo Poderoso. Daí o convite: “Venham! Adoremos prostrados e ajoelhemos diante do Senhor, o nosso Criador”. (Sl 95.6.) Precisamos aprender a fazer isso para que, na plenitude da salvação, “ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fp 2.10-11).
Fonte: AD Madureira

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Assistência Social, um importante negócio

“E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha” (At 4.35).

Embora a oração e a proclamação da Palavra de Deus sejam as prioridades máximas do ministério cristão, não podemos esquecer-nos das obras de misericórdia.

O contexto da comunidade cristã em Jerusalém, descrito em Atos 6, é de pobreza e necessidades sociais. O resultado do Pentecostes fez com que a igreja de Jerusalém triplicasse em quantidade, mas em contrapartida, crescia na mesma proporção o número de necessitados. Como consequência do crescimento, surgiram carências oriundas de um contexto social de extrema pobreza e miséria. A Igreja Primitiva passara a ser grande, mas seus líderes não podiam fechar os olhos para os pobres e necessitados. Uma igreja que cresce numericamente pode ver seu rebanho adoecer a uma velocidade desproporcional por pura falta de cuidado com as pessoas. A Igreja de Cristo precisa crescer integralmente e priorizar pessoas!

Assistência Social: Serviço que promove a mudança social buscando a resolução de problemas nas relações humanas, bem como a promoção do bem-estar das pessoas.

O diaconato foi instituído a partir de uma contingência. Tudo aconteceu quando os crentes de expressão grega, inconformados por estarem suas viúvas sendo preteridas na distribuição diária, puseram-se a murmurar contra os hebreus. Buscando extinguir a dissensão, propuseram os apóstolos à “multidão dos discípulos” a escolha de sete homens notáveis por sua reputação, para que se encarregassem daquele “importante negócio”. Dessa forma, poderiam os pastores da Igreja dedicar-se à oração e ao ministério da Palavra de Deus. O que parecia um problema local redundou numa solução universal.
Se evangelizar e fazer discípulos são a incumbência primária da Igreja Cristã, socorrer aos necessitados não lhe é tarefa secundária. Aprendamos, pois, com os santos apóstolos a cumprir integralmente a missão que nos confiou o Cristo de Deus. Tem você se ocupado com os mais carentes? Jesus não os esqueceu. Ordena-nos o Senhor ainda hoje: “Dai-lhes vós de comer”.

I. AS DORES DO CRESCIMENTO

No Dia de Pentecostes, quase três mil almas converteram-se ao Senhor (At 2.14-39). Apesar de um crescimento tão surpreendente, os discípulos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (At 2.42). O que isso evidencia? A completa dedicação da liderança ao discipulado e à sã doutrina. Tem você se consagrado à evangelização e ao ensino? Somente assim pode a sua igreja crescer. Esteja, contudo, preparado para os incômodos e as dores que acompanham o crescimento. Foi o que experimentou a Igreja em Jerusalém.
1. A urgência da assistência social. Em razão do crescente número de conversos, os apóstolos não mais tiveram condições de atender devidamente às demandas sociais da Igreja (At 4.4; 6.1). Era necessário organizar o ministério cotidiano. Se de início não havia necessitado algum, agora já apareciam as queixas de um segmento muito importante da irmandade: os gregos. Eram estes, segundo podemos depreender, israelitas provenientes da Diáspora.
A Igreja em Jerusalém sentia, agora, as dores do crescimento. Somente as igrejas que não crescem são poupadas de tais desconfortos.
Como está o trabalho de assistência social de sua igreja? Todos estão sendo socorridos? O ideal é que, em nosso meio, ninguém seja esquecido (At 4.34).
2. A murmuração dos gregos. Os crentes de expressão grega puseram-se a reclamar de que suas viúvas estavam sendo preteridas na distribuição diária (At 6.1). Fez-se murmuração o que era queixume. Para esvaziar aquele clima de insatisfação que já começava a generalizar-se, os apóstolos foram divinamente orientados a instituir o diaconato. Por que permitir que seja a discórdia espalhada entre os irmãos? Busquemos a sabedoria do alto. E assim teremos condições de pacificar os ânimos e manter a unidade do povo de Deus.

II. A INSTITUIÇÃO DO DIACONATO

Com a murmuração dos gregos a ressoar-lhes aos ouvidos, os apóstolos reuniram a “multidão dos discípulos”, objetivando solucionar aquele problema. Por que deixá-lo avolumar-se e enfermar toda a congregação?
1. A participação da Igreja nas decisões. Os apóstolos, convocada a Igreja, propuseram a escolha de sete varões, para se encarregarem da assistência material e social aos santos. Requeria-se fossem os candidatos homens de “boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6.3). Afinal, iriam eles lidar com o povo de Deus. Em sua Primeira Epístola a Timóteo, Paulo destaca a importância desse ministério: “Porque os que servirem bem como diáconos adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1 Tm 3.13).
2. O ministério diaconal. Apesar de o capítulo seis de Atos não mencionar uma única vez a palavra “diácono”, não resta dúvida de que o ofício foi instituído naquela ocasião. É mister ressaltar o destaque de dois daqueles obreiros: Estêvão e Filipe (At caps. 6, 7 e 8). Não fossem os diáconos, como haveriam os apóstolos de se dedicarem à edificação do corpo de Cristo?
Há que se mencionar o diácono Atanásio (295-373) que, na História da Igreja Cristã, é honrado como o pai da ortodoxia.
Que o Senhor nos dirija na escolha de homens íntegros, sábios e cheios do Espírito Santo, para que nos auxiliem no exercício do pastorado.

III. ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO

Era imperioso aos apóstolos devotarem-se à oração e ao ensino da Palavra de Deus. Doutra forma, como haveriam de edificar a Igreja na sã doutrina? Todavia, estavam eles mais do que cientes: as obras de misericórdia são também importantes. Que os crentes, pois, sobressaiamos igualmente pelas boas obras (Mt 5.16; At 9.36; Ef 2.10). Não alerta Tiago que a fé sem as obras é morta? (Tg 2.17). A assistência social na Igreja Cristã não será menosprezada.
1. O “importante negócio”. O trabalho assistencial foi considerado pelos apóstolos um “importante negócio” (At 6.3). Por isso houveram-se eles com diligência na escolha dos melhores homens para exercê-lo. Na Igreja de Cristo, o socorro aos necessitados também é visto como prioridade.
Havendo incumbido os diáconos de zelar pelo socorro aos pobres, a Igreja Primitiva demonstra ser possível exercer o serviço cristão em sua plenitude. Em sua despensa havia tanto o pão que desce do céu como o pão que brota da terra. Que exemplo às igrejas de hoje! A ordem do Senhor não será esquecida: “Dai-Ihes, vós mesmos, de comer” (Mt 14.16).
2. Servindo à Igreja de Cristo. Tanto os doze apóstolos como os sete diáconos porfiaram em servir à Igreja. Os primeiros com a oração e a Palavra; os segundos, com o ministério cotidiano. Um não pode subsistir sem o outro. Sanada a dificuldade com a assistência às viúvas gregas, informa-nos Lucas: “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé” (At 6.7 — ARA).

Ministros de Cristo, temos duas prioridades: a oração e a proclamação da Palavra de Deus. Todavia, que jamais venhamos a descurar das obras de misericórdia. O Mestre jamais deixou de saciar os famintos. Por que agiríamos nós diferentemente? É hora, portanto, de zelarmos pelo ministério cotidiano, para que o nome de Cristo seja exaltado e magnificado sempre.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

ANDRADE, C. Manual do Diácono. 1.ed. RJ: CPAD, 1999.
RICHARDS, L. O. Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2007.

Subsídio Teológico

“A Comunhão Quebrada'

Os crentes se dedicam a formar uma comunidade de comunhão (At 2.42), que acha expressão em compartilhar as possessões com os necessitados. Como exemplo positivo de comunhão, Lucas chamou atenção a Barnabé (At 4.36,37); em contraste, Ananias e sua esposa são exemplos negativos (At 5.1-11). No capítulo 6, Lucas informa um desarranjo na comunhão causado pela negligência da comunidade para com suas viúvas gregas. No meio de tremendo progresso da Igreja, este problema coloca a unidade eclesiástica em sério perigo. Nesta época, a comunidade cristã consiste em dois grupos: os judeus gregos (hellenistai, ‘crentes de fala grega’) e os judeus hebreus (hebreaioi, ‘crentes de fala aramaica’). Os judeus gregos de Atos 6 são crentes que foram fortemente influenciados pela cultura grega. [...] Os cristãos de fala aramaica são mais fortes nas tradições religiosas palestinas e mostram mais restrição em atitude para com a lei judaica e o templo. Sendo mais agressivos na abordagem, os judeus helenísticos provocavam raiva. Em pelo menos uma ocasião a pregação agressiva de um crente de fala grega na sinagoga helenista em Jerusalém termina em apedrejamento. Os judeus helenistas apresentavam o evangelho com tal zelo que eventualmente os oponentes os compelem a fugir de Jerusalém para salvar a própria vida (At 8.1-3)” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2.ed. RJ: CPAD, 2004, p.657).

“O Descontentamento Social"

Afirma o eminente teólogo da Universidade de Salamanca Lorenzo Turrado: ‘A queixa dos helenistas, a julgar pela iniciativa tomada pelos apóstolos, parece que tinha sério fundamento’. A situação que se desenhava deixou os apóstolos mui preocupados. Como israelitas, sabiam eles que a injustiça e a desigualdade sociais eram intoleráveis aos olhos de Deus (Dt 15.7,11). Não foi por causa da opressão que o Senhor desterrara a Israel? A palavra de Ezequiel não tolera dúvidas: ‘O povo da terra tem usado de opressão, e andado roubando e fazendo violência ao pobre e ao necessitado, e tem oprimido injustamente ao estrangeiro’ (Ez 22.29). Infelizmente, a questão social continua a ser descurada por muitos ministros do Evangelho. Acham eles que a desigualdade social é um problema que cabe apenas ao governo resolver. Mas a Bíblia não ensina assim. Embora a Igreja de Cristo seja um organismo espiritual e desfrute da cidadania celeste, ela é vista como uma comunidade administradora de uma justiça que tem de exceder a do mundo (Mt 5.20). O comentário é de Broadman: ‘Os cristãos têm infligido quase tantas feridas à comunhão quanto os perseguidores externos, abrigando em si preconceitos raciais, religiosos e de classe. Esse preconceito leva à discriminação, e a discriminação destrói a unidade dos crentes. Estas distinções não deviam ter entrado na Igreja, naquela época, e não devem entrar hoje’” (ANDRADE, C. Manual do Diácono. 1.ed. RJ: CPAD, 1999, pp.17,18).

"As implicações de Atos 6"

“Paternalismo. Talvez a primeira lição que deva ser aprendida é a de que a liderança espiritual da igreja precisa evitar o paternalismo. A maneira de se desenvolver uma igreja amadurecida não é impor soluções ‘de cima para baixo’, mas envolver a congregação na solução do problema, e confiar aos membros um papel significativo na tomada de decisões.
Confiança. Teria sido tão fácil tornar-se defensivo e argumentar em quem se deveria ou não colocar a culpa. Em lugar disso, a congregação concentrou-se no problema e os cristãos de fala aramaica demonstraram confiança em seus irmãos, ao fazer os cristãos de fala grega responsáveis pela distribuição a todos.
Prioridades. Os líderes espirituais da igreja precisam concentrar sua atenção ‘na oração e no ministério da palavra‘ (6.4). Mas as preocupações materiais dos crentes também precisam de atenção. E aqueles que lidam com as ‘coisas práticas’ precisam ser pessoas ‘cheias de fé e do Espírito Santo’.
Flexibilidade. Precisamos estar prontos para reagir às necessidades. Frequentemente, nossas igrejas estão encerradas em antigos programas ou antigos cargos. Em lugar de procurar com criatividade satisfazer as necessidades à medida que elas surgem, nós lutamos para manter o mecanismo da igreja. Este incidente na vida da Igreja Primitiva nos lembra de que as pessoas são mais importantes do que as constituições de nossa igreja, e que a inovação não é uma palavra feia” (RICHARDS, L. O. Comentário Histórico Cultural do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2007, pp.263-64).

Fonte de Pesquisa: Revista Lições Bíblicas 1º trimestre 2011
 - Atos dos Apóstolos

domingo, 19 de junho de 2011

Como identificar um verdadeiro cristão

Evangelização – A missão máxima da Igreja

A igreja de Cristo não pode enclausurar-se dentro dos templos, mas deve cumprir a sua missão por toda parte, onde estão os pecadores.
Evangelização: É o esforço conjunto e contínuo da igreja para anunciar o evangelho de Cristo aos pecadores.
O progresso de uma igreja local não pode ser medido ou avaliado primeiramente por suas atividades filantrópicas, educacionais e materiais. O progresso real de uma igreja é avaliado por seu alcance evangelístico, juntamente com seus frutos espirituais, como resultado da semeadura da Palavra de Deus. Todas as demais atividades são importantes, mas a prioritária e incessante é a evangelização.

I. DEFINIÇÃO DE TERMOS

Existem três palavras interligadas na proclamação das Boas-Novas que merecem a nossa atenção: evangelho, evangelismo e evangelização. Estas definem e explicam a missão máxima da igreja na terra.

1. Evangelho (Mc 16.15). Só entenderemos a importância da missão evangelizadora da igreja compreendendo o significado de evangelho. O que é evangelho? No sentido mais simples, o evangelho é definido como "boas-novas de salvação em Cristo". Noutras palavras, "evangelho" é o conteúdo da revelação de Deus, em Jesus como Salvador e Senhor de todas as criaturas que o aceitam como seu Salvador pessoal. Evangelho, portanto, é o conjunto das doutrinas da fé cristã que deve ser anunciado a toda criatura.

2. Evangelização. Mateus 28.19,20 apresenta o imperativo evangelístico de Cristo à sua igreja, com quatro determinações verbais:

a) Ir. No sentido de mover-se ao encontro das pessoas, a fim de comunicar a mensagem salvífica do evangelho;
b) Fazer discípulos. Com o sentido de "estar com" as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo;
c) Batizar. É o ato físico que confirma o novo discípulo pela sua confissão pública de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Senhor;
d) Ensinar as doutrinas da Bíblia, com o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida cristã.
3. Evangelismo. Possui um caráter técnico, pois se propõe a ensinar o cristão a cumprir, de modo eficaz, a tarefa da evangelização. O evangelismo na igreja local implica uma ação organizada e ativada pelos membros, para desenvolver três ações necessárias à pessoa do evangelista: informação, persuasão e integração do novo convertido.

II. A BASE DA EVANGELIZAÇÃO

O Pastor Guilhermo Cook, da Costa Rica, declarou num congresso de missões que a tarefa da evangelização está firmada em três bases distintas: a base cristológica, a ministerial e a sociológica.

1. A base cristológica. É evidente que a mensagem que pregamos aos pecadores só pode ser a mesma que Cristo pregou quando esteve na Terra. Jesus, ao iniciar o seu ministério terreno, o fez a partir da cidade de Nazaré, quando entrou numa sinagoga e levantou-se para ler a Escritura. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías e, ao abri-lo, leu e explicou o texto de Isaías 61.1,2 (ver Lc 4.18,19). Nesta Escritura, Cristo se identificou com a missão para a qual viera (Jo 1.14), mas não restringiu a mensagem e a missão evangelizadora para si, pois outorgou-as a seus discípulos (Jo 20.21). Ora, o mesmo Espírito que ungiu a Jesus para proclamar as boas-novas habita na Igreja para que ela dê continuidade à proclamação da mensagem salvadora do evangelho de Cristo (Lc 24.49; At 1.8; Rm 1.16).

2. A base ministerial. No Antigo Testamento identificamos três ministérios distintos: o sacerdotal, o real e o profético.

a) O sacerdote representava o povo diante de Deus, orando e intercedendo por ele no exercício do ministério no Tabernáculo ou no Templo;
b) O rei representava a Deus perante o povo, e simbolizava o domínio do divino sobre o humano;
c) O profeta era o intermediário entre Deus e o povo, comunicando a mensagem de amor e de juízo.

Quando Jesus se fez homem, exerceu esse tríplice ministério. Como rei, nasceu da linhagem real de Davi (Lc 1.32; Rm 1.3). Como sacerdote, foi declarado sacerdote de acordo com a ordem de Melquisedeque, e não segundo a levítica (Hb 7.11-17,21-27).

Como profeta, Cristo foi identificado pela mensagem que pregava (Lc 4.18,19). Porém, o Senhor Jesus transferiu para a igreja esse tríplice ministério. A igreja é vinculada à linhagem real de Jesus, porque somos o seu corpo glorioso na terra (Ap 1.6; 1 Co 12.27). O sacerdócio da igreja é identificado pela sua presença no mundo como intermediária entre Deus e os homens. Exercemos esse ministério, cumprindo as responsabilidades sacerdotais: interceder e reconciliar o mundo com Deus (2 Co 5.18,19; Hb 2.17). E, por último, a igreja, ao anunciar a Cristo como Senhor e Salvador, cumpre o seu papel profético (1 Pe 2.9; At 1.8).

3. A base sociológica. Em síntese, pessoas evangelizam pessoas, pois Jesus morreu pelos pecadores. É sociológica porque a igreja emprega os meios da comunicação pessoal para persuadir os indivíduos de que Jesus é o Salvador; e porque a mensagem não se restringe a um grupo, mas tem por objetivo alcançar todas as criaturas.

III. A EVANGELIZAÇÃO URBANA E A TRANSCULTURAL

1. Evangelização urbana. Sem prescindir da evangelização nos meios rurais, é um fato notório em nossos tempos que a vida urbana é uma realidade que desafia e exige da igreja uma pronta e veemente atitude para alcançá-la. Existe um fluxo migratório incontrolável de pessoas que deixam a vida rural e saem em busca de melhores oportunidades nas grandes cidades. Muitos problemas sociais resultam da desorganização da vida urbana, e a igreja deve estar preparada para responder a esses dilemas. Estratégias adequadas devem ser desenvolvidas para alcançar as pessoas. Os problemas típicos da vida urbana, tais quais a diversidade cultural, a marginalização social, o materialismo, a invasão das seitas e as tendências sociais, desafiam a igreja no sentido de, sem afetar a essência da mensagem do evangelho, demonstrar o poder da Palavra de Deus que transforma e dá esperança a todos (Rm 1.16).

2. Evangelização transcultural. A evangelização transcultural começa na vida urbana com as diferentes culturas vividas pelos seus habitantes. Porém, ela avança quando requer dos missionários uma capacitação especial para alcançar as pessoas. É preciso que o missionário tenha uma visão nítida de que a mensagem do evangelho é global, pois o Cristianismo deve alcançar cada tribo, e língua, e povo, e nação até as extremidades da terra (Is 49.6; At 13.47). A mensagem do evangelho deve ir a todas as extremidades da Terra, porque a salvação que Cristo consumou no Calvário visa a toda a humanidade. A igreja não pode negligenciar sua missão principal: alcançar todos os povos com a mensagem do evangelho.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COLEMAN, R. Plano mestre de evangelismo pessoal. RJ: CPAD, 2001.

Subsídio Devocional

"Renovando e Alcançando Pessoas

Precisamos começar perguntando mais uma vez: Qual a nossa missão como igreja? A resposta está em reconhecer que somos o corpo de Cristo. Portanto, devíamos estar fazendo o que Ele fez na terra. A evangelização do mundo, portanto, tem de ser a missão, o objetivo norteador da Igreja, pois era a meta central de nosso Senhor — a única razão pela qual o Filho eterno, despojando-se de suas vestes de glória, assumiu nossa forma. Ele veio para ‘buscar e salvar o que se havia perdido’ (Lc 19.10) — ‘não veio para ser servido, mas para servir; e para dar a sua vida em resgate de muitos’ (Mt 20.28).
Uma senhora, num grupo de turistas que visitava o Mosteiro de Westminster, pinçou exatamente o problema. Voltando-se para o guia, perguntou-lhe: ‘Moço, moço! Pare um pouco essa conversa, e me responda: será que alguém foi salvo aqui por esses dias?’.
Um estranho silêncio recaiu sobre o grupo de turistas assustados e, quem sabe, já embaraçados. Salvo no Mosteiro de Westminster? Por que não? Não é essa a função da igreja? Uma igreja que esteja descobrindo o entusiasmo do avivamento saberá disso, e estará em atividade, procurando ganhar os perdidos. O avivamento e a evangelização, embora diferentes quanto à natureza, brotam da mesma fonte e fluem juntos. Uma igreja que não sai para o mundo anunciando as verdades do reino não reconheceria o avivamento, mesmo que este viesse".
(COLEMAN, R. Como avivar a sua igreja. 15.ed., RJ: CPAD, 2005, p. 87-88.)

APLICAÇÃO PESSOAL

A Igreja não foi edificada por Cristo para construir escolas, fundar hospitais ou assumir cargos políticos, por mais dignas que sejam tais realizações, mas para cumprir com o mandato de "ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura" (Mc 16.15). Quando os crentes prescindem da evangelização, não resta mais nada a igreja do que ser uma associação religiosa em busca de privilégios e reconhecimento social. Somente um poderoso reavivamento na vida dos crentes será capaz de transformar uma igreja apática quanto à evangelização em uma comunidade rediviva. Cada crente deve envolver-se com a evangelização dos pecadores. Cada cristão deve ser uma fiel testemunha de Cristo.

Fonte de Pesquisa:

Revista Lições Biblicas 1º Trimestre 2007 - A Igreja e a sua Missão

sábado, 18 de junho de 2011

Por que você precisa de Jesus?

Essa é uma pergunta que anda meio esquecida, embora continue muito importante. Muitas pessoas atualmente dizem: "Afinal por que eu preciso Cristo em minha vida? Tenho casa, comida, roupa, dinheiro e diversão. Não tenho tempo e nem preciso de Jesus". Esta tem sido a resposta de muitos hoje em dia. O alvo de suas vidas é apenas conquistar os prazeres deste mundo.
Porém, gostando ou não, todos nós devemos lembrar que iremos morrer um dia. Algum dia, teremos de encarar a eternidade. Então, seremos ressuscitados de nossos tumulos para comparecermos diante de Deus.
Por isso, todos nós necessitamos de Cristo,porque só ele preenche o vazio espiritual entre Deus e o homem. Ele é o Filho eterno de Deus, e somente através dele podemos ter um relacionamento íntimo e abençoador com o Pai. Ele é o mediador entre Deus e o homem, o único que pode nos reconciliar com Deus.
" Porque só há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. " 1 Timotéo 2.5
Ele nos garante perdão, redenção e transformação. Somente nele há verdadeira esperança de vida eterna.
"Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho de Deus não tem a vida". 1João 5.12

Leia mais aqui>> Diacono Sergio Christino

Por que você precisa de Jesus?

Essa é uma pergunta que anda meio esquecida, embora continue muito importante. Muitas pessoas atualmente dizem: "Afinal por que eu preciso Cristo em minha vida? Tenho casa, comida, roupa, dinheiro e diversão. Não tenho tempo e nem preciso de Jesus". Esta tem sido a resposta de muitos hoje em dia. O alvo de suas vidas é apenas conquistar os prazeres deste mundo.

Porém, gostando ou não, todos nós devemos lembrar que iremos morrer um dia. Algum dia, teremos de encarar a eternidade. Então, seremos ressuscitados de nossos tumulos para comparecermos diante de Deus.

Por isso, todos nós necessitamos de Cristo,porque só ele preenche o vazio espiritual entre Deus e o homem. Ele é o Filho eterno de Deus, e somente através dele podemos ter um relacionamento íntimo e abençoador com o Pai. Ele é o mediador entre Deus e o homem, o único que pode nos reconciliar com Deus.

" Porque só há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. " 1 Timotéo 2.5

Ele nos garante perdão, redenção e transformação. Somente nele há verdadeira esperança de vida eterna.

"Quem tem o Filho tem a vida, quem não tem o Filho de Deus não tem a vida". 1João 5.12

Todos precisamos de cristo porque estamos nós completamente perdidos em nossos pecados, Jesus - que não cometeu pecado algum - veio ao mundo e se sacrificou em nosso lugar para nos resgatar da nossa condição de pecadores perdidos. Na cruz, ele tomou sobre si os pecados de todos nós, doando sua própria vida, para pagar a noss dívida para com Deus. Ele morreu e ressuscitou a fim de que todos nós tivessemos vida juntamente com ele.

"Quando vós estáveis mortos nos pecados... vos vivificou juntamente com ele (Jesus), perdoando-vos todas as ofensas". Colossenses. 2.13.

Ele é a verdadeira fonte de vida, paz e esperança. Por isso, todos nós precisamos de Cristo.

Comece hoje mesmo a considerar a necessidade de Cristo em sua vida. Desperte para a grande transformação que ele deve realizar em seu coração. Conheça-o melhor lendo a Bíblia.

Ele prometeu retornar à terrra com grande poder e glória, ressuscitando osmortos. Todos terão de obedecer a este poderoso chamado de Deus. A humanidade, a uma só vez, estará diante dele. Ali, todo joelho se dobrará e toda língua confesará que Jesus é o SENHOR. Ninguém poderá escapar desse grandioso momento. Os sinais dos tempos indicam que está se aproximando rapidamente a hora em que essas coisas irão acontecer.

"Porque ainda um pouquinho de tempo. E o que há de vir virá, e não tardará" Hebreus 10.37

"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" Marcos 8.36

A Igreja de Cristo

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

Nenhuma barreira material, moral ou espiritual será capaz de impedir a Igreja de cumprir a sua missão na Terra.

I. O QUE É A IGREJA

1. Definição. A palavra “igreja”, no grego, ekklēsia, significa “chamados para fora”. Originalmente, os cidadãos de uma cidade eram chamados mediante o toque de uma trombeta, que os convocava para se reunirem como assembléia em determinado local, a fim de tratarem de assuntos comunitários. Da mesma forma, a Igreja é um grupo de pessoas chamadas para fora do mundo, para formar um povo seleto, especial, pertencer a Deus e servi-lo (1 Pe 2.9,10; 1 Ts 1.9).

2. A visão cristológica da igreja. Certa ocasião, Jesus interrogou os seus discípulos acerca do que as pessoas pensavam a respeito dEle. Após ouvir suas várias respostas, o Mestre lhes fez uma derradeira pergunta: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mt 16.15). Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, respondeu-lhe imediatamente: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). A partir desta resposta, Jesus fez uma enfática declaração revelando aos seus discípulos a edificação, a jornada e o futuro da sua Igreja na Terra. O Senhor afirmou a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

Quando o Mestre enunciou: “edificarei a minha igreja”, identificou-se como seu Arquiteto, cuja edificação estender-se-ia até “à consumação dos séculos” (Mt 28.20). O fundamento sobre o qual Ele edifica a Igreja está indicado nas palavras do texto: “sobre esta pedra”. A pedra não se refere a Pedro e, sim, à verdade que este acabara de afirmar: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16). Jesus não disse: “sobre ti edificarei a minha igreja”, mas declarou que sobre a confissão revelada pelo Espírito Santo a Pedro, a igreja seria edificada.

O próprio Pedro afirma que Jesus é a Pedra sobre a qual a Igreja é edificada - “pedra angular, eleita e preciosa” (1 Pe 2.5; At 4.11). A referência a Cristo como a “pedra angular” (1 Pe 2.5 - ARA), figura um edifício construído com pedras espirituais, isto é, vidas regeneradas ao longo da existência da Igreja na Terra (1 Co 3.9; Ef 2.22).

II. AS DIMENSÕES DA IGREJA NA TERRA

 1. Universal. A Igreja universal é o conjunto de todos os salvos em Cristo. É citada no Novo Testamento no singular - “igreja” - nos textos de At 20.28; 1 Co 12.28; Ef 1.22; 5.27; 1 Tm 3.15; Hb 12.23. No plano eterno de Deus, a Igreja universal foi arquitetada por Ele antes da fundação do mundo (Ef 1.4,9,10), e, tem um caráter geral porque inclui todos os cristãos remidos por Cristo, dentre todos os povos.

2. Local. A palavra igreja, em sentido literal, abrange o conceito de “congregar” e “reunir”, pois se trata da reunião dos fiéis em um local específico. A Bíblia emprega o plural “igrejas”, a fim de referir-se às igrejas locais (At 9.31; 16.5; Rm 16.4; 16.19; 2 Co 8.1; Gl 1.2). No entanto, quando o termo está no singular, cita-se a região na qual a igreja local encontra-se (At 14.23; Rm 16.1; 1 Co 1.2; 4.17; 1 Ts 1.1).

A perspectiva local da igreja fortalece o fato de que o trato e relacionamento de Deus com ela não é só universal, mas local, congregacional e direto.

III. A ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL DA IGREJA
 
1. A organização administrativa da igreja. A Igreja é tanto um organismo espiritual quanto uma organização que necessita do trabalho de pessoas nos vários órgãos funcionais da igreja local. Organização funcional da igreja refere-se à administração dos recursos materiais e humanos de que ela dispõe, para que não haja interrupções no seu crescimento quantitativo e qualitativo.

2. A organização ministerial da igreja. Esta forma de organização diz respeito ao governo da igreja local através de homens vocacionados e capacitados por Deus para o exercício do santo ministério eclesiástico.

Ao longo da trajetória da igreja, temos várias formas de governo eclesiástico: local, distrital, regional e nacional. Por meio do Novo Testamento, verificamos que a autoridade administrativa e espiritual da igreja local é competência do pastor. Todos os demais cargos e funções submetem-se à autoridade pastoral.

Na igreja também há cargos de caráter espiritual, conforme expõe a Escritura em Ef 4.11: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

3. A organização espiritual da igreja. Essa organização refere-se, essencialmente, à sua liturgia. Trata-se da ministração do culto, da adoração coletiva, das ordenanças deixadas por Jesus, como a Ceia do Senhor e o batismo em águas (Mt 28.19,20; Lc 22.16-20). Mesmo que não haja uma forma prescrita e específica de liturgia dos cultos, devemos primar em manter os princípios ensinados por Jesus, no sentido de promover a comunhão com Deus e com os irmãos. Na realização do culto, deve-se evitar tanto o formalismo que engessa a liberdade da adoração a Deus em “espírito e em verdade” (Jo 4.23,24), quanto à espontaneidade individual sem limites, que vulgariza e profana o “culto racional” que devemos prestar continuamente a Deus (Rm 12.1; Sl 95.1-6).

ANDRADE, C. Verdades centrais da fé cristã. RJ: CPAD, 2006.
BREEN, M.; KALLESTAD, W. Uma igreja apaixonante. RJ: CPAD, 2005.

Fontes; Revista Lições Biblicas 1º Trimestre 2007 - CPAD
Estudantes da Biblia
 
Subsídio Teológico

“Tipos da Igreja

A Igreja de Cristo é apresentada de diferentes formas pelos escritores sagrados, mostrando-lhe a natureza, a missão e os recursos com os quais foi dotada pelo Senhor.

1. Virgem imaculada. Tendo em vista a sua pureza e candura, provenientes do sangue vertido por Cristo, o apóstolo Paulo denomina-a uma virgem imaculada (2 Co 11.2).

2. Esposa do Cordeiro. A igreja é assim conhecida, em virtude da aliança que o Senhor Jesus com ela estabeleceu por intermédio do sangue do Novo Testamento (Ap 21.9).

3. Corpo de Cristo. Sendo o Filho de Deus a sua cabeça, a igreja é conhecida como o Corpo de Cristo, pois dEle recebe toda orientação e governo (1 Co 12.27).

4. Edifício. Edificada por Deus através de Jesus, tem ela como fundamento a doutrina dos apóstolos e dos profetas (1 Co 3.9).

5. Nação santa. Separada do mundo e consagrada para o serviço de Deus, a Igreja é assim vista pelo apóstolo Pedro (1 Pe 2.9).

6. Castiçal. Luz do mundo, tem a Igreja como missão acabar com as trevas espirituais e morais deste mundo (Ap 1.20).

7. Israel de Deus. Já que Abraão é o nosso Pai na Fé, somos hoje o Israel de Deus. Afinal, a parede que nos separava da comunidade espiritual dos hebreus foi derribada (Gl 6.16).

8. Universal assembléia. Refere-se o apóstolo à Igreja de Cristo como universal e invisível (Hb 12.22).

9. Família de Deus. Sendo os crentes filhos de Deus por adoção, reunimo-nos, todos os que aceitaram a Cristo, como a família de Deus (Ef 2.17-22)”.

(ANDRADE, C. Verdades centrais da fé cristã. RJ: CPAD, 2006, p.209-10.)

Aplicação Pessoal

A Igreja não é constituída por cimentos, tijolos e ferros, mas por aqueles que experimentaram o novo nascimento e amam a Jesus de todo o coração.

O valor da Igreja não é resultado de sua arquitetura, de suas obras sociais ou da quantidade de filiais que possui, mas do precioso sangue de Cristo. Embora classificada em universal e local, a Igreja de Cristo é apenas uma. É um só corpo constituído por membros de todas as nações, raças e línguas. A verdadeira Igreja de Cristo é indivisível - pois não há duas Igrejas de Cristo -; militante, porque é composta por todos os salvos vivos; triunfante, visto ser caracterizada por aqueles que já se encontram na glória com o Senhor.

Essas verdades são bálsamos para a vida de cada cristão, pois veremos na glória àqueles que, triunfantes, partiram para estar para sempre com o Senhor. Enquanto não alcançamos essa gloriosa promessa, nós, os crentes militantes em Cristo, seguimos a nossa marcha triunfal até o maravilhoso encontro com o Senhor da Igreja. Exaltemos, pois, a Jesus que nos resgatou e constituiu-nos seu corpo místico!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Participe e ganhe!

Nos Acompanhe!

Facebook - Curta nossa Página…

Tecnogospel

Missões e Evangelismo

Vivos! O site da fé Cristã!

Publicidade

Divulgador

Publicidade